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Os dias se passaram, mas a tensão entre Amanda e Jungkook só crescia. Era um jogo silencioso, onde cada olhar, cada proximidade casual, cada palavra dita com um duplo significado aumentava a eletricidade no ar.

Jungkook continuava firme em seu papel de guarda-costas, mas Amanda sabia que ele não era mais o mesmo. Ele estava mais rígido, mais atento, como se estivesse lutando contra algo que não conseguia controlar.

E ela sabia exatamente o que era.

Uma noite, Amanda foi convidada para um evento beneficente organizado por um grupo de empresários influentes. Ela precisaria comparecer, representar a imagem do governo e socializar.

Jungkook, como sempre, estava ao seu lado.

Ela vestia um longo vestido preto, elegante e sofisticado, mas com um corte ousado na lateral. Sabia que chamaria atenção. E, no fundo, queria testar até onde Jungkook conseguiria manter seu autocontrole.

Quando desceu as escadas do palácio, encontrou-o esperando na base da escadaria. Assim que seus olhos pousaram nela, Amanda viu algo mudar em sua expressão. Mas foi tão rápido que talvez qualquer outra pessoa não tivesse percebido.

— Pronta? — ele perguntou, sua voz firme, mas sem emoção.

Ela sorriu, parando diante dele.

— Você gostou do vestido?

Ele piscou uma vez, mantendo o rosto impassível.

— Não é da minha conta.

Amanda sorriu ainda mais, inclinando a cabeça.

— Mas mesmo assim, você olhou.

Ele manteve o olhar fixo nela por um segundo a mais do que deveria.

— Vamos, o carro está esperando.

O Evento
O salão estava lotado. Homens de terno, mulheres em vestidos caros, políticos conversando sobre acordos que nunca se concretizariam.

Amanda circulava pelo evento com naturalidade, sorrindo e cumprimentando as pessoas, mas sempre sentindo Jungkook perto o suficiente para agir caso algo acontecesse.

Em certo momento, um empresário mais velho, visivelmente interessado nela, se aproximou.

— Senhorita Amanda, você está deslumbrante esta noite. — Ele pegou sua mão, beijando-a levemente.

Ela manteve um sorriso educado.

— Obrigada, senhor Han.

— Espero que possamos conversar melhor em breve. Tenho alguns projetos que poderiam interessar ao seu pai.

Amanda sentiu Jungkook se aproximar levemente, como um aviso silencioso.

— Claro — ela respondeu, simpática, mas sem dar muita abertura.

Assim que o homem se afastou, ela sentiu Jungkook ao seu lado.

— Ele tocou em você.

Ela riu, olhando para ele.

— Foi um cumprimento, Jungkook.

Ele manteve o olhar fixo na multidão.

— Se ele tentar algo de novo, eu quebro os dedos dele.

Amanda arregalou os olhos, surpresa.

— Isso foi… um ciúme?

Ele virou o rosto para ela, sua expressão sombria.

— Foi um aviso.

“O coração dela acelerou.”

“Pela primeira vez, Jungkook estava mostrando abertamente que a linha entre o dever e o desejo estava se tornando cada vez mais difícil de manter.”

A volta para o palácio foi silenciosa. Amanda sentia a tensão no ar, sentia Jungkook mais rígido do que o normal ao seu lado no carro.

Ela queria provocá-lo mais. Queria entender até onde poderia levá-lo.

“Mas, acima de tudo, queria saber até quando ele resistiria.”

Quando chegaram, ele a acompanhou até seu quarto como sempre fazia. Mas dessa vez, antes que ele pudesse se afastar, Amanda bloqueou seu caminho, parando na porta.

— Você não pode fugir todas as vezes, Jungkook.

Ele prendeu a respiração, seus olhos escuros cravados nos dela.

— Não estou fugindo.

Ela inclinou a cabeça, cruzando os braços.

— Então por que parece que você está sempre a um passo de distância?

Ele apertou a mandíbula.

— Porque é o certo a se fazer.

Amanda deu um passo à frente, diminuindo ainda mais a distância entre eles. Ela sentiu a tensão em seu corpo, a respiração ligeiramente alterada.

— Você realmente acredita nisso?

