Capítulo 4 – Uma Rotina e uma Surpresa Perigosa
por FanfiqueiraOs dias que se seguiram Jimin continuou a ir ao café, mas sua presença agora era uma demonstração calculada de que ele não queria apenas sexo.
No final do expediente dela, ele aparecia na porta, não mais com a intensidade selvagem de antes, mas com uma postura impecável e um buquê de flores — geralmente rosas brancas. Ele a buscava em casa, a levava ao café. Em algumas manhãs, ele pedia um café da manhã para dois, e eles o tomavam juntos ali no café mesmo.
Até que o convite veio.
Eles estavam em seu carro, estacionados em um local reservado após um jantar tardio. O silêncio estava carregado com o conforto da familiaridade recém-adquirida.
— Eu quero você na minha empresa — ele disse, direto, sem rodeios, o tom de quem não aceita um “não”.
Ela o olhou, surpresa.
— O quê? Trabalhar? Fazendo o quê?
— Gerenciando. Você é esperta, Sn. Eu me lembro de você na faculdade. Nós fizemos algumas aulas de economia juntos, você sempre foi brilhante e conseguia pensar três passos à frente de todo mundo. Eu sei que você seria capaz de comandar uma equipe, cuidar de projetos importantes, do que fosse preciso. Quero a sua inteligência trabalhando para mim, ao meu lado. Não aqui.
Ele acariciou o rosto dela com o polegar, o olhar dele queimando de uma mistura de desejo e expectativa.
Ela se sentiu lisonjeada e intimidada ao mesmo tempo.
— Jimin, eu… não sei. Isso é muita coisa, muito rápido. Eu preciso pensar.
Ele apenas sorriu de lado. Um sorriso que dizia: Eu sei que você vai aceitar.
Eles passaram mais alguns dias como um casal qualquer: encontros no cinema, almoços rápidos, carícias roubadas quando ninguém estava olhando.
Jimin a deixava na porta de sua casa. O beijo de despedida foi longo e profundo, as mãos dele possessivamente agarradas à cintura dela. Ela riu, um brilho de felicidade misturado à adrenalina.
— Eu te ligo mais tarde — ela sussurrou, antes de se afastar para abrir o portão.
Ele observou ela se virar, o sorriso ainda em seu rosto, quando ouviu uma voz áspera.
— Mas que diabos está acontecendo aqui, Sn?!
O Pai dela estava parado na porta, a expressão de raiva endurecida no rosto. Ele estava prestes a explodir em uma bronca.
— Pai, eu… — ela começou, pálida.
Mas a bronca parou no ar. O olhar do pai dela varreu o homem parado perto do carro de luxo e parou em Jimin. O reconhecimento foi instantâneo, e a raiva no rosto do pai dela se transformou em uma máscara de surpresa e interesse calculista.
Jimin, que estava prestes a entrar no carro, também franziu a testa.
— Senhor…?
— Park! — O pai dela forçou uma risada, vindo em direção a Jimin com a mão estendida. — Ora, ora, que surpresa! É o Jimin, não é? Filho do meu amigo, Park Sunghoon. Eu sou o pai da Sn.
O aperto de mão foi firme e um pouco longo demais. Sn estava estática, alternando o olhar entre os dois.
Jimin ficou surpreso. Não pela menção ao pai, mas pela ligação inesperada. O mundo era menor do que ele pensava. Ele apertou a mão do homem, a guarda instantaneamente levantada.
— Sim, sou eu. Não sabia que o senhor e meu pai se conheciam.
— Negócios, claro, rapaz. Velhos amigos dos negócios! — O pai dela riu novamente, forçando uma pose de bom-homem, mas os olhos dele estavam avaliando Jimin de cima a baixo: o carro, o terno caro, a aura de poder. Seus olhos brilhavam com más intenções; ele via ali uma oportunidade, um laço de sangue valioso. — Então vocês dois estão… juntos? É um prazer! Eu ia conversar com Sn sobre o jantar, mas por favor, entre, Jimin. Temos muito o que conversar, em família.
O sorriso do pai dela era amplo, falso e faminto. Jimin viu a armadilha, o interesse repentino. Ele deu um passo em direção a Sn, que parecia a ponto de desmaiar.
— É um prazer, senhor. Não quero incomodar. Eu volto amanhã.
— Que isso! Incomodo nenhum! — O pai insistiu. — Não se preocupe. Agora que eu sei que vocês estão juntos, quero garantir que a minha filha esteja sendo bem tratada.
O tom era sutilmente ameaçador, possessivo de uma forma que Jimin reconheceu e detestou. Ele apenas sorriu, um sorriso sombrio.
— Ela está. Pode ter certeza.
Ele se virou para Sn, os olhos estreitos e intensos, enviando uma mensagem silenciosa: Não se preocupe, eu cuido disso.
— Te ligo em dez minutos. Entra.
Com um aceno de cabeça para o pai dela, que observava a interação com um olhar de águia, Jimin entrou no carro e acelerou, deixando Sn na porta, paralisada entre os dois homens.
