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Após o café da manhã tenso, Amanda se retirou da mesa com a cabeça erguida, mantendo sua postura firme. Jungkook seguiu seus passos de maneira discreta, mas atento a cada detalhe. Assim que entraram em um corredor mais afastado, ela parou abruptamente e virou-se para ele.

— Você ouviu tudo, não ouviu? — A voz dela era baixa, mas carregada de frustração.

Jungkook sustentou o olhar dela, a expressão séria como sempre.
— Sim.

Ela cruzou os braços, o olhar afiado.
— E não vai dizer nada?

Jungkook respirou fundo.
— O que você quer que eu diga? Eu não posso mudar as decisões do seu pai.

Os olhos dela brilharam por um instante, um misto de raiva e tristeza.
— Eu também não posso, aparentemente.

Ela desviou o olhar, mordendo o lábio de leve, e suspirou.
— Se fosse só um chá da tarde, eu não me importaria tanto. Mas eu sei onde isso vai dar. Ele quer me casar com aquele cara. Como se minha vida fosse um contrato.

Jungkook permaneceu em silêncio, observando-a.

— E você? Vai simplesmente me escoltar até lá, como um bom segurança? — A provocação na voz dela era clara, mas havia um tom amargo por trás.

Jungkook a encarou por um momento antes de dar um passo para mais perto.
— Se eu disser que não quero que você vá, isso mudaria alguma coisa?

Ela prendeu a respiração. O olhar dele era intenso, carregado de algo que ele tentava esconder, mas que ela conseguia enxergar.

— Não… — Ela respondeu quase num sussurro.

Jungkook assentiu levemente.
— Então, como seu segurança, eu farei meu trabalho. Mas como Jungkook… — Ele hesitou por um instante, mas então sua mão subiu até o rosto dela, os dedos tocando sua pele de leve. — …eu odeio isso tanto quanto você.

Amanda fechou os olhos por um segundo, aproveitando aquele breve toque. Quando os abriu, encontrou Jungkook a olhando de um jeito que fez seu coração disparar.

Ela forçou um sorriso.
— Então me ajude a sair dessa.

Jungkook suspirou, afastando a mão lentamente.
— Se eu pudesse, eu te tiraria daqui agora mesmo.

“Mas não era tão simples.”

O tempo estava contra eles.

O silêncio que pairou entre eles foi denso, carregado de sentimentos que ambos evitavam nomear. Amanda observava Jungkook com um misto de esperança e incerteza. Ele não queria que ela fosse, mas também sabia que não podia impedi-la.

Ela deu um passo para trás e soltou um suspiro pesado.
— Eu preciso encontrar uma saída antes que seja tarde.

Jungkook manteve-se firme, mas sua mandíbula tensa revelava o incômodo.
— Eu posso descobrir algo.

Ela arqueou a sobrancelha.
— E o que você sugere? Me sequestrar e fugir para outro país?

Ele não sorriu. Na verdade, parecia estar considerando a ideia.
— Se fosse a única opção, eu faria.

Amanda sentiu um arrepio percorrer sua espinha. O olhar dele era intenso, decidido. Por um momento, ela quase acreditou que ele realmente faria isso.

Mas antes que ela pudesse responder, uma voz soou atrás deles.

— Filha, já está se preparando para o chá?

O presidente havia se aproximado sem que percebessem, e Jungkook imediatamente se afastou, assumindo sua postura profissional. Amanda se virou lentamente para o pai, mantendo a expressão neutra.

— Sim, pai. Estava indo agora.

O presidente olhou de relance para Jungkook antes de retornar o olhar para a filha.
— Ótimo. Não se atrase, o filho do governador está ansioso para vê-la.

Amanda assentiu, mas Jungkook percebeu o leve tremor em seus dedos.

Assim que o presidente se afastou, ela voltou-se para Jungkook.
— Me encontre depois.

Ele franziu a testa.
— O que você vai fazer?

Ela deu um sorriso enigmático.
— Algo que pode mudar tudo.

Jungkook sentiu um incômodo crescente no peito enquanto observava Amanda se afastar. Ele sabia que ela não aceitaria esse encontro passivamente, mas também sabia que estava presa em um jogo político maior do que ela.

Ele permaneceu no corredor por alguns segundos, respirando fundo, antes de seguir para o posto de segurança. Ele precisava manter a postura profissional, mesmo que tudo dentro dele gritasse para fazer o contrário.

