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O relógio da parede marcava pouco mais de meia-noite. O silêncio na cobertura de Jungkook era tão vasto que S/N conseguia ouvir o zumbido suave da geladeira e o próprio ritmo da sua respiração, que insistia em acelerar a cada som que vinha do corredor do prédio.

Ela estava sentada no sofá da sala, com as pernas encolhidas e um livro técnico de psicologia aberto no colo. Mas era mentira. Ela não tinha lido uma frase sequer nos últimos quarenta minutos. Seus olhos vagavam constantemente para a porta de entrada e, logo em seguida, para a tela do celular, que permanecia escura.

— Que patético, S/N — ela sussurrou para as paredes vazias, fechando o livro com um baque seco. — Você é uma mulher adulta, formada, e está aqui… esperando o “coelho” voltar da toca.

Ela se levantou, bufando de irritação consigo mesma. Caminhou até a cozinha para beber água, mas seus pés, traidores, a levaram até a janela de vidro que dava para a entrada do condomínio. Ela se pegou tentando identificar os faróis de qualquer carro esportivo que dobrasse a esquina.

Ao perceber o que estava fazendo, ela recuou como se tivesse levado um choque.

— Chega. Deu para você — ela disse a si mesma, massageando as têmporas. — Ele é seu patrão. Ele está trabalhando. Ele provavelmente foi jantar com a equipe ou está em algum evento pós-treino. Ele tem uma vida de astro mundial e você é a pessoa que cuida do filho dele. Acorda!

Ela se sentia irritada, quase febril. A lembrança do beijo na testa na noite anterior e da forma como ele a carregou parecia queimar sob sua pele, mas a ausência dele hoje a fazia sentir como se tivesse caído em uma armadilha emocional. Ela odiava não ter o controle. Odiava o fato de que, se ele entrasse por aquela porta agora, sua irritação evaporaria em um segundo.

— Amanhã eu volto para a minha casa — mentiu para si mesma, sabendo que tinha prometido ficar. — Isso aqui está fazendo mal para o meu juízo.

S/N apagou as luzes da sala, decidida a encerrar aquela vigília humilhante. Ela caminhou em direção ao quarto de hóspedes, pisando forte para demonstrar para o universo o quanto estava “nem aí”. Mas, ao passar pela porta de entrada, ela parou por um milésimo de segundo, ouvindo o silêncio do lado de fora.

Nada.

— Ótimo. Que ele não venha — resmungou, entrando no quarto e batendo a porta com um pouco mais de força do que o necessário para uma casa com uma criança dormindo.

Ela se jogou na cama, enterrando o rosto no travesseiro que, para sua total desgraça, ainda guardava notas sutis do perfume cítrico dele.

— Eu me odeio — foi seu último pensamento antes que o cansaço da espera começasse a vencer a sua raiva.

A quilômetros de distância, em uma suíte de luxo em um hotel próximo ao autódromo, o ambiente era o oposto do silêncio da cobertura. Jungkook estava jogado na poltrona de couro, o macacão de treino aberto até a cintura, revelando a regata branca grudada ao corpo pelo suor e pelo cansaço. A adrenalina das pistas ainda zumbia em seus ouvidos, mas seus olhos estavam fixos na tela do celular.

Ele não deveria estar fazendo aquilo. Sabia que era uma invasão da privacidade dela, mas a saudade de casa — ou melhor, a saudade daquela presença específica em sua casa — era uma força que ele não conseguia frear.

Com um deslize de dedo, ele acessou o sistema de segurança.

Primeiro, ele a viu na sala. S/N estava encolhida no sofá, tentando ler. Jungkook soltou um suspiro pesado, o canto dos lábios subindo de leve. Ele notou como ela olhava para o relógio a cada cinco minutos e como o livro parecia não passar da mesma página.

— Você está me esperando, não está? — ele murmurou para a tela, a voz rouca pela exaustão.

Ele mudou para a câmera da cozinha. Viu quando ela se levantou irritada, o movimento brusco de quem estava travando uma batalha interna. Ele a observou caminhar até a janela e ficar ali, estática, observando o movimento da rua lá embaixo. O modo como ela abraçava o próprio corpo fez o peito de Jungkook apertar. Ele queria estar lá para substituir os braços dela pelos seus.

