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Os dias passaram, e a tensão só aumentava. Jungkook reforçou a segurança ao redor do palácio presidencial, restringindo ainda mais a liberdade de Amanda. Ela não gostava disso, mas sabia que não adiantava reclamar — ele era inflexível.

Naquela noite, enquanto Jungkook analisava mais informações sobre os homens do armazém, recebeu uma mensagem codificada de um contato confiável:

“Movimentação suspeita registrada. O alvo pode ser alguém próximo.”

Ele franziu o cenho. Alguém próximo?

Jungkook sabia que Amanda precisava saber, mas também sabia que isso a colocaria ainda mais em pânico. No entanto, esconder informações dela nunca foi uma opção.

Amanda estava em seu quarto quando Jungkook entrou. Ela já havia se acostumado com a falta de cerimônia dele.

— Precisamos conversar — ele disse.

Ela suspirou, fechando o livro que estava lendo.

— Mais restrições?

— Não. Algo pior.

Ela o olhou com atenção.

— O que houve?

Jungkook se aproximou e sentou-se na poltrona à sua frente.

— O grupo que está te vigiando… pode ter alguém infiltrado dentro do palácio.

Amanda arregalou os olhos.

— O quê?

— Alguém está passando informações sobre seus horários e movimentações. É assim que eles sempre sabem onde você está.

Ela sentiu um frio na espinha.
“Isso não pode estar acontecendo…”

— Você tem ideia de quem pode ser?

— Ainda não. Mas já restringi o acesso às suas informações. Só algumas pessoas sabem de seus horários agora.

Ela engoliu seco.

— Isso significa que não posso confiar em ninguém?

— Significa que precisa confiar em mim.

Amanda sentiu o impacto daquelas palavras. Jungkook era a única pessoa que, naquele momento, estava 100% ao seu lado.

Ela respirou fundo.

— Certo. O que eu preciso fazer?

Ele se inclinou para frente, os olhos fixos nos dela.

— Não saia do meu campo de visão. Nunca.

Amanda sentiu um arrepio. Pela primeira vez, percebeu que o perigo era real.

“E que Jungkook era a única coisa entre mim e um destino incerto.”

Na noite seguinte, Jungkook recebeu uma informação de que os homens suspeitos estariam reunidos novamente. Dessa vez, ele decidiu agir de forma diferente.

Ele chamou Amanda até seu quarto, onde um mapa estava aberto sobre a mesa.

— Vamos pegar eles.

Ela piscou, surpresa.

— O quê? Como assim “vamos”?

— Você vai ser a isca.

Amanda soltou uma risada sem humor.

— Isso só pode ser uma piada.

— Não é. Você quer acabar com isso? É a única maneira.

Ela mordeu o lábio, incerta.

— E se der errado?

Jungkook segurou seu olhar.

— Eu não vou deixar isso acontecer.

Amanda hesitou por um momento, mas então assentiu.

— Tudo bem. Me diga o que fazer.

Ele traçou o plano rapidamente. Amanda faria um pequeno desvio em sua rotina, algo que parecesse casual, mas que atraísse os inimigos. Jungkook e sua equipe estariam de prontidão.

A armadilha estava montada.

E, naquela noite, tudo mudaria.

A noite estava fria e silenciosa. Amanda seguiu o roteiro planejado, saindo discretamente pela lateral do palácio e caminhando em direção ao jardim, onde um carro a esperava para uma suposta saída discreta. Era um cenário perfeito para um ataque.

Jungkook, posicionado nas sombras junto com sua equipe, observava cada movimento. Ele sentia o corpo tenso, pronto para agir. “Não gosto da ideia de usá-la como isca, mas é a melhor chance de atrair os inimigos para um terreno controlado.”

Assim que Amanda se aproximou do carro, um homem de capuz surgiu da escuridão.

— Senhorita, entre rápido. É perigoso ficar aqui fora.

