Capítulo 11 – A Teoria da Antecipação
por FanfiqueiraS/N caminhou até a janela da sala, observando o carro esportivo de Jungkook sair da garagem do prédio. Ela deveria estar planejando o dia, organizando as tarefas do Minjae, mantendo sua vida sob controle. Em vez disso, ela se viu caminhando, como se estivesse em um transe, de volta para o corredor.
Ela parou diante da porta do quarto de hóspedes. O ar ali dentro ainda parecia carregado com a energia dele. Ela se sentou na beira da cama, onde tinha acordado minutos atrás, e olhou para o próprio reflexo no espelho do guarda-roupa. A camiseta enorme caía sobre seus ombros, revelando o início da curva de suas pernas. Ela nunca se sentiu tão vulnerável, tão exposta — e, por mais que sua mente lógica tentasse protestar — tão desesperadamente ansiosa.
Ela sabia o que ele ia fazer. Ele ia chegar, ia fechar a porta, e ia transformar a verdade do que aconteceu na noite passada em uma ferramenta de sedução. E, de alguma forma, ela não estava nem um pouco preocupada em se defender.
A “psicóloga” tinha acabado de perder o controle, e ela mal podia esperar pelo momento em que ele cruzaria aquela porta novamente. O relógio na parede parecia marcar o tempo mais devagar, contando os segundos para que o Piloto voltasse para cobrar a conta daquela conversa.
O silêncio do apartamento agora parecia vivo, pulsando no mesmo ritmo descompassado do coração de S/N. As palavras de Jungkook — “Me espera no quarto onde acordou” — ecoavam como um comando que ela não tinha a menor intenção de desobedecer.
Ela caminhou até o banheiro da suíte de hóspedes, as pernas ainda sentindo o formigamento da proximidade dele. A “psicóloga centrada” tinha sido deixada naquela cozinha; o que restava ali era uma mulher em antecipação.
S/N ligou o chuveiro, deixando a água esquentar até que o vapor começasse a embaçar o espelho de cristal. Ela se despiu devagar, deixando a camiseta preta dele cair no chão como uma bandeira de rendição. Ao entrar sob o jato quente, fechou os olhos, mas a mente não lhe dava descanso. Ela passava o sabonete pelo corpo com uma consciência sensorial aguda, cada toque de seus próprios dedos em sua pele parecia um ensaio para o que estava por vir.
“O que eu estou fazendo?”, ela pensou, encostando a testa no azulejo frio enquanto a água quente escorria por suas costas. Ela sabia o perigo de se envolver com um homem como Jeon Jungkook — um homem que vivia no limite, que tinha um filho que ela já amava e um passado que ainda deixava cicatrizes. Mas a gravidade dele era forte demais.
S/N saiu do banho e, com as mãos trêmulas, aplicou uma loção hidratante que deixava sua pele acetinada e com um brilho sutil sob a luz dicroica do banheiro. Ela soltou o cabelo, deixando os fios úmidos caírem sobre os ombros, e voltou para a camiseta dele. Era a única coisa que ela queria vestir: o cheiro dele, a marca dele.
De volta ao quarto, ela sentou-se na beira da cama. Cada pequeno som do apartamento a fazia dar um sobressalto. O estalo da geladeira na cozinha… O vento batendo de leve na vidraça da sala… O som distante de um carro na avenida…
Ela estava em alerta máximo. Seus dedos batucavam nervosamente na colcha de linho. Ela se levantou, caminhou até a janela, voltou para a cama, ajeitou os travesseiros. A ansiedade era uma mistura de medo e um desejo avassalador que ela vinha reprimindo desde o primeiro encontro no bar.
— Ele vai chegar a qualquer momento — ela sussurrou para o espelho, vendo suas próprias bochechas coradas e o brilho de expectativa nos olhos.
De repente, o som metálico da fechadura eletrônica ecoou no corredor. Bip. O barulho da porta pesada se abrindo e, em seguida, sendo fechada com firmeza.
Os passos de Jungkook eram decididos, ecoando pelo piso de madeira, aproximando-se do quarto de hóspedes. S/N travou no lugar, o ar escapando de seus pulmões. Ela ouviu o som dos passos parando exatamente do outro lado da porta.
Houve um segundo de silêncio absoluto, aquele tipo de silêncio que antecede uma tempestade ou a largada de uma corrida decisiva.
O som da porta da frente batendo no andar de baixo foi o gatilho. S/N saltou da cama, o coração martelando contra as costelas como um pistão em alta velocidade. O pânico, aquele tipo de desespero irracional que a teoria da psicologia nunca ensinou a controlar, tomou conta dela.
— Droga, S/N! O que você tem na cabeça? — ela sussurrou freneticamente, andando de um lado para o outro no carpete felpudo. — Você tomou banho… você passou hidratante… você soltou o cabelo! Você está parecendo uma oferenda! Ele vai entrar aqui e vai saber. Ele é um piloto, ele lê sinais, ele vai cheirar o seu desespero a quilômetros!
