Capítulo 19 – O Eco do Quarto ao Lado
por FanfiqueiraO silêncio que se seguiu ao “boa noite” de Minjae era o tipo de silêncio que pesava. Jungkook fechou a porta do filho com uma lentidão milimétrica, o clique da fechadura soando como o gatilho de uma arma pronta para disparar. Ele ficou parado no corredor por alguns segundos, a luz fraca das arandelas destacando a tensão em seus ombros. O pai tinha cumprido seu papel; agora, o homem reivindicava seu espaço.
Ele não hesitou. Seus passos no carpete eram predatórios, direcionados a uma única porta: a de S/N.
Dentro do quarto, o cenário era de uma guerra interna. S/N andava de um lado para o outro, os pés descalços afundando no tapete felpudo. Ela já tinha tentado ler, tentado organizar a agenda de amanhã, mas sua mente era um projetor viciado, repetindo em loop as cenas daquela tarde. Ela se pegou parando diante da porta, a mão pairando sobre a maçaneta, o coração martelando contra as costelas com uma pergunta perigosa: Ele vem?
— Para com isso, S/N. Recupera a dignidade — ela sibilou para si mesma, agarrando uma toalha e entrando no banheiro.
Ela precisava de água fria. Precisava de choque térmico para congelar a memória do calor dele, do peso dele, da forma como ele a possuíra com uma autoridade que a deixara sem defesas. Ela entrou no chuveiro, deixando a água cair, mas, mesmo sob o jato gelado, ela fechava os olhos e sentia as mãos de Jungkook em sua cintura. Ela imaginava a porta do quarto se abrindo, imaginava ele entrando sem pedir licença, atravessando o quarto e a tomando ali mesmo, contra os azulejos úmidos.
O desejo era uma doença persistente.
De repente, acima do ruído da água, um som seco cortou o vapor do banheiro.
Toc. Toc. Toc.
Três batidas firmes. Lentas. Deliberadas. Não era um pedido; era um aviso de chegada.
S/N congelou. O sabonete escorregou de suas mãos, batendo no chão do box com um som surdo. Ela desligou o chuveiro com um movimento brusco, o silêncio repentino sendo quase ensurdecedor.
— S/N? — A voz de Jungkook atravessou a porta do banheiro, grave, rouca e carregada de uma intimidade que fez os pelos do corpo dela se arrepiarem instantaneamente.
Ela não respondeu de imediato. Enrolou-se na toalha com pressa, o tecido branco contrastando com a pele ainda úmida e quente. Ela abriu a porta do banheiro devagar, o vapor escapando como uma névoa, e deu de cara com ele.
Jungkook não estava apenas no quarto; ele estava encostado na moldura da porta do banheiro, com os braços cruzados sobre o peito e uma expressão que misturava impaciência com um deleite sombrio. Ele ainda usava a calça do moletom cinza, mas estava sem camisa, as tatuagens parecendo mais escuras sob a luz amarelada do abajur.

— O Minjae dormiu — ele disse, a voz baixando uma oitava, os olhos percorrendo cada centímetro dela, desde o cabelo molhado até os ombros nus.
— Jungkook… você não devia estar aqui — ela tentou dizer, mas a frase soou como uma mentira deslavada, especialmente pela forma como ela não recuou.
Ele deu um passo à frente, invadindo o espaço dela, o cheiro de sabonete masculino e adrenalina substituindo o vapor do banho.
— Engraçado… — ele sussurrou, esticando a mão para afastar uma mecha úmida do rosto dela, seus dedos roçando a pele quente de S/N. — Eu tive a nítida impressão de que você passou os últimos dez minutos esperando exatamente por esse barulho na porta.
Ele se inclinou, o rosto a milímetros do dela, o calor do seu corpo agindo como um imã.
— O banho frio não funcionou, não é, doutora? Porque eu ainda consigo sentir o seu coração batendo daqui. E ele está pedindo para eu terminar o que a gente começou no café da tarde.
Jungkook não esperou por uma resposta. O tempo das palavras tinha acabado no momento em que ele cruzou o batente daquela porta. Com um movimento ágil e carregado de uma força bruta domesticada, ele avançou, espalmando as mãos na madeira da porta do banheiro, de cada lado da cabeça de S/N, encurralando-a em seu campo magnético.
O impacto suave das costas dela contra a porta fez a toalha de banho ameaçar escorregar, mas S/N não se importou. Suas mãos subiram instintivamente para o peito nu de Jungkook, sentindo os músculos rígidos e o calor febril que emanava dele.
— Jungkook… — o nome dele saiu como um gemido suplicante.