Sn mal teve tempo de fechar a porta e a máscara de “bom-homem” de seu pai se desfez, revelando a ambição nua em seus olhos. Ele a seguiu de perto, com a voz carregada de uma curiosidade invasiva.
— Então, Park Jimin… O filho do Sunghoon. Por que não me contou que estava se envolvendo com alguém tão promissor? — Ele não esperou a resposta. — Há quanto tempo isso dura? Ele é sério? Sabe, o pai dele é um peixe grande, Sn. Um tubarão. Você precisa ser esperta.
Ele a encheu de perguntas, invadindo seu espaço pessoal.
— Vocês já… já transaram? Ele usou camisinha? Eu espero que sim, não quero a reputação da minha filha arruinada com um deslize, e muito menos ter de cuidar de um neto agora. Precisa ser tudo limpo, discreto.
Sn sentiu o rosto esquentar de vergonha e horror.
— Pai! Pelo amor de Deus! Para!
Ele ignorou, sorrindo de forma calculista.
— Escute o que eu estou dizendo. Você precisa ser a garota certa para um homem como ele. Não seja fácil, mas também não seja um gelo. Fique na dele, mas com a cabeça no lugar. Ele é ambicioso, Sn, eles são todos assim. Dê a ele o que ele quer, mas faça-o sentir que ele precisa lutar por isso. É assim que se segura um Park.
Ele fez um gesto com a mão, como se estivesse lhe dando a chave para um reino.
— Não vá trabalhar no café agora. Diga que está doente. Diga que precisa de um tempo. Faça ele sentir sua falta. Seja o prêmio, filha! Você pode garantir seu futuro e o meu com essa relação!
Sn estava lívida, sentindo-se suja e traída pela ganância dele.
— Chega! Pai, você está sendo repugnante! Não se meta no meu relacionamento, nem pense em usar o Jimin para os seus joguinhos! Isso não é sobre negócios, é sobre mim!
Ela mal conseguia respirar, a raiva e a humilhação borbulhando. Sem dar chance para que ele continuasse a tecer suas estratégias sórdidas, ela se virou abruptamente e correu para o quarto, batendo a porta com força.
Ela se encostou na porta, tremendo, tentando processar o interrogatório e os “conselhos” nojentos. No instante em que pegou o celular para buscar refúgio na única pessoa que parecia fazê-la esquecer do mundo, a tela acendeu. Jimin.
Ele não mencionou o encontro com o pai dela. Parecia ter ignorado completamente o homem, focando toda sua atenção nela.
— Oi, gatinha. Você está bem? Seu pai parecia… animado.
Ela riu fracamente, sentindo o nó em sua garganta se afrouxar com o tom dele.
— Meu pai estava sendo… ele. Esquece.
— Tudo bem. Eu não liguei para falar sobre o seu pai. Eu liguei porque ainda estou excitado. E porque senti sua falta assim que você fechou a porta.
O tom dele, a mudança abrupta para o sensual e o possessivo, foi o bálsamo que ela precisava.
— Você acabou de me deixar, Jimin.
— E eu não deveria ter feito isso. Eu deveria ter te levado para minha casa, te fodido até de manhã e te mandado uma mensagem para dizer que você estava demitida do café. Agora, me diga, o que você está vestindo?
A conversa seguiu, deslizando facilmente para o território quente. Ela descreveu o que estava vestindo, ele descreveu o que queria fazer com ela. A voz dele era um sussurro rouco e sedutor, pintando cenas na mente dela. Ela o ouviu gemer baixo, a respiração dele pesada, e o corpo dela respondeu à lembrança do prazer, ignorando o frio que sentia pelo pai.
Depois de alguns minutos intensos e de uma promessa de que se veriam no dia seguinte — com Jimin marcando a hora, sem perguntar —, ela se forçou a desligar.
— Eu preciso dormir, Jimin. É sério.
— Durma. Mas sonhe comigo — ele rosnou, o som do desejo puro.
Ela desligou o telefone, o coração batendo forte, e se jogou na cama, sentindo um medo estranho e um desejo incontrolável se misturarem. O perigo tinha um rosto bonito, e agora seu pai estava envolvido.
O pai dela todo ganancioso
Ó pá já prevendo o que vai “extorquir” do Park
Corre mulher, não esquece, tu já ta envolvida ate o talo kkkkkk
Que isso! Incomodo nenhum! — O pai insistiu. — Não se preocupe. Agora que eu sei que vocês estão juntos, quero garantir que a minha filha esteja sendo bem tratada.
Quem vê assim, até acredita que tudo isso é cuidado de pai, né?
Relendo agora percebi que ele é muito possessivo, to gag
Aiii juro esse pai é um lixo, pqp que escória esse homem
Nossa que sensação estranha kkkkkkk sera que to namorando um doido kkkkkk
Nem sempre,mais quase sempre um pai mal humorado
MDS que homem
Mais um pai de Sn pra eu odiar kk
Que nojo
Sexo virtual,sério ?! Jimin tá demais