Capítulo 8 – O Som do Silêncio.
por FanfiqueiraO som do elevador fechando ecoou no corredor da cobertura como um tiro de misericórdia. Taehyung permaneceu estático, o lençol de seda branca escorregando por seus ombros, revelando as marcas de unhas que Hana havia deixado em suas costas minutos antes. Ele estava ofegante, o suor esfriando em sua pele, e o gosto do batom dela em sua boca agora parecia cinza.
— Taehyung, querido, deixe ela ir — a voz de Hana veio da sala, preguiçosa e vitoriosa. Ela se servia de uma taça de vinho, nua e impune. — Finalmente acabou o teatro. Agora você é livre.
Taehyung virou-se para ela, e a expressão em seu rosto fez o sorriso de Hana vacilar. Não havia alívio. Havia um pavor ancestral, o tipo de medo que um homem sente quando percebe que o chão sob seus pés era, na verdade, um teto de vidro que acabou de estilhaçar.
— Livre? — ele sibilou, a voz falhando. — Você não entende nada, Hana. Você acabou de destruir o império. Você acabou de me destruir.
Ele não ficou para ouvir a resposta. Ele se vestiu com as mãos trêmulas, abotoando a camisa de forma errada, e saiu dali sem olhar para trás.
Taehyung dirigiu pelas ruas de Seul como um louco. Ele foi aos lugares favoritos de S/N: o parque onde ela gostava de caminhar, a biblioteca que ela frequentava, até mesmo o shopping. Nada. O carro dela não estava em lugar nenhum.
Ele ligou uma, dez, cinquenta vezes. “O número chamado está desligado ou fora da área de cobertura.”
— Atende, S/N… por favor, atende — ele implorava para o painel do carro, as mãos apertando o volante com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos.
Ele voltou para a mansão às pressas, esperando encontrá-la chorando no quarto, pronta para ouvir suas mentiras habituais. Mas a casa estava mergulhada em uma escuridão sepulcral. O jantar de Chuseok do dia anterior ainda deixava um rastro de flores brancas no hall, que agora pareciam coroas fúnebres.
Ele subiu as escadas correndo. O quarto estava vazio. A cama estava perfeitamente arrumada. No closet, as roupas dela estavam lá, exceto por uma mala pequena que ele não conseguiu identificar se faltava ou não. O pânico começou a subir por sua garganta como bile.
As horas passaram com uma lentidão torturante. Taehyung sentou-se na poltrona do quarto, encarando a porta. Ele não acendeu as luzes.
“Ela vai voltar”, ele pensava, tentando recuperar sua arrogância. “Ela não tem para onde ir. Os pais dela não aceitariam um divórcio. Ela é dependente de mim, do meu nome, do meu prestígio.”
Mas, conforme o relógio marcava 2h, 3h, 4h da manhã, a realidade começou a corroer suas certezas. Ele lembrou-se do olhar dela na porta da cobertura. Não era apenas dor; era um desapego absoluto. S/N o olhara como se ele fosse um estranho repugnante.
Ele lembrou-se de cada negligência. Das noites em que a deixou esperando, do beijo vazio no restaurante. Pela primeira vez, Taehyung não pensou no contrato ou nas ações da Kim Corp. Ele pensou no silêncio da casa sem a voz doce dela tentando preencher o vazio.
Ele bebeu meia garrafa de uísque puro, tentando apagar a imagem de Hana quicando sobre ele enquanto S/N assistia. A culpa, um sentimento que ele sempre considerou uma fraqueza dos medíocres, agora o esmagava.
O sol nasceu, mas não trouxe clareza. Às 8h da manhã, o celular de Taehyung tocou. Ele atendeu antes mesmo de ver o nome, o coração disparado.
— S/N?!
— Taehyung? É o seu pai.
O balde de água fria foi instantâneo. — Ah… bom dia, pai.
— Por que essa voz? Estava dormindo? Liguei para o celular da S/N e está desligado. Sua mãe quer saber se vocês vêm para o almoço com os acionistas hoje.
Taehyung sentiu o mundo girar. Ele precisava mentir. Precisava manter a farsa, ou o castelo de cartas cairia antes que ele pudesse encontrar uma saída.
— Ela… ela saiu cedo para o spa com a Mina, pai. Acho que esqueceu de carregar o celular. Eu aviso a ela sobre o almoço.
— Ótimo. Não se atrasem. O mercado está agitado com os rumores da nova fusão.
Taehyung desligou e jogou o celular contra a parede. Ele foi até o banheiro e jogou água gelada no rosto. Olhou-se no espelho. Ele parecia um fantasma. Os olhos vermelhos, o rosto marcado pela insônia e pelo álcool.
