Capítulo 4 – Ele Caiu… Mas Eu Estou Caindo Também
por FanfiqueiraJungkook não perdeu tempo. Ele traçou um plano estratégico para atingir Kang Daeho onde mais doía: sua rede de influência. Não bastava apenas expô-lo — ele queria garantir que o senador nunca mais tivesse poder para ameaçar Amanda ou qualquer outra pessoa.
Usando sua equipe de inteligência, ele rastreou todas as operações ilegais de Daeho. Empresas de fachada, lavagem de dinheiro, acordos ilícitos com criminosos. Ele tinha tudo.
Mas apenas informações não bastavam. Ele precisava que Daeho caísse de maneira definitiva.
Naquela noite, Jungkook saiu sozinho. Ele já sabia onde encontrar Kang Daeho. O senador estava em um clube exclusivo no centro de Seul, rodeado por empresários corruptos e seguranças particulares.
Jungkook entrou sem chamar atenção, vestindo um terno escuro que o fazia parecer apenas mais um convidado. Mas seus olhos estavam afiados, analisando cada detalhe.
Daeho estava sentado em um camarote privado, bebendo uísque como se nada pudesse atingi-lo.
Jungkook caminhou até ele, parando à sua frente.
— Quem diabos é você? — Daeho perguntou, franzindo o cenho.
Jungkook pegou o celular e colocou sobre a mesa. Um vídeo começou a tocar — imagens de reuniões secretas, transferências bancárias ilegais, tudo ligado a Daeho.
O senador empalideceu.
— O que é isso?
— Sua ruína — Jungkook respondeu friamente. — Você mexeu com a pessoa errada.
Daeho tentou disfarçar a tensão.
— Você não tem provas concretas.
Jungkook sorriu de canto e puxou outro celular do bolso.
— Tem razão. Mas agora tenho um dossiê completo prestes a ser entregue à mídia e às autoridades.
O senador tentou pegar o celular, mas Jungkook puxou de volta.
— Eu te ofereço uma saída — ele disse, baixando a voz. — Confesse. Renuncie. Desapareça.
Daeho bufou, nervoso.
— Ou o quê?
Jungkook se inclinou, seu olhar escuro como a noite.
— Ou eu acabo com você de um jeito que nem sua sombra vai se lembrar de quem você foi.
O senador engoliu seco.
E, no dia seguinte, o país inteiro assistiu ao escândalo de corrupção que derrubou Kang Daeho.
Amanda estava na sacada do palácio quando Jungkook se aproximou.
— Ele caiu — ele anunciou.
Ela virou-se para ele, surpresa.
— Você conseguiu?
Jungkook assentiu.
— Ele não vai mais te ameaçar.
Ela o observou por um momento, então deu um passo à frente, hesitante.
— Obrigada.
Jungkook desviou o olhar por um instante, como se não soubesse como reagir à gratidão dela.
— É meu trabalho — murmurou.
Amanda sorriu de leve.
— Mesmo assim… obrigada.
Ele a olhou nos olhos.
— Você está segura agora.
Ela não sabia explicar por quê, mas sentiu que, enquanto Jungkook estivesse ao seu lado, isso seria verdade.
Os dias seguintes foram relativamente calmos. Com Kang Daeho fora do jogo, a segurança ao redor de Amanda foi reforçada, mas sem o clima de urgência que antes dominava o palácio.
Jungkook continuava sempre por perto, atento a qualquer ameaça. Seu comportamento não mudara — ele ainda era sério, metódico, quase impossível de ler. Mas algo na maneira como olhava para Amanda parecia… diferente.
Ela também sentia.
Certa noite, após um jantar formal no palácio, Amanda subiu para sua varanda para respirar um pouco de ar fresco. Olhando para o jardim iluminado, ela sentiu a presença dele antes mesmo de vê-lo.
— Você nunca relaxa, não é? — ela perguntou, sem se virar.
Jungkook estava encostado na porta de vidro, os braços cruzados.
— Relaxamento leva a erros — ele respondeu, como se fosse óbvio.
Amanda sorriu, virando-se para ele.
— Você já pode diminuir a guarda. Meu maior inimigo está fora de cena.
Ele a encarou por um momento antes de responder.
— Seu maior inimigo até agora.
Ela suspirou, se aproximando.
— Você sempre foi assim? Tão… paranoico?
Jungkook arqueou uma sobrancelha.
— Eu chamo de precaução.
— Eu chamo de falta de vida social.
Ele riu de leve, um som raro que fez Amanda arquear as sobrancelhas.
— Então, além de minha segurança pessoal, agora você é minha analista de vida social?
Ela sorriu de canto.
— Alguém tem que fazer esse trabalho.
O silêncio se instalou entre eles, mas não era desconfortável. Era carregado de algo não dito, uma tensão que ambos sentiam, mas nenhum admitia.
Jungkook desviou o olhar para o horizonte.
— Você deveria descansar.
Ela cruzou os braços.
— Só se você fizer o mesmo.
Ele a olhou de lado, e por um momento, algo brilhou em seus olhos.
— Isso não vai acontecer.
Ela sorriu.
— Então acho que ficaremos aqui por um bom tempo.
Jungkook não respondeu. Apenas ficou ali, ao lado dela, olhando a noite.
E, pela primeira vez, ele não sentiu necessidade de sair.
O tempo passou devagar naquela noite. Amanda e Jungkook ficaram lado a lado na varanda, sem precisar de palavras. A brisa fresca da noite balançava os cabelos dela, e Jungkook se pegou observando o movimento sem perceber.
Ele estava se permitindo relaxar.
Por alguns segundos.
