Capítulo 15 – Relatório Incompleto
por FanfiqueiraS/N não teve tempo nem de fechar a porta do quarto. Ela mal tinha cruzado o batente, sentindo a adrenalina da vitória ainda formigando em seus dedos, quando ouviu o som de passos pesados e rápidos atrás de si. Antes que pudesse se virar, a porta foi empurrada com firmeza, e a silhueta de Jungkook preencheu o vão, bloqueando qualquer saída.
O ar no quarto pareceu ser sugado para fora. O rosto dele não tinha mais aquele sorriso divertido; agora, havia uma determinação sombria, um brilho nos olhos que indicava que o modo “piloto” estava ativado. Ele não estava ali para negociar.
— O relatório está incompleto — ele disparou, a voz saindo em um tom baixo, quase um rosnado que reverberou no peito de S/N. — Você esqueceu de mencionar o que acontece quando o paciente decide revidar.
Ele deu um passo à frente, e S/N, por puro instinto, deu um para trás, até que o calcanhar dela bateu na lateral da cama. Jungkook não parou. Ele continuou avançando até que ela fosse forçada a sentar no colchão, ficando em uma posição de total desvantagem enquanto ele permanecia de pé, pairando sobre ela como uma tempestade iminente.
— Você acha que pode simplesmente ligar o motor e sair do carro antes da bandeirada, doutora? — Ele se inclinou, apoiando as mãos nos joelhos dela, prendendo-a ali. — Na minha profissão, a gente aprende que brincar com o limite tem um preço. E você acabou de estourar o cronômetro.
S/N tentou manter a postura, mas a proximidade dele era sufocante de um jeito viciante. O calor que emanava do corpo de Jungkook era quase visível na penumbra do quarto.
— Eu estava apenas… estabelecendo limites terapêuticos — ela tentou dizer, mas a voz saiu sussurrada, traindo seu autocontrole.
Jungkook soltou um riso seco, desprovido de humor. — Limites? Você quase sentou no meu colo e sussurrou no meu ouvido sobre as minhas pupilas. Isso não é terapia, S/N. Isso é uma declaração de guerra.
Ele deslizou uma das mãos pelo braço dela, o toque firme e possessivo, até alcançar a nuca, onde seus dedos se entrelaçaram nos fios soltos do cabelo dela. Ele a puxou levemente para trás, forçando-a a olhar diretamente para ele.
— O jantar está muito longe — ele murmurou, aproximando o rosto até que seus hálitos se misturassem novamente. — E eu não sou conhecido pela minha paciência. Então, vamos atualizar esse seu relatório agora.
Desta vez, não houve “quase”.
Jungkook selou o espaço entre eles com um beijo que não tinha nada de gentil. Era um beijo carregado de toda a frustração acumulada, da exaustão do treino e do desejo que vinha sendo cozinhado em banho-maria desde o primeiro encontro. Era faminto, dominante, o tipo de beijo que deixava claro que, naquele momento, as teorias dela não valiam absolutamente nada.
S/N soltou um gemido baixo contra os lábios dele, as mãos subindo desesperadamente para os ombros largos de Jungkook, agarrando o tecido da camiseta dele como se fosse sua única âncora em meio ao caos.
Quando o ar se tornou uma necessidade urgente, eles se separaram apenas alguns milímetros, mas o estrago já estava feito. Os lábios de S/N estavam inchados, o batom borrado, e a mente dela, que costumava ser um santuário de lógica, parecia um campo de batalha.
Ela sentia o peito de Jungkook subindo e descendo contra o seu, o coração dele batendo tão forte que ela não sabia mais onde terminava o dele e começava o dela.
S/N apoiou as mãos no peito dele. Ela tentou empurrá-lo, mas seus braços pareciam feitos de gelatina, e o gesto acabou sendo mais um carinho desesperado do que uma rejeição real. Ela precisava recuperar a voz, a consciência e, acima de tudo, o chão que ele tinha acabado de tirar dela.
— Para… — ela sussurrou, a voz falha, os olhos focados na boca dele antes de subirem para encontrar o olhar sombrio e intenso do piloto. — Droga, Jeon…
Ela respirou fundo, tentando organizar o caos em sua cabeça enquanto ele permanecia ali, imóvel, prendendo-a contra o colchão com o próprio peso.
— Isso é loucura — ela continuou, a voz ganhando um pouco mais de firmeza, embora suas mãos ainda tremessem contra o peito dele. — Eu sou a psicóloga… a babá do seu filho. Eu sei como esse clichê funciona, Jungkook. Eu sei que deve ser excitante para você a ideia de transar com a babá, de quebrar as regras na sua própria casa… mas isso não vai dar certo.
Ela desviou o olhar para o lado, sentindo uma pontada de culpa ao lembrar do rosto de Minjae na cozinha.
— No momento em que isso acontecer, tudo muda. A dinâmica, a confiança, o meu trabalho com ele. Eu não posso ser a pessoa que cuida do que você tem de mais precioso e, ao mesmo tempo, ser a mulher que você usa para… para aliviar a tensão dos seus treinos.
Jungkook não se afastou. Ele permaneceu ali, observando-a com uma paciência que era quase mais assustadora do que a sua agressividade de minutos atrás. Ele pegou uma das mãos dela, que ainda o empurrava fracamente, e a pressionou contra o próprio coração.
— Você realmente acha que isso é sobre “aliviar a tensão”? — ele perguntou, a voz grave e carregada de uma seriedade que a fez voltar a olhá-lo. — Você acha que eu olharia para as câmeras de segurança a noite toda, que eu voltaria de outra cidade no meio da madrugada e que eu te carregaria até a cama com esse cuidado se você fosse só “a babá”?
