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A noite caiu sobre a mansão como um manto de chumbo. Taehyung não foi para a suíte master; ele não suportaria o cheiro do perfume de Jimin impregnado nos lençóis que deveriam ser seus. Ele estava sentado no chão do corredor, as costas encostadas na porta de madeira do quarto de hóspedes.

O silêncio era interrompido apenas pelo som do seu celular. Ele abriu a galeria e rolou até as fotos de Jeju. Lá estava ela: o vestido, o sorriso tímido, a varinha de luz refletindo em seus olhos castanhos. Em uma das fotos, ele a flagrou distraída olhando para o horizonte. Ela parecia tão em paz.

Taehyung acariciou a tela com o polegar, uma lágrima solitária caindo sobre o vidro frio. — Se eu pudesse voltar para aquela areia… — ele sussurrou, a voz quebrada pelo nó na garganta. — Se eu pudesse congelar o tempo naquele brinde de Ano Novo e nunca ter deixado o ego falar mais alto que o meu coração… eu ainda teria você.

O Flashback: O Início do Veneno

A lembrança daquela viagem era doce, até que o veneno começou a vazar. No dia seguinte aos fogos, Mina e Hana apareceram no resort. S/N ficou radiante, mas Taehyung sentiu um incômodo que não soube explicar. Na época, ele achou que era apenas coincidência.

Agora, batendo a nuca contra a porta com força, ele fechou os olhos e a ficha caiu. — Como eu fui tão estúpido? — ele grunhiu. Hana não apareceu por acaso. Ela viu as fotos, ela rastreou a localização. Ela já estava caçando.

Ele lembrou de como Hana o olhava durante os jantares no resort. Sempre que S/N se afastava para ir ao banheiro ou atender o pai, Hana estava lá. Um toque “acidental” no braço, um elogio sussurrado sobre como o terno caía bem nele, olhares que prometiam o que S/N, em sua doçura, ainda não havia explorado. Mas ele, cego por sua própria arrogância, achou que era apenas a “amizade intensa” delas.

Um mês depois, a chuva fustigava as janelas de vidro da sala VIP do restaurante luxuoso. Taehyung ajeitou a gravata, conferindo o relógio. O Sr. Lee, pai de Hana e um dos maiores magnatas do aço, era conhecido por sua pontualidade britânica e por sua aversão a sociedades. Conseguir aquela assinatura significava que a Kim Corp não seria apenas grande, seria intocável.

A porta abriu, mas não foi o Sr. Lee quem entrou. Hana surgiu, usando um vestido de cetim vermelho que parecia sangue sob as luzes baixas.

— Meu pai teve um imprevisto na fábrica de Busan — ela disse, a voz suave, deslizando para a cadeira à frente dele. — Mas ele me deu plenos poderes para fechar os termos com você, Tae.

Taehyung sentiu um aviso em sua mente, um instinto de preservação. — Hana, se ele não está aqui, podemos reagendar. Eu prefiro tratar diretamente com ele.

— O que foi? Tem medo de mim? — Ela sorriu, servindo um uísque caro, um Single Malt que Taehyung adorava. — Ou tem medo do que pode acontecer se você conseguir o que quer? Meu pai nunca abriu as portas para ninguém. Se você sair daqui hoje sem esse acordo, ele nunca mais te dará outra chance. Senta. Vamos falar de negócios.

Ele ficou. Por duas horas, Hana jogou com ele. Ela falava de números, de logística e de expansão, mas seus dedos sempre roçavam o cristal do copo dele, e ela nunca deixava que o uísque de Taehyung chegasse ao fim. O álcool começou a aquecer o sangue dele, nublando a linha entre a ambição e o desejo.

Taehyung estava tenso. Ele amava S/N, mas tinha pavor desse sentimento. Para ele, S/N era doce demais, pura demais. Ele se sentia um monstro perto dela e, em sua mente distorcida, ele acreditava que, se abrisse o coração, S/N o rejeitaria, vendo a frieza que ele escondia por baixo do terno. Ser rude com ela era sua única defesa contra o amor.

— Eu acho que já terminamos por aqui — Taehyung disse, a voz levemente arrastada, tentando se levantar.

Hana foi mais rápida. Quando ele empurrou a cadeira, ela contornou a mesa e sentou-se de frente para ele, em seu colo, prendendo-o com as pernas.