O piloto viu o exato momento em que ela pareceu “acordar” do transe e recuar da janela, gesticulando sozinha, claramente brigando consigo mesma. Jungkook soltou uma risada baixa, uma vibração que cortou o silêncio do quarto de hotel. Ele conseguia imaginar perfeitamente os termos técnicos de psicologia que ela devia estar usando para se autodiagnosticar como “louca” por estar esperando por ele.

Por fim, ele a acompanhou pelo corredor. Viu quando ela parou diante da porta de entrada, o corpo inclinado de leve, como se tentasse ouvir o som do elevador. A esperança dela, mesmo que mascarada por aquela irritação visível, era a coisa mais linda e torturante que ele já tinha visto.

Quando ela entrou no quarto de hóspedes e a porta se fechou com aquele impacto ruidoso, Jungkook bloqueou a tela do celular e jogou a cabeça para trás, fechando os olhos.

— Droga, S/N… — ele suspirou, passando a mão pelo rosto.

Ele se sentia um idiota por estar em outro estado, olhando para uma tela, desejando estar sendo o alvo daquela irritação dela. O fato de ela estar brava por ele não ter chegado era o sinal mais claro de que ele já tinha vencido a corrida mais importante: ele tinha conseguido um espaço na mente dela.

Ele pegou o celular novamente. O dedo pairou sobre o ícone de mensagens. Ele queria ligar, queria dizer que voltaria no primeiro voo da manhã, mas sabia que, se fizesse isso, ela ganharia o controle de volta. E Jungkook, sendo o piloto competitivo que era, preferia manter o mistério só por mais algumas horas.

Ele abriu a galeria e voltou no vídeo da “Noona bêbada” da noite anterior. Deu o play, apenas para ouvir a voz dela uma última vez antes de tentar dormir.

O sol de Seul nasceu com uma claridade irritante, atravessando as cortinas e forçando S/N a encarar a realidade: ela havia passado a noite em claro, oscilando entre a raiva e uma expectativa ridícula. Enquanto se arrumava, ela ensaiava seu “personagem” diante do espelho.

— Profissional, S/N. Distante. — Ela ajeitou a gola da blusa, tentando ignorar as olheiras leves. — Ele é o cliente. Você é a psicóloga. O que aconteceu naquele quarto foi um delírio coletivo.

Ela calçou os sapatos, respirou fundo e abriu a porta do quarto com a postura de quem está prestes a apresentar uma tese de doutorado. O plano era simples: entrar na cozinha, pegar um café rápido, dar um “bom dia” protocolar e focar inteiramente em Minjae.

Mas o plano morreu no exato momento em que ela cruzou o arco da cozinha.

Jungkook estava lá. Ele não deveria estar lá — ou pelo menos, ela achava que ele passaria o dia fora. Ele estava de costas para ela, operando a máquina de café expresso. E ele estava sem camisa.

A luz da manhã batia contra a pele dele, destacando cada detalhe da anatomia poderosa do piloto. S/N travou. Seus olhos, contra sua própria vontade, fizeram um mapeamento involuntário: desde a linha dos ombros largos até as tatuagens que desciam pelo braço direito, sumindo no cós da calça de moletom cinza que descansava perigosamente baixa em seus quadris. As cicatrizes leves e os músculos das costas, que se moviam enquanto ele alcançava uma xícara, eram um lembrete visual de que ele não era apenas um “coelho” — ele era uma máquina de alta performance.

O cheiro de café fresco e do perfume dele inundava o ambiente. S/N tentou pigarrear para anunciar sua presença, mas sua garganta parecia ter fechado com um nó.

Jungkook se virou devagar, como se já soubesse que ela estava ali. Ele não parecia nem um pouco desconfortável com a própria nudez parcial. Pelo contrário, havia um brilho de divertimento nos olhos dele que dizia que ele sabia exatamente o efeito que estava causando.

— Bom dia — ele disse, a voz grave e rouca de quem também não tinha dormido muito. — Você parece ter tido uma noite… longa.

Ele deu um passo à frente, estendendo uma xícara de café fumegante para ela. S/N olhou para a xícara, depois para o peito definido dele, e depois para os olhos dele. Toda a frieza que ela cultivou durante a madrugada derreteu como gelo no asfalto quente.