Jungkook fechou os olhos por um instante, como se estivesse travando uma batalha interna.

Então, com um movimento rápido, ele a prendeu contra a porta.

Amanda prendeu a respiração.

Os olhos dele estavam intensos, queimando em algo que ele tentou esconder por tanto tempo.

— Você acha que eu não quero? — A voz dele saiu baixa, rouca, carregada de frustração.

Amanda sentiu um arrepio percorrer sua espinha.

— Então por que não faz nada?

Jungkook deslizou os dedos pela lateral da porta, como se precisasse segurar algo para se manter no controle.

— Porque eu não posso.

Ela sustentou seu olhar, desafiadora.

— Quem disse que não pode?

Ele soltou um suspiro pesado, encostando a testa na dela por um breve momento.

— O seu pai. O meu contrato. O código de conduta.

Amanda sorriu de leve.

— O que acontece se quebrar as regras?

Jungkook ficou imóvel por um segundo.

Então, ele recuou ligeiramente, voltando a erguer as barreiras que quase deixou cair.

— Você deveria dormir.

Amanda mordeu o lábio, frustrada.

“Ele ia continuar resistindo. Mas agora, eu tenho certeza absoluta de que, no fundo, ele quer cruzar essa linha tanto quanto eu.”

“E isso só me deixa ainda mais determinada.”

Naquela noite, Amanda não conseguiu dormir. As palavras de Jungkook ecoavam em sua mente.

“Você acha que eu não quero?”

Ele queria. Ela sabia disso. Sentia isso.

E, no entanto, ele ainda resistia.

Na manhã seguinte, Amanda encontrou Jungkook no salão principal, onde ele já estava em seu posto, de pé, atento a qualquer possível ameaça — como sempre. Seu terno impecável, seu olhar sério, sua presença inabalável.

Ela respirou fundo e se aproximou.

— Bom dia, Jungkook.

Ele desviou os olhos de sua vigia para olhá-la rapidamente.

— Bom dia.

Amanda parou diante dele, cruzando os braços.

— Você pretende me evitar pelo resto da vida?

Ele manteve a expressão neutra.

— Eu não estou evitando você.

— Não? Então me olhe nos olhos e diga isso.

Jungkook hesitou.

Foi o suficiente para Amanda sorrir de canto.

— Achei que fosse um dos melhores seguranças do país. Mas parece que não consegue nem lidar comigo.

Os olhos dele brilharam com um lampejo de frustração, mas ele se conteve.

— Amanda…

Ela ergueu uma sobrancelha.

— O que foi? Vai me dar outra recomendação?

Ele apertou os lábios, desviando o olhar por um momento.

Então, respirou fundo, tentando recuperar o controle de si mesmo.

— Eu só estou fazendo o meu trabalho.

Amanda inclinou a cabeça, avaliando-o.

— E o que acontece quando o trabalho entra em conflito com o que você realmente quer?

Os olhos dele encontraram os dela de novo, e dessa vez havia algo diferente ali.

Ele estava cansado de lutar.

Mas antes que pudesse responder, um dos assessores do presidente apareceu no salão, interrompendo o momento.

— Amanda, seu pai quer falar com você.

Ela prendeu a respiração.

O presidente.

Amanda lançou um último olhar para Jungkook antes de se virar e seguir o assessor.

Mas, mesmo sem olhar para trás, ela sabia que ele continuava ali, observando.

E talvez, pela primeira vez, desejando que as circunstâncias fossem diferentes.

4 Comentários

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  1. Marcela
    May 1, '26 at 9:48 pm

    [quote]— Mas mesmo assim, você olhou.

    Claro que sim, óbvio klkk

  2. Marcela
    May 1, '26 at 9:49 pm

    [quote]— Vamos, o carro está esperando.

    Mude de assunto Nauuuuum kkkk

  3. Marcela
    May 1, '26 at 9:51 pm

    [quote]— Se ele tentar algo de novo, eu quebro os dedos dele.

    Bem delicado, graças a Deus

  4. Marcela
    May 1, '26 at 9:58 pm

    [quote]— Achei que fosse um dos melhores seguranças do país. Mas parece que não consegue nem lidar comigo.

    Essa gosta de provocar kkk

Nota

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