Capítulo 9 – A Arquitetura do Caos
por FanfiqueiraDá o play
Após S/N trancar a porta do quarto de hóspedes, Taehyung sentiu como se as paredes da mansão estivessem se fechando sobre ele. Ele passou a noite inteira no sofá da sala, com a pulseira de diamantes — agora um símbolo de sua ruína — esquecida sobre a mesa de centro.
Ele não dormiu. Seus pensamentos oscilavam entre o medo de perder o contrato com os Kang e uma dor nova, latente, de ter visto o desprezo absoluto nos olhos da esposa. Ele tentou subir as escadas três vezes, mas a cada vez que chegava perto da porta dela, a coragem falhava. Ele sabia que nenhuma mentira funcionaria mais.

Ao amanhecer, ele se forçou a tomar um banho frio. Ele precisava ir para a empresa; os boatos sobre sua ausência já começavam a circular entre os acionistas. Ele se vestiu mecanicamente, o rosto abatido, e saiu de casa às 08:30, deixando ordens para que ninguém incomodasse S/N. Ele achava que ela passaria o dia chorando sob os lençóis. Ele não poderia estar mais errado.
Às 09:00, o celular de S/N vibrou na mesa de cabeceira. O nome na tela fez seus olhos, pesados de cansaço, brilharem por um segundo: “Papai 👑”.
— Alô? — a voz dela saiu rouca.
— Bom dia, minha princesa! — A voz do Sr. Kang era vibrante, cheia do carinho que sempre a protegeu em uma redoma de ouro. — Liguei para saber como você está. Você me disse ontem que você estava com cólicas fortes… meu coração de pai ficou apertado. Você quer que eu mande o médico da família aí?
S/N sentiu uma pontada de culpa. Mentir para o pai era a única coisa que ainda a machucava. — Não precisa, papai. Eu já estou um pouco melhor, só preciso de repouso.
— Tudo bem. Mas não aceite menos que cuidados reais, ouviu? Eu já mandei entregarem uma cesta com todas as suas frutas favoritas, aqueles macarons de lavanda que você ama e flores frescas. Devem chegar na mansão em uma hora. Você é a minha princesa, S/N, nunca se esqueça disso. Se esse casamento estiver pesado demais, lembre-se que a casa do seu velho sempre terá as portas abertas.
As palavras dele foram o combustível que ela precisava. Ao desligar, S/N sentou-se na cama. Ela percebeu que, por causa de Taehyung, ela havia esquecido quem era: a herdeira amada dos Kang, não uma sombra para os caprichos de um Kim.
S/N levantou-se e o corpo protestou. Cada músculo doía, um reflexo somatizado do estresse dos últimos dias. Ao entrar no banheiro e encarar o espelho, ela parou.
O reflexo era assustador. Ela estava mais magra, a clavícula saltada, olheiras profundas marcando o rosto pálido. Onde estava a mulher vibrante de um ano atrás? — Eu não tenho que estar assim — ela sussurrou para si mesma, a voz ganhando firmeza. — Eles é que deveriam estar definhando.
Ela ligou o chuveiro no máximo. Enquanto a água quente caía, ela fechou os olhos, mas a visão voltou: Hana cavalgando, os gemidos de Taehyung, o batom borrado. Ela lavou o corpo com força, como se quisesse arrancar a pele que ele um dia tocou. Ao sair, ela não vestiu seda. Escolheu um conjunto de alfaiataria preto, elegante e intimidador.
Minutos depois…
Sentada na poltrona, ela pegou o celular e procurou um contato que Taehyung odiaria ver ali: Park Jimin.
Jimin era um dos melhores amigos de Taehyung, mas a tensão entre ele e S/N sempre fora evidente. Jimin nunca escondeu o interesse por ela, lançando olhares que Taehyung, em sua arrogância, ignorava. Jimin era o único que peitava Taehyung nos negócios e na vida pessoal.
O telefone chamou apenas duas vezes. — S/N? — A voz de Jimin era aveludada, carregada de uma surpresa prazerosa. — A que devo a honra dessa ligação inesperada?
— Jimin, eu preciso de um favor. E sei que você é o único homem com coragem o suficiente para me ajudar.
Houve uma pausa do outro lado. Jimin sorriu, ela podia sentir. — Você sabe que eu faria qualquer coisa por você, S/N. O que o Taehyung fez dessa vez?

