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O som abafado dos pés pequenos de Minjae descendo as escadas de madeira ecoou pelo corredor, um contraste rítmico com o silêncio tenso que Jungkook e S/N haviam acabado de selar na sala. Eles se afastaram com a precisão de dois atores veteranos, mas a química entre eles ainda pairava no ar como o vapor do café que começava a preencher a cozinha.

— Noona! Eu desci as escadas correndo e não caí! — Minjae anunciou, entrando na cozinha com os cabelos bagunçados e o pijama levemente torto.

— Bom dia, meu pequeno aventureiro — S/N sorriu, sua voz recuperando a doçura profissional enquanto ela se posicionava atrás da ilha de mármore.

Jungkook já estava sentado à mesa, a expressão agora blindada por uma máscara de indiferença que enganaria qualquer um, menos a mulher que sentira o peso do seu corpo horas antes. S/N começou a preparar o prato dele, mas o “modo babá” estava operando sob uma voltagem perigosa.

Ao se aproximar para colocar a xícara de café fumegante na frente de Jungkook, ela não recuou imediatamente. Ela se inclinou, deixando o corpo roçar deliberadamente nas costas dele. O contato foi rápido, mas absoluto; a maciez dos seus seios pressionando-se contra os músculos rígidos do trapézio de Jungkook por um segundo a mais do que o necessário. Ela sentiu o corpo dele tencionar instantaneamente, um tremor que subiu pela coluna do piloto.

— Seu café, Sr. Jeon. — Ela sussurrou perto do ouvido dele, o hálito quente agindo como um rastilho de pólvora. — Cuidado para não se queimar.

Jungkook deu um gole lento, os olhos fixos em Minjae, que tagarelava sobre um desenho de naves espaciais que vira na TV. Por baixo da mesa, no entanto, a retaliação dele foi imediata.

S/N sentiu a ponta do pé de Jungkook — ainda descalço — encontrar o seu tornozelo. Ele subiu lentamente pela sua panturrilha, a carícia áspera e possessiva fazendo-a prender a respiração. Ela continuou servindo as frutas de Minjae, tentando manter a mão firme enquanto o pé de Jungkook agora pressionava a parte interna de sua coxa, subindo milímetro por milímetro.

— Papai, você sabia que os astronautas comem comida de saquinho? — Minjae perguntou, animado.

— É mesmo, campeão? — Jungkook respondeu, a voz perigosamente grave, enquanto seus olhos encontravam os de S/N. Havia um desafio ali, um brilho de desejo cru que dizia que ele estava adorando o perigo. — Algumas coisas são melhores quando extraímos cada gota de sabor, não acha, Noona?

S/N sentiu o rosto arder. Ela chutou o pé dele levemente sob a mesa, mas Jungkook apenas sorriu de lado, o tipo de sorriso que indicava que ele já tinha vencido aquela rodada.

Após o café, S/N começou a organizar a mochila de Minjae. Ela estava de costas, ajeitando a gola do uniforme do menino, quando Jungkook se aproximou, parando na moldura da porta com as chaves do carro girando no dedo.

— Ei, Minjae — Jungkook chamou, a voz suave. — O que você acha de ter uma “aula prática” hoje?

Minjae parou de pular, curioso. — Aula do quê, papai?

— De velocidade. — Jungkook deu um passo à frente, olhando para S/N com uma intensidade que a desarmou. — O que acha de faltar à escola hoje e ir ver o papai treinar no circuito? Vou testar o novo acerto do carro.

Os olhos de Minjae brilharam como duas estrelas. — SÉRIO?! Posso ir, Noona? Por favor!

S/N abriu a boca para protestar sobre a rotina e a disciplina, mas Jungkook a interrompeu antes que a “psicóloga” pudesse assumir o controle.

— E você também, S/N. — O nome dela saiu dos lábios dele como um convite proibido. — Eu quero você lá. Quero que veja o que acontece quando eu decido não usar os freios. Acho que seria… educativo para o seu relatório.

Ele estava jogando baixo, usando o trabalho dela como desculpa para tê-la por perto, sob o sol forte da pista, onde o cheiro de asfalto e perigo se misturariam ao desejo que eles mal conseguiam esconder.

Uma hora depois…

A oficina da equipe de elite era um santuário de metal, borracha e o cheiro inebriante de óleo de motor. A luz da manhã filtrava-se pelas janelas altas, iluminando as partículas de poeira que dançavam sobre as carcaças de fibra de carbono. No centro do pavilhão, repousava uma “estátua” de glória: um modelo de exibição de um carro de Fórmula 1, sem motor, mas com toda a aerodinâmica agressiva que rendera a Jungkook seu primeiro título mundial.

— Posso entrar, papai?! — Os olhos de Minjae brilhavam, as mãos pequenas já tocando a carenagem polida.

