Capítulo 9 – Entrelinhas e Moletom
por FanfiqueiraNa manhã seguinte, Jungkook acordou com a sensação de que um caminhão havia passado por cima dele. A noite tinha sido curta e a insônia, alimentada por pensamentos que ele definitivamente não deveria ter tido com a babá do filho, o deixou com as olheiras um pouco mais profundas.
Ele estava na cozinha, vestindo apenas uma calça de moletom preta e tentando, sem muito sucesso, fazer a cafeteira funcionar, quando ouviu o bip da porta.
Desta vez, não houve batida. Ela já tinha a senha.
Quando S/N entrou, Jungkook parou o que estava fazendo. Se ontem ela parecia uma psicóloga pronta para um congresso, hoje ela parecia… uma pessoa que pertencia àquela casa. Ela usava um conjunto de moletom largo em tom de areia, meias brancas e os cabelos estavam presos em um coque alto e perfeitamente bagunçado, com alguns fios soltos moldando o rosto. Estava sem maquiagem, com a pele limpa e um ar de quem tinha acabado de despertar de um sono muito melhor que o dele.
— Bom dia — ela disse, deixando as chaves no aparador com uma naturalidade que desarmou Jungkook. — O café quebrou ou o senhor que esqueceu como se aperta o botão?
Jungkook pigarreou, tentando desviar o olhar do pescoço dela, que ficava exposto pelo coque. A imagem dela assim, “desarmada”, era quase tão perigosa quanto a versão de vestido preto.
— Bom dia — ele respondeu, a voz ainda mais grave por causa do sono. — Acho que ela está protestando contra o horário. O Minjae ainda não acordou.
S/N caminhou até a cozinha, passando por ele e deixando um rastro suave de lavanda e amaciante. Ela assumiu o controle da cafeteira com dois movimentos precisos.
— O senhor parece que não dormiu nada, Sr. Jeon — ela comentou, lançando um olhar de soslaio para ele. — Algum problema com o carro? Ou a consciência pesada por alguma coisa?
Jungkook sentiu o rosto esquentar instantaneamente. Se ela soubesse que a “consciência” dele estava ocupada com cenas dela sob o chuveiro, ele provavelmente seria processado.
— Só… muitos pensamentos sobre a próxima corrida — ele mentiu, encostando-se no balcão e cruzando os braços, tentando parecer casual apesar de estar sem camisa.
S/N parou o que estava fazendo por um segundo. Seus olhos desceram pelo abdômen definido dele, mapeando as tatuagens que subiam pelo braço, antes de voltarem para os olhos de Jungkook com uma rapidez profissional.
— Entendo. O foco é importante — ela disse, entregando a ele uma caneca fumegante. — Mas hoje eu vou levar o Minjae para um museu interativo. Preciso que o senhor assine uma autorização. E, por favor… coloque uma camisa. O Minjae logo acorda e não queremos que ele ache que a regra de “se vestir para o café” não se aplica ao papai, certo?
Jungkook olhou para a caneca e depois para ela, soltando uma risada anasalada. — Você não perde uma chance de me dar ordens na minha própria casa, não é?
— Eu não dou ordens, Jungkook — ela sorriu, e desta vez o sorriso foi doce, quase cúmplice. — Eu dou sugestões baseadas no bom senso. O senhor deveria tentar segui-las mais vezes.
Ela se afastou para ir em direção à escada, o moletom balançando suavemente conforme ela andava. Jungkook ficou ali, bebendo o café e percebendo que, se com S/N de “boneca” ele estava em perigo, com S/N de coque e moletom, ele estava completamente perdido.
Jungkook subiu as escadas em silêncio, o café ainda aquecendo sua garganta, mas o peito apertado por uma sensação que ele não conseguia nomear. Ele entrou no quarto de Minjae; o pequeno estava afundado nos travesseiros, um fio de cabelo caído sobre o rosto sereno. Jungkook se inclinou e depositou um beijo demorado e terno na testa do filho, sentindo o cheirinho de sono dele.
— Papai vai vencer o vento por você hoje, amigão — sussurrou, ajeitando o cobertor.
Ao sair, deu de cara com S/N no corredor. Ela estava encostada na parede, observando a cena com um olhar suave, o coque um pouco mais bagunçado agora. Jungkook parou diante dela, a proximidade fazendo o corredor parecer estreito demais.
— Cuida bem do meu tesouro — ele disse, a voz rouca e baixa. — E tente não dar muitos nós na cabeça dele com essa sua psicologia… ou na minha.
S/N deu um sorriso de canto, aquele que fazia o estômago dele revirar. — Pode ir tranquilo, Piloto. O seu tesouro está em boas mãos. Já você… acho que o problema não é a psicologia, é a falta de freio.
Jungkook soltou um riso anasalado, olhou para a boca dela por um segundo a mais do que o profissional permitia, e saiu para o paddock.