Onde ela estava? Com quem ela estava? O medo de que ela tivesse ido à imprensa, o deixava nauseado. Mas havia um medo novo, um que ele nunca admitiria: o medo de que ela estivesse bem sem ele. O medo de que ela tivesse finalmente percebido que ele era o seu maior erro.
As horas haviam se tornado uma massa disforme de ansiedade para Kim Taehyung. O relógio de parede da sala de estar marcava quase dez da manhã. Em qualquer outro dia, ele estaria no quadragésimo andar de sua empresa, comandando reuniões e selando destinos financeiros. Mas hoje, ele estava estático no sofá da mansão, ainda vestindo a mesma camisa amassada do dia anterior, encarando a porta principal como se pudesse abri-la com a força do pensamento.

Ele já havia esgotado todas as mentiras para sua secretária e para os pais. Sua mente era um turbilhão de cenários catastróficos: acidentes, hospitais, escândalos em jornais.
Foi quando o som da fechadura eletrônica ecoou pelo hall.
Taehyung levantou-se num salto, o coração martelando contra as costelas. S/N atravessou a porta. Ela não entrou como uma mulher enfurecida, nem como a esposa submissa que ele conhecia. Ela entrou no automático.
Seus movimentos eram lentos, quase coreografados, como se ela estivesse operando fora do próprio corpo. O que mais chocou Taehyung não foi o rosto pálido ou as olheiras profundas, mas os detalhes: o vestido de seda da noite anterior estava amarrotado, e seus sapatos de grife, antes impecáveis, estavam cobertos por uma crosta de areia úmida da praia. O cheiro de sal e do mar que emanava dela contrastava violentamente com o perfume caro daquela casa.
— S/N! — A voz dele saiu rasgada, um misto de alívio e pavor. Ele deu um passo em direção a ela. — Onde você estava? Eu quase enlouqueci! Por que não atendeu o celular? Por que está nesse estado?
S/N não parou. Ela sequer desviou os olhos da escadaria de mármore à sua frente. Era como se Taehyung fosse apenas um móvel, um objeto inanimado no cenário de sua vida. Ela passou por ele, e o vácuo que deixou para trás foi mais doloroso do que qualquer grito.
— S/N, fala comigo! — ele insistiu, tentando segurar o braço dela. — Eu sei o que você viu… eu posso explicar, a Hana ela… ela armou aquilo, ela me chantageou…
Ao toque da mão de Taehyung em seu braço, S/N parou bruscamente. Ela não olhou para ele, mas abaixou a cabeça, observando a mão dele sobre sua pele com um nojo tão visceral que Taehyung sentiu como se tivesse sido queimado. Ela puxou o braço com uma lentidão cortante, limpando o local onde ele tocou com a outra mão, num gesto instintivo de purificação.
— Não encoste em mim — a voz dela saiu baixa, sem emoção, um sussurro gélido que fez os pelos do braço de Taehyung se arrepiarem.
— Querida, por favor… vamos conversar no quarto, eu vou resolver tudo, os nossos pais não precisam saber… — ele começou a tagarelar, a arrogância tentando voltar para protegê-lo.
S/N finalmente virou o rosto. Seus olhos, antes cheios de uma adoração que Taehyung considerava garantida, estavam agora vazios. Não havia ódio, o que seria mais fácil de lidar. Havia apenas um nada absoluto.
Taehyung permaneceu estático no pé da escada, a respiração pesada e irregular. Ele esperava gritos, esperava que ela atirasse vasos contra a parede ou que exigisse explicações que ele já tinha ensaiado exaustivamente, mas S/N não é assim.
— Nossos pais são o menor dos seus problemas agora — a voz dela ecoou, fria e distante, como se viesse de outra dimensão.
Ela parou no terceiro degrau. Lentamente, S/N levou a mão ao pulso esquerdo. O metal e os diamantes da pulseira brilharam sob a luz do lustre, a mesma joia que fora o pivô da humilhação da noite anterior. Com um movimento brusco e desinteressado, ela arrancou o fecho.
Ela desceu os degraus lentamente, aproximando-se de Taehyung. Ele estendeu a mão, talvez esperando um toque, mas ela apenas pegou a mão dele, abriu a palma e depositou a joia ali. O metal frio contra a pele de Taehyung pareceu pesar toneladas.
— Devolve para a dona — ela disse, olhando-o nos olhos com uma indiferença que o fez encolher por dentro. — Eu nunca me importei com joias, Taehyung. Não vai ser com isso que vou começar.
— S/N, eu…
— Não — ela o cortou, a voz sem um pingo de hesitação.
Ela deu as costas e começou a subir as escadas novamente, mas não em direção à suíte master que dividiam. Ela caminhou em direção ao corredor leste, onde ficavam os quartos de hóspedes. No meio do caminho, ela parou e olhou por cima do ombro.