Mas sua mente era treinada para não ceder a distrações. Ele respirou fundo e quebrou o silêncio:
— Você deveria entrar. A noite está ficando fria.
Amanda olhou para ele com um sorriso de canto.
— Você sempre me dando ordens.
Ele arqueou uma sobrancelha.
— Não são ordens. São recomendações.
— Bem, eu não sou muito boa em seguir recomendações.
Jungkook soltou um suspiro curto, sem saber se ria ou se frustrava.
— Isso eu já percebi.
Ela inclinou a cabeça, o estudando com curiosidade.
— Você nunca desvia do seu papel de guarda-costas?
Ele sustentou o olhar dela.
— Não.
— Nunca?
Houve uma pausa. O olhar de Jungkook se aprofundou, como se estivesse prestes a dizer algo que não deveria. Mas ele desviou o olhar para o jardim abaixo e se afastou um passo.
— Seu pai confiou a sua segurança a mim. Esse é meu foco.
Amanda sentiu um aperto no peito.
“Não sabia o que esperava ouvir, mas, de alguma forma, essa resposta fez algo dentro dela se retrair.”
Ela deu um passo à frente.
— E se eu precisar de você de outra forma?
Jungkook fechou os olhos por um segundo, como se tentasse se controlar.
Quando voltou a encará-la, sua expressão era intensa.
— Então eu estarei aqui. Mas não do jeito que você imagina.
Amanda sentiu um arrepio percorrer sua espinha.
— E se eu não quiser só um guarda-costas?
Ele ficou imóvel.
Então, algo em sua expressão mudou. Como se uma barreira invisível tivesse sido reforçada.
— Você deveria ir dormir.
A voz dele saiu mais baixa, quase um sussurro.
Amanda percebeu que não conseguiria quebrá-lo tão facilmente.
“Mas algo nela dizia que ele já estava quebrando por dentro.”
“E ela pretendia descobrir até onde poderia levá-lo.”
Os dias seguintes foram marcados por uma tensão silenciosa entre Amanda e Jungkook. Ele continuava impecável em seu papel de guarda-costas — sempre alerta, sempre no controle. Mas ela percebia os pequenos deslizes.
O olhar que durava um segundo a mais.
O músculo que tensionava em sua mandíbula quando ela se aproximava.
A maneira como sua respiração falhava, quase imperceptível, quando ela o desafiava.
Ela estava testando os limites dele.
E ele sabia disso.
Uma noite, o presidente organizou um jantar para diplomatas internacionais. Amanda, como filha dele, precisava comparecer. Jungkook, como sempre, estava a poucos passos de distância, vestindo um terno impecável e mantendo a postura rígida.
Ela usava um vestido longo, elegante, mas com um toque de ousadia. Quando passou por ele para entrar no salão, percebeu os olhos de Jungkook percorrendo seu corpo por um breve instante antes de ele desviar o olhar rapidamente.
Ela sorriu.
O jantar foi formal, cheio de discursos e cumprimentos forçados. Amanda fazia sua parte, conversando e sorrindo educadamente, mas de vez em quando seus olhos encontravam os de Jungkook, parado discretamente em um canto do salão.
Ele nunca desviava o olhar primeiro.
No final do evento, quando os convidados começaram a se despedir, Amanda saiu discretamente para respirar. Foi até um dos corredores menos movimentados do palácio, encostando-se na parede por um momento.
— Você deveria estar na vista do público.
A voz dele veio de trás, grave e baixa.
Ela sorriu sem abrir os olhos.
— Você sempre me encontra.
— É meu trabalho.
Ela se virou para encará-lo.
— Você já disse isso antes.
Jungkook não respondeu de imediato. O silêncio entre eles se estendeu, carregado de algo que nenhum dos dois nomeava.
Então, Amanda se aproximou um passo.
— Você nunca relaxa, não é?
Ele ficou imóvel, mas não recuou.
— Não posso me dar esse luxo.
Ela ergueu uma sobrancelha.
— Nem um pouco?
O olhar dele foi parar nos lábios dela por um segundo.
— Não.
Amanda sorriu de leve.
— Um dia eu vou fazer você quebrar essa regra.
Jungkook fechou os olhos por um instante, como se lutasse contra algo dentro dele.
Então, com um suspiro baixo, ele se afastou um passo.
— Se isso acontecer, estarei falhando com você.
Ela não esperava essa resposta.
Antes que pudesse dizer algo, ele já havia se virado, caminhando de volta para o salão.
E Amanda percebeu que, apesar da barreira que ele tentava manter, alguma coisa já estava ruindo dentro dele.
[quote]Usando sua equipe de inteligência, ele rastreou todas as operações ilegais de Daeho. Empresas de fachada, lavagem de dinheiro, acordos ilícitos com criminosos. Ele tinha tudo.
Eita que o querido é um gênio. Tá fiscalizando tudo
[quote]— Tem razão. Mas agora tenho um dossiê completo prestes a ser entregue à mídia e às autoridades.
O senador pegou em merda, na mão do Jungkook
[quote]Ela não sabia explicar por quê, mas sentiu que, enquanto Jungkook estivesse ao seu lado, isso seria verdade.
Ela sabe, que ele vai atrás de quem for por ela
[quote]— Um dia eu vou fazer você quebrar essa regra.
Dentro dele, já tá tudo quebrado kkkk
Mais uma vez ele mostrando que é pausudo e mandou medir hahaha
A tensão fortíssima, Letícia vc andou assistindo aquele filme o guarda costas foi?
Pior que naum kkkk
Ah vei ela sabe que ele quer tanto quanto ela hahah
A batalha espiritual fortíssima kkkkkk meu deus