Capítulo 6 -O Banquete das Máscaras Caídas.
por FanfiqueiraO trajeto de volta para casa foi mergulhado em um silêncio que, pela primeira vez, não era desconfortável para S/N, mas sim para Taehyung. Ele a observava pelo canto do olho, intrigado. Onde estavam as perguntas sobre o dia dele? Onde estava o toque carente no braço dele?
Ao entrarem no quarto, Taehyung retirou o paletó, sentindo o peso do olhar dela, mas quando se virou para abraçá-la — um gesto mecânico para garantir que ela continuasse sob seu controle — S/N se esquivou com uma elegância glacial.
— Tudo bem? — ele perguntou, a sobrancelha arqueada.
— Sim — ela sorriu, mas o sorriso não alcançou os olhos. Era um reflexo vazio. — Só estou com a cabeça nos negócios da minha família, Tae. O jantar com meu pai me deu muito o que pensar. Preciso de espaço para processar tudo.
Taehyung estacou. Aquela era a frase dele. O uso das suas próprias palavras contra ele feriu seu ego de forma imediata. Ele estava acostumado a ser o perseguido, não o ignorado. — Espaço? S/N, é o nosso aniversário de um ano…
— Que já passou, Taehyung — ela o interrompeu, caminhando em direção ao banheiro sem olhar para trás. — Boa noite.
Ele ficou parado no meio do quarto, sentindo um vazio estranho. Pela primeira vez em um ano, ele não era o centro do universo de S/N, e isso o incomodava mais do que ele gostaria de admitir.
Na manhã seguinte, assim que Taehyung saiu para uma “reunião de emergência”, S/N agiu. Com as mãos trêmulas, mas a mente lúcida, ela acessou o tablet de backup dele que ficava no escritório. Ela não procurou por mensagens óbvias; ela procurou por padrões.
Cruzou as datas das viagens de negócios dele com as postagens arquivadas de amigos em comum nas redes sociais. O estômago dela revirou. Seis meses atrás, em Paris: ele disse que estava em uma conferência; Hana postou uma foto de uma taça de vinho em um hotel cujo reflexo no vidro mostrava a silhueta inconfundível de Taehyung. Três meses atrás, em Jeju: ele disse que precisava de silêncio para fechar um contrato; Hana estava na mesma vila de luxo, postando sobre “encontros casuais com o destino”.
A traição não era um deslize. Era um projeto. Ela percebeu que fora feita de idiota por pessoas que ela amava enquanto ela se preocupava se ele estava dormindo bem ou se Hana estava se sentindo sozinha.
À tarde, S/N convidou Hana para um chá em uma confeitaria privada. Hana chegou usando a pulseira de diamantes, escondida astutamente sob o punho de uma blusa de renda.
— Você parece melhor hoje, S/N — Hana comentou, com sua falsa doçura.
— Estou ótima. Decidi que mereço me mimar — S/N tomou um gole de chá, olhando fixamente para o pulso de Hana. — Sabe, Tae me deu joias lindas, mas estou pensando em comprar aquela pulseira de diamantes de edição limitada. A que você comentou que amava. O que acha?
Hana engasgou levemente com o macaron. — Ah… é linda. Mas ouvi dizer que é quase impossível de achar.
— Pois é. Liguei para a loja hoje cedo — S/N inclinou-se, baixando o tom de voz como se contasse um segredo. — O vendedor me disse que os dois únicos exemplares da Coreia foram vendidos ontem. Um homem comprou um para a “mulher da vida dele”. Imagine só que sorte a dela… Quem será que foi o comprador, Hana?
A cor sumiu do rosto de Hana. Ela puxou a manga da blusa nervosamente. O pânico nos olhos da “amiga” foi o primeiro momento de prazer real que S/N sentiu em dias.
Ao sair do encontro, a adrenalina de S/N baixou, dando lugar a uma dor dilacerante. Ela cambaleou até uma cafeteria próxima e acabou esbarrando em Mina. Ao ver o estado de S/N, Mina a arrastou para uma mesa nos fundos.
— Foi o Taehyung de novo, não foi? — Mina disparou, cruzando os braços. — Eu sempre te avisei que aquele charme dele escondia um abismo.
S/N desabou. Contou tudo. O recibo, as mensagens, a pulseira no pulso de Hana. Mina ficou em silêncio por um longo tempo, os nós dos dedos brancos de raiva.
— Aquela víbora… — Mina sibilou. — S/N, escuta bem. Você não vai chorar. Nós vamos destruir o palco onde eles estão encenando.
— Como? — S/N soluçou.