Ele se inclinou mais, o rosto a centímetros do dela, mas desta vez sem a intenção de beijá-la, apenas de forçá-la a enxergar a verdade.
— Não me use como desculpa para o seu medo, S/N. Se você quer parar, a gente para agora. Mas não diga que é sobre o meu filho ou sobre o meu “fetiche”. Porque nós dois sabemos que o que está acontecendo aqui é muito mais perigoso do que qualquer clichê.
S/N sentiu o impacto das palavras dele como se tivesse colidido contra uma barreira de proteção na pista. O peso do corpo de Jungkook, a mão dela pressionada contra o coração dele e a intensidade daquele olhar eram demais para processar. Em um reflexo puramente nervoso, um vício que ela tentava esconder sempre que se sentia acuada, ela mordeu o lábio inferior, afundando os dentes na carne macia enquanto tentava desesperadamente encontrar uma saída lógica.
O olhar de Jungkook desceu instantaneamente para a boca dela. Ele acompanhou o movimento dos dentes prendendo o lábio e um brilho de desejo cru, quase selvagem, atravessou suas íris escuras.
— Eu… eu preciso buscar o Minjae na escola — ela soltou, a voz saindo atropelada, a primeira desculpa que seu cérebro em pânico conseguiu formular para escapar daquele quarto. — A rotina dele é sagrada, Jeon. Eu não posso me atrasar para…
Jungkook soltou um riso baixo, uma vibração que S/N sentiu contra as palmas das mãos. Ele não se moveu um centímetro. Pelo contrário, aproximou o rosto, os olhos fixos na forma como ela ainda maltratava o próprio lábio.
— S/N… — ele murmurou, a voz perigosamente doce. — Eu acabei de levar o menino. Ele não vai sair de lá pelas próximas quatro horas.
Ele estendeu o polegar e, com uma delicadeza que contrastava com a tensão do momento, tocou o queixo dela, forçando-a a soltar o lábio.
— Para de fazer isso — ele ordenou baixinho, o polegar agora acariciando o lugar que ela acabara de morder. — Você não tem ideia do que isso faz com o meu autocontrole. E nós dois sabemos que você não tem lugar nenhum para ir agora.
S/N fechou os olhos por um segundo, derrotada pela própria mentira e pela presença esmagadora dele. Ela soltou um suspiro trêmulo, a cabeça caindo levemente para trás no travesseiro.
— Droga, Jeon… — ela sussurrou, abrindo os olhos e encontrando os dele, que pareciam devorá-la. — Você não está me ajudando a te ajudar. Como eu supostamente devo manter a sua saúde mental e o equilíbrio da sua casa se você é o primeiro a causar um incêndio no meio da sala?
Jungkook deu um sorriso de lado, mas não era o sorriso de provocação de antes. Era algo mais real, mais faminto.
— Quem disse que eu quero ser ajudado, doutora? — Ele deslizou a mão da nuca dela para a lateral do seu pescoço, sentindo a pulsação frenética de S/N sob seus dedos. — Talvez eu só queira que você queime junto comigo.
Ele se inclinou, selando o pescoço dela com um beijo quente e demorado, logo abaixo da orelha, fazendo S/N arquear o corpo involuntariamente.
— O Minjae está seguro. A casa está vazia. E o seu relatório… — ele subiu os beijos até o canto da boca dela — ainda tem muitas páginas em branco.
Aí sim!!! Aconteceu o beijo … é que beijo foi esse?! Quente muito quente!!!
Que homem perfeitamente perigoso!!! Delícia!!! Kkkk
Nossa o que foi isso?!
Que autocontrole é esse Jk?!
Que loucura tudo isso?! Kkkk
Ai que delícia!!! SN, vai e queime com esse homem!!! Por favor!!! Kkkk
Ai, SN, vai e queime com esse homem!!! Por favor!!! Kkkk
[quote]— O relatório está incompleto — ele disparou, a voz saindo em um tom baixo, quase um rosnado que reverberou no peito de S/N. — Você esqueceu de mencionar o que acontece quando o paciente decide revidar.
No caso, essa é a melhor parte kkkk
[quote]— Você acha que pode simplesmente ligar o motor e sair do carro antes da bandeirada, doutora? — Ele se inclinou, apoiando as mãos nos joelhos dela, prendendo-a ali. — Na minha profissão, a gente aprende que brincar com o limite tem um preço. E você acabou de estourar o cronômetro.
Sinal verde, baby
Ele só vai querer “acelerar” as coisas agora hahaha
[quote]— O jantar está muito longe — ele murmurou, aproximando o rosto até que seus hálitos se misturassem novamente. — E eu não sou conhecido pela minha paciência. Então, vamos atualizar esse seu relatório agora.
Ele tava querendo era a sobremesa logo
[quote]— Você realmente acha que isso é sobre “aliviar a tensão”? — ele perguntou, a voz grave e carregada de uma seriedade que a fez voltar a olhá-lo. — Você acha que eu olharia para as câmeras de segurança a noite toda, que eu voltaria de outra cidade no meio da madrugada e que eu te carregaria até a cama com esse cuidado se você fosse só “a babá”?
Aqui, ele deixou claro que já sentia algo por ela
Eitaaaa que agora ele decidiu parar a brincadeira Ã-MO
Aaaaaaaaaah finalmente nossa esperei muito por isso. Eita que homem
Perdeu a linha mulher? Kkkkk eu tbm perderia.. o menino acabou de ir pra escola
Pqp agora ele não para mais… que homem maravilhoso