Capítulo 11 – O Eco
por FanfiqueiraTaehyung fechou a porta. O clique da fechadura soou como uma guilhotina. Ele ainda sentia a vibração da voz de S/N na boca do estômago: “Feche a porta, você está me atrapalhando”.
Ele encostou as costas na parede do corredor, escorregando lentamente até o chão. Suas mãos, as mesmas que assinaram contratos de milhões, agora cobriam o rosto em um gesto de desespero absoluto. O som abafado dos gemidos dela, o ritmo da cama batendo contra a parede que dividia a suíte do corredor… cada ruído era uma facada em seu ego.
Ele não sentia apenas raiva. Ele sentia humilhação. Ele havia feito o mesmo com ela, mas S/N elevou o jogo. Ela não apenas o traiu; ela o despojou de sua dignidade dentro do seu próprio território, usando o homem que ele considerava seu braço direito.
“Como chegamos aqui?”, ele pensou, o olhar perdido nas tulipas brancas esmagadas no chão. “Como eu deixei aquela mulher doce se transformar nessa estátua de gelo que me olha com nojo?”
De repente, o barulho do quarto pareceu desaparecer, e o silêncio da mansão o transportou para longe, para um tempo em que o contrato ainda não parecia uma prisão.
FLASHBACK: O Ano Novo em Jeju (7 Meses Atrás)
O resort era uma joia arquitetônica debruçada sobre o mar. Fazia apenas cinco meses que o contrato fora assinado. Eles precisavam ser vistos. O mundo precisava acreditar que o herdeiro Kim e a princesa Kang eram o casal do século.
Era véspera de Ano Novo. A praia particular do resort estava iluminada por tochas. S/N usava um vestido de seda pérola que esvoaçava com a brisa marinha. Ela parecia uma criatura feita de luz de lua. Naquela época, ela ainda sorria para ele com uma timidez genuína.
Eles caminharam até a beira da água. Não havia fotógrafos ali, apenas o som das ondas. Taehyung segurava uma “varinha de luz”. Ele acendeu uma e entregou a ela.

— Feliz quase Ano Novo, S/N — ele disse, a voz mais suave do que o habitual.
S/N pegou a varinha, os olhos brilhando com o reflexo das faíscas. — É lindo, Tae. Obrigada por me trazer. Eu sei que é por causa da fusão, mas… obrigada.
Taehyung a observou. Por um momento, ele esqueceu as cláusulas, o dinheiro e o ego. Ele viu como ela era delicada. Ele se aproximou e, pela primeira vez sem ser para as câmeras, passou o braço pela cintura dela, puxando-a para perto. S/N encostou a cabeça no ombro dele, e ele sentiu o coração dela bater — um ritmo acelerado, mas confiante.
Quando os fogos de artifício explodiram no céu, pintando o mar de dourado e vermelho, Taehyung não olhou para cima. Ele olhou para ela. S/N sorria, maravilhada, e por um segundo, ele sentiu uma vontade avassaladora de beijá-la. Não um beijo de posse, mas um beijo de proteção. Naquela noite, ele começou a sentir que o acordo estava se tornando algo perigoso: sentimento real.
Ele a tratou com uma doçura que nem sabia que possuía. Pegou a mão dela e entrelaçou seus dedos, sentindo que, talvez, aquele casamento pudesse ser sua salvação, e não apenas um negócio. Foi naquela noite que Taehyung, secretamente, começou a se apaixonar.
O estalo de um gemido mais alto vindo do quarto trouxe Taehyung de volta ao presente com a violência de um soco.
A doçura de Jeju estava morta. A mulher que olhava os fogos com inocência fora assassinada pela sua negligência e pela sua arrogância.
Taehyung levantou-se, as pernas trêmulas. Ele olhou para a porta fechada. Ele queria arrombar, tirar Jimin de lá a chutes, gritar que ela era dele. Mas ele sabia que não tinha esse direito. Ele perdeu o direito de reclamar no momento em que entrou na cama de Hana.
O que mais doía não era a traição física. Era perceber que S/N agora pertencia a si mesma. Ela não era mais a “princesa de Jeju” que buscava proteção em seu ombro. Ela era a mulher que o expulsou do próprio quarto com uma frase.
— Eu te perdi… — ele sussurrou para o corredor vazio, as lágrimas finalmente escapando e borrando sua visão. — Eu destruí a única coisa real que eu já tive.
Ele caminhou em direção à escada, deixando as crisântemos de corte e as rosas de Jimin se misturarem no chão, simbolizando o fim sangrento da sua farsa perfeita. Ele precisava sair dali antes que o som do prazer dela o fizesse enlouquecer de vez.
Pouco tempo depois, S/N desabou sobre o peito de Jimin. Não era o relaxamento doce de quem acabara de atingir o ápice, mas o peso morto de alguém cujas forças simplesmente evaporaram. Jimin sentiu o peito dela subir e descer em espasmos curtos, até que algo úmido e quente tocou sua pele. Ela estava chorando.
