Capítulo 17 – A Armadura da Noona
por FanfiqueiraO silêncio do quarto era denso, aromatizado pelo rastro de um desejo que finalmente havia encontrado seu porto. O relógio digital na mesa de cabeceira projetava números vermelhos e silenciosos: 16h00. A trégua entre o dever e a paixão tinha exatamente sessenta minutos de validade antes que a vida real, na forma de um sinal escolar e uma mochila de dinossauros, reclamasse sua prioridade.
Jungkook foi o primeiro a emergir da névoa do sono. Seus olhos abriram-se devagar, focando no teto de gesso, sentindo o peso reconfortante e quente de S/N aninhada contra seu peito. Por um momento, o piloto que vivia em função de milésimos de segundo desejou que o tempo fosse uma variável que ele pudesse simplesmente desligar.
Ele olhou para o rosto dela — a expressão serena, os lábios levemente entreabertos, a pele ainda com o brilho rosado da exaustão prazerosa. A “Doutora” estava desarmada, e aquela era a visão mais valiosa que ele já tivera.
Mas Jungkook nunca foi um homem de desperdiçar oportunidades.
Com a precisão de quem conhece cada curva de um circuito complexo, ele começou a se mover. Não para se levantar, mas para se aprofundar. Seus dedos tatuados deslizaram pela curva do quadril dela, subindo pela cintura até encontrar o caminho entre as pernas de S/N, que ainda o envolviam em um abraço inconsciente de sono.
Ele sentiu o calor úmido que persistia ali, um convite silencioso que ele não tinha a menor intenção de recusar.
S/N soltou um murmúrio baixo, uma transição suave entre o sonho e a realidade, quando sentiu a boca de Jungkook encontrar seu pescoço. Não era um beijo de bom dia protocolar; era uma invasão lenta e possessiva. A língua dele mapeou a veia pulsante em sua garganta, enquanto sua mão, lá embaixo, começava um movimento rítmico e circular que fez o ventre de S/N contrair instantaneamente.
— Jungkook… — o nome dele saiu como um suspiro quebrado, os olhos dela abrindo-se e encontrando o teto, antes de focarem na penumbra do quarto.
— Shh… — ele murmurou contra a pele dela, a voz carregada de uma vibração grave que ecoou dentro dela. — Temos uma hora. E eu não pretendo gastar nem um segundo vestindo roupas agora.
Ele a virou de frente para ele com uma facilidade que a deixou sem fôlego. S/N sentiu a rigidez dele — que parecia ter despertado antes mesmo do dono — pressionando sua coxa. O desejo não havia sido saciado; ele tinha sido apenas despertado pela primeira rodada.
Jungkook mergulhou entre as pernas dela, os dedos afastando as dobras sensíveis com uma reverência que beirava a adoração. Quando sua boca encontrou o centro da intimidade de S/N, ela soltou um gemido alto, as mãos agarrando os lençóis com força. O despertar foi uma explosão sensorial: o contraste da língua quente de Jungkook com o ar fresco do quarto, a sucção deliberada que ele fazia em seu clitóris e a forma como ele a segurava pelos quadris, ancorando-a àquela sensação.
— Meu Deus, Jeon… — S/N arqueou as costas, a cabeça pendendo para trás.
A mente analítica da psicóloga tentou gritar sobre o horário, sobre a ética, sobre a escola de Minjae, mas o corpo dela era uma ditadura de prazer agora. Jungkook subiu novamente, beijando-a com uma urgência renovada, enquanto se posicionava.
— Eu quero que você vá buscar o meu filho com o meu cheiro na sua pele — ele sussurrou entre beijos mordidos, os olhos escuros fixos nos dela, brilhando com uma possessividade nua. — Eu quero que, toda vez que você olhar para o espelho retrovisor, você lembre exatamente do que eu fiz com você nesta cama.
Sem aviso, ele entrou. Foi uma estocada única, profunda e preenchedora, que arrancou de S/N um grito abafado contra o ombro dele. O ritmo agora era diferente; não era a urgência animal de antes, mas uma cadência lenta, profunda e torturante, projetada para fazer cada segundo dos sessenta minutos restantes valerem uma vida inteira.
A cada movimento, Jungkook a observava, saboreando a perda de controle da mulher que sempre tinha todas as respostas. Ele a estava reescrevendo, transformando a “Noona” e a “Doutora” em algo que pertencia apenas àquele quarto, àquele momento, e àquele homem que não sabia como parar de acelerar.
Ele segurou os pulsos dela acima da cabeça, prendendo-os contra o travesseiro com apenas uma das mãos, enquanto a outra descia para encontrar o ponto onde seus corpos se fundiam. O polegar dele começou um movimento circular, frenético, bem no centro do prazer dela, enquanto ele continuava a preenchê-la com uma força que fazia a cabeceira da cama protestar contra a parede.
— Jungkook… eu não… — S/N arquejou, as pernas tremendo violentamente ao redor da cintura dele.
