Capítulo 20 – Até o Último Suspiro de Liberdade
por FanfiqueiraQuarto mês em fuga — vila rural em Jeolla-do
O vilarejo parecia parado no tempo. Casas baixas, plantações ao redor e moradores que valorizavam mais o silêncio do que a curiosidade. Era o esconderijo perfeito — ao menos por enquanto.
Jungkook havia conseguido documentos falsos. Agora ele era Min Joon, e Amanda usava o nome Ha-eun. Com identidades novas, conseguiram alugar uma pequena casa de madeira no meio de uma área montanhosa, onde ninguém questionava muito, desde que pagassem em dinheiro.
Amanda estava diferente. Os cabelos agora estavam mais claros, num tom quente de cobre, com ondas naturais que ela havia deixado crescer. Já Jungkook parecia mais maduro, os fios escuros caindo sobre os olhos.
Lá, eles viveram como casal de verdade. Colhiam vegetais, cozinhavam juntos, caminhavam descalços no chão de terra. Às vezes riam até chorar com filmes coreanos antigos em uma TV velha de tubo. À noite, deitados sob cobertores, trocavam histórias, segredos, juras silenciosas.
Mas o desejo entre eles… nunca desapareceu.
Era intenso. Físico. Emocional. Havia momentos em que Jungkook a puxava para perto no meio da madrugada, como se precisasse sentir que ela ainda estava ali. E Amanda, com os olhos ainda sonolentos, o abraçava e deixava os corpos se encontrarem — mesmo no escuro, mesmo no silêncio.
Em uma dessas noites, após um jantar simples e risadas cúmplices, ela se sentou no colo dele no sofá, apenas com a camisa dele no corpo.
— Você ainda me quer… mesmo com tudo isso? — ela perguntou, com os olhos cheios de emoção.
Jungkook respondeu com um beijo lento, profundo, enquanto as mãos seguravam seu rosto com delicadeza. A tensão se dissolvia em toques, em movimentos, no calor que se espalhava entre os corpos que já se conheciam tão bem.
Eles faziam sexo como quem se despede e reencontra ao mesmo tempo — urgente, mas com reverência. Os sussurros eram abafados, os gemidos contidos, mas a entrega era inteira. Depois, ela adormecia sobre o peito dele, e ele, mesmo exausto, ficava de olhos abertos até o sol ameaçar nascer, ouvindo o vento lá fora e vigiando a respiração tranquila dela.
Enquanto isso…
Na sede da inteligência nacional, os relatórios se acumulavam.
— A movimentação parou por algumas semanas. Nenhuma compra suspeita. Nenhum sinal eletrônico. Eles estão escondidos. Em alguma região rural.
— O presidente está ficando impaciente. Quer resultados. E, segundo o analista de perfil psicológico… ele suspeita que eles vão se casar.
— Casamento?
— Ele é intenso. Leal. E completamente apaixonado por ela. O pedido é questão de tempo. E se isso acontecer, é provável que tentem sair do país.
O general encarou a equipe:
— Montem unidades discretas em todas as fronteiras terrestres e portos. Se houver qualquer movimentação suspeita, eu quero saber primeiro.
Quinto mês em fuga — fuga no meio da madrugada
Eles estavam dormindo quando o alarme silencioso que Jungkook instalara no quintal vibrou levemente sob o travesseiro.
Ele se levantou em um segundo. Amanda acordou assustada ao ver o rosto dele completamente tenso, os olhos analisando pela fresta da janela.
— Rápido. Mochila. Agora. — ele sussurrou, já colocando o coldre da arma nas costas e a jaqueta escura.
Ela não discutiu. Em menos de dois minutos, estavam saindo pelos fundos da casa, atravessando a mata atrás da cerca, com lanternas fracas e passos silenciosos. Do outro lado da estrada de terra, uma van preta havia estacionado.
— Eles nos acharam… — Jungkook sussurrou.