Eram lágrimas silenciosas, densas, carregadas de meses de humilhação, de jantares frios e da imagem traumática de Hana em sua sala. Jimin, com uma delicadeza que poucos conheciam, saiu de dentro dela e a ajeitou no colo. Ele puxou o edredom de seda, cobrindo-a, e permitiu que ela escondesse o rosto em seu pescoço. Ele não disse “vai ficar tudo bem”, porque seria uma mentira. Ele apenas acariciou os cabelos dela enquanto ela soluçava até que o corpo dela finalmente relaxou no sono profundo da exaustão.
Jimin a observou por alguns minutos antes de se levantar. Ele a ajeitou nos travesseiros, vendo o rastro de rímel e dor em seu rosto. “Você foi forte demais, gatinha,” ele pensou, suspirando. Jimin não era apaixonado por ela no sentido romântico da palavra; ele a desejava, sim, mas acima de tudo, ele a respeitava. Ele era o tipo de amigo que não fazia perguntas, apenas aparecia com a arma ou com o ombro, dependendo da necessidade. Ele sabia que o que aconteceu ali não foi apenas sexo; foi o grito de liberdade de uma mulher que foi tratada como um objeto por tempo demais.
Ele se vestiu sem pressa, abotoando a camisa e recuperando sua postura impecável. Ele sabia que o verdadeiro confronto ainda o esperava lá embaixo.
Taehyung estava na sala, sentado no chão de mármore, as costas apoiadas no sofá. Ele parecia um homem que tinha sobrevivido a um naufrágio e não sabia por que ainda estava vivo. O buquê de crisântemos de corte estava esmagado sob seus pés, as pétalas imundas. Ele segurava um copo de uísque com os nós dos dedos brancos, encarando o nada.
Quando o som dos passos de Jimin ecoou na escada, Taehyung não se moveu imediatamente. Seus olhos se levantaram devagar, injetados de sangue, fixando-se no homem que acabara de sair de sua cama.
— Ela dormiu — Jimin disse, a voz calma, quase casual, enquanto terminava de ajustar o relógio no pulso.
Taehyung levantou-se num salto, a fúria finalmente rompendo a paralisia. Ele avançou e agarrou o colarinho da camisa de Jimin, prensando-o contra a parede com uma força desesperada.
— Como você pôde?! — Taehyung rugiu, a voz embargada. — Você era meu amigo, Jimin! Você sabia o que ela significava para o contrato, para a minha família! No meu quarto… na minha cama!
Jimin não revidou o golpe. Ele apenas olhou para Taehyung com uma piedade que doía mais do que um soco. Ele removeu as mãos de Taehyung de sua camisa com uma força fria e superior.
— O que ela significa para o contrato? — Jimin repetiu, dando uma risada curta e seca. — Esse é o seu problema, Tae. Você ainda está falando de papéis enquanto ela está lá em cima chorando até dormir porque o marido é um covarde que não consegue manter o pau dentro das calças na frente da melhor amiga dela.
— Você não sabe de nada… — Taehyung tentou retrucar, mas Jimin o interrompeu, dando um passo à frente, invadindo o espaço dele.
— Eu sei de tudo. Eu sei você estava ocupado sendo cavalgado pela Hana. Eu sei que ela passou a noite na praia porque não suportava o cheiro da sua traição nesta casa. E eu sei que, se você chegar perto dela agora, eu acabo com você antes mesmo de o seu pai processar o divórcio.
Taehyung recuou, atingido pela verdade crua. — Você vai embora agora? Vai deixá-la aqui depois do que fez?
Jimin caminhou até a porta principal, mas parou e olhou por cima do ombro. — Eu fiz o que você não teve competência para fazer: eu dei a ela o que ela queria. Hoje, ela queria vingança. Se amanhã ela precisar de um advogado, de um refúgio ou de alguém para queimar as suas empresas, eu vou estar aqui.
Jimin abriu a porta, deixando o ar frio entrar. — Limpe essa bagunça, Taehyung. As flores, o uísque e a sua dignidade. Você parece patético.
A porta se fechou com um baque sólido. Taehyung ficou sozinho no centro da sala, cercado pelas pétalas brancas e vermelhas, o som do silêncio de S/N lá em cima pesando mais do que qualquer grito de Jimin.
Ele mereceu isso
Agora ela tem que seguir forte na frente dele e não baixar a cabeça
O Jimin falou tudo, ele deu o que ela precisa pq o marido não conseguiu ficar longe da cama da amiga
Bem feito seu idiota,babaca
Agora se vira,pra trazer tua mulher de volta
Í
Não beijou por que , Tonhão?
Pisa menos, Mochi, n chuta cachorro morto n
Agora o Jimin hablou demais
Nossa, eu também quero um amigo assim
E a tal Hana era (supostamente)amiga da sua esposa,mas isso não impediu vc ou ela, olha q bacana
Amei
O Taehyung:Acaba lg, pelo amor de Deus !
Como deve ser
Psé,né?Acontece
Agora vc sacou, Taehyung
E onde foi q eles se perderam?
Ah, Mochi
Foi forte msm, nossa
Arrasou
Queria o q?Q ele ficasse pro almoço?
Q homem é esse??
E é isso, amores, um bj da Anitta
Jimin você é o cara pqp
Perfeito Jimin
Bem feito !