— Vai fundo, campeão. O cockpit é seu hoje — Jungkook sorriu, ajudando o filho a pular para dentro do assento estreito. — Só não aperte o botão de ejeção, ou você vai parar no teto.

Minjae soltou uma risada sonora, agarrando o volante cheio de botões coloridos e começando a narrar sua própria corrida imaginária: “E Jeon Minjae assume a liderança na última curva!”

Jungkook observou o filho por um segundo, o olhar de pai orgulhoso suavizando suas feições. Mas, assim que teve certeza de que o menino estava completamente imerso em seu mundo de fantasias e motores, ele mudou. A postura relaxada deu lugar a uma tensão predatória. Ele olhou em volta; a oficina ainda estava vazia, o som distante de uma furadeira pneumática indicando que os mecânicos ainda estavam no setor de usinagem.

Sem dizer uma palavra, ele envolveu o pulso de S/N e a puxou para trás de uma pilha de pneus de chuva, um paredão de borracha preta que os escondia de qualquer ângulo da entrada principal.

— Jungkook, o que você está… — S/N começou, mas as palavras morreram quando ele a prensou contra a prateleira de ferramentas.

— Shh… — ele murmurou, a voz vibrando de uma urgência que fazia o sangue dela ferver. — Eu passei o café da manhã inteiro sentindo o seu corpo nas minhas costas e o seu pé na minha perna. Você acha que eu sou de ferro?

Ele não esperou. Tomou os lábios dela em um beijo que sabia a perigo e urgência. As mãos de Jungkook subiram para o rosto dela, os polegares mapeando suas maçãs do rosto enquanto ele a beijava com uma fome que parecia querer compensar cada segundo de “máscara profissional” que eles usaram na cozinha. S/N enterrou as mãos nos cabelos dele, puxando-o para mais perto, o som da respiração pesada de ambos misturando-se ao eco das corridas imaginárias de Minjae logo ali, a poucos metros.

O mundo era apenas metal frio, o cheiro de borracha e o calor esmagador de Jungkook.

Vrum! Vrum! Eu ganhei! — o grito de Minjae ecoou, seguido pelo som de passos pesados ecoando no concreto da entrada.

Eles se separaram num solavanco elétrico. S/N ajeitou a gola da blusa com os dedos trêmulos, enquanto Jungkook limpava o canto da boca com o polegar, recuperando a expressão blasé em tempo recorde. Quando Namjoon, o chefe de equipe e braço direito de Jungkook, dobrou o corredor de metal, os dois já estavam parados ao lado do carro de exibição, observando Minjae com um interesse forçado.

Namjoon parou, os olhos estreitos examinando a cena. Ele limpou as mãos sujas de graxa em um pano velho, o olhar saltando de Jungkook para S/N com uma curiosidade que beirava a suspeita.

— Jeon? Chegou cedo. E trouxe companhia — Namjoon comentou, a voz grave carregada de uma estranheza óbvia. Ele olhou para S/N de cima a baixo. — Onde está a Ana? Achei que ela viria hoje. Geralmente é ela quem fica de olho no garoto quando você quer se concentrar nos boxes.

O estômago de S/N deu um nó. Ana. O nome ecoou como um estalo de chicote. Pela forma como Namjoon falou, não era apenas uma funcionária; era alguém recorrente, alguém que ocupava um espaço que S/N agora percebia ser bem mais “povoado” do que ela imaginava.

Jungkook não moveu um músculo facial. Ele colocou a mão no ombro de Minjae, que ainda segurava o volante.

— A Ana não trabalha mais com a gente, Namjoon — Jungkook respondeu, o tom de voz frio e desprovido de qualquer emoção. — Esta é a S/N. Ela é a nova babá do Minjae. Ela está aqui para garantir que a rotina dele não seja afetada pelo treino de hoje.

A nova babá.

As palavras atingiram S/N como uma colisão a trezentos por hora. Embora ela mesma tivesse pedido para “pisar no freio” e manter o disfarce, ouvir aquilo vindo dele — depois da noite que tiveram, depois do beijo roubado há trinta segundos atrás — deixou um gosto amargo de cinzas em sua boca. Ela sentiu uma pontada de humilhação arder em seu peito, uma mistura de ciúme retroativo por essa tal “Ana” e a percepção dolorosa de que, no mundo real de Jungkook, ela era uma peça funcional, facilmente rotulada e descartada para manter as aparências.

Namjoon soltou um “hum” pensativo, não totalmente convencido. — Uma babá, é? Você nunca foi de trazer as babás para a pista, Jeon. Você sempre disse que distrações custam milésimos de segundo.

