Capítulo 3 – Minha
por FanfiqueiraNo dia seguinte, o som familiar da campainha do café quebrou a calma da manhã.
Ela tentava se concentrar no vapor do leite, na espuma perfeita — qualquer coisa que a mantivesse distante da lembrança da noite anterior.
Mas quando ergueu os olhos e o viu atravessando a porta, o ar simplesmente congelou.
Park Jimin.
O mesmo olhar intenso.
A mesma postura contida, impecável — como se nada tivesse acontecido.
O coração dela acelerou sem permissão, o corpo reagindo antes da mente. As lembranças da noite anterior — o toque, o calor, o sussurro quase proibido — atravessaram sua mente em segundos. Ela engoliu em seco e tentou se proteger.
— Hyejin, atende a sala VIP hoje pra mim, por favor — disse, sem conseguir encará-lo.
A colega sorriu, confusa.
— Ele não é seu cliente fixo? Vai trocar justo hoje?
— Só… faz isso, tá? — respondeu apressada, desviando o olhar.
Mas Hyejin se atrapalhou com o pedido, derrubando um pouco de leite no balcão. O olhar de Jimin se tornou firme, ligeiramente zangado, enquanto ele se aproximava, passos decididos.
— SN — disse, a voz baixa e carregada, cortando o ambiente — pedi pra que fingisse que nada aconteceu e não deixasse de me atender.
O patrão dela franziu a testa, confuso.
— O que está acontecendo aqui?
Ela arregalou os olhos, corando.
— Já estou indo, senhor Jimin… vou levar o de sempre. E me desculpe por ter derramado… derramado leite no senhor ontem — disse, trêmula.
Ele sorriu levemente com o duplo sentido da fala dela, sem perder o olhar fixo nela.
— Não tem problema, também foi minha culpa. Não precisa ficar nervosa… mas… quero de novo.
Ela congelou, o coração disparando, incapaz de articular palavra.
— Quero que me atenda de novo, por favor — completou ele, e se afastou em direção à sala VIP.
Minutos depois, ela voltou com o pedido, mantendo distância:
— Aqui está, senhor — disse, a voz firme, mas os olhos evitavam os dele.
Ele não desviou o olhar. Cada gesto dela parecia prender sua atenção, e quando notou que ela mordia os lábios sem encará-lo, aproximou-se devagar, com uma mão envolvendo sua cintura, colando seus corpos.
— Tentei não pensar em você… mas não consigo. Não quero — murmurou, antes de pressionar os lábios contra os dela.
Ela tentou se afastar, mas a força da atração era maior que a razão. O beijo foi intenso, cheio de desejo contido, as mãos explorando, provocando arrepios e suspiros. Cada toque dele parecia ler os limites dela, cada gesto despertava um fogo que não podia ser contido.
A respiração se misturava, a tensão crescia. O corpo dele pulsava contra o dela, implorando, e o dela reagia sem pudor.
Ele sussurrou perto do ouvido dela, a voz rouca e urgente:
— Quero sair com você… aceita sair comigo? Não quero só momentos assim em uma sala VIP… quero você, SN. Me deixa ter você pra mim. — ele sussurrou contra a boca dela, antes de beijar ela com ainda mais intensidade.
A respiração se misturava, o ar ficando curto entre os dois. O beijo se prolongou até o corpo pedir por ar; um beijo quente, profundo, de quem tenta negar o que sente e falha. As mãos dele ainda a seguravam firme pela cintura, o corpo inteiro pulsando em alerta, o coração batendo rápido demais.
Quando ele finalmente se afastou, as bocas ainda se roçavam, as respirações misturadas.
Ela tentou falar, mas a voz saiu num sussurro rouco, sem força, os olhos ainda fechados, as mãos presas aos ombros dele:
— Senhor Park… seu café vai esfriar.
Um meio-sorriso curvou os lábios dele. Ele manteve o rosto próximo, o nariz roçando o dela.
— Deixa esfriar. — O tom era baixo, rouco, quase um aviso. — Eu posso pedir outro.
Ele afastou uma mecha de cabelo do rosto dela, o toque leve contrastando com a firmeza de antes.
— Mas o que eu quero agora… — sussurrou, o olhar cravado nela — …não vem em nenhuma bandeja.
Por um momento, o silêncio voltou a dominar a sala: apenas o som das respirações, o leve tilintar das xícaras sobre a mesa, o pulso acelerado deles ecoando no mesmo ritmo.
Então ele se afastou meio passo, o suficiente para que ela pudesse respirar, mas não o bastante para escapar do campo gravitacional que existia entre os dois.
— Vai lá, SN. Antes que eu te prenda aqui de novo. — A voz dele saiu baixa, arrastada, um convite perigoso disfarçado de aviso. Ele se inclinou, os lábios a um sopro dos dela. — Mas ainda quero a minha resposta… pensa com carinho.
Ela abriu os olhos devagar, o coração batendo forte, o ar preso na garganta. Ele já havia recuado, retomando o controle habitual — o CEO impecável, de semblante calmo e olhar inabalável. Mas os olhos… continuavam queimando.