Ela parou diante do espelho, as mãos trêmulas ajeitando a gola da camiseta dele. — “Me espera no quarto”, ele disse. E você, como uma idiota, se preparou para um ritual de acasalamento! Que tipo de profissional faz isso? Onde está o seu CRM, garota? No lixo! Junto com a sua dignidade!
Os passos dele agora estavam no corredor de cima. Pesados. Firmes. Inevitáveis.
— Ele vai achar que eu sou uma oferecida. Ele vai rir da minha cara. — Ela fechou os olhos com força, o rosto ardendo. — Respira. Finge que você estava apenas… higienizando os poros. Isso. Higiene básica. Nada de segundas intenções.
A maçaneta girou.
Jungkook entrou no quarto com uma lentidão calculada. Ele ainda vestia a roupa do treino, mas tinha tirado o boné, deixando os fios escuros levemente bagunçados sobre a testa. Ele fechou a porta atrás de si com um clique seco, mas não a trancou. Apenas encostou.
O olhar dele a encontrou instantaneamente. Ele não disse nada de imediato; apenas ficou ali, com as mãos nos bolsos da calça de moletom, mapeando a cena.
Ele notou tudo. Viu que o cabelo dela, embora seco na superfície, ainda tinha aquele brilho úmido e pesado de quem acabara de sair do chuveiro. Viu a pele dos ombros dela, que escapavam pela gola larga da camiseta, reluzindo levemente sob o hidratante. E o cheiro… o perfume floral e doce do sabonete dela agora lutava pelo espaço com o aroma de “casa” que a camiseta exalava.
Um meio sorriso, quase imperceptível, surgiu nos lábios de Jungkook. Ele percebeu a respiração curta dela, o modo como ela apertava as mãos atrás das costas. Ele entendeu o que ela estava esperando. Ele viu a expectativa nos olhos dela, a ansiedade de quem achava que a “reunião” terminaria entre os lençóis daquela cama.
Era tentador. O membro dele, ainda sensível pela noite anterior, deu um sinal de vida apenas com o visual dela naquele estado de “pronta”. Mas Jungkook tinha um plano diferente. Ele queria brincar um pouco mais com a mente daquela psicóloga que achava que tinha todas as respostas.
— Você tomou banho — ele constatou, a voz saindo mais grave e vibrante no silêncio do quarto.
Ele deu um passo à frente, diminuindo a distância, e S/N recuou até bater com as costas na parede.
— Eu… estava com calor — ela mentiu descaradamente, a voz saindo um pouco mais aguda do que o normal. — A noite foi… abafada.
Jungkook parou a centímetros dela. Ele inclinou o rosto, aspirando o perfume que emanava do pescoço dela. — Engraçado. O ar-condicionado está no máximo. Mas sua pele está quente, S/N. E cheirosa.
Ele esticou a mão e pegou uma mecha do cabelo dela, enrolando-a no dedo com uma calma irritante. — Você parece estar esperando por algo. Alguma conclusão para o que “supostamente” aconteceu ontem?
Ele viu o pulso dela saltar no pescoço. Ele sabia que ela estava pronta para se entregar, mas ele apenas se afastou um centímetro, mantendo o controle da situação.
— Eu disse que vinha contar os detalhes, não disse? — Ele tirou o celular do bolso, mas não o ligou. Apenas o girou entre os dedos, observando a confusão e a decepção latente nos olhos dela. — Mas antes… eu quero saber: o que exatamente você acha que está prestes a acontecer aqui, S/N?
O silêncio que se seguiu à pergunta de Jungkook era tão espesso que S/N sentia que poderia sufocar. Ela estava encostada na parede, o corpo tenso, exalando perfume e expectativa, enquanto ele a observava com aquele olhar que parecia ler não apenas suas intenções, mas até seus batimentos cardíacos.
Jungkook deu um passo final, encurralando-a entre seus braços, as mãos apoiadas na parede, uma de cada lado da cabeça dela. S/N fechou os olhos, esperando o contato, o beijo, o fim daquela tortura de antecipação.
— S/N… — ele sussurrou, a respiração batendo no rosto dela. — Você realmente não lembra de nada? Nem de como você ficou… possessiva?
Ele levantou o celular e o girou, a luz da tela iluminando o rosto dela.
— Eu não deveria te mostrar isso agora, já que você parece estar tão… confortável — ele provocou, enfatizando o fato de ela estar de banho tomado e na cama. — Mas eu sou um homem de palavra.
Ele deu o play em um vídeo.
S/N abriu um dos olhos, confusa, e o que viu a fez querer que um meteoro atingisse a cobertura naquele exato momento.
No vídeo, gravado na luz baixa da sala na noite anterior, S/N estava sentada no sofá, abraçada a uma almofada, com o rosto visivelmente vermelho por causa do whisky. Ela apontava o dedo para um Jungkook que ria por trás da câmera.