Eles caminharam por quase três horas até se esconderem em um antigo galpão abandonado.
Cansados, suados, ofegantes, se sentaram sobre fardos de palha.
— Você tá bem? — ele perguntou, tocando o rosto dela.
— Tô … eu tô com você.
Sem dizer mais nada, Amanda se jogou sobre ele, o beijando com desespero. Aquilo não era apenas desejo. Era sobrevivência. Era o tipo de paixão de quem vive no limite, sem garantias de amanhã.
Ali mesmo, entre a palha, os beijos se tornaram carícias, os corpos se procuraram com pressa, e mais uma vez, se amaram como se fossem morrer naquela noite. Ele a segurava com firmeza, e ela se entregava com força, como quem tenta cravar a existência de um no outro.
Sexto mês — céu estrelado, montanhas de Gangwon-do
Eles estavam sentados sobre uma grande pedra em meio à floresta, observando o céu noturno. Estavam exaustos, mas finalmente seguros — por enquanto.
Amanda se encostou no ombro dele, brincando com os dedos.
— Eu queria que o tempo congelasse aqui.
Jungkook olhou para ela em silêncio, o rosto iluminado apenas pela luz da lua. Seu coração batia forte, mas não por medo.
— Amanda… — ele disse, puxando algo do bolso da jaqueta.
Ela virou o rosto, surpresa.
Na palma da mão dele, estava uma aliança simples, mas cuidadosamente escolhida.
— Eu não tenho muito agora. Nem segurança, nem conforto. Só tenho a mim. E esse amor. Mas… se você me aceitar assim, do jeito que a gente é, do jeito que a gente vive… — ele respirou fundo — quer casar comigo?
Os olhos dela se encheram de lágrimas, e o sorriso foi imediato.
— Sim… sim, meu amor. Eu quero. Não importa onde a gente esteja. Se eu estiver com você… já é o suficiente.
Ele colocou a aliança em seu dedo. Amanda se jogou nos braços dele, os dois rindo e chorando ao mesmo tempo. O beijo que veio depois foi diferente de todos os anteriores.
E naquela noite, mais uma vez, se transaram intensamente sob as estrelas.
Ainda em Gangwon-do — dias após o noivado
As manhãs ali eram frias, silenciosas, e de uma paz que Amanda aprendera a valorizar como ouro. Ela acordava antes de Jungkook, só para observá-lo dormir. O rosto dele, normalmente duro e atento, ficava sereno — quase inocente. Os fios escuros caíam sobre a testa e o peito nu subia e descia em ritmo calmo.
Ela se aproximava devagar, beijando o ombro dele, os dedos passeando pela pele quente enquanto murmurava um “bom dia” quase inaudível.
— Você tá me provocando de propósito — ele dizia ainda de olhos fechados, puxando-a para cima dele.
Ela sorria, encaixada em seu colo, os cabelos bagunçados e a respiração ofegante.
— Eu só quero aproveitar você… enquanto posso.
E o que vinha depois era sempre mais intenso. As mãos dele sabiam exatamente onde tocá-la, e o corpo dela respondia com fervor. Era como se cada momento entre eles fosse uma reafirmação de que estavam vivos, de que se pertenciam. Cada gemido contido, cada beijo ardente, cada suspiro entre os lençóis finos… era mais que prazer.
Enquanto isso, em Seul…
— Senhor presidente — o chefe de inteligência entrou apressado —, temos um rastro.
Ele se virou lentamente, o cenho franzido.
— Onde?
— Uma cabana nas montanhas de Gangwon-do. Imagens por drone captaram movimentação discreta. Cruzamos com dados de consumo de energia, e houve atividade recente. Muito discreta, mas suspeita.
— Envie uma equipe. Mas não entre em confronto. Ainda não sabemos se estão armados.
— E se forem eles?