— Eu quero dar o troco, Jimin. Do meu jeito. E quero que ele veja. Você pode estar aqui na mansão às 11:00? O Taehyung chega da empresa para o almoço às 12:30. Quero que ele nos encontre em uma situação… interessante.
Jimin soltou uma risada baixa e perigosa. — Estarei aí em quarenta minutos. Prepare o palco, princesa. Eu adoraria ver a cara do Taehyung quando perceber que o que ele não soube cuidar, agora pertence a mim.
S/N desligou o celular com um sorriso gélido. Ela sabia que Jimin não era um santo, mas ele era a arma perfeita. Ele tinha o que Taehyung mais invejava: carisma e uma lealdade que Taehyung nunca conseguiria retribuir.
Ela desceu as escadas e encontrou a cesta enviada por seu pai na entrada. Pegou um macaron, sentindo o gosto doce, e olhou para o relógio. 10:20.
Na sede da Kim Corp, Taehyung tentava desesperadamente recuperar sua máscara de CEO implacável. Ele se trancou em seu escritório no 40º andar, cercado por paredes de vidro que antes o faziam sentir-se dono do mundo, mas que hoje pareciam apenas torná-lo um alvo exposto.
Ele não conseguia se concentrar nos relatórios da fusão. Cada vez que o telefone fixo tocava, seu coração saltava. Hana não desistiria fácil. Ela ligou para a secretária dele fingindo ser uma investidora, ligou de números privados, de números de hotéis. Taehyung ignorou todas, bloqueando número após número, sentindo uma raiva crescente.
“Ela não entende que acabou?”, ele pensava, esfregando as têmporas. “Ela vai acabar me destruindo se não parar agora.”
Perto das 11:30, ele tomou uma decisão. Ele voltaria para casa para o almoço. Mas ele não iria de mãos vazias. Ele parou em uma floricultura de luxo no térreo do prédio e comprou um buquê crisântemos de corte — as favoritas de S/N, as mesmas que decoravam o casamento deles. Ele estava determinado a ser o “marido perfeito”, custasse o que custasse.
Ao chegar na garagem privativa da empresa para pegar seu carro, o cheiro de um perfume doce e familiar o atingiu antes mesmo de ele ver a silhueta. Hana estava encostada na porta do motorista do carro dele. Ela parecia impecável, mas seus olhos brilhavam com uma instabilidade perigosa.
— Taehyung, precisamos conversar — ela disse, caminhando em direção a ele com passos decididos.
— Não temos nada para conversar, Hana. Eu disse para você ficar longe. — Ele apertou o buquê contra o peito, usando as flores quase como um escudo.
— O que é isso? Flores para a “sonsa”? — Hana soltou uma risada amarga e tentou passar os braços pelo pescoço dele, buscando um beijo. — Você está com medo? Lá em casa você não parecia com medo quando estava dentro de mim.

Pela primeira vez em meses, Taehyung sentiu uma repulsa física por Hana. Ele se esquivou bruscamente, dando um passo atrás e empurrando as mãos dela para longe de seu rosto. Sua postura ficou rígida, a coluna reta, assumindo a autoridade que ele normalmente reservava para os negócios.
— Não me toque — ele sibilou, a voz fria e cortante. — Eu sou um homem casado, Hana. O que aconteceu entre a gente foi um erro catastrófico que eu não pretendo repetir.
Hana estacou, os olhos arregalados. — Um erro? Você me deu diamantes! Você disse que me amava!
— Eu menti — ele retrucou, sem um pingo de remorso. — Eu menti porque era conveniente, mas a S/N é a minha esposa. O nome dela está ao lado do meu no contrato e na minha vida. Saia da frente do meu carro ou eu chamarei a segurança para retirá-la como uma invasora.
— Você vai se arrepender disso, Taehyung — Hana ameaçou, a voz trêmula de humilhação. — Você acha que ela vai te perdoar por causa de umas flores?
— Isso não é problema seu — ele respondeu, entrando no carro e travando as portas.
Pelo retrovisor, ele viu Hana parada na garagem, uma figura solitária e furiosa. Ele sentiu um alívio momentâneo, achando que havia tomado a “atitude correta”. Ele olhou para o buquê no banco do passageiro e acelerou em direção à mansão. Ele estava ansioso para mostrar a S/N que havia “escolhido” ela, sem imaginar que, enquanto ele brincava de ser o marido fiel, o Park Jimin já estava ocupando o seu lugar na sua própria cama.
Isso aí SN, bora usar o amigo que sempre foi motivador de ciúmes na vinganca
Estou adorando ver ela dar a volta por cima
KKK Chorando?Vc ainda n conheceu a minha versão 2.0 2026
Quero só ver a cara dele chagado em casa com flores achando que vai arrasar
Hora da vingança,com um gostoso desses
Eita porraa,se lascou Tae
Marido perfeito,pena que tarde demais
Muito tarde kkk
Jimiiiiin-shiii
Eu e a S/N:
Se poupe,me poupe
Ô, pai…
De lavanda??Rum, e tem?!
Sim, Jimin-ssi
Ah, é casado,é?Agr vc lembra?
Oba
HahHahahha Jimin que saboooor
Deliciosooo
Ameiiii vai lá gata dá o troco! Kkkk