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Os dias que se seguiram Jimin continuou a ir ao café, mas sua presença agora era uma demonstração calculada de que ele não queria apenas sexo.

No final do expediente dela, ele aparecia na porta, não mais com a intensidade selvagem de antes, mas com uma postura impecável e um buquê de flores — geralmente rosas brancas. Ele a buscava em casa, a levava ao café. Em algumas manhãs, ele pedia um café da manhã para dois, e eles o tomavam juntos ali no café mesmo.

Até que o convite veio.

Eles estavam em seu carro, estacionados em um local reservado após um jantar tardio. O silêncio estava carregado com o conforto da familiaridade recém-adquirida.

— Eu quero você na minha empresa — ele disse, direto, sem rodeios, o tom de quem não aceita um “não”.

Ela o olhou, surpresa.

— O quê? Trabalhar? Fazendo o quê?

— Gerenciando. Você é esperta, Sn. Eu me lembro de você na faculdade. Nós fizemos algumas aulas de economia juntos, você sempre foi brilhante e conseguia pensar três passos à frente de todo mundo. Eu sei que você seria capaz de comandar uma equipe, cuidar de projetos importantes, do que fosse preciso. Quero a sua inteligência trabalhando para mim, ao meu lado. Não aqui.

Ele acariciou o rosto dela com o polegar, o olhar dele queimando de uma mistura de desejo e expectativa.

Ela se sentiu lisonjeada e intimidada ao mesmo tempo.

— Jimin, eu… não sei. Isso é muita coisa, muito rápido. Eu preciso pensar.

Ele apenas sorriu de lado. Um sorriso que dizia: Eu sei que você vai aceitar.

Eles passaram mais alguns dias como um casal qualquer: encontros no cinema, almoços rápidos, carícias roubadas quando ninguém estava olhando. 

Jimin a deixava na porta de sua casa. O beijo de despedida foi longo e profundo, as mãos dele possessivamente agarradas à cintura dela. Ela riu, um brilho de felicidade misturado à adrenalina.

— Eu te ligo mais tarde — ela sussurrou, antes de se afastar para abrir o portão.

Ele observou ela se virar, o sorriso ainda em seu rosto, quando ouviu uma voz áspera.

— Mas que diabos está acontecendo aqui, Sn?!

O Pai dela estava parado na porta, a expressão de raiva endurecida no rosto. Ele estava prestes a explodir em uma bronca.

— Pai, eu… — ela começou, pálida.

Mas a bronca parou no ar. O olhar do pai dela varreu o homem parado perto do carro de luxo e parou em Jimin. O reconhecimento foi instantâneo, e a raiva no rosto do pai dela se transformou em uma máscara de surpresa e interesse calculista.

 O reconhecimento foi instantâneo, e a raiva no rosto do pai dela se transformou em uma máscara de surpresa e interesse calculista

Jimin, que estava prestes a entrar no carro, também franziu a testa.

— Senhor…?

— Park! — O pai dela forçou uma risada, vindo em direção a Jimin com a mão estendida. — Ora, ora, que surpresa! É o Jimin, não é? Filho do meu amigo, Park Sunghoon. Eu sou o pai da Sn.

O aperto de mão foi firme e um pouco longo demais. Sn estava estática, alternando o olhar entre os dois.

Jimin ficou surpreso. Não pela menção ao pai, mas pela ligação inesperada. O mundo era menor do que ele pensava. Ele apertou a mão do homem, a guarda instantaneamente levantada.

— Sim, sou eu. Não sabia que o senhor e meu pai se conheciam.

— Negócios, claro, rapaz. Velhos amigos dos negócios! — O pai dela riu novamente, forçando uma pose de bom-homem, mas os olhos dele estavam avaliando Jimin de cima a baixo: o carro, o terno caro, a aura de poder. Seus olhos brilhavam com más intenções; ele via ali uma oportunidade, um laço de sangue valioso. — Então vocês dois estão… juntos? É um prazer! Eu ia conversar com Sn sobre o jantar, mas por favor, entre, Jimin. Temos muito o que conversar, em família.

O sorriso do pai dela era amplo, falso e faminto. Jimin viu a armadilha, o interesse repentino. Ele deu um passo em direção a Sn, que parecia a ponto de desmaiar.

— É um prazer, senhor. Não quero incomodar. Eu volto amanhã.