— Olha para mim, S/N — ele ordenou, a voz saindo como um rosnado baixo, as veias do pescoço saltadas pelo esforço de não chegar ao limite antes dela. — Não fecha os olhos. Eu quero que você veja exatamente o que estou fazendo com você.
Ela sentiu o ápice chegando, uma onda de calor que ameaçava desintegrar sua consciência. Jungkook aumentou a velocidade, os olhos fixos nos dela, compartilhando a mesma vertigem.
— Agora — ele sussurrou contra os lábios dela.
S/N soltou um grito mudo, o corpo entrando em espasmos de prazer puro enquanto as paredes internas de seu sexo apertavam Jungkook em ondas sucessivas de um orgasmo devastador. Segundos depois, com um gemido gutural que reverberou no peito de S/N, Jungkook deu as últimas estocadas, sentindo o próprio ápice explodir dentro dela, uma descarga de adrenalina e entrega que o deixou momentaneamente cego.
Eles desabaram. O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som de duas respirações que lutavam para voltar ao normal. Jungkook enterrou o rosto no pescoço de S/N, sentindo o cheiro de suor e baunilha, enquanto os batimentos cardíacos de ambos tentavam entrar em sincronia.
Cinco minutos depois, a realidade começou a se infiltrar pelas frestas das cortinas. O relógio agora marcava 16h45.
Jungkook se apoiou nos cotovelos, observando S/N. O cabelo dela estava um caos glorioso, os lábios inchados e os olhos ainda levemente nublados. Ele esticou a mão e acariciou a bochecha dela, o polegar limpando um traço de suor.
— Temos quinze minutos para virar “adultos responsáveis” de novo — ele murmurou, a voz ainda rouca, mas com um toque de seriedade que trouxe S/N de volta à terra.
S/N suspirou, fechando os olhos por um momento, sentindo o peso do braço dele sobre sua cintura.
— Como a gente vai fazer isso, Jungkook? — ela perguntou, a voz baixa. — Eu não posso olhar para o Minjae e agir como se eu não estivesse com o pai dele há dez minutos nessa cama. Ele é uma criança, mas ele sente as coisas.
Jungkook sentou-se na beira da cama, as tatuagens reluzindo sob a luz. Ele se virou para ela, o olhar agora focado.
— A regra é simples: nada muda na frente dele. Pelo menos não agora — ele disse, a voz firme. — Eu vou buscar o Minjae. Você fica aqui, toma um banho, coloca aquela sua armadura de “Noona perfeita” e prepara o lanche dele.
S/N sentou-se também, puxando o lençol para cobrir o peito, sentindo a vulnerabilidade da situação.
— E entre a gente?
Jungkook se inclinou, selando a testa dela com um beijo que carregava uma promessa silenciosa.
— Entre a gente, o cronômetro continua rodando, S/N. Eu não vou fingir que isso não aconteceu. Mas, por ele, nós somos a equipe que ele precisa. Consegue fazer isso?
S/N olhou para as mãos trêmulas e depois para o homem à sua frente. A psicóloga sabia que o risco era enorme, mas a mulher nela já tinha feito sua escolha.
— Consigo — ela respondeu, forçando um sorriso profissional que não chegava aos olhos ainda brilhantes de desejo. — Agora vai. Antes que o “piloto” se atrase para a largada mais importante do dia.
Jungkook piscou para ela, levantou-se e começou a se vestir com a agilidade de quem estava acostumado a trocar de pele em segundos. A corrida contra o tempo tinha começado, mas agora, o prêmio era muito mais do que um troféu de metal.
[quote]Ele olhou para o rosto dela — a expressão serena, os lábios levemente entreabertos, a pele ainda com o brilho rosado da exaustão prazerosa. A “Doutora” estava desarmada, e aquela era a visão mais valiosa que ele já tivera.
A visão que ele queria ter, desde o dia que ele a viu pela 1 vez
[quote]— Shh… — ele murmurou contra a pele dela, a voz carregada de uma vibração grave que ecoou dentro dela. — Temos uma hora. E eu não pretendo gastar nem um segundo vestindo roupas agora.
E a “brincadeira” vai recomeçar
Isso garoto ! Kkkk
[quote]— A regra é simples: nada muda na frente dele. Pelo menos não agora — ele disse, a voz firme. — Eu vou buscar o Minjae. Você fica aqui, toma um banho, coloca aquela sua armadura de “Noona perfeita” e prepara o lanche dele.
“Pelo menos não agora”
(Ate quando conseguirem fingir )
[quote]S/N olhou para as mãos trêmulas e depois para o homem à sua frente. A psicóloga sabia que o risco era enorme, mas a mulher nela já tinha feito sua escolha.
Ela sabe que foi uma ótima escolha kkk
Msm tendo que esconder( por enquanto )
Realmente ne Jungkook não perde tempo mesmo kkk
Meu deus imagina acordar assim que maravilha
Mas olha que cretino kkkk pior que não tem como esquecer mesmo
Claro que sim.. quem come quieto come sempre kkkkk
Consigo sim ! Kkkkkk