Capítulo 19 – Enquanto Houver Nós
por FanfiqueiraNa ala residencial do palácio…
Horas depois da fuga, uma das funcionárias responsáveis pela arrumação dos quartos encontrou algo estranho ao ajeitar a cama de Amanda: um envelope lacrado, escondido sob o travesseiro. Era branco, discreto, mas levava, com delicadeza, seu nome escrito à mão em letras inclinadas: “Para meu pai.”
Sem saber o que fazer, a funcionária levou o envelope diretamente à equipe de segurança, que o repassou imediatamente ao presidente.
Ele rasgou o lacre com um só gesto, com as mãos firmes e o olhar sombrio. Os olhos foram correndo pelas linhas da caligrafia que ele reconheceria em qualquer lugar.
O presidente terminou a leitura em silêncio. Nenhuma palavra escapou de sua boca por vários segundos. Mas seus olhos — aqueles olhos que raramente se deixavam abalar — estavam vermelhos.
Ele fechou o envelope devagar, com as mãos trêmulas.
— Mandem reforçar a busca.
A voz saiu fria. Mas havia um peso ali. Um peso de perda que nem o poder conseguia disfarçar.
Esconderijo – Manhã seguinte
O som distante da cidade começava a despertar do lado de fora, mas dentro daquele pequeno apartamento escondido no alto de um prédio antigo, o tempo parecia passar diferente.
Amanda acordou primeiro, ainda aninhada no peito de Jungkook. Sentia o calor dele, a respiração suave, o toque da mão grande que a envolvia pela cintura como se ainda estivesse protegendo até durante o sono.
Ela sorriu, tímida, beijando de leve o queixo dele.
— Bom dia… — sussurrou baixinho, mesmo sabendo que ele ainda dormia.
Mas não dormia. Jungkook abriu os olhos devagar, mantendo o braço ao redor dela.
— Eu já estava acordado. — disse em voz baixa. — Só não queria soltar você ainda.
Amanda deslizou os dedos sobre o peito dele, fazendo desenhos preguiçosos enquanto o sol começava a invadir as frestas da janela.
— Dormiu bem?
— Com você aqui… sim.
Ele se sentou na cama, apoiando os pés no chão e passando as mãos pelo rosto. Mesmo em um momento de paz, os olhos dele estavam atentos. Observava o celular desligado, a cortina cuidadosamente posicionada, a posição da porta. O instinto de segurança nunca dormia.
Amanda se levantou devagar, usando uma de suas camisetas, e foi até a cozinha improvisada. Colocou água para ferver e preparou algo simples: ovos, torradas e chá.
— Eu sei que não é muito… mas — ela virou-se com o prato nas mãos — é a primeira vez que cozinho.
Jungkook olhou para ela como se estivesse gravando aquela imagem para sempre. Caminhou até ela e beijou sua testa, aceitando o prato.
— Isso é tudo. — disse com um sorriso de lado, o tipo de sorriso raro, só reservado a ela.
Sentaram-se no chão, perto da janela — um hábito que haviam adotado nas últimas 48 horas. Ali, com o mundo suspenso, partilharam o café da manhã com os joelhos encostando, entre conversas sussurradas e olhares longos.
Mas bastou um carro parar na rua de baixo, ou um ruído mais forte vindo do corredor do prédio, e Jungkook voltava a ficar em pé num segundo. Olhava discretamente pela janela, a mão no celular, pronto para tudo.
Amanda apenas o observava.
— Você não consegue relaxar nem por cinco minutos, consegue?
Ele a encarou por cima do ombro.
— Eu só posso me permitir descansar quando eu tiver certeza de que ninguém vai tocar em você. Enquanto seu pai estiver lá fora… eu não posso abaixar a guarda.
Ela caminhou até ele, abraçou-o por trás, apertando a camisa dele entre os dedos.
— Então deixa eu ser seu lugar de descanso, Jungkook. Mesmo por um momento. Eu tô aqui. A gente tá junto.
Ele virou-se devagar e a puxou para os braços, colando os lábios nos dela num beijo calmo, demorado.
“A gente não pode ficar aqui pra sempre.”
“Mas agora… agora é só nós dois.”
Eles sabiam que não poderiam ficar ali por muito tempo. Mas por enquanto, aquele pedaço de mundo era só deles.
Algumas semanas após a fuga…
O apartamento era pequeno, escondido entre ruas estreitas em uma cidade litorânea do sul da Coreia, onde o inverno chegava mais tarde. Ali, o mundo parecia adormecido. Era o tipo de lugar onde ninguém fazia perguntas — ideal para quem precisava desaparecer.
Amanda estava deitada no sofá, com as pernas sobre o colo de Jungkook. Os cabelos agora eram castanhos claros, com tons mel cobrindo o que antes era facilmente reconhecível. Ela havia cortado um pouco, assumido uma franja e, com um boné ou touca, passava completamente despercebida.
Jungkook deixava o cabelo crescer. As mechas escuras começavam a cobrir parte da nuca e da testa. Com roupas neutras e sempre de olhos atentos, ele mantinha uma rotina quase militar: acordava cedo, checava as câmeras que instalou no perímetro do prédio, trocava mensagens criptografadas com um contato de confiança e treinava.
Mas havia uma diferença.
Agora, ao acordar, ele encontrava Amanda ali — enrolada nos lençóis, às vezes vestindo uma de suas camisetas, os olhos fechados, o rosto sereno. E quando ela o abraçava, murmurando “só mais cinco minutos”, o coração dele desacelerava. Mesmo com o perigo batendo à porta, ela era sua calma.
