Capítulo 28 – A Linha de Chegada
por FanfiqueiraA cobertura estava mergulhada em um silêncio absoluto, iluminada apenas pelas luzes distantes da cidade que filtravam através das imensas paredes de vidro. O peso da viagem de quatro horas parecia ter evaporado para Jungkook no momento em que ele trancou a porta principal. A adrenalina que ele costumava sentir nas pistas tinha sido substituída por uma urgência muito mais profunda e possessiva.
S/N deu apenas dois passos para dentro do hall, deixando as chaves sobre o aparador, quando sentiu o mundo girar. Antes que pudesse reagir, as mãos fortes de Jungkook envolveram sua cintura e ele a içou do chão com uma facilidade desconcertante.
— Jungkook! — ela exclamou, rindo baixo pela surpresa, os braços instintivamente enlaçando o pescoço dele enquanto ele a acomodava no colo. — O que você está fazendo? Eu ia só tomar um banho e…
Ela apontou para o corredor lateral, onde ficava a suíte que ela ocupava.
— Meu quarto é ali… — ela murmurou, a voz falhando quando sentiu o olhar dele queimar contra o seu.
Jungkook parou no meio do caminho, os músculos dos braços tensos sob o peso dela. Ele não desviou o caminho. Em vez disso, apertou-a mais contra o peito, os olhos escuros brilhando com uma determinação que não admitia contestação.
— Esqueça aquele quarto, S/N — ele disse, a voz num tom grave e rouco que reverberou no peito dela. — A partir de hoje, você nunca mais entra ali para dormir.
Ele recomeçou a caminhar, mas em direção à porta dupla da suíte master. O som dos passos dele no piso de madeira era o único ruído na casa silenciosa.
— Seu lugar agora é dormindo ao meu lado. Todas as noites. Sem exceções — ele sentenciou, empurrando a porta do próprio quarto com o ombro.
Ele entrou no ambiente vasto, perfumado com sua fragrância característica, e chutou a porta para trás, fechando-a com um baque surdo que pareceu selar o mundo lá fora. Ele a levou direto para a cama king-size, mas não a soltou imediatamente. Ficou ali, segurando-a, testando a proximidade, deixando que ela sentisse que, naquela noite, o “Sr. Jeon” tinha ficado no autódromo e o homem que a amava tinha finalmente assumido o controle.
— Eu esperei tempo demais para ter você exatamente onde eu queria — ele sussurrou, depositando-a suavemente sobre os lençóis de seda escura, mas seguindo-a logo em seguida, cercando seu corpo com o dele. — E eu não pretendo deixar você sair daqui tão cedo.
A iluminação indireta da suíte master criava sombras que dançavam sobre a pele deles, mas Jungkook parecia não precisar de luz para saber exatamente onde tocar. Ele a manteve sob seu corpo, os braços esticados sobre a cabeça dela, enquanto seus olhos devoravam cada detalhe do rosto de S/N.
— Eu sonhei com você nesse quarto todos os dias — ele confessou, a voz como um rosnado baixo antes de capturar os lábios dela em um beijo que não tinha mais nada de polido. Era uma reivindicação.
Suas mãos, precisas e firmes, começaram a deslizar pelo tecido da roupa dela. Jungkook não tinha pressa; ele queria saborear a transição da barreira para a pele nua. Ele desfez cada botão, cada fecho, com uma reverência quase religiosa. Quando finalmente a libertou da última peça, ele se afastou apenas o suficiente para admirá-la, a respiração pesada batendo contra o ventre dela.
Jungkook começou pelos pés, subindo com beijos lentos e úmidos pelas panturrilhas e coxas, fazendo S/N arquear as costas e cravar os dedos nos lençóis de seda. Ele conhecia a anatomia do prazer com a mesma maestria que conhecia as curvas de um circuito. Seus lábios traçaram o caminho até o abdômen, parando para morder levemente a pele macia da cintura, arrancando dela um gemido que ecoou pelo quarto silencioso.
— Jungkook… por favor… — ela suplicou, sentindo o calor dele incendiando cada terminação nervosa.
— Ainda não, Noona — ele sussurrou contra a pele dela, subindo para os seios, onde suas mãos e boca trabalharam em sincronia, alternando entre carícias gentis e uma sofreguidão possessiva.
Quando ele finalmente se livrou da própria roupa, a visão de seu corpo atlético e tenso sobre ela foi o estopim. Jungkook se posicionou entre as pernas dela, mas antes da entrega final, ele mergulhou em seu pescoço, aspirando o perfume dela como se precisasse daquele oxigênio para sobreviver.
A união foi intensa, um choque de adrenalina e entrega. Jungkook entrou nela com uma estocada firme, preenchendo o vazio que meses de silêncio haviam criado. Ele não era suave; ele era o piloto que buscava o limite, mas havia uma ternura desesperada em cada movimento. Seus olhos nunca deixavam os dela, mantendo uma conexão que ia muito além do físico.