Mansão Presidencial | Salão de Chá

Amanda chegou ao local onde o chá da tarde aconteceria. O ambiente era luxuoso, decorado com tons suaves e flores frescas espalhadas por toda parte. Algumas figuras importantes já estavam presentes, mas seu olhar encontrou diretamente aquele que seu pai queria que ela aceitasse: o filho do governador.

Ele sorriu ao vê-la e se aproximou, segurando sua mão com delicadeza forçada.
— Amanda, sempre um prazer vê-la.

Ela esboçou um sorriso educado, mas frio.
— O prazer é todo seu.

Ele soltou uma risada, claramente achando graça da resposta.
— Seu pai me disse que finalmente está considerando a proposta. Isso me deixa feliz.

Amanda inclinou levemente a cabeça, mantendo a postura impecável.
— E o que exatamente te faz pensar que eu estou considerando algo?

Ele franziu a testa por um segundo, mas logo recuperou a confiança.
— Porque faz sentido. Nossa união fortaleceria os laços entre nossas famílias. Seu pai sabe disso. E, além disso… — Ele se aproximou mais, baixando a voz. — Você não tem outra opção, tem?

Amanda sentiu o sangue ferver. Ela sabia que ele estava certo em partes. Seu pai estava tentando prendê-la nesse compromisso, e se ela não fizesse algo rápido, acabaria sem saída.

Foi nesse momento que seus olhos captaram um vulto familiar perto da entrada. Jungkook estava ali, sua postura firme, mas os olhos fixos nela. Ele não deveria estar no evento, mas de alguma forma conseguiu entrar como segurança extra.

Apenas vê-lo ali fez algo dentro dela se acalmar.

Respirando fundo, Amanda virou-se completamente para o filho do governador.
— Sabe… você tem razão. Eu realmente não tenho outra opção.

O homem sorriu satisfeito.
— Fico feliz que pense assim.

Amanda sorriu de volta.
— Mas isso não significa que vou aceitar algo contra a minha vontade.

E então, antes que ele pudesse responder, ela pegou a taça de chá e virou o líquido direto no colo dele.

O silêncio no salão foi imediato. Todos olharam chocados para a cena. O filho do governador arregalou os olhos, incapaz de reagir de imediato.

— O que…?

Amanda apenas sorriu.
— Ops. Parece que perdi o controle da situação. Mas acho que agora você entende que não pode me controlar também.

Ele ficou vermelho de raiva, mas antes que pudesse se exaltar, Jungkook já estava ao lado dela. Ele não disse nada, apenas se posicionou de maneira protetora, o que fez o homem hesitar.

O presidente, que até então estava conversando com outros convidados, percebeu a confusão e se aproximou com o rosto fechado.
— O que está acontecendo aqui?

Amanda olhou para o pai e, sem perder a compostura, respondeu calmamente:
— Apenas um acidente, pai.

O presidente estreitou os olhos, analisando a situação. Ele percebeu que a filha havia feito aquilo de propósito, mas ali, diante de tantos convidados, não poderia repreendê-la diretamente.

Jungkook, ao lado dela, manteve-se atento. Ele sabia que isso não terminaria ali.

O pai de Amanda respirou fundo e olhou para o filho do governador.
— Vamos providenciar algo para você trocar de roupa.

O homem se afastou furioso, enquanto Amanda cruzava os braços, satisfeita.

Seu pai se aproximou dela e sussurrou:
— Você vai se arrepender disso.

Amanda sustentou o olhar dele, firme.
— Eu nunca me arrependo de ser livre.

Jungkook conteve um sorriso. Ele sabia que a guerra entre ela e o pai só estava começando. E ele estaria ali para protegê-la.

4 Comentários

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  1. Iasmine
    Jun 7, '26 at 10:06 pm

    Após o café da manhã tenso, Amanda se retirou da mesa com a cabeça erguida, mantendo sua postura firme. Jungkook seguiu seus passos de maneira discreta, mas atento a cada detalhe. Assim que entraram em um corredor mais afastado, ela parou abruptamente e virou-se para ele.

    Que cafe gente? O que eu perdi?

  2. Iasmine
    Jun 7, '26 at 10:07 pm

    — Você ouviu tudo, não ouviu? — A voz dela era baixa, mas carregada de frustração.

    Ouviu o que ? O que rolou?

  3. Iasmine
    Jun 7, '26 at 10:08 pm

    Ela esboçou um sorriso educado, mas frio. — O prazer é todo seu.

    Meia palavra ja basta pra entender

  4. Iasmine
    Jun 7, '26 at 10:08 pm

    Amanda sustentou o olhar dele, firme. — Eu nunca me arrependo de ser livre.

    Pelo que entendi agora travaram uma batalha

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