Capítulo 2 – Alerta Vermelho
por FanfiqueiraO caminho de volta para casa foi silencioso. Amanda ainda tentava processar o que havia acontecido, enquanto Jungkook estava alerta, observando cada movimento ao redor. Assim que entraram no carro blindado que os esperava, ele pegou o telefone do homem que havia confiscado e começou a analisá-lo.
— Você não vai falar nada? — ela perguntou, olhando para ele de lado.
— Sobre o quê?
— Sobre o que aconteceu. Quem era aquele cara? Quem está me vigiando?
Jungkook finalmente desviou os olhos do telefone para encará-la.
— Eu ainda não sei. Mas vou descobrir.
Ela franziu o cenho.
— E se for algo sério?
— Então vamos agir antes que chegue a esse ponto.
Amanda suspirou e cruzou os braços.
— E se meu pai souber, ele vai me prender dentro de casa.
— Talvez seja o melhor.
Ela o olhou, incrédula.
— Você realmente acha que eu vou aceitar isso?
— Eu não me importo com o que você aceita ou não. Meu trabalho é te manter viva.
Ela bufou.
— Você é insuportável.
Jungkook apenas voltou a olhar para o telefone, ignorando seu comentário.
Assim que chegaram ao palácio presidencial, Jungkook ordenou que Amanda fosse para seu quarto enquanto ele se reunia com o presidente.
— O que aconteceu? — o presidente perguntou, ao vê-lo entrar no escritório.
Jungkook entregou o telefone que havia apreendido.
— Sua filha foi seguida hoje. Esse homem estava enviando mensagens sobre a movimentação dela.
O presidente pegou o aparelho e analisou rapidamente.
— Você conseguiu alguma informação?
— Ainda não. Mas esse não era um amador. Ele sabia o que estava fazendo.
O presidente soltou um longo suspiro e se levantou, caminhando até a janela.
— Eu sabia que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde…
— Preciso saber de tudo, senhor. Se há alguma ameaça específica contra sua filha, eu devo ser informado.
O presidente o encarou por alguns segundos, como se analisasse se poderia confiar nele. Então, finalmente falou:
— Recebi ameaças há algumas semanas. Não levei a sério porque achei que fossem apenas intimidações políticas comuns. Mas agora…
Jungkook assentiu, já esperava por isso.
— A segurança dela precisa ser reforçada.
— O que você sugere?
— Amanda deve evitar sair sem escolta, os lugares que frequenta precisam ser analisados com antecedência e quero acesso aos registros das ameaças que o senhor recebeu.
O presidente ficou em silêncio por alguns segundos antes de assentir.
— Está no comando da segurança dela, Jungkook. Faça o que for necessário.
Mais tarde naquela noite, Amanda estava em seu quarto quando Jungkook bateu na porta e entrou sem esperar resposta.
— Ei! Você não pode simplesmente entrar assim! — ela protestou.
— Podemos parar com essa bobagem? — ele disse, impaciente. — Sua vida está em risco e você ainda age como se eu fosse seu inimigo.
Ela bufou.
— Eu não sou um bebê, Jeon. Eu sei me cuidar.
Ele cruzou os braços.
— Você sabe lutar contra homens armados? Sabe detectar ameaças? Sabe reagir a uma emboscada?
Ela ficou em silêncio, mordendo o lábio inferior.
— Pensei que não — Jungkook continuou. — Então me escute. Isso não é um jogo.
Ela respirou fundo e desviou o olhar.
— Eu só quero viver normalmente.
Ele a observou por um momento, sua expressão finalmente suavizando um pouco.
— Eu entendo. Mas, por enquanto, normal não é uma opção para você.
Ela o olhou nos olhos, percebendo que, por trás daquela frieza toda, havia um homem que realmente levava sua proteção a sério.
— Tá bom. Eu vou cooperar… um pouco.
Ele soltou um pequeno suspiro, sem sorrir, mas parecia aliviado.
— Isso já é um começo.
“Talvez ele não seja tão insuportável assim…” pensou Amanda, pela primeira vez enxergando Jungkook com outros olhos.
Nos dias seguintes, Amanda sentiu o peso da nova realidade. Suas saídas espontâneas foram cortadas, suas redes sociais monitoradas e sua rotina completamente controlada. Onde quer que fosse, Jungkook estava lá — sempre atento, sempre vigilante, sempre irritantemente calmo.
