Capítulo 13 – O Peso de Amar Você
por FanfiqueiraAssim que a reunião se desfez, Amanda saiu do salão, mantendo a cabeça erguida. A tensão entre ela e o pai estava evidente, mas ela não demonstrou qualquer hesitação. Sabia que o presidente não deixaria essa afronta passar despercebida, mas não se importava.
Jungkook a seguiu de perto, mantendo uma distância respeitável. Ele estava preparado para intervir caso fosse necessário, mas, acima de tudo, queria garantir que ela estivesse bem.
Ao chegarem ao corredor mais afastado, Amanda parou de repente, respirando fundo.
— Você viu a cara dele? — ela murmurou, tentando segurar o riso.
Jungkook cruzou os braços, analisando-a.
— Você acabou de desafiar diretamente seu pai e um dos homens mais influentes do país.
Ela deu de ombros.
— E daí? Eu nunca gostei desse cara.
Ele suspirou, balançando a cabeça.
— Isso vai ter consequências, Amanda. Seu pai não vai simplesmente deixar isso passar.
Ela virou-se para encará-lo, o olhar carregado de determinação.
— Eu sei. Mas eu já estou acostumada a lidar com as consequências das minhas escolhas.
Jungkook não respondeu de imediato. Ele sabia que Amanda era forte, mas também sabia que o presidente poderia usar seu poder para pressioná-la de formas que ela ainda não imaginava.
— Vamos sair daqui antes que alguém resolva vir atrás de você. — ele sugeriu, mantendo um tom profissional.
Amanda arqueou uma sobrancelha.
— Está me dando ordens agora, Jungkook?
Ele se aproximou um pouco mais, abaixando o tom de voz.
— Estou te protegendo. Você precisa confiar em mim.
Ela segurou o olhar dele por um momento antes de suspirar e assentir.
— Tudo bem. Mas não pense que vou me esconder do meu pai.
— Eu não espero que você se esconda. Mas pelo menos seja inteligente sobre isso.
Ela abriu um pequeno sorriso.
— É por isso que eu tenho você, não é?
Jungkook não respondeu, apenas inclinou levemente a cabeça, indicando para que ela seguisse em frente.
O jogo entre ela e o pai estava apenas começando, e Jungkook sabia que, de agora em diante, sua missão não seria apenas protegê-la de ameaças externas, mas também dos inimigos dentro da própria casa.
Ela foi para o quarto… respirando fundo, sentou na cama…
E observou Jungkook entrar e fechar a porta atrás de si.
— Isso não vai acabar tão cedo, né?
Jungkook ficou em pé perto da porta, observando-a por um momento. Ele sabia que ela estava lidando com muita coisa, mas ao mesmo tempo, o brilho nos olhos dela mostrava uma força que ele admirava, embora soubesse que isso a colocaria em situações perigosas.
— Não, não vai. — Ele respondeu calmamente, aproximando-se da cama, mas mantendo uma distância respeitável. — Seu pai não vai simplesmente deixar isso passar, e o filho do governador… também não. Eles vão fazer pressão de várias formas.
Ele se sentou na cadeira próxima, olhando para ela com um olhar sério.
— Mas você tem que entender, Amanda, eu estou aqui para garantir sua segurança. Eu não vou deixar você sozinha nesse jogo.
Ela não olhou diretamente para ele, e essa presença fazia uma diferença significativa, mesmo que ela estivesse tão determinada a seguir seu próprio caminho.
A tensão era palpável, mas o silêncio entre os dois carregava um entendimento implícito, uma ligação que não precisavam expressar em palavras. Jungkook sabia que seu trabalho seria mais complicado a partir de agora. E para ela, o jogo que começava ali, com todas as intrigas políticas e familiares, era só mais uma batalha a ser enfrentada.
Ele observou ela respirar fundo mais uma vez, e então, sem mais palavras, apenas levantou-se e se aproximou para garantir que tudo estivesse seguro e monitorado.
Amanda sabia que nada seria simples, e, apesar da presença dele, ela estava preparada para lutar a todo custo. Ela não deixaria que ninguém a controlasse.
Minutos depois, Amanda recebeu uma mensagem ameaçando revelar o relacionamento dela com ele.
Amanda sentiu um calafrio percorrer sua espinha ao ler a mensagem. Seu coração disparou, e por um momento, suas mãos tremeram ao segurar o telefone.
A ameaça era clara: se não se afastasse de Jungkook, o relacionamento deles seria exposto, e ele sofreria as consequências.
Ela engoliu em seco, olhando ao redor, como se tentasse encontrar alguma pista de quem poderia ter enviado aquilo. O ar ficou pesado, e uma sensação de desespero começou a crescer dentro dela.
Jungkook, que estava observando-a de perto, percebeu a mudança sutil em sua expressão. Ele se aproximou, seu olhar atento.
— O que foi?
Ela apertou os lábios, escondendo o celular rapidamente.
— Nada.
Ele estreitou os olhos, cruzando os braços.
— Amanda, não minta para mim. Você ficou pálida de repente. O que aconteceu?
Ela tentou disfarçar, mas sentia que ele poderia enxergar através dela. Seu instinto era protegê-lo, mas ao mesmo tempo, esconder algo de Jungkook era quase impossível.
— Eu só estou cansada. — Ela murmurou, desviando o olhar.
Jungkook não comprou essa desculpa nem por um segundo. Ele se aproximou mais, seu olhar analisando cada detalhe do rosto dela.
— Se tem algo acontecendo, você precisa me contar.
O conflito dentro dela era evidente. Ela queria dizer, queria que ele soubesse… mas a ameaça ecoava em sua mente.
“Se Jungkook soubesse, o que poderia acontecer com ele?”
