Capítulo 26 – A Vida sob Novos Termos
por FanfiqueiraO trajeto até o carro foi feito em um silêncio carregado de significados. Jungkook carregava Minjae no colo, mas o menino não soltava a mão de S/N por nem um segundo. Ao chegarem no veículo, Minjae olhou para o banco da frente e depois para S/N, com aqueles olhos redondos e suplicantes que eram a cópia fiel dos de Jungkook.
— Noona… senta atrás comigo? — ele pediu, a voz ainda um pouco fanhosa pelo choro. — Por favor?
S/N assentiu, sentindo um nó na garganta. Assim que se acomodaram e Jungkook deu a partida, o menino se inclinou para ela, ignorando o curativo no braço, e repetiu a pergunta que fizera na enfermaria, mas agora com uma solenidade que só as crianças possuem.
— Você ainda não respondeu, Noona… você pode ser a minha outra mamãe? A minha mamãe do céu não ia ficar triste, ela ia ficar feliz porque você cuida muito bem de mim.
S/N sentiu as lágrimas vencerem a barreira dos cílios e rolarem quentes pelo rosto. Ela não conseguia mais manter a postura profissional ou a raiva de Jungkook diante daquela pureza. Ela puxou Minjae para um abraço apertado, escondendo o rosto no pescoço dele.
— Oh, Minjae… — ela sussurrou, a voz embargada pela emoção. — É a coisa mais linda que alguém já me pediu. Eu adoraria ser sua mamãe aqui na Terra. Eu vou cuidar de você com todo o meu coração.
Pelo retrovisor, S/N viu os olhos de Jungkook brilharem. Ele parecia ter tirado um peso de mil toneladas das costas. O sorriso que ele deu foi largo, genuíno, o tipo de sorriso que ele raramente mostrava para as câmeras.
— Papai! — Minjae exclamou, batendo palmas levemente. — Podemos levar a mamãe para almoçar e comemorar o primeiro dia dela como minha mamãe?
Jungkook engoliu em seco, a mão apertando o volante com emoção. Ele olhou para S/N pelo espelho, buscando aprovação, e ao ver o aceno suave dela, ele sentiu uma onda de gratidão que quase o impediu de falar.
— Com certeza, campeão — Jungkook respondeu, a voz vibrando de felicidade. — Nós vamos ao melhor lugar da cidade. Hoje é o dia mais importante da nossa família.
Antes de Jungkook engatar a marcha para partir, Minjae se soltou do cinto por um segundo e se inclinou para o banco da frente, aproximando o rostinho do ouvido do pai. S/N, que estava logo atrás, conseguiu ouvir cada palavra do sussurro conspiratório do menino:
— Papai… a gente vai precisar de um buquê de flores bem grande para ela. Igual aos que te dão nas corridas quando você vence. Porque hoje a gente venceu muito, não foi?
S/N fechou os olhos, deixando um soluço baixo escapar. Ouvir o menino associar a chegada dela à vida deles como a “maior vitória” do pai foi o golpe final em qualquer mágoa que ainda restasse. Jungkook, visivelmente emocionado, apenas assentiu para o filho, sua voz saindo quase em um sussurro:
— É verdade, Minjae. A gente ganhou o prêmio mais bonito de todos.
O jantar na sala privada do restaurante foi o primeiro momento de paz absoluta que eles compartilharam. Sem câmeras, sem a pressão das pistas e, finalmente, sem a sombra de segredos. Entre risadas de Minjae e olhares cúmplices que Jungkook lançava para S/N sobre a mesa, o clima de “família” deixou de ser um disfarce para se tornar a realidade palpável.
Perto do fim, Jungkook trocou um olhar conspiratório com o pequeno. — Agora, Minjae? — sussurrou o piloto. — Agora, papai! — o menino respondeu com os olhos brilhando.
Os dois se levantaram às pressas, deixando S/N sozinha e confusa, observando a porta se fechar. Ela sorriu para si mesma, balançando a cabeça, tentando imaginar o que aquela dupla estava tramando.
Alguns minutos depois, a porta se abriu lentamente. Primeiro, surgiu uma montanha de pétalas coloridas e perfumes misturados: um buquê tão imenso e extravagante que era quase do tamanho de Minjae. O menino vinha caminhando com esforço, as perninhas curtas cambaleando sob o peso das flores, enquanto as mãos grandes de Jungkook o sustentavam por trás, ajudando-o a guiar o “troféu”.
— É para você, mamãe! — Minjae exclamou, a voz saindo abafada por trás das flores enquanto eles paravam diante dela. — O papai disse que nas corridas as flores são para o campeão… então essas são para você, porque você é a nossa campeã por aguentar a gente!
S/N sentiu o impacto daquelas palavras e a visão do menino quase sumindo atrás do buquê. Ela levou as mãos à boca, as lágrimas que ela pensou terem secado na escola voltando com força total. Ela se ajoelhou no tapete para ficar na altura de Minjae, abraçando o menino e as flores ao mesmo tempo.
— É lindo, meu amor… é o presente mais lindo que eu já ganhei — ela sussurrou, sentindo o cheiro das rosas e o abraço apertado do pequeno.
