Capítulo 5 – O Rastro do Perfume e do Engano.
por FanfiqueiraDÁ O PLAY
O som da água batendo contra o box do banheiro foi o que despertou S/N. Seus olhos abriram devagar, encontrando a claridade de uma manhã que parecia clara demais para a névoa que habitava seu peito. Ela ainda usava a lingerie branca, mas a renda agora parecia pinicar sua pele, um lembrete incômodo de uma noite de espera solitária.
Taehyung saiu do banho envolto em uma nuvem de vapor e no aroma de seu sabonete caro, mas havia algo errado. Quando ele se aproximou da cômoda para pegar o relógio e o cinto que havia deixado ali na pressa da madrugada, S/N sentou-se na cama.
— Tae? — Sua voz estava rouca pelo sono.
Ele parou por um segundo, os ombros tensos. Ele não olhou para trás. — Acordou cedo. Achei que dormiria até mais tarde, já que… — ele hesitou — …ficou acordada me esperando.
S/N levantou-se e caminhou até ele. Ao chegar perto, ela buscou o contato físico, abraçando-o por trás, encostando o rosto em suas costas nuas. Foi nesse momento que o mundo dela balançou. Por baixo do cheiro de sabonete e do perfume amadeirado dele, algo persistia. Um aroma doce, floral e invasivo. Um perfume que não era dela. Estava impregnado no couro do relógio que ele acabara de colocar no pulso.
— O jantar… você comeu? — ela sussurrou, tentando afastar o pensamento intrusivo sobre o cheiro.
— Eu comi algo rápido na empresa com os advogados. Estava exausto, S/N — ele disse, soltando-se das mãos dela com uma delicadeza apressada. — Preciso ir. Tenho uma reunião com o conselho às oito.
Ele evitava o contato visual, focando obsessivamente no nó da gravata. S/N sentia o sufocamento dele; era como se o ar do quarto estivesse se tornando escasso para o peso das mentiras que ele carregava. Quando ele saiu, sem sequer um beijo de despedida decente, o perfume doce ainda pairava no ar, como um fantasma.
Abalada, S/N sentiu que precisava desabafar. E quem melhor do que sua melhor amiga? Ela ligou para Hana, que aceitou o almoço imediatamente, sugerindo um restaurante badalado no centro de Gangnam.
Hana chegou radiante. Ela usava um conjunto de seda que gritava poder, mas o que chamou a atenção de S/N foi como ela mantinha o pulso esquerdo constantemente visível, embora a pulseira estivesse parcialmente escondida sob a manga bufante.
— Amiga, você parece péssima — Hana disse, fingindo preocupação enquanto saboreava seu vinho. — O jantar de ontem não foi o que você esperava?
— Foi… estranho, Hana. Ele me deu um vestido que não era meu estilo, me beijou para os fotógrafos e depois sumiu a noite toda dizendo que tinha trabalho.
Hana soltou uma risada nasalada, cínica. — Homens como o Taehyung são difíceis, S/N. Eles precisam de estímulos constantes. Talvez você esteja sendo… previsível demais? — Hana inclinou-se para frente, a pulseira de diamantes escorregando e brilhando sob a luz do restaurante. — Você precisa apimentar as coisas. Se ele diz que está trabalhando até tarde com aquele sócio britânico, o Sr. Miller, por que você não aparece lá de surpresa? Ele me disse uma vez que odeia ser interrompido, mas quem sabe com você seja diferente?
S/N gelou. Ela nunca havia mencionado o nome do sócio para Hana. — Como você sabe o nome do sócio, Hana? Eu não me lembro de ter te contado.
Hana não vacilou. Ela era uma mestre na arte da dissimulação. — Ah, querida, o mundo corporativo é pequeno. Meu pai comentou sobre essa fusão ontem. Você sabe como esses homens falam de negócios o tempo todo.
Mas a semente da dúvida fora plantada. Como Hana sabia que ele estava “trabalhando duro” justamente naquela noite?