O ritmo aumentou conforme a tensão subia. O som da pele se encontrando, as respirações entrecortadas e os nomes sussurrados como preces preencheram o espaço. Jungkook a segurava pela cintura, puxando-a para si com uma força que dizia: você é minha, e eu finalmente estou em casa.
Quando o ápice chegou, foi como uma explosão na reta final de uma corrida. Jungkook travou o corpo, escondendo o rosto no vão do pescoço dela enquanto ambos desabavam em um mar de espasmos e exaustão. Ele não se afastou; ele a envolveu em um abraço protetor, o coração dele batendo contra o dela num ritmo frenético que, finalmente, encontrava o seu descanso.
O suor esfriava sobre a pele de ambos, mas Jungkook se recusava a desfazer o contato. Ele se acomodou entre as pernas dela, enterrando o rosto na curva do seu ombro, aspirando o perfume de S/N como se fosse o ar que o manteve vivo durante toda a temporada de corridas. Aquele piloto implacável e o homem de negócios calculista haviam ficado do lado de fora da porta; o que restava ali era apenas um rapaz vulnerável, finalmente entregue.
Ele começou a depositar beijos minúsculos e preguiçosos pelo pescoço dela, subindo até a mandíbula, com uma delicadeza que contrastava totalmente com a intensidade de minutos atrás.
— Você não tem noção… — ele sussurrou, a voz abafada e rouca de sono e satisfação. — Você não faz ideia de quantas vezes eu fechei os olhos naquele motorhome, sozinho, e imaginei exatamente esse momento. Ter você aqui, na minha cama, no meu silêncio.
Ele se apoiou nos cotovelos apenas o suficiente para olhar o rosto dela. Seus olhos escuros, geralmente tão penetrantes e focados, agora estavam úmidos e brilhantes, transbordando uma adoração quase infantil. Jungkook parecia um menino que acabara de ganhar o maior tesouro do mundo e ainda não acreditava que era real.
Com a ponta dos dedos, ele começou a afastar as mechas de cabelo que grudavam na testa suada de S/N, traçando o contorno das sobrancelhas dela com uma reverência absoluta.
— Eu tentei ser o “Sr. Jeon” durão, tentei ser o patrão focado… — ele deu uma risadinha baixa, encostando a ponta do nariz no dela. — Mas a verdade é que, desde aquele bar, eu era seu. Eu só estava perdendo a corrida contra o meu próprio medo.
Ele puxou o lençol para cobri-los, mas logo em seguida se aninhou no peito dela, descansando a cabeça no colo de S/N e abraçando sua cintura como se temesse que ela desaparecesse se ele soltasse. Ele soltou um suspiro de alívio tão profundo que seus ombros finalmente relaxaram por completo.
— Não vai embora amanhã, nem depois, nem nunca… — ele murmurou, fechando os olhos e sentindo o carinho dela em seus cabelos. — Deixa eu te mostrar todos os dias o quanto eu te queria. Deixa eu ser só o seu Jungkook.
Ali, naquele ninho de lençóis e confissões, Jungkook finalmente parou de lutar contra o relógio. Durante toda a sua vida, o tempo era algo que ele precisava vencer, e o vento era o adversário que ele tentava cortar para chegar primeiro. Mas ali, sentindo o calor de S/N e o ritmo calmo da respiração dela, ele percebeu que não havia mais cronômetro ligado. Pela primeira vez, ele não sentia a urgência de acelerar ou a pressão de ganhar de ninguém. O barulho do mundo tinha silenciado, e ele descobriu que não precisava mais correr contra o vento para se sentir vivo; ele já tinha chegado onde precisava. Ele estava, enfim, em casa.
[quote]— Não vai embora amanhã, nem depois, nem nunca… — ele murmurou, fechando os olhos e sentindo o carinho dela em seus cabelos. — Deixa eu te mostrar todos os dias o quanto eu te queria. Deixa eu ser só o seu Jungkook.
Oportunidade única SN
[quote]— Esqueça aquele quarto, S/N — ele disse, a voz num tom grave e rouco que reverberou no peito dela. — A partir de hoje, você nunca mais entra ali para dormir.
Papo de homem apaixonado kkk
Eu não ia embora nunca mais certeza vei
— Eu tentei ser o “Sr. Jeon” durão, tentei ser o patrão focado… — ele deu uma risadinha baixa, encostando a ponta do nariz no dela. — Mas a verdade é que, desde aquele bar, eu era seu. Eu só estava perdendo a corrida contra o meu próprio medo.
Ele, desde o começo, já sabia que n ia conseguir resistir
Ela não vai eu sei não kkkkkk
Porraannn agora ele vai hablar tudo que ele tava lutando contra
Caraleos agora é oficial Sra Jeon ein
— Jungkook! — ela exclamou, rindo baixo pela surpresa, os braços instintivamente enlaçando o pescoço dele enquanto ele a acomodava no colo. — O que você está fazendo? Eu ia só tomar um banho e…
Mulher, reclama não kkkk só vai