— Eu dormi muito bem, Sr. Jeon — ela mentiu, a voz saindo um pouco trêmula enquanto pegava a xícara, tomando cuidado para não encostar nos dedos dele. — Achei que o senhor ficaria fora o dia todo.

Jungkook deu um gole no próprio café, encostando-se no balcão e cruzando as pernas, observando-a com uma intensidade predatória.

kkkkk Sorry, não resisti kkkk

— Eu ia. Mas decidi que o hotel era entediante demais — ele disse, inclinando a cabeça de lado. Um sorriso ladino e vitorioso surgiu no rosto dele. — E eu tive a impressão de que tinha alguém aqui em casa… sentindo a minha falta.

S/N quase engasgou com o primeiro gole de café. Ele sabia. O modo como ele a olhava confirmava que ele tinha visto cada passo dela naquelas câmeras. A “psicóloga fria” acabava de sofrer um acidente total na primeira curva.

— O Minjae estava sentindo sua falta — ela corrigiu rapidamente, tentando recuperar a dignidade enquanto seus olhos teimavam em descer para o abdômen dele.

— O Minjae, é? — Jungkook deu um passo para mais perto, o calor do corpo dele agora competindo com o do café. — Estranho. No vídeo que eu vi, o Minjae já estava dormindo há horas enquanto outra pessoa rondava a sala… brava com o relógio.

S/N sentiu o rosto arder em uma temperatura que nenhum café expresso seria capaz de atingir. A revelação de que ele a tinha observado — que ele tinha visto sua vulnerabilidade, sua impaciência e, pior, sua esperança — era o xeque-mate que ela não previu. Ela abriu a boca, mas a mente analítica parecia ter entrado em curto-circuito.

— Eu… eu não estava brava com o relógio — ela disparou, a voz saindo uma oitava acima do normal. — Eu estava apenas… preocupada com a segurança da cobertura. Como psicóloga, eu prezo muito pela rotina e pelo ambiente controlado. Se o dono da casa não chega no horário previsto, isso gera um… um desequilíbrio sistêmico na dinâmica familiar.

Jungkook soltou um riso anasalado, dando mais um passo. Ele estava tão perto que S/N conseguia ver as gotas de água ainda presas nos fios de cabelo dele, resultado de um banho rápido antes do café.

— Desequilíbrio sistêmico? — ele repetiu, a voz vibrando de deboche. — É assim que vocês chamam “morrer de saudade” agora? Interessante.

S/N deu um passo para trás, batendo com os quadris na ilha da cozinha. Ela precisava de espaço, precisava de ar e, acima de tudo, precisava que ele vestisse uma camisa.

— O… o que? Olha… se me der licença, eu vou ver se o Minjae acordou. Temos muito o que fazer hoje e eu não quero que esse seu… “monitoramento” interfira na minha agenda profissional.

Ela tentou passar por ele, mas Jungkook não facilitou. Ele inclinou o corpo levemente, forçando-a a fazer um desvio que a deixou perigosamente próxima ao seu peito nu por um segundo. S/N quase correu em direção ao corredor, o coração batendo como se ela tivesse acabado de correr uma maratona.

— Noona! Papai! — A voz de Minjae ecoou, interrompendo o duelo silencioso. O pequeno apareceu na cozinha coçando os olhos, ainda de pijama e com o cabelo totalmente bagunçado.

Jungkook mudou o foco instantaneamente. O “predador” deu lugar ao pai em um piscar de olhos. Ele largou a xícara e caminhou até o filho, pegando-o no colo com uma facilidade que sempre deixava S/N impressionada.

— Bom dia, campeão! — Jungkook exclamou, jogando o menino para o alto e o segurando, arrancando uma risada gostosa dele. — Dormiu bem?

— Sim! A Noona leu o livro dos dinossauros! — Minjae disse, abraçando o pescoço do pai. — Papai, você não vai viajar de novo, né?

Jungkook olhou para S/N por cima do ombro do filho. O olhar ainda carregava aquela ponta de provocação, mas havia uma suavidade nova ali.

— Hoje não, amigão. Hoje eu vou levar você para a escola. E depois, eu e a Noona temos algumas coisas para… alinhar.

Ele deu um beijo na bochecha do filho e começou a caminhar em direção ao quarto do pequeno.

— Vai se arrumar, S/N. Eu cuido do banho dele hoje — ele disse, a voz ecoando pelo corredor. — Mas não demore. Eu ainda não terminei de ouvir suas teorias sobre o “desequilíbrio sistêmico” da minha ausência.