A voz dele era estranha, diferente dos motoristas habituais.

Amanda hesitou, olhando ao redor de forma discreta.

— Quem te enviou?

O homem não respondeu. Apenas estendeu a mão para abrir a porta do carro.

Foi o suficiente para Jungkook agir.

Em um movimento ágil, ele avançou, desferindo um chute certeiro na lateral do joelho do homem, que caiu de imediato. O sujeito tentou reagir, puxando uma arma, mas Jungkook foi mais rápido — imobilizou seu braço, torcendo-o até ouvir um estalo seco.

O grito de dor do homem ecoou pelo jardim.

— Fique abaixada! — Jungkook ordenou a Amanda, sacando sua própria arma e varrendo a área com os olhos.

Outro homem surgiu de trás de uma árvore, apontando uma pistola para ele.

Mas antes que pudesse atirar, um disparo certeiro vindo da equipe de Jungkook o atingiu no ombro, derrubando-o.

— Limpo! — um dos seguranças anunciou.

Jungkook puxou Amanda para trás dele, protegendo-a com o próprio corpo.

— Você está bem? — perguntou, sem tirar os olhos dos arredores.

Ela assentiu rapidamente, ainda tentando processar tudo.

— Quem são eles?

Jungkook se abaixou ao lado do homem ferido, puxando-o pela gola.

— Quem te enviou?

O homem cuspiu no chão, rindo de forma debochada.

— Você já sabe a resposta.

Jungkook franziu o cenho.

Amanda se aproximou.

— O que ele quer dizer com isso?

Jungkook não respondeu de imediato. “Eu já suspeitava… mas agora tenho quase certeza.”

Havia um traidor no palácio.

E esse jogo estava longe de acabar.

De volta ao palácio, Jungkook não perdeu tempo. Ele acessou as gravações das câmeras e cruzou os horários de entrada e saída dos funcionários com os momentos em que Amanda havia sido seguida.

Então, encontrou o que procurava.

Um dos assistentes diretos do presidente havia feito várias ligações para um número desconhecido minutos antes dos ataques.

Jungkook trincou o maxilar. “Agora eu tenho um nome.”

E agora, ele faria esse traidor falar.

Jungkook não perdeu tempo. Assim que identificou o suspeito, ordenou que ele fosse levado a uma sala isolada dentro do palácio. A sala era pequena, com paredes de concreto e apenas uma mesa e duas cadeiras no centro. Não havia câmeras ali — ele queria liberdade para agir.

O assistente, um homem de aparência discreta chamado Park Jihoon, estava sentado na cadeira, algemado, tentando manter a calma. Mas o suor escorrendo por sua testa o denunciava.

Jungkook entrou, fechando a porta atrás de si com um clique pesado. Cruzou os braços e observou o homem por alguns segundos, sem dizer nada.

O silêncio foi mais intimidador do que qualquer palavra.

— O que… o que está acontecendo? — Jihoon tentou fingir inocência. — Por que estou algemado?

Jungkook puxou uma cadeira e se sentou à frente dele, apoiando os antebraços sobre a mesa.

— Você sabe exatamente o porquê.

Jihoon riu nervoso.

— Eu não faço ideia do que está falando!

Jungkook lançou o celular sobre a mesa, mostrando a lista de chamadas feitas por Jihoon.

— Três ligações minutos antes da emboscada de ontem. Todas para um número descartável. Quer tentar de novo?

O rosto do homem ficou pálido.

— Eu… eu só estava…

Antes que terminasse a frase, Jungkook puxou a gola da camisa dele, aproximando seu rosto de forma ameaçadora.

— Me diz agora: quem está por trás disso?

— Eu não posso… eles vão me matar! — Jihoon balbuciou, o terror estampado em seu rosto.

Jungkook sorriu de canto.

— E quem disse que eu não vou?

O silêncio foi cortante. Jihoon percebeu naquele momento que Jungkook não estava brincando.

