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O sol refletia intensamente sobre o asfalto do autódromo, e o barulho dos motores aquecendo criava uma sinfonia de adrenalina que, em outros tempos, faria S/N se sentir deslocada. Ao caminhar pelo paddock ao lado da equipe, ela sentia o peso de dezenas de olhares curiosos e carregados de julgamento. Sussurros mal disfarçados sobre “a babá” ou “a nova conquista do piloto” flutuavam no ar.

No entanto, a atmosfera mudou drasticamente quando Namjoon, com seu rádio de comunicação no peito e uma postura inabalável de autoridade, aproximou-se dela. Ele não disse uma palavra, apenas caminhou ao seu lado, lançando um olhar de aviso para qualquer um que ousasse cochichar alto demais. O silêncio que se seguiu foi o reconhecimento imediato de que ela agora era intocável.

Jungkook já estava vestido com o macacão de corrida, a parte superior amarrada na cintura, revelando a camisa preta justa que realçava seu físico tenso. Ele estava no centro do box, cercado por mecânicos e engenheiros, mas seus olhos encontraram os de S/N no momento em que ela entrou em seu campo de visão.

Ignorando o cronômetro, os procedimentos de última hora e os fotógrafos que tentavam capturar qualquer gesto, Jungkook caminhou em direção a ela. Ele não hesitou. Na frente de toda a equipe, dos patrocinadores e de quem quer que estivesse assistindo, ele envolveu o rosto de S/N com as mãos e a beijou com uma intensidade que parou o tempo no box.

Foi um beijo de afirmação, de posse e de promessa. Ele não estava apenas se despedindo para a corrida; ele estava assumindo sua posição diante do mundo.

Namjoon, observando a cena de braços cruzados, permitiu-se um sorriso discreto. Havia um brilho de orgulho em seus olhos ao ver que o amigo finalmente tinha deixado de fugir para assumir o controle da própria felicidade.

Jungkook se afastou apenas o suficiente para encostar a testa na dela, a respiração já acelerada. Ele olhou para Namjoon e, com uma voz que carregava uma seriedade absoluta, deu a ordem final antes da largada:

— Cuida da minha mulher para mim — ele sentenciou.

Sem esperar resposta, Jungkook vestiu o capacete, baixou a viseira e correu em direção ao carro. Ele não estava mais correndo contra o vento ou tentando escapar do passado; ele estava correndo para voltar o mais rápido possível para os braços que agora eram o seu único e verdadeiro lar.

Minutos depois, o ronco dos motores finalmente cessou, substituído pelo som ensurdecedor da multidão que lotava as arquibancadas. Jungkook cruzou a linha de chegada em primeiro lugar, uma vitória incontestável que parecia desenhada pelo destino. Ele saiu do carro, o macacão empapado de suor, e correu para o alambrado, onde Namjoon e a equipe celebravam loucamente. Seus olhos, no entanto, buscavam apenas uma pessoa.

S/N estava ali, com o coração ainda batendo no ritmo frenético da corrida, a respiração presa na garganta. Quando ele a viu, um sorriso radiante iluminou seu rosto exausto. Ele fez um gesto imperativo, ignorando o protocolo e os seguranças, e estendeu a mão para ela.

A multidão e a imprensa prenderam a respiração. O que o campeão estava fazendo? Namjoon, com um sorriso de cumplicidade, ajudou S/N a pular a barreira e a guiou até o pódio.

Jungkook a puxou para o degrau mais alto, envolvendo sua cintura com possessividade. Ele não parecia se importar com as câmeras, os flashs ou as milhares de pessoas assistindo. Ele só queria que o mundo soubesse que aquela vitória pertencia a ambos.

A cerimônia de premiação seguiu com o hino nacional e o estouro do champanhe, mas a verdadeira atração estava por vir. Após os procedimentos oficiais, um repórter experiente e conhecido por suas perguntas provocativas aproximou-se de Jungkook, microfone em punho.

— Parabéns pela vitória espetacular, Jungkook! Uma corrida memorável. — O repórter fez uma pausa dramática, olhando de soslaio para S/N. — Mas, me diga uma coisa… Cadê o seu filho? É curioso ver a “babá” aqui no pódio, enquanto o menino parece ter ficado de fora da celebração.