Jungkook, que permanecia parado logo atrás do filho, ajoelhou-se também, fechando o círculo. Ele estendeu a mão e acariciou o rosto de S/N, limpando uma lágrima solitária com o polegar. O olhar dele era uma mistura de humildade e uma adoração profunda.
— Eu passei a vida inteira subindo em pódios, S/N, mas nunca senti que realmente tinha vencido algo que importasse… até hoje — Jungkook disse, a voz baixa e vibrante. — O Minjae tem razão. Esse buquê não é apenas um presente. É o nosso jeito de dizer que, a partir de agora, o lugar mais alto do pódio em casa é seu.
A sala privada, agora preenchida pelo perfume doce das centenas de rosas, parecia pequena demais para a intensidade do que estava prestes a acontecer. Minjae, satisfeito com sua missão cumprida, havia se afastado para um tapete no canto da sala, entretido com alguns carrinhos de ferro que o restaurante oferecia, mergulhado em seu próprio mundo de brincadeiras.
Jungkook, ainda ajoelhado diante de S/N, soltou um suspiro longo, como se estivesse expulsando o último vestígio de ar pesado de seus pulmões. Ele tateou o bolso da calça, sua mão tremendo levemente — um contraste gritante com o piloto que dominava máquinas a 300 km/h sem hesitar.
Ele retirou uma pequena caixa de veludo azul-escuro. Ao abri-la, um anel de diamante solitário, de um brilho límpido e clássico, refletiu a luz suave do lustre.
— Eu comprei isso quando estava voltando da Alemanha — ele começou, a voz um pouco mais rouca, sem desviar os olhos dos dela. — Eu passei o voo inteiro olhando para essa caixa e pensando que, talvez, eu estivesse correndo rápido demais para fora da pista. Acho que esta é a hora certa de te dar isso.
S/N sentiu o fôlego escapar. O anel não era apenas uma joia; era a prova de que, enquanto ela duvidava dele, ele já estava planejando um futuro.
— Eu fui um idiota por não ser transparente com você sobre… tudo — ele continuou, a expressão nublada por uma sinceridade dolorosa. — Sobre a Alemanha, sobre o que eu estava encerrando. Naquela viagem, eu tentei pela última vez apagar da minha cabeça o que você causou em mim naquele bar, na primeira vez que te vi. Eu tentei me convencer de que era só mais um ajuste na minha rotina, mas não era.
Jungkook hesitou, olhando de relance para Minjae no canto da sala antes de voltar para S/N.
— Ver o Minjae tão apegado a você desde o início me deu um medo paralisante. Medo de estragar tudo e afastar o meu filho de mais uma pessoa que ele estava aprendendo a conhecer e a amar. Ele perdeu a mãe que mal conheceu… eu não faria isso com ele de novo, não importa o que eu estivesse sentindo. Eu preferia me calar a correr o risco de te perder e quebrar o coração dele junto.
Ele deu um meio sorriso, aquele que misturava arrogância e doçura, enquanto pegava a mão de S/N.
— Mas você… porra, S/N… você me desarmava toda vez que eu achava que estava vencendo alguma disputa de ego. E quando eu finalmente percebi que era você e que eu não queria mais ninguém, eu voltei no meio daquela madrugada, só para ver esse seu sorriso de novo e ter certeza de que você ainda estava lá.
Jungkook deslizou o anel para fora da caixa, segurando-o entre os dedos.
— Então, eu tenho que te perguntar oficialmente… Você aceita ser a minha mulher? Ser a dona daquela casa, da minha vida e de toda a confusão que vem com ela? — Ele soltou uma risadinha baixa, tentando aliviar a tensão, embora seus olhos estivessem suplicantes. — Afinal, já que você aceitou ser a mãe dele hoje, vai ter que me aceitar no pacote também. É um contrato sem cláusula de rescisão, Noona.
S/N olhou para o anel, para o homem à sua frente que finalmente havia baixado a viseira, e para o menino que brincava ao fundo. Ela não precisava de telemetria para saber que seu coração estava na rota certa.
— É uma oferta irrecusável, Sr. Jeon — ela respondeu, sorrindo entre as lágrimas e puxando-o para um beijo que selava, enfim, a paz e o destino daquela família.
[quote]— Você ainda não respondeu, Noona… você pode ser a minha outra mamãe? A minha mamãe do céu não ia ficar triste, ela ia ficar feliz porque você cuida muito bem de mim.
AAAA, que lindoo *-*
]— Papai! — Minjae exclamou, batendo palmas levemente. — Podemos levar a mamãe para almoçar e comemorar o primeiro dia dela como minha mamãe?
Que amoooor *—*
[quote]— É uma oferta irrecusável, Sr. Jeon — ela respondeu, sorrindo entre as lágrimas e puxando-o para um beijo que selava, enfim, a paz e o destino daquela família.
AGR sim, deu tudo certo
Meu deus que criança preciosa.. desde pequeno ja sabe como exaltar uma mulher
Gente que menino sensato, eu to muito gag
Cassete aaaaaaaa surtei… ele pediu ela em CASAMENTO PQP