De volta à mansão, o silêncio parecia acusador. S/N decidiu ocupar a mente. Ela foi até o closet de Taehyung para recolher as roupas que ele havia jogado no cesto. Ao pegar o paletó de linho azul que ele usara no dia anterior, ela sentiu algo rígido no bolso interno.
Era um pedaço de papel térmico. Um recibo. Ao abrir, seu coração parou. O valor impresso era três vezes maior do que o custo das joias que ela recebera no jantar. O item: Pulseira de Diamantes – Coleção Limitada.
Por cinco segundos, um sorriso tolo surgiu nos lábios de S/N. “Ele comprou para mim. Ele ia me dar hoje à noite como um pedido de desculpas por ter sumido!”
Mas o sorriso morreu tão rápido quanto nascera. A data e o horário no recibo: Ontem à tarde, três horas antes do jantar deles. Se ele já estava com a pulseira, por que deu a ela o conjunto de rubis “padrão”? Por que esconder algo tão valioso? E o pior: a loja era a mesma que Hana havia comentado meses atrás que era sua favorita.
S/N guardou o recibo no bolso de seu próprio robe, sentindo o papel queimar contra sua coxa. A verdade estava batendo à porta, e ela estava com medo de abrir.
A noite chegou com a obrigação de mais uma encenação. As famílias Kim e Kang se reuniram em uma sala VIP de um hotel cinco estrelas para celebrar os “bons resultados” da fusão e o primeiro ano de casamento do casal prodígio.
Taehyung era a imagem da perfeição. Ele mantinha o braço ao redor da cintura de S/N, servindo o vinho dela e sorrindo para os sogros como se fosse o homem mais apaixonado do mundo. S/N, no entanto, sentia-se como uma boneca de ventríloquo. Suas bochechas doíam de tanto fingir sorrisos.
No meio do prato principal, o celular de Taehyung, posicionado ao lado do prato dele, brilhou com uma nova notificação. Ele estava distraído conversando com o pai de S/N sobre os lucros do próximo trimestre.
S/N inclinou-se levemente, como se fosse pegar um pedaço de pão. Seus olhos focaram na tela protegida, mas a pré-visualização da mensagem foi clara o suficiente para destruir o resto de sua sanidade.
[💋]: “A pulseira ficou linda em mim, combinou perfeitamente com a lingerie de ontem. Mas você ficaria muito melhor se estivesse aqui agora, em vez de aguentar esse jantar entediante. Sinto falta do seu toque selvagem… Venha logo.”
O mundo de S/N ficou mudo. O som das risadas dos pais, o tilintar dos talheres, a voz profunda de Taehyung… tudo se transformou em um zumbido branco. Ela olhou para o marido. Ele ainda sorria, a mão dele ainda apertava sua cintura com uma possessividade mentirosa.
Ela sentiu uma náusea violenta subir pela garganta. Ele não apenas a traía; ele a traía com a pessoa que ela mais confiava, usando o dinheiro das famílias, rindo da sua cara enquanto ela cozinhava jantares que ele nunca comeria.
S/N levantou-se abruptamente, a cadeira arrastando no chão com um som estridente que interrompeu a conversa na mesa.
— Tudo bem, querida? — Taehyung perguntou, o tom de voz carregado de uma preocupação falsa que agora soava como veneno puro para ela.
Ela olhou para ele, e pela primeira vez, não viu o homem que amava. Viu um estranho. Um monstro vestido de seda.
— Eu preciso de um pouco de ar — ela disse, a voz estranhamente calma, enquanto sentia o recibo da pulseira pesado em seu bolso.
Ta parecendo o trisal da novela três graças kkkkkkk
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Aff kkkk
Eu espero uma vingança a altura
Tem que ter não é possível!
Agora se vingue desse canalha
Ô tristeza
Canalha
Éca, odeio perfume doce
Sabe esse pensamento intrusivo?É importante q vc o ouça
Sei bm o q foi esse “algo rápido ” q vc comeu:Galinha -_-
Isso fale sobre a sua vida cm a pior inimiga
Cassete ein finalmente
A casa tá caindo !