— Você fala tanto de negócios, Tae… mas seus olhos dizem que você quer ser destruído — ela sussurrou, agarrando a nuca dele com força e selando seus lábios em um beijo agressivo, com gosto de uísque e perigo.

Taehyung tentou empurrá-la, suas mãos encontrando os ombros dela. — Hana… isso não é certo… a S/N…

— O contrato é um papel, Taehyung. E a S/N é uma criança que não sabe o que fazer com um homem como você — Hana rebolou contra o colo dele, sentindo a ereção que ele não conseguia mais esconder. — Deixa eu ser a sua distração.

O último vestígio de resistência de Taehyung quebrou. O desejo acumulado de meses de repressão com S/N explodiu.

Ali mesmo, naquela sala privada, Taehyung a possuiu com uma ferocidade que beirava o ódio. Ele a levantou, a cadeira rangendo no mármore, e a pressionou contra a mesa de carvalho onde os papéis do contrato agora eram apenas lixo.

Hana ria entre gemidos, cavalgando nele com uma luxúria predatória enquanto ele rasgava a meia-calça dela. Taehyung não era gentil. Ele a virou de costas, debruçando-a sobre a mesa, os seios dela pressionados contra a madeira fria.

— Você é uma puta, Hana… — ele rosnou no ouvido dela, a voz suja, carregada de uma raiva que ele não entendia se era dela ou de si mesmo. — É isso que você quer? Hein? Que eu te trate como o lixo que você é por fazer isso com a sua melhor amiga?

— Sim! Me fode, Taehyung! — ela gemia, as unhas arranhando o verniz da mesa.

Ele a penetrou com estocadas brutais, profundas, que faziam a mesa tremer. A mão de Taehyung subiu, cobrindo a boca de Hana com força para abafar os gritos dela que poderiam ser ouvidos no corredor, enquanto a outra mão descia em tapas estalados em sua bunda, deixando marcas vermelhas que contrastavam com a pele pálida.

— Cala a boca e aguenta — ele sibilou, possuído por um prazer sombrio. Naquele momento, ele não via Hana. Ele usava o corpo dela para fugir da imagem de S/N, para punir a si mesmo por amar uma mulher que ele achava que nunca o aceitaria de verdade.

Hana gozou gritando contra a palma da mão dele, e Taehyung veio logo depois, um orgasmo violento que o deixou exausto e com um vazio ainda maior no peito.

De volta ao presente…

Taehyung bateu a nuca contra a porta do quarto de hóspedes com tanta força que o som ecoou pelo corredor. Ele apertou os olhos, sentindo as lágrimas quentes escorrerem.

“Eu fui um estúpido… um completo e absoluto estúpido”, ele pensou, a respiração entrecortada por soluços que ele tentava engolir.

Ele percebeu agora, tarde demais, que Hana nunca foi um refúgio. Ela foi a arma que ele deu a si mesmo para sabotar a única felicidade real que ele poderia ter tido. Ele traiu a melhor mulher que já conheceu com a pior pessoa que já cruzou seu caminho, tudo porque teve medo. Medo de ser vulnerável, medo de que S/N visse que, por trás da fachada de herdeiro frio, ele era apenas um menino perdidamente apaixonado por ela.

Ele trocou o brilho nos olhos de S/N em Jeju pelo suor barato de Hana em um restaurante. Ele trocou o “nós” por uma farsa que agora o deixava de joelhos no chão de sua própria casa, ouvindo o silêncio de uma esposa que acabara de dar o troco com o seu melhor amigo.

— Eu te amava tanto que me destruí para não sentir isso — ele sussurrou, o rosto enterrado nas mãos. — E agora, S/N… eu não tenho mais nada. Nem o contrato, nem a Hana, nem você. Principalmente você.

Ele olhou para a porta trancada. S/N estava lá dentro, talvez dormindo, talvez pensando em como Jimin a tocou. E o pior de tudo para Taehyung era saber que, se ele pudesse voltar no tempo, ele teria rasgado aquele contrato com o pai de Hana e corrido de volta para casa onde sua esposa o esperava, como ela sempre fazia.

Mas o tempo não volta. E o castigo de Taehyung estava apenas começando.

19 Comentários

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  1. Anne
    Jan 1, '26 at 7:31 pm

    Que amiga cobra essa dela.

