Capítulo 17 – A Última Porta
por FanfiqueiraO carro deslizou pelas ruas silenciosas da região nobre de Seul, contornando as curvas com naturalidade. Jungkook dirigia com os olhos atentos, como se cada farol e cada sombra pudesse esconder alguém prestes a interferir. SN manteve-se em silêncio, com o capuz puxado sobre o rosto, mas a mão dela continuava segurando a dele com firmeza — como uma âncora em meio ao caos.
Eles voltaram ao ponto de origem sem levantar suspeitas. O “teste” tinha sido um sucesso.
De volta à mansão presidencial, tudo parecia igual. Mas só eles sabiam: a contagem regressiva tinha começado.
Mais tarde, naquela noite
SN estava no quarto, com a porta trancada e o celular em modo avião. Jungkook estava dois andares abaixo, acessando o sistema de segurança da residência como parte de seu “treinamento” — um acesso temporário que eles sabiam que não duraria muito.
Foi ali que ele encontrou algo que o fez gelar.
Câmeras posicionadas em pontos cegos. Áudio captado do lado de fora do quarto de SN. Conversas salvas. E pior: imagens pixeladas de quando ele havia entrado no quarto dela dias atrás, logo após um dos encontros noturnos. A qualidade era baixa, mas era o suficiente para levantar suspeitas se alguém decidisse investigar de verdade.
Ele tirou fotos rápidas das gravações com o próprio celular, disfarçando, e depois agiu como se nada tivesse acontecido.
Mais tarde, quando conseguiu ver SN sozinha, ele contou:
— Alguém está nos vigiando. Muito de perto. E por dentro.
— Você acha que já sabem…?
— Se não sabem, estão perto. Isso muda tudo.
Ela respirou fundo, lutando para não deixar o pânico tomar conta.
— Então temos que sair logo. Antes que nos tirem qualquer escolha.
Jungkook assentiu.
— Amanhã. À noite. A gente vai embora.
No dia seguinte – Tensão máxima
O clima na casa mudou. O presidente parecia mais fechado, trocando cochichos com conselheiros e ligando com frequência para órgãos do governo. SN percebeu os olhares sobre ela aumentarem. Algumas funcionárias que antes conversavam normalmente, agora a observavam em silêncio. Algo havia mudado.
No fim da tarde, ela recebeu um recado:
“Seu pai gostaria de tomar um chá com você no jardim. Agora.”
Ela sabia que não podia recusar.
Vestiu-se com calma e desceu. Jungkook observava de longe, disfarçado, mas pronto para intervir se algo saísse do controle.
No jardim, o presidente estava sentado, sério. O silêncio inicial foi quebrado por uma pergunta direta:
— Você está escondendo alguma coisa de mim?
SN sentiu o coração parar por um segundo. Mas respondeu com calma:
— Não, pai. Por quê?
Ele a observou. Depois se inclinou para a frente:
— Há alguém infiltrado nesta casa. E tenho motivos para acreditar que essa pessoa está próxima de você. Se for verdade… vai ser a última vez que nos falamos como pai e filha.
Foi um aviso. Não uma pergunta. SN sorriu com leveza, mas por dentro, o medo crescia.
Ela sabia: eles tinham que partir. Aquela noite seria decisiva.
Mais tarde, de volta ao quarto…
SN jogou a mochila por cima da cama, com as roupas prontas. Passaporte, dinheiro em espécie, um celular descartável. Jungkook entraria por uma rota secundária, e eles sairiam juntos pela ala de serviço, quando todos estivessem dormindo.
Mas antes disso, ela pegou papel e caneta.
E escreveu uma carta.
Pai, me perdoa.
Eu não sou uma arma política.
Eu não sou um bem de troca.
Eu sou uma mulher. E eu amo o homem que você vai odiar.
Mas antes de me julgar, se lembre do que a mamãe faria.
Ela deixou a carta sobre a escrivaninha. Respirou fundo. E olhou para o espelho pela última vez.
Estava na hora.
A luz da manhã já atravessava as cortinas quando Jungkook terminou de guardar os papéis dentro da mochila escondida no fundo do armário. Ele virou-se e encontrou Amanda sentada na cama, amarrando os cabelos e observando cada movimento dele com atenção — não por desconfiança, mas por medo de que aquele plano que pareciam arquitetar com tanto cuidado ainda fosse frágil demais diante de tudo o que os cercava.
— Hoje vamos testar uma coisa. — Jungkook disse, puxando o zíper da mochila com firmeza. — Quero saber até onde conseguimos ir sem chamar atenção. Vamos sair separados, nos encontrar do lado de fora da propriedade. Se der certo, amanhã damos o próximo passo.
Amanda engoliu seco, o coração batendo um pouco mais rápido.
— E se alguém desconfiar? E se alguém já estiver vigiando a gente de perto?
— Então precisamos agir com o dobro de cautela. — ele respondeu, se aproximando. — Mas se a gente não tentar, vão nos tirar tudo. Você, eu… a chance de termos uma vida livre.
Ela assentiu, mas não conseguia esconder a tensão nos olhos. Jungkook segurou seu rosto com as duas mãos e colou a testa na dela.
— Ei… lembra do que você disse ontem? Que vai comigo pra onde eu quiser?