Ela ajeitou o uniforme, tentando parecer composta, mas as pernas ainda tremiam. Caminhou até a porta, pousou a mão sobre a maçaneta. Por um instante, hesitou.
A porta chegou a se abrir numa fresta — e foi então que se fechou de novo, com um estalo surdo.
Ele estava atrás dela.
Tão perto que o calor do corpo dele atravessava o tecido da roupa. Uma mão segurava firme a cintura dela; a outra, ainda sobre a porta, impedindo qualquer saída.
— Não devia ter hesitado — murmurou junto ao ouvido dela, a voz rouca, arrastada, um sopro quente contra sua pele.
Antes que ela pudesse reagir, ele a virou com firmeza; a mão subiu até a nuca e a puxou para um beijo urgente, profundo, daqueles que tiram o ar. Ela sentiu o calor do corpo dele, o perfume amadeirado, o som baixo da respiração dele misturando-se à dela.
Ele a guiou até a poltrona e sentou-se, mantendo-a entre os joelhos. Os lábios ainda grudados, a respiração quente batendo entre um beijo e outro. Quando a puxou para o colo, o movimento foi natural, inevitável; ela se encaixou de frente, sentindo o ritmo acelerado do coração dele contra o próprio peito.
Ela sorriu entre o beijo, provocando, a boca ainda roçando na dele.
— Quer que eu fale a resposta… ou que eu mostre? — murmurou, voz rouca, arrastando o som como se o desafiasse.
Os olhos de Jimin se estreitaram; um meio sorriso lento apareceu, carregado de tensão.
— Mostra — respondeu, num tom baixo e grave, que mais parecia uma ordem.
O sorriso dela se desfez em outro beijo. Um beijo faminto, selvagem, com o gosto de urgência e desejo proibido. Uma das mãos dela foi até a nuca dele, os dedos se perdendo nos fios, enquanto a outra desceu pela barriga até o zíper da calça, abrindo-o com uma pressa quase dolorosa. Ele respondeu ao toque dela segurando-a pela cintura, sentindo os músculos dela tremerem contra os seus, uma resposta eletrizante. O cheiro do café, ainda fraco no ar, misturado ao da pele dela, aquecida e viciante, criava um torpor inebriante.
Ela puxava os cabelos dele, guiando-o, exigindo mais, e ele deixava, reagindo ao contato como quem se rende e domina ao mesmo tempo. Era um jogo de poder silencioso e intenso. O som dos beijos era abafado, irregular, intercalado com respirações rápidas e gemidos baixos que mal ousavam escapar.
As mãos dele deslizaram pela curva das costas dela, encontrando a linha da cintura, subindo o tecido fino da saia do uniforme, roçando a pele que se arrepiou com o toque. Com um único movimento rápido e preciso, a ponta dos dedos afastou a calcinha dela para o lado, e ele puxou a própria cueca para baixo, se encaixando nela de uma vez só, em um choque de prazer cru.
Ela mordeu o lábio inferior, abafando um gemido que se tornou um arquejo, jogando a cabeça para trás em pura entrega. O impacto a fez prender o ar por um instante, o corpo rígido antes de relaxar contra ele. Ela encostou a testa na dele, os olhos semicerrados e o sorriso provocante ainda nos lábios.
— Não pare. Por favor, não pare.
Ele fechou os olhos, o rubor escurecendo suas bochechas. Deslizou as mãos pelas coxas dela, os dedos se fechando na carne macia. Em um movimento firme, ele a puxou para mais perto, aumentando a profundidade da penetração, sentindo o limite e a urgência. Os dedos dele se apertaram na carne dela, deixando marcas vermelhas.
— Nunca faria isso. Você sabe que não.
Ele rosnou baixo e rouco perto do ouvido dela, a voz carregada de posse. Ela quicava no colo dele, freneticamente, aceitando e exigindo cada estocada, e então um gemido gutural e delicioso escapou.
— Caralho… — ela sussurrou contra os lábios dele, sentindo as estocadas fundas, atingindo-a em cheio.
O ar estava quente, denso, com a respiração pesada deles. Ele mordeu levemente a parte sensível do pescoço dela, a pele fina e quente, enquanto seus movimentos se tornavam mais frenéticos, mais urgentes. A fricção era um incêndio.
— Por que você precisa me torturar tanto? — ele perguntou, o tom beirando a súplica, antes de voltar a foder ela.
Ele a fodia com tanta intensidade e freneticamente que ela gozou forte, soltando um grito abafado na curva do ombro dele, e isso a deixou toda mole, rendida ao prazer. Mas ele não parou, não podia, não queria parar. Queria gozar nela, sentir o calor final.
Em meio aos gemidos e ofegos, ele pediu, sem interromper o ritmo:
— Deixa eu gozar dentro? Porra, deixa, por favor.
Ela gemeu, incapaz de articular uma palavra. O gemido quebrou dele, tão intenso quanto o prazer que o atingiu. Antes que ela pudesse dizer algo, a entrega dela o fez atingir o ápice. Ele gozou forte e fundo dentro dela, um calor explosivo. Ele gemeu rouco, afundando o rosto no pescoço dela, o corpo tremendo com a força da liberação.