— T-Trabalhamos para um senador… ele quer… quer pressionar o presidente. Mostrar que pode tocar na filha dele quando quiser.

Os olhos de Jungkook ficaram sombrios.

— Nome.

Jihoon engoliu em seco.

— Kang Daeho.

Jungkook soltou Jihoon com um empurrão e saiu da sala, pegando o telefone para fazer uma ligação direta ao presidente.

Amanda estava sentada no sofá da sala presidencial quando Jungkook entrou. O presidente estava ao telefone, mas encerrou a ligação ao vê-lo.

— Conseguiu alguma coisa? — ele perguntou de imediato.

Jungkook assentiu.

— Kang Daeho. Ele é o mandante.

O presidente suspirou, passando a mão pelo rosto.

— Eu já desconfiava que ele fosse capaz de algo assim…

Amanda observava a conversa em silêncio, sentindo um frio na espinha. “Eles estavam dispostos a tudo para me atingir…”

— O que vai fazer agora? — ela perguntou.

O presidente olhou para Jungkook.

— Você me garante que pode protegê-la?

Jungkook manteve o olhar firme.

— Eu dou minha vida por ela.

O peito de Amanda apertou com aquelas palavras. “Ele está disposto a morrer por mim…”

O presidente assentiu, satisfeito.

— Então acabe com isso. Faça o que for necessário.

Jungkook fez uma reverência discreta.

— Sim, senhor.

Amanda se levantou, encarando Jungkook.

— O que isso significa?

Ele olhou para ela com seriedade.

— Significa que eu vou caçá-los antes que possam te tocar de novo.

Jungkook reuniu sua equipe e começou a planejar o contra-ataque. Agora, ele não estava apenas protegendo Amanda.

Ele estava indo à caça.

8 Comentários

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  1. Marcela
    Mar 26, '26 at 1:25 am

    [quote]— O grupo que está te vigiando… pode ter alguém infiltrado dentro do palácio.

    Por isso sempre sabiam quando e onde ela tava :O

  2. Marcela
    Mar 26, '26 at 1:27 am

    [quote]Amanda sentiu um arrepio. Pela primeira vez, percebeu que o perigo era real.

    Coitada, vai viver em panico total

  3. Marcela
    Mar 26, '26 at 1:30 am

    Jungkook, posicionado nas sombras junto com sua equipe, observava cada movimento. Ele sentia o corpo tenso, pronto para agir. “Não gosto da ideia de usá-la como isca, mas é a melhor chance de atrair os inimigos para um terreno controlado.”

    Ele sabia que iam atrás dela, de certeza.

  4. Marcela
    Mar 26, '26 at 1:32 am

    [quote]— Eu dou minha vida por ela.

    Rpz, isso tá parecendo amor ao trabalho n kkkkkkkkkkkkk
    Pra dá a vida por ela? iiiiii

  5. Iasmine
    Mar 29, '26 at 10:26 pm

    — Não saia do meu campo de visão. Nunca.

    Eu tbm não sairia eu ein.. correndo perigo desse jeito

  6. Iasmine
    Mar 29, '26 at 10:27 pm

    De volta ao palácio, Jungkook não perdeu tempo. Ele acessou as gravações das câmeras e cruzou os horários de entrada e saída dos funcionários com os momentos em que Amanda havia sido seguida.

    Ele com uma mente de titânio, não é a toa que o currículo impressiona

  7. Iasmine
    Mar 29, '26 at 10:28 pm

    Amanda observava a conversa em silêncio, sentindo um frio na espinha. “Eles estavam dispostos a tudo para me atingir…”

    É amore, e vc fazendo doce achando que era brincadeira

  8. Iasmine
    Mar 29, '26 at 10:29 pm

    — Significa que eu vou caçá-los antes que possam te tocar de novo.

    Vish agora ele vai ate o inferno se possível

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