— Que isso! Incomodo nenhum! — O pai insistiu. — Não se preocupe. Agora que eu sei que vocês estão juntos, quero garantir que a minha filha esteja sendo bem tratada.

O tom era sutilmente ameaçador, possessivo de uma forma que Jimin reconheceu e detestou. Ele apenas sorriu, um sorriso sombrio.

— Ela está. Pode ter certeza.

Ele se virou para Sn, os olhos estreitos e intensos, enviando uma mensagem silenciosa: Não se preocupe, eu cuido disso.

— Te ligo em dez minutos. Entra.

Com um aceno de cabeça para o pai dela, que observava a interação com um olhar de águia, Jimin entrou no carro e acelerou, deixando Sn na porta, paralisada entre os dois homens.

Sn mal teve tempo de fechar a porta e a máscara de “bom-homem” de seu pai se desfez, revelando a ambição nua em seus olhos. Ele a seguiu de perto, com a voz carregada de uma curiosidade invasiva.

— Então, Park Jimin… O filho do Sunghoon. Por que não me contou que estava se envolvendo com alguém tão promissor? — Ele não esperou a resposta. — Há quanto tempo isso dura? Ele é sério? Sabe, o pai dele é um peixe grande, Sn. Um tubarão. Você precisa ser esperta.

Ele a encheu de perguntas, invadindo seu espaço pessoal.

— Vocês já… já transaram? Ele usou camisinha? Eu espero que sim, não quero a reputação da minha filha arruinada com um deslize, e muito menos ter de cuidar de um neto agora. Precisa ser tudo limpo, discreto.

Sn sentiu o rosto esquentar de vergonha e horror.

— Pai! Pelo amor de Deus! Para!

Ele ignorou, sorrindo de forma calculista.

— Escute o que eu estou dizendo. Você precisa ser a garota certa para um homem como ele. Não seja fácil, mas também não seja um gelo. Fique na dele, mas com a cabeça no lugar. Ele é ambicioso, Sn, eles são todos assim. Dê a ele o que ele quer, mas faça-o sentir que ele precisa lutar por isso. É assim que se segura um Park.

Ele fez um gesto com a mão, como se estivesse lhe dando a chave para um reino.

— Não vá trabalhar no café agora. Diga que está doente. Diga que precisa de um tempo. Faça ele sentir sua falta. Seja o prêmio, filha! Você pode garantir seu futuro e o meu com essa relação!

Sn estava lívida, sentindo-se suja e traída pela ganância dele.

— Chega! Pai, você está sendo repugnante! Não se meta no meu relacionamento, nem pense em usar o Jimin para os seus joguinhos! Isso não é sobre negócios, é sobre mim!

Ela mal conseguia respirar, a raiva e a humilhação borbulhando. Sem dar chance para que ele continuasse a tecer suas estratégias sórdidas, ela se virou abruptamente e correu para o quarto, batendo a porta com força.

Ela se encostou na porta, tremendo, tentando processar o interrogatório e os “conselhos” nojentos. No instante em que pegou o celular para buscar refúgio na única pessoa que parecia fazê-la esquecer do mundo, a tela acendeu. Jimin.

Ele não mencionou o encontro com o pai dela. Parecia ter ignorado completamente o homem, focando toda sua atenção nela.

— Oi, gatinha. Você está bem? Seu pai parecia… animado.

Ela riu fracamente, sentindo o nó em sua garganta se afrouxar com o tom dele.

— Meu pai estava sendo… ele. Esquece.

— Tudo bem. Eu não liguei para falar sobre o seu pai. Eu liguei porque ainda estou excitado. E porque senti sua falta assim que você fechou a porta.

O tom dele, a mudança abrupta para o sensual e o possessivo, foi o bálsamo que ela precisava.

— Você acabou de me deixar, Jimin.

— E eu não deveria ter feito isso. Eu deveria ter te levado para minha casa, te fodido até de manhã e te mandado uma mensagem para dizer que você estava demitida do café. Agora, me diga, o que você está vestindo?

A conversa seguiu, deslizando facilmente para o território quente. Ela descreveu o que estava vestindo, ele descreveu o que queria fazer com ela. A voz dele era um sussurro rouco e sedutor, pintando cenas na mente dela. Ela o ouviu gemer baixo, a respiração dele pesada, e o corpo dela respondeu à lembrança do prazer, ignorando o frio que sentia pelo pai.