As horas no simulador e na pista foram uma tortura. Cada vez que ele fechava os olhos para se concentrar na telemetria, via o moletom areia de S/N. Às 14h, ele não aguentou.
— Namjoon, cancela o resto da tarde. Tenho um compromisso inadiável. — Compromisso? Você tem acerto de suspensão, Jungkook! — A suspensão pode esperar. Meu filho não.
Ele não foi como “Jeon Jungkook, o piloto”. Ele vestiu um casaco oversized preto, um boné enterrado até as sobrancelhas e uma máscara facial preta. No museu interativo de artes e ciências, ele parecia apenas mais um pai tentando ser discreto.
Ele os encontrou na ala das projeções espaciais. Minjae estava maravilhado, tentando “pegar” as estrelas projetadas no chão, enquanto S/N explicava algo sobre as constelações, gesticulando com as mãos. Jungkook se aproximou por trás, em silêncio, e cutucou o ombro do filho.
— Ouvi dizer que tem um pequeno astronauta precisando de um copiloto.
Minjae deu um grito de alegria que ecoou pela sala. — PAPAI! Você veio!
S/N deu um pulo de susto, levando a mão ao peito. — Você está louco? Quer causar um tumulto aqui? — ela sussurrou, embora seus olhos estivessem brilhando de surpresa e, talvez, de satisfação.
— Ninguém me reconheceu. Estou camuflado — ele brincou, tirando a máscara por um segundo para dar um sorriso vitorioso para ela.
Eles passaram as duas horas seguintes caminhando pelo museu. Jungkook carregava Minjae nos ombros, enquanto S/N lia as placas informativas. Para quem olhasse de fora, eram a imagem perfeita de uma família jovem e feliz em um passeio de domingo. Jungkook sentia uma paz estranha; não havia flashes, não havia cronômetros. Havia apenas a risada do filho e a presença magnética de S/N ao seu lado, comentando sobre as exposições.
— Estou com fome de leão! — anunciou Minjae quando saíram.
Jungkook não os levou para um fast-food. Ele ligou para um restaurante italiano exclusivo, escondido em uma ruela charmosa de Gangnam, conhecido pela privacidade e pela vista de um jardim interno.
Ao chegarem, foram conduzidos a uma mesa reservada nos fundos. O ambiente era sofisticado, com luzes quentes e flores frescas. S/N parecia um pouco sem graça por estar de moletom em um lugar tão chique, mas Jungkook nem reparou. Para ele, ela era a mulher mais bonita do recinto.
— Um brinde — Jungkook disse, levantando sua taça de água (ele ainda teria treino à noite) enquanto S/N segurava a dela. — Ao “segredo do sorvete” e ao fato de você ainda não ter pedido demissão.
S/N riu, o som misturando-se à música ambiente do restaurante. — Eu sou persistente, Jungkook. E admito… o copiloto até que quebra o galho.
O almoço foi repleto de conversas leves. Minjae se deliciava com um espaguete, sujando o rosto, e Jungkook, pela primeira vez em anos, esqueceu completamente que tinha uma corrida mundial em duas semanas. Ele só conseguia pensar em como o moletom de S/N combinava com a luz do entardecer e em como ele queria que aquele almoço nunca terminasse.
S/N parou o que estava fazendo por um segundo. Seus olhos desceram pelo abdômen definido dele, mapeando as tatuagens que subiam pelo braço, antes de voltarem para os olhos de Jungkook com uma rapidez profissional.
Saboreando o café da manhã kkkkk
Que difícil manter a serenidade nesse momento!!!
Eitaaaaa
[quote]Jungkook pigarreou, tentando desviar o olhar do pescoço dela, que ficava exposto pelo coque. A imagem dela assim, “desarmada”, era quase tão perigosa quanto a versão de vestido preto.
SN desconfigurou o homem kkkkk
Eu também, Minjae
— Namjoon, cancela o resto da tarde. Tenho um compromisso inadiável. — Compromisso? Você tem acerto de suspensão, Jungkook! — A suspensão pode esperar. Meu filho não.
Aaaaaae, AGR sim.
— Um brinde — Jungkook disse, levantando sua taça de água (ele ainda teria treino à noite) enquanto S/N segurava a dela. — Ao “segredo do sorvete” e ao fato de você ainda não ter pedido demissão.
E se depender de Jungkook, nem vai pedir
Kkkkkkkkkk ele batendo uma no chuveiro tadin
Esses dois cada vez mais perto… delícia!!! Kkkk
Que romântico… me leva também?! Kkkk
Realmente eu não aguento ele ser um paizão!!! Que maravilhoso!!! Fofo!!!
Ai que fofura!!! Vontade de apertar!!! Fofinho!!!
A cafeteira no caso kkk
Tá acordando pra vida
Até pq o patrão aq é vc
Como uma bela e feliz família, aiai