“E escuta aqui, Jeon Jungkook!” — a S/N do vídeo dizia, com a voz arrastada e um biquinho teimoso. — “Você… você é um piloto muito rápido, mas você é um pai muito devagar! O Minjae é um anjo e você é um… um… um coelho bombado que não sabe onde guardou o carrinho azul! E se você não levar ele na Disney, eu vou… eu vou dar um nó nos seus pneus! E eu vou levar ele eu mesma, porque eu sou a Noona favorita dele!”
No vídeo, o Jungkook ria e perguntava: “E o que mais, S/N?”
A S/N bêbada do vídeo então abraçava a almofada com força, fechava os olhos e resmungava:
“E você tem um cheiro bom de motor e sabonete… é irritante. Agora me leva pro quarto, coelho, que a psicóloga precisa entrar em modo de descanso.”
O vídeo terminou. Jungkook bloqueou a tela e guardou o celular, enquanto um silêncio mortal caía sobre o quarto.
S/N estava estática. O pânico de segundos atrás tinha se transformado em uma humilhação tão profunda que ela sentia suas orelhas queimarem. Ela tinha se preparado para uma noite de paixão arrebatadora, achando que tinha sido uma femme fatale na noite anterior, quando, na verdade, tinha sido apenas uma bêbada engraçada que o chamou de “coelho bombado”.
Jungkook se afastou um pouco, o sorriso dele agora sendo puramente divertido, sem a carga sexual de antes. Ele cruzou os braços, observando-a tentar desesperadamente recuperar a compostura.
— Então… — ele começou, a voz cheia de ironia. — Era essa a “revelação bombástica” que você estava esperando? Ou você achou que eu ia entrar aqui para conferir se o seu hidratante de baunilha realmente funciona em toda a sua pele?
S/N sentiu um desejo incontrolável de se enrolar em um tapete e sumir. Ela olhou para a cama, depois para a camiseta enorme, percebendo o quão óbvia tinha sido sua “preparação”.
— Eu… eu só achei que… — ela gaguejou, a voz sumindo. — Eu queria ser profissional e… higiênica.
— Higiênica — Jungkook repetiu, soltando uma gargalhada alta que ecoou pelo quarto. Ele caminhou até a porta, mas antes de sair, olhou para ela por cima do ombro. — Você é adorável quando está com vergonha, Noona. Mas descanse. Eu tenho que ir para a pista agora.
Ele piscou para ela e fechou a porta, deixando S/N sozinha com seu hidratante de baunilha, sua camiseta preta e a maior vergonha de sua vida acadêmica e pessoal.
Aaaaah safadaan kkkkkk foi até tomar banho
Mulher tu se preparou pra dar pra ele chocadaaaaa
Meu deus ele ja captou tudo kkkkk ela dando muito na cara
Kkkkkkkkkkkkkk aiiii meu deus que humilhação pqp.. ela jurando que tinha dado horrores pra ele
Depois dessa eu só ia querer desaparecer
Vergonha alheia
[quote]S/N saiu do banho e, com as mãos trêmulas, aplicou uma loção hidratante que deixava sua pele acetinada e com um brilho sutil sob a luz dicroica do banheiro. Ela soltou o cabelo, deixando os fios úmidos caírem sobre os ombros, e voltou para a camiseta dele. Era a única coisa que ela queria vestir: o cheiro dele, a marca dele.
Ela tava literalmente se preparando para o momento haha
Ele só torturando ela
Uma vergonha maior q essa…
[quote]Os passos de Jungkook eram decididos, ecoando pelo piso de madeira, aproximando-se do quarto de hóspedes. S/N travou no lugar, o ar escapando de seus pulmões. Ela ouviu o som dos passos parando exatamente do outro lado da porta.
O coração de SN que saindo pela boca, só de ouvir os passos dele
— S/N… — ele sussurrou, a respiração batendo no rosto dela. — Você realmente não lembra de nada? Nem de como você ficou… possessiva?
Agora que ela vai imaginar coisas msm kkkk
[quote]— Então… — ele começou, a voz cheia de ironia. — Era essa a “revelação bombástica” que você estava esperando? Ou você achou que eu ia entrar aqui para conferir se o seu hidratante de baunilha realmente funciona em toda a sua pele?
Kkkkkkkkk ele gosta, ele gosta de provocar ela
SN, ansiedade que bate né?! Até banho foi tomar!!! Kkkk
Queria tanto isso!!! Kkkk
Não SN… seja difícil!!! Kkkk
Não era nada o que pensava… SN!!! Kkkk
Mas vc está pronta, agora é só ir… kkkk
Jk, que raiva!!! Não faz isso não!!! Ela está caidinha por vc… kkkk
Não adianta mentir SN?! Ele já sabe… vc que foi imprudente, e deixou descobrir seus sentimentos!!! Kkkk
Vergonha… para com isso?! Agora já era, ele sabe quando está mentindo!!! Kkkk
Já era… agora só vai!!!
Ele vai perceber!!!
Que negócio é esse de higiene básica?! Fala sério SN!!! Kkkkk
Ele vai cheirar e vai amar kkk
Por que , não pode??
Por isso q não bebo