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A porta da cobertura de Hana mal se fechou antes que Taehyung a prensasse contra a madeira. A visão dela naquela lingerie branca — a mesma que ele vira por foto no restaurante — destruiu qualquer resquício de controle que ele ainda possuía.

— Você me deixou louco o jantar inteiro — ele rosnou contra o pescoço dela, as mãos grandes apertando suas coxas com uma possessividade selvagem.

Hana riu, um som vitorioso. — Eu sabia que você não resistiria. Aquela cena de marido perfeito no restaurante foi patética, Tae. Você parecia um animal enjaulado.

— Eu sou um animal enjaulado quando estou longe de você — ele respondeu, atacando os lábios dela com uma fome que nunca demonstrara a S/N.

Ele a carregou até o sofá de couro italiano. Jogou-a ali sem qualquer delicadeza, observando por um segundo como a pele dela contrastava com o material escuro e frio. Não havia espaço para romance ou preliminares lentas. Taehyung queria alívio, queria apagar o gosto de farsa do jantar forçado.

Ele se livrou do cinto e da calça com movimentos bruscos, os olhos fixos nos dela, que brilhavam com um desafio lascivo. Hana arqueou as costas, oferecendo-se, as mãos descendo por seu próprio corpo de forma provocativa. Quando ele a penetrou, foi de uma vez, um golpe fundo que arrancou dela um grito agudo de satisfação.

— É disso que você sentiu falta na sua mesa de jantar, não foi? — Hana provocou, cravando as unhas nas costas dele enquanto ele se movia com uma força bruta.

Taehyung rosnou, as mãos segurando os pulsos dela acima da cabeça, dominando-a completamente. Cada estocada era um protesto contra a vida perfeita que levava na mansão. Entre gemidos graves e frases curtas e sujas, eles se entregaram a um sexo voraz. Ele a virou de costas, segurando-a pelos quadris, sentindo a vibração de cada impacto no couro que rangia sob eles. Trocaram de posições com a urgência de quem está cometendo um crime e precisa terminar antes de ser pego.

Quando o ápice finalmente os atingiu, foi como uma explosão que deixou ambos trêmulos e exaustos. O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som do ar-condicionado e pelo batimento cardíaco descompassado de dois corpos que acabavam de se destruir e se reconstruir.

Minutos depois, o suor começava a esfriar sobre a pele. Hana se aconchegou ao lado dele, a cabeça descansando no ombro de Taehyung, sentindo o calor que ainda emanava dele.

— Fica comigo… dorme aqui hoje — Hana sussurrou mais tarde, os dedos traçando o peito suado dele enquanto ele tentava recuperar o fôlego.

— Eu não posso, Hana. A S/N… ela está me esperando. Se eu não voltar, ela vai começar a fazer perguntas que eu não quero responder agora. O contrato depende da estabilidade daquela casa.

Hana sentou-se, a lingerie agora desalinhada, e o olhou com um beicinho calculista. — Ah, entendi. A “esposinha” é mais importante que o meu desejo? Se você for embora agora, Taehyung, esqueça o que tivemos hoje. Talvez eu precise de alguém que não tenha hora para ir embora…

Ela se inclinou, sussurrando promessas sujas no ouvido dele e guiando a mão dele de volta para o seu corpo. Taehyung, vencido pela luxúria e pela manipulação, cedeu. — Só mais uma vez… — ele murmurou, perdendo-se novamente nela.

Enquanto isso, o relógio na mansão Kang-Kim avançava impiedosamente. S/N, após tirar o vestido sufocante e devorar uma refeição rápida para saciar a fome que a torturara o dia todo, tomou um banho longo. Ela vestiu a lingerie de seda branca, a peça que Hana dissera ser “perfeita”.

Eram 3 da manhã. O silêncio da casa era seu único companheiro. “Ele vai chegar cansado e com fome”, ela pensou, tentando racionalizar o abandono. “Trabalhar com sócios estrangeiros exige essas madrugadas.”

Ela colocou um avental por cima da lingerie e foi para a cozinha. Preparou o Bulgogi favorito dele, cuidando de cada tempero. Quando terminou, a mesa estava posta, mas a cadeira de Taehyung continuava vazia. Ela cobriu a comida cuidadosamente para que não esfriasse rápido demais.

Às 4:20 da manhã, exausta e com o peito apertado por uma angústia que ela se recusava a nomear, ela subiu para o quarto e enviou uma última mensagem: “Tae, preparei algo pra você comer. Está na mesa. Por favor, não se esforce demais. Estou te esperando acordada.”

Ela acabou pegando no sono, encolhida no canto da cama imensa, o corpo tremendo levemente pelo frio que o ar-condicionado soprava sobre sua pele quase nua.

Na cobertura de Hana, o despertador biológico de Taehyung o fez abrir os olhos. O quarto estava mergulhado em uma penumbra luxuosa. Hana estava acordada, observando-o.

— Você deu diamantes e rubis para ela hoje — Hana disse, a voz cortante. — E para mim, o que você trouxe?

Taehyung suspirou, sentando-se na cama. Ele já esperava por isso. Ele tateou o bolso da calça que estava jogada no chão e tirou uma caixa de veludo negro. Dentro, uma pulseira de edição limitada, cravejada com diamantes raros. Custava o triplo das joias de S/N.