Mina riu, um som sombrio. — Existem apenas três daquelas pulseiras no mundo. Duas vieram para a Coreia. Uma o Taehyung comprou. A outra… — Mina sorriu com amargura — …eu tentei comprar hoje de manhã, mas cheguei cinco minutos depois de ter sido vendida para um colecionador que saiu do país. Não existem outras, S/N. Só existe aquela no pulso da Hana.
Mina inclinou-se sobre a mesa da cafeteria, os olhos brilhando com uma inteligência predatória. Ela segurou a mão de S/N, apertando-a com firmeza.
— Escute bem, S/N. O Chuseok é a nossa chance. Você vai organizar o jantar na mansão. Chame os Kim, os Kang e, claro, a nossa “querida” Hana. Ela é narcisista demais para não exibir o troféu que roubou de você. Ela vai usar aquela pulseira, eu garanto.
— Mas e se ela esconder? — S/N perguntou, a voz ainda trêmula.
— Ela não vai resistir ao prazer de esfregar na sua cara, mesmo que debaixo da manga. O plano é o seguinte: eu vou tocar no assunto das joias de edição limitada. Vou dizer que tentei comprar e não consegui. Quando todos estiverem curiosos, você entra em cena. Mostre o recibo. Diga que o Taehyung comprou para você, que você viu no bolso dele e está ansiosa para ganhar. Vamos ver o mestre das aparências se sufocar com o próprio veneno.
O dia do feriado chegou com uma beleza irônica. A mansão estava impecável, decorada com lírios brancos e louça de porcelana. S/N vestia um conjunto de seda marfim, agindo com uma calma que assustava até a si mesma. Taehyung, por outro lado, estava inquieto. Ele notara que S/N não o cobrava mais, não buscava seu toque. Aquela autonomia dela o deixava em alerta.
Os convidados chegaram. O Sr. e a Sra. Kim e os pais de S/N, os Kang, enchiam a sala com risadas sobre dividendos e expansão de mercado. Quando Hana atravessou a porta, o ar pareceu esfriar. Ela usava um vestido de veludo preto, mangas longas e justas. Por baixo do tecido fino do punho esquerdo, o volume da pulseira de diamantes era perceptível para quem sabia o que procurar.
Taehyung empalideceu ao vê-la. Seus olhos dispararam para S/N, mas ela estava ocupada servindo vinho para o sogro. Hana aproveitou um momento em que S/N foi à cozinha e se aproximou de Taehyung no hall, fingindo observar um quadro.
— Você está louca? — Taehyung sibilou, a voz tensa. — Eu disse para não usar isso hoje!
Hana inclinou-se, o hálito de champanhe tocando a orelha dele. — É muito mais excitante ver você assim, cercado de gente, sabendo que você é meu — ela sussurrou, a mão subindo pelo peito dele de forma audaciosa. — Eu adoraria ser f*dida por você agora mesmo, no seu quarto, enquanto sua esposa serve o jantar lá embaixo. O que acha, Tae?
Taehyung sentiu um calafrio de desejo e pânico. — Cale a boca. Vá para a mesa e mantenha as mãos escondidas. Se meu pai notar algo, estamos mortos.
Hana deu um sorriso vitorioso e caminhou para a sala, deixando-o para trás com o coração batendo na garganta.
O jantar transcorria normalmente até que os pratos principais foram retirados. Mina, sentada estrategicamente à frente de Hana, limpou a garganta e tomou um gole de vinho, atraindo a atenção de todos.
— Sabem, estive no shopping na semana passada — Mina começou, casualmente. — Tentei comprar aquela pulseira de diamantes de edição limitada da grife francesa. Mas o vendedor me disse que as duas únicas que vieram para a Coreia foram vendidas no mesmo dia. Fiquei tão decepcionada… queria muito aquela peça.
O Sr. Kim interessou-se. — Ah, as joias de edição limitada são ótimos investimentos. Quem seriam os sortudos?
Taehyung sentiu o sangue fugir do rosto. Hana congelou, a mão esquerda mergulhando para baixo da mesa. Foi então que S/N, com a perfeição de uma atriz, colocou a mão no bolso da calça de alfaiataria e tirou o papel térmico amassado.
— Sabe, Mina… — S/N disse, a voz doce e um pouco infantil — eu acho que conheço um desses sortudos.
Ela colocou o recibo sobre a mesa de carvalho. Os pais de Taehyung se inclinaram para ver.
— O Tae é um marido tão atencioso — S/N continuou, fazendo um beicinho adorável para o marido. — Eu encontrei isso no paletó dele no dia do nosso aniversário. Eu sei que era para ser uma surpresa, e peço desculpas por ser tão curiosa, mas eu não aguentava mais esperar para ganhar! Tae, querido… por que você ainda não me deu? É tão linda!