— Quero Amanda de volta. Viva. E Jeon Jungkook… — ele hesitou —, fora do caminho. De forma silenciosa, se possível.
Casa na floresta — dois dias depois
Jungkook preparava o café da manhã enquanto Amanda escrevia no diário que mantinha desde o início da fuga. As páginas estavam cheias de desenhos, frases soltas, sonhos, lembranças… e planos.
— A gente vai conseguir sair do país — ela disse baixinho, olhando para ele.
— Sim. Só precisamos cruzar até Busan sem chamar atenção. Um velho contato meu vai conseguir um barco.
— E depois?
— Depois… você escolhe. Filipinas, Tailândia, Brasil. Onde quiser recomeçar.
Ela sorriu, emocionada.
— Eu só quero recomeçar com você.
Naquela tarde, eles caminharam por uma trilha entre as árvores. Riam, tiravam fotos com a câmera analógica que haviam comprado com um velho fotógrafo. Ela subia nas pedras, dançava entre as folhas, e Jungkook, sempre com uma mão próxima da cintura dela, a seguia com os olhos atentos.
— Você nunca para de me observar… — ela provocou.
— Nunca vou parar. Você é o meu ponto fraco e minha força ao mesmo tempo.
Amanda parou de andar, segurou o rosto dele com as duas mãos e o beijou. Um beijo longo, carregado de tudo que palavras não conseguiam dizer.
De volta à cabana, o desejo os tomou de novo. Ela se despiu lentamente diante dele, o olhar provocante, os lábios entreabertos. Ele a puxou para si com firmeza, os corpos colando, as respirações falhando.
A forma como ele a tocava era quase religiosa. Os dedos desenhavam caminhos em sua pele, a boca explorava cada curva com reverência. Ela o puxava pelos cabelos, os olhos cravados nos dele, pedindo mais, querendo tudo.
E ele dava.
Naquele quarto apertado, ela sussurrava o nome dele entre gemidos, ele mordia o ombro dela tentando conter o próprio clímax. Os dois gozavam juntos, suados, ofegantes, o mundo lá fora completamente esquecido.
Mas o mundo não esqueceu deles.
Base militar improvisada — nos arredores de Gangwon-do
— Avançar com cautela. — disse o líder da missão. — Confirmamos que há duas pessoas. E os rastros são consistentes com os dados da última fuga.
Eles caminhavam pelas sombras da mata, com rádios silenciosos e ordens precisas. O plano era agir antes do amanhecer.
Mas Jungkook… sempre soube. Ele ouviu os passos, sentiu o padrão de silêncio. Eram profissionais.
— Eles nos acharam — disse, com frieza.
Amanda, já acostumada com a tensão, não hesitou.
— O que fazemos?
— Pegue a mochila.
— E você?
— Eu venho logo atrás. Confia em mim.
Eles fugiram pela trilha alternativa que ele havia mapeado semanas antes. O coração batia alto, a respiração curta. Quando chegaram ao riacho, Amanda segurava com força a mão dele.
— A gente vai conseguir? — ela perguntou, com os olhos marejados.
— A gente já conseguiu. Estamos vivos. Juntos. Casados por escolha. E ninguém tira isso da gente.
Ela o abraçou com força. Mesmo sujos, cansados, em fuga, se beijaram com urgência. O tipo de beijo que sela um pacto.
Uma semana depois, Litoral Sul da Coreia – Um Porto Desconhecido, Madrugada
O vento carregava o cheiro de sal, e o mar parecia calmo sob a escuridão da noite. Amanda apertava a mão de Jungkook enquanto eles caminhavam discretamente pelo cais, seguindo o homem que havia prometido levá-los para fora do país em segurança.
O nome dele era Dae-sik. Um velho amigo de um antigo contato de Jungkook. Parecia confiável. Discreto. O tipo de homem que sabia sobreviver nas sombras.