S/N ficou parada na cozinha, sozinha com seu café e com a certeza de que aquele dia seria uma sucessão de derrotas para sua postura profissional.

20 Comentários

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  1. Marcela
    Mar 6, '26 at 7:34 pm

    [quote]— Que patético, S/N — ela sussurrou para as paredes vazias, fechando o livro com um baque seco. — Você é uma mulher adulta, formada, e está aqui… esperando o “coelho” voltar da toca.

    Kkkkkkk ela doidinha que ele voltasse

  2. Marcela
    Mar 6, '26 at 7:43 pm

    O piloto viu o exato momento em que ela pareceu “acordar” do transe e recuar da janela, gesticulando sozinha, claramente brigando consigo mesma. Jungkook soltou uma risada baixa, uma vibração que cortou o silêncio do quarto de hotel. Ele conseguia imaginar perfeitamente os termos técnicos de psicologia que ela devia estar usando para se autodiagnosticar como “louca” por estar esperando por ele.

    Ele vendo, que tava conseguindo desestabilizar ela.
    Ela tava perdendo literalmente o controle

  3. Marcela
    Mar 6, '26 at 7:45 pm

    [quote]Ele se sentia um idiota por estar em outro estado, olhando para uma tela, desejando estar sendo o alvo daquela irritação dela. O fato de ela estar brava por ele não ter chegado era o sinal mais claro de que ele já tinha vencido a corrida mais importante: ele tinha conseguido um espaço na mente dela.

    Se tivesse perto dela, duvido que ele recuaria dnv

  4. Marcela
    Mar 6, '26 at 7:47 pm

    [quote]— Profissional, S/N. Distante. — Ela ajeitou a gola da blusa, tentando ignorar as olheiras leves. — Ele é o cliente. Você é a psicóloga. O que aconteceu naquele quarto foi um delírio coletivo.

    Ela se forçando a acreditar nisso
    Kkkkkkkkk

  5. Marcela
    Mar 6, '26 at 7:55 pm

    [quote]— Desequilíbrio sistêmico? — ele repetiu, a voz vibrando de deboche. — É assim que vocês chamam “morrer de saudade” agora? Interessante.

    Ele sendo bem direto, e ela querendo um buraco pra se enfiar kkkkkkkkk

  6. Marcela
    Mar 6, '26 at 7:56 pm

    [quote]— Vai se arrumar, S/N. Eu cuido do banho dele hoje — ele disse, a voz ecoando pelo corredor. — Mas não demore. Eu ainda não terminei de ouvir suas teorias sobre o “desequilíbrio sistêmico” da minha ausência.

    De desequilíbrio ela tá entendendo MT bem kkkkkkkkkkkkkkkk

  7. Iasmine
    Mar 6, '26 at 8:07 pm

    — Chega. Deu para você — ela disse a si mesma, massageando as têmporas. — Ele é seu patrão. Ele está trabalhando. Ele provavelmente foi jantar com a equipe ou está em algum evento pós-treino. Ele tem uma vida de astro mundial e você é a pessoa que cuida do filho dele. Acorda!

    Mulher lkkkkkkk que batalha espiritual fortíssima, eu ri viu

  8. Iasmine
    Mar 6, '26 at 8:09 pm

    — Você está me esperando, não está? — ele murmurou para a tela, a voz rouca pela exaustão.

    Esperando e irritadissima pq tu não chega logo e nem avisa que não vai pra casa

  9. Iasmine
    Mar 6, '26 at 8:11 pm

    S/N sentiu o rosto arder em uma temperatura que nenhum café expresso seria capaz de atingir. A revelação de que ele a tinha observado — que ele tinha visto sua vulnerabilidade, sua impaciência e, pior, sua esperança — era o xeque-mate que ela não previu. Ela abriu a boca, mas a mente analítica parecia ter entrado em curto-circuito.

    Olho o perigo kkkkkkk ta quase ein, não sei quem é pior

  10. Iasmine
    Mar 6, '26 at 8:12 pm

    — Vai se arrumar, S/N. Eu cuido do banho dele hoje — ele disse, a voz ecoando pelo corredor. — Mas não demore. Eu ainda não terminei de ouvir suas teorias sobre o “desequilíbrio sistêmico” da minha ausência.