— Vou guardar a merda desse segredo por causa dos nossos pais. Porque, se fosse por você… eu teria filmado vocês dois e colocado na internet.
Taehyung sentiu o sangue sumir do rosto. A imagem de sua carreira e reputação sendo destruídas por um vídeo viral passou como um flash de horror em sua mente. Ele abriu a boca para protestar, mas percebeu que o que ela disse, mesmo sendo uma mentira, S/N não faria isso, mesmo com tudo… ela não era assim, mas era a prova de que ele não tinha mais controle sobre ela. A “esposa troféu” agora segurava a corda que poderia enforcá-lo.
— Já que essa é a sua única preocupação, está resolvido — ela continuou, com um sarcasmo cortante. — O seu precioso contrato está seguro por enquanto.
Ela deu mais um passo, parando novamente diante da porta do quarto de hóspedes.
— E sobre o almoço de hoje com os acionistas… eu já liguei para o meu pai. Disse a ele que estou com cólicas fortes e ele, como o pai atencioso que é, disse que eu posso ficar em casa. Você não vai precisar de mim lá para fingir ser a esposa feliz. Vá sozinho. Invente a mentira que quiser.
Sem esperar por qualquer resposta, S/N entrou no quarto de hóspedes e trancou a porta. O som da tranca girando ecoou pelo corredor vazio, selando o fim de uma era.
Taehyung ficou sozinho no hall, segurando a pulseira de diamantes que agora parecia um pedaço de vidro barato. Ele olhou para a joia na palma da mão e sentiu um nojo repentino de si mesmo, de Hana e de todo o jogo que ele vinha jogando.
Ele caminhou até o bar da sala e serviu-se de uma dose generosa de uísque, mas o líquido desceu queimando como fogo. Ele tinha o que queria: o segredo estava guardado, o almoço estava justificado e a fusão não cairia. Mas, ao olhar para a escadaria vazia, ele percebeu que nunca se sentira tão derrotado.
Ele era o herdeiro dos Kim, o homem que todos temiam e admiravam, mas agora ele era apenas um homem segurando um presente que ninguém queria, em uma casa onde o amor acabara de ser substituído por um acordo de silêncio.
Ele pegou o celular. Havia dezenas de mensagens de Hana perguntando se ele estava bem, se a “sonsa” tinha acreditado. Taehyung sentiu uma náusea violenta. Ele bloqueou o contato de Hana. Por enquanto, o silêncio de S/N era a única coisa que importava, e o medo de que ela mudasse de ideia e contasse a verdade era a única coisa que o mantinha acordado.
Vai lá bonitão continue kkk
Estou sentada aqui aguardando ele cair desse pedestal
Kkkkkk
Iiiiiisso, manda ela enfiar naquele lugar
Ainda por cima covarde, nossa , q decepção.Q DECEPÇÃO
Pq??Pq será,né?Pelo mesmo motivo pelo qaul vc está nesse aí , aquele papelão da noite passada
Uh, mistério
Espero q nos braços fortes e cabeludos do Mochi, eu mereço
HaahAaa
Fusão?Acho q vem é uma baita quebra aí kkk
Pensamento típico de canalha
E era, eram 2 repulsivos diante de mim
Sempre os nós dos dedos
Bela liberdade,tomara q a esposa bote a boca no trombone
E agora está preocupado com Ela?
E posso puxar a a qqr momento,tá? Qd me der na telha
Você é um babaca
Bem Feito ☺️ acho pouco
Pq o ser humano é assim né? Precisa perder pra dar valor ♀️
[quote]“Ela vai voltar”,se fosse ela não voltava tão cedo,e te deixava apodrecendo
Tomara q a fonte seque, q a Hatazana seja a primeira a abandonar o navio qd estiver afundando pq tá na cara q o mais importante pra ela nesse relacionamento é o luxo
Ele achando que sempre teria uma esposa troféu, se deu mal agora
*Da uma olhada na nossa aba de avisos pra você concorrer tbm…***
É a primeira vez que uso aqui. Onde tem que olhar?
Coloquei para seguir no insta e TikTok ❤️
Na aba comunidade ( anúncios ) do menu E depois olha no sobre pra conhecer um pouco se quiser..
Vou olhar sim. Obrigada!
AGORA?Só agora??
O fim da era boazinha
Agora ela precisa dar um choque real nos dois
Vamos ver o q a “sonsa” vai fazer com você, desperdício de espaço e oxigênio
Vai ficar acordado mesmo. Com medo do que ela pode fazer
Siim, ele ta com pavor kkk
Acho q ainda n está claro pra vc quem é que depende de quem