Capítulo 12 – O Álibi do Silêncio
por FanfiqueiraO silêncio da madrugada era o único cúmplice de Taehyung. Ele se moveu como um fantasma pela mansão, impulsionado por uma necessidade desesperada de apagar as evidências da sua derrota.
Com as mãos trêmulas, ele se ajoelhou no mármore frio do hall e recolheu, uma a uma, os crisântemos de corte que ele mesmo trouxe — símbolos de um perdão que ele não merecia. Depois, com o coração ardendo em brasa, ele catou as rosas vermelhas de Jimin. O perfume das rosas ainda era forte, impregnado com o cheiro do rival, e cada espinho que furava os dedos de Taehyung parecia pouco perto da dor em seu peito. Ele limpou tudo. Aspirou o tapete, poliu o chão, jogou cada pétala no lixo orgânico nos fundos da casa, querendo enterrar aquela noite a sete chaves.
Ele foi para a cozinha. O cenário era um lembrete cruel: garrafas vazias de soju sobre o balcão. S/N tinha bebido para anestesiar a alma antes de se entregar à vingança.
Taehyung nunca havia preparado nada na vida, mas ele observara S/N por meses. Ele sabia que, após uma ressaca, ela gostava de chá de gengibre com mel e torradas levemente queimadas, com uma pequena porção de frutas cítricas. Ele preparou a bandeja com uma precisão cirúrgica, mas suas mãos batiam contra o metal, produzindo um tilintar metálico que denunciava seu colapso nervoso.
Ele subiu as escadas. Seus pés pareciam pesar toneladas conforme se aproximava da porta da suíte master. Ele parou diante da madeira escura, a respiração presa na garganta. Ele sabia que o que veria ali dentro mudaria sua visão sobre S/N para sempre.
Ele girou a maçaneta com uma lentidão agonizante.
O ar no quarto ainda estava pesado, carregado com o cheiro da intimidade de dois corpos que não eram os dele. Taehyung deu o primeiro passo e seus olhos foram imediatamente atraídos para a mesinha de cabeceira — o seu lado da cama. Ali, deixada com uma precisão sádica por Jimin, estava a embalagem da camisinha usada. Era o troféu da conquista de Jimin e o atestado de óbito da masculinidade de Taehyung.
Ele desviou o olhar, sentindo uma náusea violenta, e finalmente olhou para a cama.
S/N estava de bruços, mergulhada no sono pesado da exaustão emocional. O lençol de seda cobria apenas o arco de sua bunda e uma de suas pernas, deixando o resto de suas costas exposto. Taehyung sentiu o mundo girar. A pele dela, que ele sempre tratou com uma frieza distante, estava marcada. Marcas de mordidas no ombro, manchas avermelhadas na base da coluna e marcas de dedos nas coxas — a assinatura visual da posse de Jimin.
“Eu fiz isso com ela”, ele pensou, as pernas falhando enquanto ele colocava a bandeja sobre a poltrona próxima. “Eu a empurrei para os braços dele. Eu transformei a minha esposa em uma arma de destruição.”
Ele sentiu um impulso irracional de cobri-la, de protegê-la da própria visão que ele estava tendo, mas ele se conteve. Ele não tinha mais o direito de tocá-la. Ele ficou parado no pé da cama, observando o subir e descer lento das costas dela.
A imagem de S/N em Jeju, com a varinha de luz e o olhar puro, colidiu com a imagem da mulher marcada por outro homem em sua cama. O contraste o quebrou por dentro. Ele percebeu que a S/N que ele amava secretamente não existia mais. Ele a matara. E a mulher que estava ali agora era uma estranha que ele mesmo criou.
Ele se aproximou da mesinha de cabeceira, pegou o invólucro que Jimin deixou e o apertou no punho até o metal cortar sua palma. Ele não sentiu dor. Ele sentiu apenas o vazio.
Ele deixou a bandeja ao lado da cama, no chão, para que fosse a primeira coisa que ela visse ao acordar. Ele não deixou bilhete. Não havia palavras. Ele apenas recuou, saindo do quarto de costas, como se estivesse saindo de um templo profanado, fechando a porta com um clique quase inaudível.
O estalo da porta ao fechar foi o gatilho. S/N abriu os olhos imediatamente. Ela não estava dormindo profundamente; estava em um estado de vigília, uma suspensão entre a exaustão e o pavor de encontrar o olhar de Taehyung. Quando ouviu os passos dele se afastarem, ela finalmente se sentou, puxando o lençol contra o peito, sentindo o corpo pesado e as marcas de Jimin queimarem em sua pele como brasa.
Seu coração disparou. Uma reação traidora, fisiológica, que ela detestava. Mesmo depois de toda a sujeira, de toda a traição dele e da sua própria retaliação selvagem, o simples fato de saber que ele estivera ali, a centímetros dela enquanto dormia, fazia seu sangue pulsar de um jeito que ela não conseguia controlar.