Mesmo com medo dos riscos… Amanda decidiu contar para ele… Mas não disse em voz alta, ela digitou no telefone com medo de alguém estar ouvindo…
Ela fez isso enquanto dizia:
— Não é nada, Jungkook… Não se preocupa. Acho que comi algo que me fez mal.
Jungkook franziu a testa ao ver Amanda digitar no telefone enquanto dizia que não era nada. Ele conhecia bem o jeito dela e sabia que algo estava errado.
Ela virou a tela para ele, e ele leu rapidamente a mensagem:
“Recebi uma ameaça. Disseram que se eu não me afastar de você, vão expor nosso relacionamento e você sofrerá as consequências. E também avisaram que eu não posso te contar.”
Seu maxilar travou instantaneamente. Os olhos escureceram com a mistura de raiva e preocupação. Ele pegou o telefone das mãos dela e leu de novo, como se quisesse ter certeza de que não estava entendendo errado.
Amanda observou a reação dele. O corpo de Jungkook ficou tenso, a respiração pesada. Ele passou a língua pelos lábios, um hábito inconsciente quando estava tentando controlar suas emoções.
Sem levantar a voz, mas com um tom firme e carregado de autoridade, ele murmurou:
— Quem enviou isso?
Ela balançou a cabeça.
— Não sei. O número é desconhecido.
Ele respirou fundo, tentando manter a calma. Seu instinto gritava para agir imediatamente, encontrar o responsável e acabar com a ameaça antes que se tornasse real. Mas ele sabia que precisava ser estratégico.
Jungkook aproximou-se, abaixando o tom de voz ainda mais, quase um sussurro:
— Você fez certo em me contar. Agora me escuta com atenção… Você não vai se afastar de mim.
Ela arregalou os olhos, surpresa com a certeza na voz dele.
— Mas…
Ele segurou o queixo dela suavemente, forçando-a a olhar diretamente para ele.
— Eu disse que estou aqui para te proteger. E eu nunca vou permitir que alguém te ameace ou use isso contra nós.
Ela sentiu o coração acelerar. Havia algo no jeito que ele falava, no olhar intenso, que a fazia sentir-se segura, mesmo em meio ao medo.
— Vamos descobrir quem está por trás disso. Mas a partir de agora, Amanda, você não toma nenhuma atitude sozinha. Eu estou nisso com você.
Ela respirou fundo e assentiu.
Jungkook olhou rapidamente ao redor, então digitou algo no próprio telefone e enviou para um contato que ela não conseguiu ver.
Ele a encarou mais uma vez, agora com um olhar que dizia que, a partir daquele momento, qualquer um que tivesse a audácia de ameaçá-los teria que lidar com ele.
Ela viu o quanto ele estava tenso e o beijou.
— Eu… — Ela respirou fundo. — Eu te amo.
Jungkook ficou imóvel por um instante. O beijo dela havia pegado-o de surpresa, mas o que realmente o fez prender a respiração foram as palavras que vieram logo depois.
“Eu te amo.”
Ele sentiu o peito apertar, os batimentos acelerados. Amanda nunca havia dito aquilo antes. Pelo menos, não dessa forma.
Os olhos dela estavam fixos nos dele, inseguros, mas cheios de sentimento. Jungkook engoliu em seco, ainda sentindo o gosto do beijo dela nos lábios.
Ele levantou uma das mãos, segurando delicadamente o rosto dela, o polegar acariciando sua pele.
— Diz de novo. — Ele murmurou, os olhos escuros analisando cada detalhe da expressão dela.
Ela respirou fundo, sentindo o coração martelar no peito.
— Eu te amo, Jungkook.
Ele fechou os olhos por um segundo, absorvendo aquelas palavras. Quando voltou a encará-la, havia algo diferente nele — um brilho intenso misturado com uma emoção que ele raramente deixava transparecer.
Então, sem hesitar, ele a puxou para mais perto, colando os lábios nos dela em um beijo profundo e intenso. Foi um beijo carregado de sentimentos, sem pressa, sem medo.
Quando finalmente se afastou, Jungkook manteve a testa encostada na dela, os olhos fechados enquanto sussurrava contra seus lábios:
— Eu também te amo.
— Você pode passar essa noite aqui comigo, não pode? — Ela perguntou baixinho. — Não precisamos fazer nada… Só quero estar em seus braços.
Jungkook observou Amanda por um momento, seus olhos ainda suaves depois da confissão que acabaram de compartilhar. Ele sabia que ela estava assustada, e, mais do que tudo, queria protegê-la.
Ele suspirou baixinho, levando a mão até o rosto dela e deslizando os dedos pela pele macia.
— É claro que eu posso. — Sua voz saiu baixa, mas cheia de certeza.
O alívio no rosto dela foi instantâneo. Amanda segurou a mão dele e puxou-o levemente para a cama.
— Eu só… — Ela hesitou por um instante, abaixando o olhar. — Só quero você aqui. Perto de mim.
Jungkook não precisou de mais explicações. Ele sabia que, depois da ameaça, da tensão do dia, ela só queria sentir que ele estava ao seu lado.
Sem dizer nada, ele sentou-se na cama e a puxou para perto, deixando que ela se encaixasse contra o peito dele. Amanda se aconchegou ali, sentindo o calor e a segurança que só ele conseguia proporcionar.
Jungkook passou um braço ao redor dela, sua mão acariciando lentamente suas costas.
— Eu não vou a lugar nenhum. — Ele murmurou contra os cabelos dela. — Eu prometo.
Amanda fechou os olhos, sentindo o coração finalmente desacelerar. Ali, nos braços dele, nada mais parecia importar.
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