Taehyung sentiu como se o chão tivesse desaparecido. Ele olhou para o recibo, depois para o rosto de “esperança” de S/N. Ele podia sentir o olhar de Hana queimando sua pele, pura fúria silenciosa.
“Ela sabe? Não, ela não pode saber, ela é ingênua demais para isso”, ele pensou desesperadamente. “Ela acha mesmo que é dela.”
— Ah… — Taehyung limpou a garganta, o cérebro trabalhando a mil por hora. — Eu… eu ia te dar depois do jantar de hoje, S/N. Queria um momento a sós.
A Sra. Kim sorriu, encantada. — Que romântico! Mostre a ela agora, Taehyung! Por que esperar?
O pânico de Hana era visível para quem olhasse de perto. Ela apertava o guardanapo debaixo da mesa. Taehyung sabia que, se não agisse, S/N pediria para ver a pulseira e Hana estaria usando-a.
— Na verdade — Taehyung levantou-se, a voz recuperando a autoridade — eu a deixei no escritório para não estragar a surpresa. Mas, já que minha esposa não aguenta esperar… Hana, você se importa de me ajudar com os vinhos novos na adega? Preciso pegar a chave que deixei lá perto.
Era uma desculpa esfarrapada, mas os pais, distraídos pelo vinho, não notaram. Ele praticamente arrastou Hana para o corredor escuro que levava à adega.
— Me dá isso agora! — ele rosnou, agarrando o pulso dela.
— Nem pensar! É minha! — Hana rebateu, os olhos faiscando.
— Se você não me entregar, eu conto para o meu pai que você a roubou da minha bolsa! — ele mentiu, a voz baixa e perigosa. — Me dá a pulseira, Hana. Agora! Ou perdemos tudo.
Ele arrancou a joia do pulso dela com tanta força que deixou uma marca vermelha na pele. Hana ficou ali, trêmula de raiva, enquanto ele enfiava a pulseira no bolso e voltava para a sala.
Taehyung entrou na sala de jantar com um sorriso triunfante, segurando a pulseira entre os dedos. A luz dos lustres fez os diamantes dançarem.
— Aqui está, meu amor. Feliz aniversário de um ano — ele disse, deslizando a joia no pulso de S/N.
— É maravilhosa, Tae! — S/N exclamou, abraçando-o. Por cima do ombro dele, ela viu Hana voltar para a mesa, o rosto pálido e os lábios comprimidos.
O restante da noite foi um triunfo para S/N. Ela exibia a pulseira para todos, enquanto Mina lançava olhares de deboche para Hana. Taehyung agia como o “marido perfeito”, recebendo tapinhas nas costas do sogro, mas por dentro, ele estava em frangalhos.
Hana não disse uma palavra até os convidados começarem a ir embora. Enquanto Taehyung acompanhava os pais até o carro, o celular dele vibrou.
[💋]: “Você tirou de mim para dar para ELA? Você me humilhou. Isso não vai ficar assim, Taehyung. Ou você recupera minha pulseira amanhã, ou eu mesma conto para ela onde eu a ‘ganhei’. Você acha que ela é sua? Amanhã eu quero ela de volta no meu pulso.”
Taehyung guardou o celular, o suor frio voltando. Ele entrou em casa e encontrou S/N observando a pulseira no pulso, com um olhar que ele não conseguia decifrar.
— Gostou mesmo, S/N? — ele perguntou, tentando soar casual.
— Eu amei, Tae — ela disse, virando-se para ele com um sorriso que parecia uma lâmina. — É incrível como ela serviu direitinho em mim… parece que foi feita para outra pessoa, de tão apertada que estava no início, não acha?
Ela subiu as escadas sem esperar resposta, deixando Taehyung sozinho no hall, sentindo que, embora estivesse com a joia, ele acabara de perder o controle do jogo.
Haha adorei ela, e ainda inventava mais coisas pra Hana pra ela ficar confusa kkk
Tá na Baixa da Égua, vai lá procurar
Sonso kkk
Vai comemorar cm a amante, ctz q é aniversário de vcs tbm, babaca
Muito babaca
Touma
Kkkkkk Começou
Isso aq sim é amiga de vdd
Que comece o primeiro ato
Mas é claro, deve usar até pra dormir
Kkkkk gênio
Ele eu n sei, mas eu qcho q vc devia ir se lascar, sua messalina
Tomara
hahahaha
Bem feito kkkk
Prove do seu veneno Tae