Ela só conseguiu dizer, a voz falha e um fio de prazer escorrendo pelos lábios:
— Caralho, Jimin.
E então, ela gozou novamente, um espasmo doce e poderoso, sincronizado com o último tremor dele. A respiração deles se tornou uma só, pesada e inconstante, no silêncio que se seguiu ao caos.
Ele a apertou contra si, a respiração ainda ofegante e quente no pescoço dela. Um sorriso sacana e lento se desenhou em seus lábios enquanto ele se afastava minimamente para encará-la. A mão dele subiu até a cabeça dela, os dedos ajeitando um fio de cabelo que caíra sobre o rosto suado, parando então na nuca, onde o polegar fez uma pressão possessiva.
— Agora que você é minha — ele murmurou, a voz grave e satisfeita, os olhos fixos nos dela.
Ela riu, ainda sem forças, o som baixo e rouco pela exaustão deliciosa. Ela ergueu o rosto, que ainda repousava no pescoço dele.
— Sua? Calma lá, Jimin. Eu só aceitei sair com você.
O sorriso dele endureceu, tornando-se mais predador do que divertido. Ele balançou a cabeça lentamente, a mão apertando a nuca dela de leve.
— Não. Não é assim que funciona. Você não me faria gozar assim e sair por essa porta como se nada tivesse acontecido. Você é minha, agora. E eu quero saber: posso te buscar depois do trabalho?
Ela riu de novo, ainda meio mole nos braços dele, a cabeça girando levemente contra seu pescoço.
— Você não está indo rápido demais não?
A expressão dele ficou séria, quase impaciente. Ele a puxou mais para si, o contato do quadril com o dela sendo um lembrete vívido do que havia acabado de acontecer e do que ainda estava por acontecer.
— Eu já esperei demais.
Ainda com ele dentro dela, a tensão sexual voltava, fina e perigosa. Ela se mexeu de leve, uma tentativa de levantar, e ele soltou um gemido baixo, a voz cheia de aviso.
— Não.
Em vez de deixá-la ir, ele deu três estocadas fundas nela, um movimento possessivo e arrebatador. O prazer reacendeu nos olhos dela. Ele a beijou intensamente, um beijo de despedida que prometia um reencontro.
Finalmente, ele a liberou com um suspiro pesado e um último aperto no quadril dela. Os dois se ajeitaram apressadamente. Ele puxou o zíper da calça com a mesma urgência com que ela havia aberto.
Ela caminhou até a porta da sala VIP. Antes que ela pusesse a mão na maçaneta, ele a chamou:
— Não esquece. Te pego quando terminar o trabalho.
Ela riu, a mão já na maçaneta.
— Você nem sabe a hora que eu saio.
Ele recostou-se na cadeira, com um sorriso sarcástico que não chegava aos olhos, que mantinham uma promessa sombria.
— É claro que eu sei. Eu sei de tudo. Agora vai, antes que eu te coloque de quatro nessa mesa e te foda até você chorar.
Ela mordeu o lábio inferior, o olhar faminto e submisso antes de girar a maçaneta e desaparecer.
Jimin fechou os olhos, o cheiro dela, de sexo e café, pairando no ar.
“Ela é teimosa. Adoro isso. A forma como ela tenta fugir enquanto o corpo dela implora para que eu a possua. Eu não vou apenas buscá-la. Eu vou buscá-la e vou levá-la para onde eu quiser. O trabalho dela, o nome dela, os horários dela… São todos meus, agora. Ela mal sabe o quão fundo se meteu comigo. Mal pode esperar para ver a expressão dela quando eu estiver parado na frente da saída.”
Passa logo ela pro teu nome macho
Rapaz se eu fosse tu, ficava só pra fazer um teste kk
Lógico que ele sabe
Assim já?!
Mais ela tbm não deixa baixo né
Só inverteram pouco a ordem,mais tudo certo
Olha a ironia
Mal sabe ela onde ta se enfiando kkkkk
Mas é um cachorro esse Park Jimin kkkk
A bicha ja tremeu na base com Sr Park kkkkk
“Ela é teimosa. Adoro isso. A forma como ela tenta fugir enquanto o corpo dela implora para que eu a possua. Eu não vou apenas buscá-la. Eu vou buscá-la e vou levá-la para onde eu quiser. O trabalho dela, o nome dela, os horários dela… São todos meus, agora. Ela mal sabe o quão fundo se meteu comigo. Mal pode esperar para ver a expressão dela quando eu estiver parado na frente da saída.”
Acho que não sou normal kkkk eu amo Homem assim
— Não. Não é assim que funciona. Você não me faria gozar assim e sair por essa porta como se nada tivesse acontecido. Você é minha, agora. E eu quero saber: posso te buscar depois do trabalho?
“Você é minha ”
Sem brechas pra ela recusar… Gosto assim
Aiiii que medo gente, ele possessivo total
Já se apossou dela
Como será que ele vai reagir a essa troca