O silêncio que se seguiu foi pesado e carregado de expectativa. S/N sentiu o sangue fugir do rosto, a humilhação do termo “babá” sendo lançado diante do mundo. Jungkook, no entanto, não demonstrou surpresa ou irritação. Ele apenas apertou a cintura dela com mais força, um sorriso frio e determinado brincando em seus lábios.

Ele pegou o microfone, sua voz soando firme e clara pelos alto-falantes do autódromo.

— Ela não é a babá do meu filho — ele sentenciou, olhando diretamente nos olhos do repórter, sua voz ecoando com uma autoridade inquestionável. — Olhe para o dedo dela.

Jungkook levantou a mão de S/N, revelando o anel de diamante que brilhava intensamente sob o sol da tarde.

— Ela é minha mulher — ele continuou, sua voz soando como um trovão que chocou a todos. — A futura Sra. Jeon. E a mãe que o meu filho escolheu para ter ao seu lado.

A revelação foi como uma bomba que explodiu no autódromo. A multidão soltou um suspiro coletivo de choque e surpresa. Os fotógrafos e cinegrafistas lutavam para capturar o momento, o rosto de S/N, pálido mas radiante de emoção, e o olhar possessivo e orgulhoso de Jungkook.

O repórter, momentaneamente sem palavras, apenas gaguejou uma desculpa antes de se afastar. Jungkook, ignorando a comoção que causara, selou a revelação com um beijo apaixonado em S/N, um gesto que silenciou qualquer dúvida ou julgamento que pudesse restar.

O beijo no pódio ainda reverberava como um trovão pelo autódromo. Enquanto desciam os degraus sob uma chuva de flashes, Namjoon se aproximou, dando um tapinha pesado e cúmplice no ombro de Jungkook.

— Finalmente, Jeon — Namjoon disse, com um sorriso de orelha a orelha. — Achei que ia precisar desenhar um mapa para você chegar nessa linha de chegada. Parabéns, S/N. Agora prepare-se, porque o mundo vai querer um pedaço de vocês.

Eles caminharam em direção à área restrita da equipe, um santuário de vidro e metal onde apenas os rostos familiares circulavam. No entanto, encostada em uma das mesas de telemetria, Ana aguardava. Seus olhos estavam vermelhos de fúria contida, a postura rígida como se estivesse pronta para um bote.

— Um espetáculo patético, Jungkook — ela disparou, a voz destilando veneno enquanto ignorava a presença de S/N. — Usar um pódio para validar um romance de conveniência com a babá? Você destruiu a sua imagem em trinta segundos por um capricho.

Jungkook abriu a boca para responder, o maxilar travado, mas S/N colocou a mão suavemente em seu peito, pedindo passagem. Ela deu um passo à frente, com uma calma que parecia gelo puro, e sorriu para Ana — um sorriso de gratidão genuína que desarmou a outra mulher.

— Na verdade, Ana, eu preciso te agradecer — S/N disse, a voz clara e doce, audível para todos no box. — Obrigada por toda a sua dedicação em tentar provar que era alguém importante na vida deles. Foi por causa do seu esforço em me afastar que eu percebi o quanto o Minjae precisava de uma mãe de verdade… e o quanto o Jungkook precisava de uma mulher que não vivesse de aparências.

Ana tentou interromper, mas S/N se inclinou, como se fosse contar um segredo de estado, sussurrando apenas para ela:

— E nossa… como ele é bom de cama. Mas acho que isso você deve ter apenas uma vaga e distante lembrança, não é? Sinto muito por isso.

S/N se afastou com elegância, recuperando a postura impecável e finalizando com um aceno polido:

— Obrigada por tudo, de verdade. Sem a sua pressão, eu não teria ganhado esse filho maravilhoso e esse futuro marido apaixonado tão rápido.

Ana ficou estática, a boca levemente aberta, o rosto perdendo a cor conforme percebia que não tinha mais nenhuma carta na manga. Ela era apenas o rastro de fumaça deixado por um carro que já havia cruzado a linha de chegada há muito tempo.