Depois de alguns minutos intensos e de uma promessa de que se veriam no dia seguinte — com Jimin marcando a hora, sem perguntar —, ela se forçou a desligar.

— Eu preciso dormir, Jimin. É sério.

— Durma. Mas sonhe comigo — ele rosnou, o som do desejo puro.

Ela desligou o telefone, o coração batendo forte, e se jogou na cama, sentindo um medo estranho e um desejo incontrolável se misturarem. O perigo tinha um rosto bonito, e agora seu pai estava envolvido.

12 Comentários

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  1. Anne
    Feb 1, '26 at 5:44 pm

    O pai dela todo ganancioso

  2. Anne
    Feb 1, '26 at 5:44 pm

    Ó pá já prevendo o que vai “extorquir” do Park

  3. IASMINE
    Feb 2, '26 at 9:47 pm

    Ela desligou o telefone, o coração batendo forte, e se jogou na cama, sentindo um medo estranho e um desejo incontrolável se misturarem. O perigo tinha um rosto bonito, e agora seu pai estava envolvido.

    Corre mulher, não esquece, tu já ta envolvida ate o talo kkkkkk

  4. Marcela
    Feb 13, '26 at 8:36 pm

    Que isso! Incomodo nenhum! — O pai insistiu. — Não se preocupe. Agora que eu sei que vocês estão juntos, quero garantir que a minha filha esteja sendo bem tratada.

    Quem vê assim, até acredita que tudo isso é cuidado de pai, né?

  5. Iasmine
    May 13, '26 at 8:48 pm

    — Eu quero você na minha empresa — ele disse, direto, sem rodeios, o tom de quem não aceita um “não”.

    Relendo agora percebi que ele é muito possessivo, to gag

  6. Iasmine
    May 13, '26 at 8:49 pm

    — Vocês já… já transaram? Ele usou camisinha? Eu espero que sim, não quero a reputação da minha filha arruinada com um deslize, e muito menos ter de cuidar de um neto agora. Precisa ser tudo limpo, discreto.

    Aiii juro esse pai é um lixo, pqp que escória esse homem

  7. Iasmine
    May 13, '26 at 8:50 pm

    Ela desligou o telefone, o coração batendo forte, e se jogou na cama, sentindo um medo estranho e um desejo incontrolável se misturarem. O perigo tinha um rosto bonito, e agora seu pai estava envolvido.

    Nossa que sensação estranha kkkkkkk sera que to namorando um doido kkkkkk

  8. Thamiris
    May 28, '26 at 4:10 pm

    — Pai, eu… — ela começou, pálida.

    Nem sempre,mais quase sempre um pai mal humorado

  9. Thamiris
    May 28, '26 at 4:11 pm

    Jimin, que estava prestes a entrar no carro, também franziu a testa.

    MDS que homem

  10. Thamiris
    May 28, '26 at 4:13 pm

    — Negócios, claro, rapaz. Velhos amigos dos negócios! — O pai dela riu novamente, forçando uma pose de bom-homem, mas os olhos dele estavam avaliando Jimin de cima a baixo: o carro, o terno caro, a aura de poder. Seus olhos brilhavam com más intenções; ele via ali uma oportunidade, um laço de sangue valioso. — Então vocês dois estão… juntos? É um prazer! Eu ia conversar com Sn sobre o jantar, mas por favor, entre, Jimin. Temos muito o que conversar, em família.

    Mais um pai de Sn pra eu odiar kk

  11. Thamiris
    May 28, '26 at 4:15 pm

    — Não vá trabalhar no café agora. Diga que está doente. Diga que precisa de um tempo. Faça ele sentir sua falta. Seja o prêmio, filha! Você pode garantir seu futuro e o meu com essa relação!

    Que nojo

  12. Thamiris
    May 28, '26 at 4:17 pm

    A conversa seguiu, deslizando facilmente para o território quente. Ela descreveu o que estava vestindo, ele descreveu o que queria fazer com ela. A voz dele era um sussurro rouco e sedutor, pintando cenas na mente dela. Ela o ouviu gemer baixo, a respiração dele pesada, e o corpo dela respondeu à lembrança do prazer, ignorando o frio que sentia pelo pai.

    Sexo virtual,sério ?! Jimin tá demais

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