Ela tentou escapar dele algumas vezes, mas ele sempre a encontrava.
— Você precisa parar com isso — Jungkook disse, cruzando os braços ao encontrá-la tentando sair escondida pela garagem.
— Eu só queria andar um pouco sozinha!
— Você pode andar. Mas não sozinha.
— Você é um pesadelo.
Ele arqueou uma sobrancelha.
— Prefere um pesadelo ou um sequestrador?
Ela revirou os olhos, mas desistiu da fuga.
Ainda assim, Amanda não conseguia negar que, apesar de tudo, a presença dele fazia com que se sentisse… segura.
Jungkook não era um homem de suposições. Ele queria fatos. Então, naquela noite, decidiu agir por conta própria.
Ele pegou o telefone que havia apreendido e rastreou os contatos recentes, conseguindo localizar um ponto de encontro em um armazém abandonado. Era arriscado ir sozinho, mas ele não gostava de esperar.
Vestindo roupas escuras, ele foi até o local e observou à distância. Um grupo de três homens estava reunido, falando baixo. Jungkook ativou o modo de gravação do celular e se aproximou silenciosamente.
— O chefe disse que temos que esperar — um dos homens disse. — Ainda não sabemos o horário que ela sai de casa.
— Mas aquele segurança novo tá no caminho. Vai ser difícil pegá-la.
— Não se preocupe — o terceiro respondeu. — Ele vai ser um problema por pouco tempo.
“Eles têm planos pra mim também.” Jungkook franziu o cenho.
Decidindo que já tinha informações suficientes, ele se afastou sem ser notado. Agora, sabia que Amanda estava sendo vigiada de perto — e que ele também era um alvo.
“É hora de jogar ofensivamente.”
Na manhã seguinte, Amanda percebeu que Jungkook estava mais tenso do que o normal. Ele parecia mais atento, os olhos varrendo o ambiente a cada segundo.
— O que foi? — ela perguntou, enquanto tomava café.
— Sua vida ainda está em perigo.
Ela o olhou, entediada.
— Isso não é novidade.
Ele colocou o telefone sobre a mesa.
— Eu consegui informações ontem à noite.
Ela franziu o cenho.
— Você o quê?
— Fui atrás de respostas.
Ela piscou, surpresa.
— Você se arriscou sozinho?
— Sim.
— Você é louco?
Ele a encarou, sério.
— Eu sou seu guarda-costas. E você é meu trabalho.
“Só meu trabalho…” Amanda sentiu um incômodo com aquelas palavras. Ele falava como se fosse apenas uma missão.
— Então eu sou só isso para você? Um trabalho?
Jungkook hesitou por um momento, mas logo sua expressão voltou a ser indiferente.
— Sim.
Ela sentiu algo estranho no peito. Mas disfarçou com um sorriso irônico.
— Ótimo. Assim não preciso me sentir culpada quando conseguir me livrar de você.
Jungkook não respondeu. Mas, naquele momento, ele percebeu que, apesar de tudo, algo dentro dele começava a mudar.
“E isso era perigoso.”
[quote]— Eu não me importo com o que você aceita ou não. Meu trabalho é te manter viva.
O negócio com ele não tem MT conversa. É isso e pronto
[quote]— Recebi ameaças há algumas semanas. Não levei a sério porque achei que fossem apenas intimidações políticas comuns. Mas agora…
Aaah, por isso ele foi atrás de um guarda costa pra ela.
[quote]— Amanda deve evitar sair sem escolta, os lugares que frequenta precisam ser analisados com antecedência e quero acesso aos registros das ameaças que o senhor recebeu.
Agora que ele vai ficar de olho msm
[quote]Jungkook não respondeu. Mas, naquele momento, ele percebeu que, apesar de tudo, algo dentro dele começava a mudar.
Se ele começar a gostar dela, lascou.
Vai dá um rolo da peste
Ou seja ele ja sabia que tinha algo rolando
Tinham ne pq o gato ja descobriu tudo
Vish agora o bicho pega.. impiedoso Jeon
Gente??? O que rolou entre eles que perdi? Kkkkk