Jungkook, que ouvira cada palavra com um brilho de orgulho indisfarçável nos olhos, soltou uma risada baixa e vitoriosa. Ele envolveu a cintura de S/N, puxando-a para si e ignorando completamente a presença de Ana.

— Vamos, amor — ele disse, a voz carregada de uma ternura nova. — Minha mãe e o nosso filho estão nos esperando para almoçar. Temos muito o que comemorar em família.

Eles saíram do box de mãos dadas, deixando o barulho das pistas e a sombra do passado para trás. Naquele momento, não havia mais troféus de metal que importassem; a maior vitória de Jungkook estava ao seu lado, caminhando em direção ao sol.

11 Comentários

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  1. Luana
    Apr 21, '26 at 6:34 pm

    Que fodaaaa esse capítulo

  2. Marcela
    Apr 20, '26 at 10:22 pm

    [quote]— Vamos, amor — ele disse, a voz carregada de uma ternura nova. — Minha mãe e o nosso filho estão nos esperando para almoçar. Temos muito o que comemorar em família.

    A Ana tendo um treco em 3 2 1

    1. Luana
      @MarcelaApr 21, '26 at 6:36 pm

      Ela podia ter ficado sem essa kkkkkk

  3. Marcela
    Apr 20, '26 at 10:18 pm

    [quote]Namjoon, observando a cena de braços cruzados, permitiu-se um sorriso discreto. Havia um brilho de orgulho em seus olhos ao ver que o amigo finalmente tinha deixado de fugir para assumir o controle da própria felicidade.

    Ele feliz em ver o amigo feliz AAA *-*

  4. Marcela
    Apr 20, '26 at 10:16 pm

    [quote]Ignorando o cronômetro, os procedimentos de última hora e os fotógrafos que tentavam capturar qualquer gesto, Jungkook caminhou em direção a ela. Ele não hesitou. Na frente de toda a equipe, dos patrocinadores e de quem quer que estivesse assistindo, ele envolveu o rosto de S/N com as mãos e a beijou com uma intensidade que parou o tempo no box.

    Tacou o foda-se pro povo, e só foi kkkk

  5. Iasmine
    Apr 18, '26 at 4:03 pm

    — E nossa… como ele é bom de cama. Mas acho que isso você deve ter apenas uma vaga e distante lembrança, não é? Sinto muito por isso.

    A última pa de terra pra enterrar ela kķkkkkk

    1. Luana
      @IasmineApr 21, '26 at 6:36 pm

      Aaaaaaa amei o deboche da gata! Kkkkk

  6. Iasmine
    Apr 18, '26 at 4:02 pm

    — Um espetáculo patético, Jungkook — ela disparou, a voz destilando veneno enquanto ignorava a presença de S/N. — Usar um pódio para validar um romance de conveniência com a babá? Você destruiu a sua imagem em trinta segundos por um capricho.

    Aiii mona que patética não cansa de passar vergonha

  7. Iasmine
    Apr 18, '26 at 4:01 pm

    — Parabéns pela vitória espetacular, Jungkook! Uma corrida memorável. — O repórter fez uma pausa dramática, olhando de soslaio para S/N. — Mas, me diga uma coisa… Cadê o seu filho? É curioso ver a “babá” aqui no pódio, enquanto o menino parece ter ficado de fora da celebração.

    Aiii que asqueroso, sempre tem um ne

  8. Iasmine
    Apr 18, '26 at 4:00 pm

    Ignorando o cronômetro, os procedimentos de última hora e os fotógrafos que tentavam capturar qualquer gesto, Jungkook caminhou em direção a ela. Ele não hesitou. Na frente de toda a equipe, dos patrocinadores e de quem quer que estivesse assistindo, ele envolveu o rosto de S/N com as mãos e a beijou com uma intensidade que parou o tempo no box.

    Vai tomando hahahahha ele assumiu mesmo bicho

    1. Marcela
      @IasmineApr 20, '26 at 10:20 pm

      [quote]— Cuida da minha mulher para mim — ele sentenciou.

      Eita porraaaa
      Agora foi em “alto e bom som”( “MINHA MULHER”)

Nota

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