Capítulo 8 – A Frieza que Queima
por FanfiqueiraDá o Play
A porta estava entreaberta. Namjoon a viu pelo espelho, os dedos delicados tocando sobre as marcas, a respiração dela mais pesada, mordendo o lábio como se cada toque fosse lembrança. Ele ficou paralisado na sombra, escondendo o próprio desejo atrás da expressão fria que usava como escudo.
Ela, porém, notou o reflexo dele. Os olhos dela se encontraram com os dele através do espelho. Ainda assim, ela não recuou. Os dedos deslizaram mais, os gemidos escapando baixos, contidos, como se provocassem de propósito.
No instante em que estava prestes a se perder no próprio prazer, abriu os olhos, olhou diretamente para ele pelo reflexo e deixou escapar, num sussurro trêmulo:
— Não vai me ajudar?
Namjoon congelou. O corpo inteiro dele gritou em resposta, mas a mente o arrastou para trás. Ele fechou a porta suavemente, como se não tivesse visto nada. Fugiu. Fugiu de si mesmo, dela, da tentação que queimava em cada fibra do corpo.
Demorou alguns minutos até que ela criasse coragem para sair do banheiro. Vestiu-se devagar, como se o tecido da roupa pesasse mais do que o normal. Quando saiu, ele já estava pronto, sentado na poltrona, o celular em mãos, sem olhar para ela nem por um segundo. O silêncio no quarto era cortante.
— Eu… já estou pronta. — a voz dela saiu baixa, quase sem força.
Ele apenas assentiu, levantando-se em seguida, como se fosse um simples protocolo.
No carro, o clima não mudou. O silêncio preenchia cada espaço. As luzes da cidade passavam pelas janelas, refletindo no vidro, e ela não conseguia encarar o rosto dele. Os olhos permaneciam no colo, fixos nas próprias mãos entrelaçadas.
Minutos se passaram assim, até que ela respirou fundo e quebrou o silêncio.
— Olha… eu… eu nunca mais vou repetir nada daquilo. — a voz tremeu. — Não vou chegar perto, não vou falar nada, nem te tocar. Eu… — ela engoliu seco, sem conseguir continuar.
As mãos dele apertaram o volante, o maxilar tensionou. Ele manteve o olhar fixo na estrada, frio.
— Faz como quiser. — disse, seco, sem emoção.
O coração dela se partiu mais um pouco. As lágrimas queriam vir, mas ela se forçou a engolir.
Ela continuou, mesmo sabendo que doía:
— É sério, não… não vou mais te incomodar. Depois do desfile, vou pegar minhas coisas e…
O carro freou bruscamente, os pneus chiaram no asfalto. O corpo dela foi jogado levemente para frente, e o coração quase saiu pela boca.
Ele virou-se para ela, os olhos faiscando em frieza e firmeza.
— Você não vai voltar para hotel nenhum. — a voz saiu baixa, cortante, como uma ordem. — Está entendido?
Ela arregalou os olhos, sem saber o que responder. Ele se virou de volta para a estrada, arrancando o carro de novo, como se nada tivesse acontecido.
O peito dela queimava, não sabia se de raiva, tristeza ou alívio. O silêncio voltou, mas agora era sufocante, cheio de palavras que os dois não conseguiam dizer.
Quando o carro parou em frente ao evento, os flashes já iluminavam a entrada. Modelos, fotógrafos e convidados entravam no grande salão do desfile, onde a música pulsava suave e elegante. Namjoon desceu primeiro, ajeitou o blazer preto com as mãos e deu a volta para abrir a porta para ela. O gesto era automático, profissional. Não havia ternura nele.
Ela desceu, agradeceu em voz baixa e seguiu ao lado dele, mantendo uma distância que antes não existia. O coração dela estava apertado, uma mistura de dor e orgulho.
Dentro do salão, a atmosfera era vibrante. O inglês predominava entre as conversas rápidas e animadas. Namjoon se movia com facilidade, sorrindo, cumprimentando rostos conhecidos, trocando abraços calorosos. Ele parecia outro homem ali: seguro, carismático, atencioso. Cada sorriso que oferecia a outras mulheres, cada palavra dita com leveza, cada olhar divertido fazia o coração dela se despedaçar um pouco mais.
“Por que comigo ele é frio? Por que comigo ele não consegue sorrir desse jeito?”, ela pensava, tentando não demonstrar o turbilhão que a consumia.
Namjoon, por outro lado, não estava tão alheio quanto ela acreditava. Sempre que ela desviava os olhos, ele a observava em silêncio. A postura retraída dela, o sorriso ausente, o olhar perdido… tudo feria mais do que queria admitir. Ele lembrava da noite anterior, do corpo dela junto ao dele, da forma como tinha se deixado levar pelo desejo. E agora, diante do peso do que sentia, tentava negar com todas as forças.
“Eu não posso sentir isso. Não posso me envolver. Não devo”, repetia para si mesmo, como um mantra.
Mas, ainda assim, não conseguia deixar de olhar para ela quando acreditava que ninguém percebia.
O desfile começou, e as luzes focaram na passarela. Tecidos leves esvoaçavam, cores intensas desfilavam no ritmo da música ambiente. Ela tentava se concentrar, mas o peito pesava. O coração batia em descompasso cada vez que ouvia a risada de Namjoon ao lado de alguém.
Foi então que um homem se aproximou dela. Estrangeiro, elegante, olhar curioso. Puxou assunto em inglês, com um sorriso confiante. Ela hesitou, mas por dentro uma ideia amarga tomou forma.
“Se deu certo uma vez… pode dar de novo.”
Então, pela primeira vez naquela noite, ela sorriu. Deu atenção ao homem.