— O barco parte ao amanhecer — Dae-sik informou, acendendo um cigarro. — Vocês dormem na cabine inferior esta noite. Silêncio absoluto, nada de luz.
Jungkook assentiu, os olhos sempre alertas. Mas mesmo os melhores caçadores abaixam a guarda… uma vez que sentem cheiro de alívio.
Cabine do barco, algumas horas depois
A pequena cabine cheirava a madeira úmida e óleo. Mas para Amanda e Jungkook, era um templo de liberdade. Estavam juntos, seguros — ou ao menos, era o que acreditavam.
Ela se sentou sobre ele no pequeno colchão improvisado, o sorriso nos lábios, as mãos no peito nu dele. Jungkook estava mais relaxado do que nos últimos meses. Os olhos cansados estavam suaves, o toque era mais leve.
— A gente conseguiu… — ela sussurrou, beijando o pescoço dele.
— Ainda não saímos do país — ele respondeu, mas sua voz era baixa, quase rendida ao toque dela.
— Mas você tá diferente… tá mais leve.
— Porque eu tenho você.
Ela sorriu e o beijou. O beijo evoluiu rápido. Amanda puxou a camisa dele de vez, enquanto Jungkook segurava a cintura dela com firmeza.
A respiração dele acelerava à medida que ela o provocava, a boca passeando pela pele quente do peito dele. Ele deslizava as mãos por suas coxas, por baixo da blusa larga dela, puxando-a para mais perto.
Os corpos se uniram como se pedissem descanso e prazer ao mesmo tempo. O quarto se encheu de suspiros abafados, beijos intensos, toques firmes. Amanda guiava o ritmo com movimentos lentos no colo dele, e Jungkook murmurava o nome dela contra seu pescoço, os olhos fechados, os sentidos entregues.
Eles transaram ali — com desejo, com fome…
E depois, deitados juntos, ela traçava linhas imaginárias no peito dele com os dedos, enquanto ele acariciava suas costas nuas.
— Quando a gente chegar lá… casa comigo de novo? — ela brincou, com um sorriso doce.
— Caso. Todo dia. Em qualquer lugar do mundo — ele respondeu, beijando o topo da cabeça dela.
Enquanto isso…
No gabinete presidencial, o ministro da segurança entregava um arquivo fechado.
— Confirmado, senhor. Dae-sik aceitou o pagamento. Eles estarão no barco ao amanhecer. Rota definida. Ele manterá a encenação até o momento certo.
O presidente respirou fundo, apoiando as mãos sobre a mesa.
— Muito bem. A operação começa ao nascer do sol. E não digam nada à imprensa. Oficialmente, suspendemos a busca.
— E se houver resistência?
— Façam o que for preciso. Mas tragam minha filha viva. Jungkook… se tentar reagir, lidem com ele.
Voltando ao barco – madrugada ainda escura
Amanda acordou com o leve balanço da água e o corpo quente de Jungkook ao seu lado. Ele a envolvia com um braço, e o peito subia e descia em um ritmo calmo.
Ela o observava em silêncio, até que ele abriu os olhos.
— Você não dorme nunca? — ele murmurou.
— Não quando posso ficar olhando pra você assim…
Jungkook riu baixo, rolando sobre ela.
— Isso é injusto.
— O que é injusto?
— Você começar com provocações às quatro da manhã.
Amanda mordeu o lábio, as mãos já deslizando pelas costas dele.
— Então me cala…
E ele calou. Com um beijo profundo, com o corpo colado ao dela, com o toque que já conhecia cada reação. Eles se perderam mais uma vez. Entre beijos que queimavam, gemidos abafados, mãos que sabiam o caminho, e corpos que dançavam no escuro. Era um amor que desafiava limites.
Mas do lado de fora… O inimigo se aproximava.
Gente mas que tenso, eles toda hora correndo
O pedido veio ein puta merda
Olha só um judas pqp.. agora ja era
Os dois la transando e o povo prestes a acabar com a festa