    Agora vai de verdade kkkk to sentindo gente, não é possível

  11. Sheila
    Mar 6, '26 at 9:10 pm

    — Que patético, S/N — ela sussurrou para as paredes vazias, fechando o livro com um baque seco. — Você é uma mulher adulta, formada, e está aqui… esperando o “coelho” voltar da toca.

    Que engraçado… Coelho voltar pra toca!!!
    SN, caindo nas conquistas do Coelho bombado!!! Kkkk

  12. Sheila
    Mar 6, '26 at 9:12 pm

    — Chega. Deu para você — ela disse a si mesma, massageando as têmporas. — Ele é seu patrão. Ele está trabalhando. Ele provavelmente foi jantar com a equipe ou está em algum evento pós-treino. Ele tem uma vida de astro mundial e você é a pessoa que cuida do filho dele. Acorda!

    Não sei o que dizer pra vc SN… já era… acho que seria uma boa resposta!!! Kkkkk

  13. Sheila
    Mar 6, '26 at 9:14 pm

    — Você está me esperando, não está? — ele murmurou para a tela, a voz rouca pela exaustão.

    Cada atitude dele, para conquista-la me deixa louca… uma mistura de sentimentos!!! Raiva e alegria!!! Kkkk

  14. Sheila
    Mar 6, '26 at 9:16 pm

    O piloto viu o exato momento em que ela pareceu “acordar” do transe e recuar da janela, gesticulando sozinha, claramente brigando consigo mesma. Jungkook soltou uma risada baixa, uma vibração que cortou o silêncio do quarto de hotel. Ele conseguia imaginar perfeitamente os termos técnicos de psicologia que ela devia estar usando para se autodiagnosticar como “louca” por estar esperando por ele.

    Convencido… gostoso!!! SN, já é sua!!! Kkk

  15. Sheila
    Mar 6, '26 at 9:16 pm

    Ele se sentia um idiota por estar em outro estado, olhando para uma tela, desejando estar sendo o alvo daquela irritação dela. O fato de ela estar brava por ele não ter chegado era o sinal mais claro de que ele já tinha vencido a corrida mais importante: ele tinha conseguido um espaço na mente dela.

    Ela está totalmente entregue!!! Kkkk

  16. Sheila
    Mar 6, '26 at 9:18 pm

    Jungkook estava lá. Ele não deveria estar lá — ou pelo menos, ela achava que ele passaria o dia fora. Ele estava de costas para ela, operando a máquina de café expresso. E ele estava sem camisa.

    Cafajeste gostoso!!! Como que pode ser desse jeito?! Golpe muito baixo!!! Kkkk

  17. Sheila
    Mar 6, '26 at 9:21 pm

    [quote]— Eu ia. Mas decidi que o hotel era entediante demais — ele disse, inclinando a cabeça de lado. Um sorriso ladino e vitorioso surgiu no rosto dele. — E eu tive a impressão de que tinha alguém aqui em casa… sentindo a minha falta. [/quote
    Convencido….
    Misericórdia, já era a SN!!! Não tem como escapar desse coelho bombado!!! Kkkk

  18. Sheila
    Mar 6, '26 at 9:23 pm

    Jungkook mudou o foco instantaneamente. O “predador” deu lugar ao pai em um piscar de olhos. Ele largou a xícara e caminhou até o filho, pegando-o no colo com uma facilidade que sempre deixava S/N impressionada.

    Ele é incrivelmente perfeito!!! Kkkk

  19. Sheila
    Mar 6, '26 at 9:24 pm

    — Desequilíbrio sistêmico? — ele repetiu, a voz vibrando de deboche. — É assim que vocês chamam “morrer de saudade” agora? Interessante.

    Estou rindo de nervoso com esse homem!!!
    Sabe flertar direitinho!!! Kkkk

  20. Sheila
    Mar 6, '26 at 9:27 pm

    — Vai se arrumar, S/N. Eu cuido do banho dele hoje — ele disse, a voz ecoando pelo corredor. — Mas não demore. Eu ainda não terminei de ouvir suas teorias sobre o “desequilíbrio sistêmico” da minha ausência.

    Que argumento foi esse SN.?! Ele ama um desafio!!!! Agora aguenta ou não?! Kkkkk

Nota

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