— Shh… — ele rosnou contra os lábios dela, antes de tomá-los com uma ferocidade que a deixou sem fôlego.
O beijo era faminto, uma colisão de línguas e dentes que não pedia permissão. Jungkook a prensou com o próprio corpo, sua bacia esmagando a dela contra a madeira, deixando claro que ele estava tão pronto quanto estivera horas atrás. O volume rígido dele, por baixo do moletom cinza, pulsava contra o ventre úmido de S/N, um lembrete físico de que o “freio” do piloto tinha se quebrado de vez.
Com uma das mãos, ele agarrou o nó da toalha acima do peito dela e o desfez com um puxão seco. O tecido caiu aos pés deles, revelando S/N inteiramente nua, a pele ainda quente e exalando o perfume do sabonete floral. Jungkook soltou um suspiro rouco, descendo os beijos pelo pescoço dela, mordendo a pele macia logo acima da clavícula.
— Você está queimando… — ele sussurrou, a voz vibrando contra a pele dela. — Você passou o banho inteiro pensando nisso, não foi? Imaginando minhas mãos em você?
Ele não esperou a confirmação. Suas mãos desceram, possessivas, apertando as nádegas de S/N e elevando-a do chão. Ela envolveu a cintura dele com as pernas, prendendo-o, enquanto sentia a aspereza da parede e a dureza do corpo de Jungkook.
Ele a carregou assim, sem romper o contato, até a cama. Jogou-a no centro do colchão e, em um movimento fluido, livrou-se do moletom. A visão dele, imponente e impaciente, fez o centro de S/N latejar. No segundo seguinte, ele estava sobre ela, separando suas pernas com os joelhos.
Jungkook entrou nela com uma única estocada, profunda e possessiva, arrancando dela um grito que foi abafado pela boca dele. Não havia preliminares lentas desta vez; havia apenas a urgência de dois corpos que já se conheciam e se desejavam além da razão.
O som da carne batendo, o ritmo frenético das estocadas de Jungkook e os gemidos descontrolados de S/N preencheram o quarto. Ele a segurava pelos pulsos, prendendo-os acima da cabeça dela, enquanto a preenchia com uma força que fazia a cama ranger. Cada vez que ele ia fundo, S/N sentia que sua alma estava sendo reivindicada por aquele homem.
— Jungkook… mais… por favor! — ela implorou, arqueando as costas, o suor misturando-se à umidade do banho.
Ele mudou o ângulo, puxando as pernas dela para os seus ombros, expondo-a completamente à sua visão e ao seu ritmo. Ele a observava enquanto a possuía, deliciando-se com a forma como a “Doutora” se perdia sob seu comando. Quando o ápice chegou, foi como uma explosão em cadeia. S/N sentiu as paredes internas de seu sexo se contraírem em volta dele em ondas violentas, e Jungkook, soltando um rosnado animal, descarregou-se dentro dela, sua respiração batendo quente e descompassada no pescoço dela.
Eles ficaram ali, emaranhados, o silêncio voltando apenas para destacar o som de dois corações que, por mais que tentassem negar, agora batiam em um ritmo que nenhum contrato ou ética poderia apagar.
[quote]Ele não hesitou. Seus passos no carpete eram predatórios, direcionados a uma única porta: a de S/N.
Ele já vai certo ne? Sabendo bem o que quer
Ela não respondeu de imediato. Enrolou-se na toalha com pressa, o tecido branco contrastando com a pele ainda úmida e quente. Ela abriu a porta do banheiro devagar, o vapor escapando como uma névoa, e deu de cara com ele.
Pronto, com essa cena que pegou fogo msm
[quote]— O banho frio não funcionou, não é, doutora? Porque eu ainda consigo sentir o seu coração batendo daqui. E ele está pedindo para eu terminar o que a gente começou no café da tarde.
Agora vai ter a janta e vários lanches durante a noite toda.
[quote]O beijo era faminto, uma colisão de línguas e dentes que não pedia permissão. Jungkook a prensou com o próprio corpo, sua bacia esmagando a dela contra a madeira, deixando claro que ele estava tão pronto quanto estivera horas atrás. O volume rígido dele, por baixo do moletom cinza, pulsava contra o ventre úmido de S/N, um lembrete físico de que o “freio” do piloto tinha se quebrado de vez.
Agora ele acelera com vontade.
o piloto esta SEDENTO querendo mais
A bicha tava ansiando por isso também.. caminho sem volta mermão
Quebrou faz tempo esse freio.. agora ele vai a 100km/h
Jesus amado e a criança la do outro lado dormindo