  2. Anne
    Jan 1, '26 at 7:31 pm

    Desde logo cedo já caçando ele, e ele burro se deixou levar

  3. Anne
    Jan 1, '26 at 7:31 pm

    Agora dizer que a ama, não resolve nada

  4. Thamiris Gomes
    Jan 1, '26 at 11:58 pm

    É fácil se arrepender depois do leite derramado

    1. @Thamiris GomesJan 2, '26 at 12:08 am

      literalmente kkkkk tá parei

      1. Karine
        @FanfiqueiraJan 2, '26 at 3:33 pm

        Kkkkkkkk

  5. Karine
    Jan 2, '26 at 3:31 pm

    — Você é uma puta, Hana… — ele rosnou no ouvido dela, a voz suja, carregada de uma raiva que ele não entendia se era dela ou de si mesmo. — É isso que você quer? Hein? Que eu te trate como o lixo que você é por fazer isso com a sua melhor amiga?

    Aah certinho, é só ela que é lixo né

  6. Anne
    Jan 2, '26 at 10:52 pm

    Queria muito a continuação

  7. Karine
    Jan 12, '26 at 9:46 pm

    Taehyung acariciou a tela com o polegar, uma lágrima solitária caindo sobre o vidro frio. — Se eu pudesse voltar para aquela areia… — ele sussurrou, a voz quebrada pelo nó na garganta. — Se eu pudesse congelar o tempo naquele brinde de Ano Novo e nunca ter deixado o ego falar mais alto que o meu coração… eu ainda teria você.

    Lágrima de crocodilo

  8. Karine
    Jan 12, '26 at 9:50 pm

    A porta abriu, mas não foi o Sr. Lee quem entrou. Hana surgiu, usando um vestido de cetim vermelho que parecia sangue sob as luzes baixas.

    S-A-F-A-D-A

  9. Karine
    Jan 12, '26 at 9:51 pm

    Taehyung estava tenso. Ele amava S/N, mas tinha pavor desse sentimento. Para ele, S/N era doce demais, pura demais. Ele se sentia um monstro perto dela e, em sua mente distorcida, ele acreditava que, se abrisse o coração, S/N o rejeitaria, vendo a frieza que ele escondia por baixo do terno. Ser rude com ela era sua única defesa contra o amor.

    Qual a lógica ? Kkkk

    1. @KarineJan 12, '26 at 11:32 pm

      Nunca viu em doramas? o cara tem medo e então vira o babaca ou fdp com a menina…

  10. Karine
    Jan 12, '26 at 9:53 pm

    O último vestígio de resistência de Taehyung quebrou. O desejo acumulado de meses de repressão com S/N explodiu.

    Que decepção

  11. Karine
    Jan 12, '26 at 9:55 pm

    Hana ria entre gemidos, cavalgando nele com uma luxúria predatória enquanto ele rasgava a meia-calça dela. Taehyung não era gentil. Ele a virou de costas, debruçando-a sobre a mesa, os seios dela pressionados contra a madeira fria.

    Pouca vergonha

  12. Karine
    Jan 12, '26 at 9:55 pm

    — Você é uma puta, Hana… — ele rosnou no ouvido dela, a voz suja, carregada de uma raiva que ele não entendia se era dela ou de si mesmo. — É isso que você quer? Hein? Que eu te trate como o lixo que você é por fazer isso com a sua melhor amiga?

    E vc é um príncipe né seu sem vergonha

  13. Karine
    Jan 12, '26 at 9:57 pm

    — Eu te amava tanto que me destruí para não sentir isso — ele sussurrou, o rosto enterrado nas mãos. — E agora, S/N… eu não tenho mais nada. Nem o contrato, nem a Hana, nem você. Principalmente você.

    “Nem a Hana”?? Ta de brincadeira Kim Taehyung

  14. SNdoNamjoon(YrysV)♡
    Jan 16, '26 at 11:53 pm

    — Eu te amava tanto que me destruí para não sentir isso — ele sussurrou, o rosto enterrado nas mãos. — E agora, S/N… eu não tenho mais nada. Nem o contrato, nem a Hana, nem você. Principalmente você.

    N tem a tal Hana pq n quer

  15. IASMINE
    Feb 4, '26 at 12:59 am

    Tarde demais meu caro

  16. Luana
    Feb 6, '26 at 5:02 pm

    Vagabunda essa mulher

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