Ela sorriu com leveza e assentiu outra vez.
— Então confia em mim. Só mais um pouco.
Eles se separaram com um beijo leve e silencioso. Amanda se vestiu com a roupa comum que costumava usar dentro da casa — nada chamativo — e saiu primeiro. Cumprimentou os funcionários que encontrou no corredor com a naturalidade de quem dormiu bem e estava pronta para mais um dia de obrigações. “Por fora, estava calma. Por dentro, tremia.”
Jungkook, por sua vez, saiu pela garagem lateral, como um guarda qualquer indo trocar de posto. Um dos homens mais velhos o chamou:
— Vai pro portão oeste?
— Sim, houve uma troca de turno repentina. Estou substituindo o Lee por hoje. — respondeu com convicção.
Do lado de fora da propriedade, no limite entre o jardim privado e a rua de acesso secundária, havia um carro velho estacionado — discreto, com placas falsas e o tanque cheio, como planejado. Amanda chegou primeiro. Entrou no banco de trás e baixou a cabeça. O silêncio pesava.
Minutos depois, Jungkook entrou, sem uniforme. Trazia uma mochila e um boné, escondendo parte do rosto. Ambos sabiam: aquele teste poderia ser o último passo antes da fuga.
— Ninguém te seguiu? — ela perguntou baixo.
— Não. E você?
— Acho que não… mas nunca se sabe.
Ele ligou o carro. Apenas uma volta no quarteirão. Apenas um teste. “Mas para os dois, aquilo já era o início da liberdade.”
— Hoje à noite… — Jungkook murmurou, olhando pelo retrovisor. — A gente decide o dia certo. Mas se algo sair do controle… você corre. Vai direto pro aeroporto e segue o plano. Entendeu?
Amanda apertou a mão dele.
— Só se você estiver comigo. Não vou sem você.
Ele sorriu com tristeza e orgulho. E então acelerou, como se o caminho para longe já estivesse se abrindo. Ainda havia perigos, espionagem, e talvez até traição por perto… “mas pela primeira vez, o horizonte parecia real.”
E estava cada vez mais próximo.
O silêncio da casa era absoluto. O tipo de silêncio que só se ouvia quando o mundo dormia — ou quando algo importante estava prestes a acontecer.
Amanda deslizou pelos corredores com passos firmes, mesmo com o coração acelerado. Vestia roupas simples e escuras, mochila presa ao corpo. Jungkook a encontraria na porta lateral do jardim leste — a saída por onde o pessoal da manutenção passava cedo, antes da equipe de segurança começar a circular.
Ela chegou primeiro.
Olhou ao redor, encostou-se à parede de mármore frio e esperou, “lutando para não imaginar todas as formas como aquilo podia dar errado.”
Até que ele apareceu.
Jungkook caminhava determinado, vestido como um funcionário comum, boné baixo no rosto. Quando a viu, só disse:
— Pronta?
Ela assentiu. Não havia mais espaço para hesitação.
Ele apertou sua mão, entrelaçando os dedos. Os dois cruzaram a última porta juntos — e sumiram na noite.
Horas depois — local seguro, nos arredores de Incheon
O esconderijo era um apartamento pequeno, alugado em nome falso. Tinha dois cômodos, janelas cobertas e o básico para se manterem ali por alguns dias. Lá fora, os primeiros rumores já começavam a circular nas redes sociais: “filha do presidente está desaparecida”. Mas ninguém sabia a verdade — ainda.
Dentro do apartamento, Amanda estava sentada no chão, encostada na parede, observando Jungkook instalar uma trava extra na porta. Apesar do medo e da tensão no ar, havia um certo alívio em seus olhos.
Eles estavam juntos. Fora da gaiola. Pela primeira vez, com liberdade de verdade.
— Você acha que eles vão nos encontrar? — ela perguntou, baixinho.
Jungkook terminou o que fazia, caminhou até ela e se sentou ao lado.
— Talvez tentem. Mas a gente não vai deixar.
— E se nos separarem?
— Não vão. — Ele a puxou para perto. — Porque se tentarem, eu vou atrás de você. Sempre.
Ela fechou os olhos por um instante, encostando a testa na dele.
— E agora? — ela sussurrou.
— Agora… — ele respondeu, beijando-a com delicadeza — agora a gente começa uma nova vida. E luta, juntos, pra continuar vivendo ela assim.
Enquanto isso… no gabinete presidencial
O chefe de segurança deixava o escritório do presidente com passos pesados. Na mesa dele, a carta de Amanda tremia sob o peso de um copo de uísque quase vazio. O homem mais poderoso do país encarava a parede à sua frente com olhos vazios, e um misto de fúria e perda estampado no rosto.
— Encontre-os. — ele disse, voz baixa. — Tragam minha filha de volta.
— E o rapaz?
— Ele… não terá a mesma sorte.
Mas o que ele não sabia… é que sorte não é algo com que Jungkook contava.
Ele confiava apenas em si mesmo.
E no amor que os dois estavam dispostos a proteger com a própria vida.
Que não encontrem meu deus
Mas que bexiga também.. Icheon ? Eu jurando que eles tavam em outro continente
Eles fugiram mesmo, corajosos
Eu to tensa kkkkk pqp
Chocada eles estavam vendo TUDO