Hana abriu um sorriso radiante, pegando a joia sem nem agradecer, apenas admirando o brilho.

— Estou com fome — Taehyung disse, sentindo um vazio no estômago.

— Tem algo na geladeira, pega lá — Hana respondeu sem tirar os olhos da pulseira, sem sequer se oferecer para acompanhá-lo.

Taehyung foi até a cozinha dela. O contraste o atingiu como um soco. Hana era fogo e paixão, mas não havia cuidado. Não havia carinho após o ato. Ao olhar o relógio digital no fogão, ele empalideceu: 05:45.

“Droga!”, ele pensou. O medo de que S/N tivesse ligado para os pais deles em pânico começou a surgir. Ele se vestiu às pressas, ignorando os protestos preguiçosos de Hana.

Ao entrar no carro, ele ligou o celular. A mensagem de S/N estava lá. O “preparei algo pra você comer. Está na mesa. Por favor, não se esforce demais.” pareceu um peso de chumbo em sua consciência.

Ele chegou na mansão quando os primeiros raios de sol começavam a aparecer. Ele esperava encontrar S/N acordada, esperando ou o esperando. Ele já tinha a desculpa pronta: o sócio, a papelada, o celular descarregado.

Mas a casa estava em silêncio absoluto.

Ao passar pela sala de jantar, ele parou. A mesa estava impecavelmente posta. Ele levantou a tampa de metal e viu o Bulgogi. O cheiro da sua comida favorita ainda pairava no ar. Ao lado, o bilhete dela com uma letra caprichosa.

Taehyung sentiu um nó na garganta. Ele pegou uma pequena porção com a mão mesmo, levando à boca. Estava frio, mas o sabor era perfeito. Era o sabor de uma dedicação que ele não merecia. Ele sentiu uma pontada de remorso, que logo foi sufocada pelo seu ego. “Ela faz isso porque quer, eu nunca pedi para ela me esperar”.

Ele subiu para o quarto com passos pesados. Ao abrir a porta, a cena o paralisou.

S/N estava deitada de lado, na mesma lingerie que Hana usara, mas nela a peça parecia algo angelical, e não pecaminoso. Ela estava encolhida, os braços abraçando o próprio corpo para se aquecer, os lábios levemente azulados pelo frio. Ela parecia pequena, frágil e completamente devastada, mesmo dormindo.

Taehyung ficou ali parado, olhando para a mulher que ele traíra a noite toda. Ele notou a lingerie delicada e percebeu que ela tinha planejado a noite inteira para ele. A culpa, pela primeira vez, foi real e física. Ele caminhou até a cama e, com uma delicadeza que ele não usara com Hana, puxou o edredom e a cobriu.

S/N murmurou o nome dele entre sonhos, buscando o calor de sua mão. Taehyung recuou, como se o toque dela pudesse queimá-lo. Ele não era o herói daquela história, e pela primeira vez, ele se sentiu como o vilão que realmente era.

10 Comentários

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  1. GarotaDoNam
    Jan 2, '26 at 8:54 am

    ” Hana arqueou as costas, oferecendo-se” (Parecendo um animal no cio)

    1. @GarotaDoNamJan 2, '26 at 11:52 am

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    2. Luana
      @GarotaDoNamFeb 5, '26 at 8:54 pm

      Safada kkk

  2. GarotaDoNam
    Jan 2, '26 at 8:56 am

    ” — E para mim, o que você trouxe? ” (Pal)

    1. Luana
      @GarotaDoNamFeb 5, '26 at 8:53 pm

      Kkkkkkk

  3. Karine
    Jan 2, '26 at 2:22 pm

    — Tem algo na geladeira, pega lá — Hana respondeu sem tirar os olhos da pulseira, sem sequer se oferecer para acompanhá-lo.

    Bem feito kkkk

  4. Primeira dama do Jungkook (Kévila)
    Jan 4, '26 at 3:08 pm

    — Tem algo na geladeira, pega lá — Hana respondeu sem tirar os olhos da pulseira, sem sequer se oferecer para acompanhá-lo.

    Acho é pouco kkkk

    Última edição em jan 5, '26 at 11:07 am por Fanfiqueira.
  5. Primeira dama do Jungkook (Kévila)
    Jan 4, '26 at 3:10 pm

    Taehyung sentiu um nó na garganta. Ele pegou uma pequena porção com a mão mesmo, levando à boca. Estava frio, mas o sabor era perfeito. Era o sabor de uma dedicação que ele não merecia. Ele sentiu uma pontada de remorso, que logo foi sufocada pelo seu ego. “Ela faz isso porque quer, eu nunca pedi para ela me esperar”.

    Filho da Mãe Mal agradecido, que babaca

    Última edição em jan 5, '26 at 11:06 am por Fanfiqueira.
  6. IASMINE
    Feb 3, '26 at 11:20 pm

    S/N murmurou o nome dele entre sonhos, buscando o calor de sua mão. Taehyung recuou, como se o toque dela pudesse queimá-lo. Ele não era o herói daquela história, e pela primeira vez, ele se sentiu como o vilão que realmente era.

    Um babaca total

  7. Luana
    Feb 5, '26 at 8:52 pm

    Traste

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