Namjoon percebeu de imediato. A mandíbula travou, o copo em sua mão quase se partiu entre os dedos. O sangue ferveu nas veias. Ele não conseguia ouvir a conversa, mas via o brilho nos olhos dela, o jeito como inclinava a cabeça, como retribuía ao desconhecido algo que antes só havia oferecido a ele.
A raiva o consumiu por dentro.
Não podia suportar.
A cena se partiu em duas realidades: ela, tentando se convencer de que ainda podia ser desejada, de que podia seguir em frente; ele, ardendo de ciúme, tentando manter a máscara de frieza enquanto por dentro lutava contra o próprio coração.
O evento avançava, a música e os flashes criavam um cenário quase cinematográfico. O homem a puxou discretamente para um canto, sussurrando em inglês:
— Você não vai se importar se eu te levar daqui, não é? Você não precisa mais traduzir nada para ele esta noite. — Sua mão envolvia a cintura dela com naturalidade, um toque leve que fazia seu corpo reagir involuntariamente.
Namjoon estava próximo, participando de uma conversa com outro executivo, mas sentiu o contato antes mesmo de perceber os detalhes. A mão do homem sobre a cintura dela, o jeito que falava para que ela não precisasse “servir de tradutora”, tudo acendeu algo dentro dele.
O sangue subiu ao rosto, a mandíbula se apertou, e por um instante a máscara de frieza quase cedeu. Ele sentiu a possessividade queimando nas veias, uma mistura de ciúme e desejo que era impossível de ignorar.
“Não… Ela é minha. Ninguém vai encostar nela desse jeito.”
Os olhos dele varreram a cena de forma rápida e calculista. Ele observou cada gesto, cada sorriso dela, cada inclinação sutil do corpo para o outro homem. E mesmo que ela acreditasse que ele não a estava observando, Namjoon absorvia tudo, cada detalhe como se fosse uma ameaça silenciosa.
Ele se aproximou de forma controlada, sem pressa, mas cada passo dele fazia a atmosfera ao redor deles tremer de tensão. Parou a poucos metros, mas suficientemente perto para que ela pudesse sentir a presença dele, mesmo sem olhar diretamente. A respiração dele estava firme, o corpo ereto, os ombros retos — tudo indicando que não estava para brincadeiras.
Ela já se preparava para sorrir e se inclinar levemente para aceitar a sugestão do homem elegante, o convite para ir embora dali, quando sentiu uma mão firme, porém suave, segurando seu braço.
Namjoon já estava ao lado dela. O toque dele não era brusco, mas tinha autoridade suficiente para fazê-la parar no instante. Ela olhou para ele, surpresa, e encontrou o olhar dele — intenso, profundo, cheio de algo que ia muito além de simples ciúme.
— Temos contratos para revisar. — A voz dele saiu baixa, quase um sussurro imperativo. — Sinto muito, mas você não vai com ele.
Ela piscou, surpresa pela firmeza contida na frase, mas havia algo ali que ela não podia ignorar: o desejo, a possessividade, a certeza que ele transmitia mesmo sem levantar a voz.
O outro homem ergueu as sobrancelhas, confuso, mas Namjoon nem olhou para ele. Ele apenas abriu a porta do carro, um gesto simples, direto.
Ela entrou no carro, ainda com um sorriso sutil de vitória nos lábios. Ela sabia que, por mais que tentasse, Namjoon ainda a queria, ainda a desejava, e aquela proximidade silenciosa, era a prova disso.
Namjoon entrou logo em seguida, fechou a porta atrás de si e ajustou o cinto de segurança com movimentos firmes e calculados. O motorista arrancou, e o carro deslizou pelo asfalto iluminado da cidade. O silêncio entre eles era carregado, não desconfortável, mas elétrico. Cada luz passando pelo vidro refletia nos olhos dela, lembrando-a de cada gesto, cada toque, cada promessa não dita da noite anterior.
Ele não a tocou, mas a presença dele ao lado era suficiente para que ela sentisse cada músculo tenso, cada respiração controlada. Por dentro, o coração dela acelerava, consciente de que ele estava ali, observando, julgando, desejando, sem dizer nada.
A viagem até o hotel foi silenciosa, mas intensa. Cada semáforo, cada curva, cada reflexo de luz sobre o rosto dela parecia prolongar a tensão entre eles. Ela tentava imaginar se ele estava irritado, se o ciúme ainda queimava nele, ou se estava apenas mantendo a postura profissional.
Quando chegaram ao hotel, o carro parou suavemente. Namjoon abriu a porta primeiro, estendendo a mão para ela sair. O olhar dele encontrou o dela por um instante — carregado, intenso, dominador — e mesmo que não tivesse dito nada, a mensagem era clara: ela era dele, e só dele.
Ela desceu, ao entrarem no saguão do hotel, os passos firmes de Namjoon ditavam o ritmo. Ele não falava, mas cada movimento era calculado, como se estivesse lembrando a ela, de forma silenciosa e irresistível, que não havia espaço para ninguém mais.
Você não me engana, RM
Nm c4g4 e nem sai da moita kkk
E era o q ?
Eita nós
[quote]“Não… Ela é minha. Ninguém vai encostar nela desse jeito.
Nem fica, nem deixa NGM ficar kkkk aí ai
[quote]Foi então que um homem se aproximou dela. Estrangeiro, elegante, olhar curioso. Puxou assunto em inglês, com um sorriso confiante. Ela hesitou, mas por dentro uma ideia amarga tomou forma.
Se ele ficar nessa de pode e não pode, vai perder ela rapidinho
Hehe
[quote]— Você não vai voltar para hotel nenhum. — a voz saiu baixa, cortante, como uma ordem. — Está entendido?
Ué, ele literalmente não sabe o que quer.
[quote]— Faz como quiser. — disse, seco, sem emoção.
Tá fazendo merda. Depois, depois