— A gente devia ir à praia hoje — Amanda disse certa manhã, tomando chá de um copo térmico.
Jungkook a observou com um sorriso de canto.
— Praia? Você quer mesmo arriscar?
Ela o provocou com um olhar brincalhão:
— Eu troquei de cabelo. Tenho três bonés diferentes. Falo pouco. Você me ensinou a andar como se ninguém pudesse me ver.
— E você aprendeu rápido… — ele murmurou, puxando-a pela cintura. — Mas ainda assim, não tiro os olhos de você.
Ela subiu no colo dele com naturalidade. O toque das mãos nos ombros dele era leve, mas o olhar carregava o peso de tudo que viveram.
— Então vem comigo. Fica do meu lado. Como sempre.
E eles foram.
Caminharam de mãos dadas pela areia vazia ao entardecer, os pés descalços. O vento frio batia no rosto, e as ondas quebravam com suavidade. Amanda sorriu como há tempos não sorria. Jungkook mantinha o olhar atento, mas de vez em quando se rendia ao sorriso dela, aos beijos roubados entre os murmúrios do mar.
Mais tarde, já no esconderijo, os beijos foram se tornando mais lentos, mais profundos.
As mãos exploravam com calma, como se cada vez fosse uma despedida e uma promessa ao mesmo tempo. Ela o puxava pela gola da camiseta, ele segurava firme sua cintura. Entre suspiros e toques quentes, os dois se encontraram no colchão, fazendo o que sempre faziam quando o desejo falava mais alto. Eles transavam de novo e de novo.
Enquanto isso… no Palácio Presidencial, Seul.
— Senhor presidente — disse o chefe de segurança — encontramos registros de movimentações em Daegu, Busan e agora em Mokpo. São informações fragmentadas, mas parecem seguir um padrão.
O pai de Amanda não respondeu de imediato. Estava sentado diante de uma mesa ampla, as mãos unidas, os olhos fixos nas imagens em preto e branco que piscavam nos monitores.
— Eles estão viajando por cidades pequenas. Estão evitando rotas óbvias. Estão recebendo ajuda. — concluiu.
Ele se levantou lentamente.
— E você ainda tem dúvida de que foi ele quem a convenceu a fugir?
— Senhor, com todo respeito… ela deixou aquela carta. Ela não foi forçada.
Os olhos do presidente faiscaram.
— Ela foi manipulada. E agora, se ele pensa que vai viver essa fantasia ao lado da minha filha, longe de mim, está enganado.
O homem encarou os seguranças.
— Quero rastreamento total. Satélite. Análise facial com IA. Intercepção de qualquer sinal que envolva o nome “Jeon Jungkook”. E coloquem uma recompensa silenciosa. Quero olhos em cada canto do país.
— Sim, senhor.
Três meses depois…
Amanda e Jungkook já tinham passado por cinco cidades. Dormiram em pousadas, casas alugadas com nomes falsos, e uma cabana nas montanhas. Ela aprendeu a cozinhar com o que tinham, ele a ensinou a se defender. Cada local parecia um sonho breve antes da próxima fuga.
Eles viviam à base de mapas, sorrisos cúmplices e momentos roubados. Em mercados, fingiam ser apenas um casal qualquer. Em florestas, transavam loucamente entre cobertores e brisas geladas. À noite, se abraçavam forte, ouvindo os sons da madrugada como se fossem códigos a decifrar.
E mesmo com tudo, a paixão nunca cessava.
No esconderijo em uma casa de campo abandonada, Amanda o provocava com brincadeiras, caminhando apenas de camiseta enquanto ele tentava instalar um sensor de movimento na janela.
— Você quer que eu erre de propósito esse sistema? — ele resmungou, quando ela se sentou no sofá com as pernas cruzadas, o olhar malicioso.
— Talvez… — ela sussurrou, o puxando pela camisa.
O beijo começou lento. Mas logo se transformou em algo mais quente, mais intenso. Ela o empurrou no sofá, subiu em seu colo, e os dois se perderam no ritmo um do outro. Seus corpos se moviam com familiaridade e urgência.
Amanda sussurrava palavras entre os beijos, o toque dele era firme, protetor e ao mesmo tempo faminto. Cada momento era vivido como se fosse o último. Eles faziam sexo em silêncio, abafando gemidos, segurando o prazer no limite entre o desejo e o medo de serem ouvidos.
E mesmo quando chegavam ao ápice, exaustos, suados, ainda se agarravam um ao outro com força. Como se o calor entre os corpos pudesse protegê-los de tudo lá fora.
Em uma base de segurança — Norte do país
— Temos uma pista. Uma mulher com traços parecidos foi vista em Gyeongju. Estava com um homem alto, cabelo escuro. Foram vistos saindo de um mercado local. A vendedora notou o sotaque leve dela… disse que parecia de Seul.
— Rastreiem tudo. Cruzem com as imagens da filha do presidente. Se for ela… mandem uma equipe imediatamente. Mas sem chamar atenção. Ainda estamos lidando com isso em sigilo.
— E se for Jungkook?
— Neutralizem se for necessário.
O choque de realidade vish
Praia ? Ta maluca mulher?
Kkkkkkkkkk ele jura mesmo.. a bicha apaixonada
Viiish agora lascou.. ja eras