— As coisas mudam, Nam — Jungkook cortou, já caminhando em direção ao seu carro de treino, o Porsche GT3. — Vamos focar no acerto da suspensão. S/N, cuide do Minjae. Fique no lounge VIP se o barulho for demais para você.

Ele nem olhou para trás. S/N ficou parada ali, sentindo o olhar de Namjoon ainda queimando sobre ela, enquanto a imagem de Jungkook se distanciando parecia a metáfora perfeita para o que eles tinham: uma conexão intensa que desaparecia no momento em que a luz do dia — ou o julgamento dos outros — aparecia.

Ela olhou para Minjae, que sorria para ela de dentro do cockpit. — A gente vai ver o papai ganhar, Noona?

— Sim, querido — S/N forçou um sorriso que não chegou aos olhos, sentindo o peso da “máscara” esmagar sua alma. — Vamos ver o papai ser o melhor no que ele faz…

9 Comentários

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  1. Marcela
    Mar 29, '26 at 8:04 pm

    [quote]Ao se aproximar para colocar a xícara de café fumegante na frente de Jungkook, ela não recuou imediatamente. Ela se inclinou, deixando o corpo roçar deliberadamente nas costas dele. O contato foi rápido, mas absoluto; a maciez dos seus seios pressionando-se contra os músculos rígidos do trapézio de Jungkook por um segundo a mais do que o necessário. Ela sentiu o corpo dele tencionar instantaneamente, um tremor que subiu pela coluna do piloto.

    Desse jeito, vai ser difícil esconder alguma coisa.
    E olhe que o babado nem começou direito

  2. Marcela
    Mar 29, '26 at 8:08 pm

    [quote]S/N sentiu a ponta do pé de Jungkook — ainda descalço — encontrar o seu tornozelo. Ele subiu lentamente pela sua panturrilha, a carícia áspera e possessiva fazendo-a prender a respiração. Ela continuou servindo as frutas de Minjae, tentando manter a mão firme enquanto o pé de Jungkook agora pressionava a parte interna de sua coxa, subindo milímetro por milímetro.

    Isso não vai dá certo kkkk
    Ou vai, né ?

  3. Marcela
    Mar 29, '26 at 8:14 pm

    [quote]Os olhos de Minjae brilharam como duas estrelas. — SÉRIO?! Posso ir, Noona? Por favor!

    Aaah, que fofinho.
    Ele foi perguntar a elaa se podia *-*

  4. Marcela
    Mar 29, '26 at 8:27 pm

    [quote]O estômago de S/N deu um nó. Ana. O nome ecoou como um estalo de chicote. Pela forma como Namjoon falou, não era apenas uma funcionária; era alguém recorrente, alguém que ocupava um espaço que S/N agora percebia ser bem mais “povoado” do que ela imaginava.

    Agora que ela vai ficar pensativa mesmo

  5. Iasmine
    Apr 1, '26 at 9:27 am

    — Noona! Eu desci as escadas correndo e não caí! — Minjae anunciou, entrando na cozinha com os cabelos bagunçados e o pijama levemente torto.

    Ah mas é um fofinho esse garoto gente

  6. Iasmine
    Apr 1, '26 at 9:28 am

    S/N sentiu a ponta do pé de Jungkook — ainda descalço — encontrar o seu tornozelo. Ele subiu lentamente pela sua panturrilha, a carícia áspera e possessiva fazendo-a prender a respiração. Ela continuou servindo as frutas de Minjae, tentando manter a mão firme enquanto o pé de Jungkook agora pressionava a parte interna de sua coxa, subindo milímetro por milímetro.

    Mas que safado gente kkkk isso pq disseram que ia pisar no freio

    1. Luana
      @IasmineApr 21, '26 at 11:14 am

      Ele não se controla kkkkkk amo

  7. Iasmine
    Apr 1, '26 at 9:29 am

    Ele não esperou. Tomou os lábios dela em um beijo que sabia a perigo e urgência. As mãos de Jungkook subiram para o rosto dela, os polegares mapeando suas maçãs do rosto enquanto ele a beijava com uma fome que parecia querer compensar cada segundo de “máscara profissional” que eles usaram na cozinha. S/N enterrou as mãos nos cabelos dele, puxando-o para mais perto, o som da respiração pesada de ambos misturando-se ao eco das corridas imaginárias de Minjae logo ali, a poucos metros.

    Isso ta longe de ter freio isso sim

  8. Iasmine
    Apr 1, '26 at 9:29 am

    O estômago de S/N deu um nó. Ana. O nome ecoou como um estalo de chicote. Pela forma como Namjoon falou, não era apenas uma funcionária; era alguém recorrente, alguém que ocupava um espaço que S/N agora percebia ser bem mais “povoado” do que ela imaginava.

    Quem é Ana cassete? Puta merda surtando

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