Ela olhou para o lado e viu a bandeja. Lágrimas silenciosas e quentes começaram a cair, borrando sua visão.
“Ele… ele que fez isso?”, pensou, observando o chá de gengibre com mel ainda fumegante e as torradas. “Como ele sabe que eu gosto disso? Como ele prestou atenção?”.
S/N lembrou das garrafas de soju vazias mentalmente. Ela se lembrou de ter despejado tudo na pia, eram garrafas que havia comprado pra beber com Hana, antes de tudo. “Ele acha que estou de ressaca. Ele acha que eu bebi para suportar o Jimin?…”. A ironia a atingiu. Na verdade, ela estivera sóbria o tempo todo. Cada gemido, cada arranhão, cada palavra dita a Jimin tinha sido consciente.
Ela fechou os olhos com força, e a memória do corpo de Jimin contra o seu, da urgência e do desejo bruto dele, inundou sua mente. Por um segundo aterrorizante, ela sentiu um calafrio de excitação percorrer sua espinha, ficando excitada por causa da lembrança da noite anterior. Ela apertou os lençóis com força, sacudindo a cabeça para espantar aquela sensação. “Não. Eu não posso ser essa pessoa”, sussurrou para si mesma.
Ela estendeu a mão para a torrada, sentindo o estômago reclamar de fome. Mas, no meio do caminho, seus dedos congelaram. O pensamento veio como um sussurro sombrio: “E se tiver veneno?”.
Ela olhou para a porta fechada, imaginando o homem que estava do outro lado. Taehyung, o marido frio que a negligenciou. O homem que a viu na cama com o melhor amigo dele. “Ele não seria louco… ou seria? Depois do que eu fiz no nosso quarto… ele tem todos os motivos para querer que eu suma”. O medo, misturado com a paranoia da culpa, venceu a fome. Ela deixou a torrada intocada, colocou a bandeja de volta na mesinha e caminhou para o banheiro.
Debaixo da água fervendo, S/N esfregava a pele com uma esponja áspera. Ela queria arrancar o cheiro de Jimin, mas parecia que o perfume amadeirado dele e o cheiro do suor da noite anterior tinham se entranhado em seus poros. Sua pele ficou avermelhada, quase em carne viva, mas o fantasma do toque de Jimin e o peso do olhar de Taehyung não saíam com sabão.
Ao sair, vestiu uma roupa simples e fechada, como se quisesse se esconder do mundo. Ao voltar para o quarto, armada de coragem para limpar os vestígios da sua “revolta”, ela parou, confusa.
A embalagem da camisinha que Jimin deixara estrategicamente sobre a mesinha dele havia sumido. O lençol bagunçado era a única coisa que restava.
“O Jimin limpou antes de sair?”, pensou, mas logo descartou a ideia. Jimin não era do tipo que se preocupava com a limpeza pós-caos. “Taehyung… ele entrou aqui e… ele pegou aquilo com as próprias mãos?”. O pensamento de seu marido, tão orgulhoso e impecável, recolhendo os restos do homem que o traiu com sua esposa, era bizarro demais para processar.
Ela pegou a bandeja — com a comida intacta, as frutas perdendo o brilho e o chá esfriando — e desceu as escadas, preparada para o confronto ou para o silêncio. Mas, ao chegar no hall, seus pés travaram.
A sala estava impecável.
Não havia uma pétala de rosa no chão. A cozinha brilhava, sem o rastro das garrafas de soju. Tudo estava no lugar, como se a noite anterior tivesse sido apenas um delírio febril.
Taehyung, o homem que nunca sequer levou o próprio prato para a pia, tinha limpado a casa inteira. Ele tinha apagado as provas da própria humilhação e do pecado dela.
Ela caminhou até a lixeira para jogar a comida fora, mas parou ao ouvir um ruído vindo do escritório. A porta estava entreaberta. Ela sabia que ele estava lá.
Quero mais por favor
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Eu jogaria td na fuça dele
“Amava secretamente ” põe secreto nisso, nm ele msm sabia desse tal amor kkk
Kkk fez logo uma faxina
Precisou chegar a esse ponto,pra perceber a mulher que sempre teve em casa
Pelo menos a conhecia
Jimin sendo o carrasco do Tae
Camisinha essa q ele achou alí msm na gaveta kkkk Já q o Taehyung n usava msm…nm se pra q deixava lá
Típica frase:Quem não faz leva
Kkk se ele souber que tava gostando do que Jimin tava fazendo,o Tae morre
Creio não Taehyung
Ah misericórdia
Consigo pensar no Pai dela
Na Hana ou no Jimin
Chocada, passada!! Só faltou a descrição desse sexo da vingança hahaha
mas teve…
Kkkkkk não acredito que ele tirou a camisinha kkkkkk
Um perfeito dono de casa
O hômi respresentou
Eu achava q era de plástico ♀️kkk
Genteeeee que babado kkkkkkk