Capítulo 16 – O Inventário das Sombras
por FanfiqueiraO líquido âmbar desceu queimando pela garganta de Yoongi, mas não foi o suficiente para apagar o incêndio que o “eu te amo” de S/N iniciara em seu peito. No monitor à sua frente, a imagem dela era de uma paz insultuosa. Como ela podia dormir tão tranquilamente depois de lançar uma granada daquelas no meio do seu silêncio?
Ele apertou o botão do interfone com uma força que quase esmagou o metal.
— Lee. No meu escritório. Agora.
Cinco minutos depois, o homem de confiança entrava na sala, encontrando um Yoongi que exalava uma aura de destruição. O escritório estava na penumbra, iluminado apenas pelo brilho azulado dos monitores de vigilância.
— Quero o dossiê completo — Yoongi sibilou, sem desviar os olhos da tela. — O deles.
Lee não precisou de explicações. Ele sabia exatamente de quem o chefe estava falando. Durante anos, parte de seu trabalho fora catalogar cada sombra masculina que ousasse projetar-se sobre a vida de S/N.
— Senhor, as pastas estão atualizadas até o mês passado — Lee respondeu, colocando três volumes de couro sobre a mesa. — Mas… o senhor sabe que nenhum deles chegou a ser uma ameaça real.
— Eu não perguntei a sua opinião, Lee. Quero saber quem ela amou. Quero saber o nome que ela não disse.
Yoongi abriu a primeira pasta. A foto de um garoto magricela, com o uniforme escolar impecável e um sorriso irritantemente inocente, o encarava. Choi Ji-hoon.
O flashback atingiu Yoongi como um soco. Ele se viu com dezenove anos, escondido nas sombras de um beco perto da escola de S/N. Ele tinha acabado de sair de uma sessão de interrogatório onde seus nós dos dedos ainda estavam manchados de sangue real, e lá estava ela, rindo com Ji-hoon. O garoto tentava segurar a mão dela, oferecendo um pirulito de morango.
Fofo e atencioso. A descrição dela ecoava na mente de Yoongi como um deboche.
Naquela mesma noite, Ji-hoon não chegou em casa. Yoongi o arrastara para um galpão abandonado. Ele não usou facas ou armas; usou o terror. Ele pressionou Ji-hoon contra a parede fria, a mão apertando o pescoço do garoto apenas o suficiente para que ele visse as estrelas da morte.
— Se você olhar para ela de novo — Yoongi sussurrara na época, a voz desprovida de qualquer humanidade — eu vou garantir que o seu próximo pirulito seja o seu próprio dedo cortado. Ela não é para você. Ela não é para ninguém.
Ji-hoon mudou de escola na semana seguinte. S/N chorou por dois dias, achando que tinha feito algo errado. Yoongi a observou chorar de longe, sentindo uma satisfação doentia e um ódio profundo por ser ele quem causava aquelas lágrimas, mas também quem a “protegia” de um amor medíocre.
— Ji-hoon está em Daegu agora, senhor — a voz de Lee o trouxe de volta. — Casado. Duas filhas. Professor de matemática.
— Um verme — Yoongi rosnou, jogando a pasta de lado. — Ele não tem coragem para o amor que ela descreveu. Próximo.
A segunda pasta era mais espessa. A foto mostrava um homem mais velho, com olhos astutos e uma cicatriz no olho. Kang Dae-hyun.
Este não era um garoto de escola. Era o filho de um clã menor da máfia de Busan. Quando S/N completou dezoito anos, seu pai, em uma dívida de jogo desesperada, tentou “vendê-la” como noiva para Dae-hyun. Foi o período mais sombrio da vigilância de Yoongi.
Ele se lembrava de ver Dae-hyun levar S/N para jantar. O homem era elegante, perigoso e, para o horror de Yoongi, S/N parecia estar gostando dele. Ela via no noivado uma saída da miséria do pai. Eles quase moraram juntos. Dae-hyun chegou a comprar um anel.
Yoongi quase incendiou Busan naquela semana.
Ele não podia simplesmente bater em Dae-hyun; isso iniciaria uma guerra de clãs que seu pai, na época, não queria. Então, Yoongi jogou sujo. Ele interceptou uma carga de ópio de Dae-hyun e plantou evidências de que o homem estava roubando do pai.
Mas o confronto pessoal foi o que Yoongi mais saboreou. Ele encontrou Dae-hyun em um clube privativo.
— Ela não vai se casar com você — Yoongi dissera, sentando-se à mesa do rival e servindo-se do vinho dele.
— Min Yoongi… o que o herdeiro do clã Min quer com a minha noiva? — Dae-hyun desafiara, a mão indo para a arma sob a mesa.
— Ela não é sua noiva. Ela é minha. E eu não divido o que é meu.
Naquela noite, Yoongi não apenas destruiu a reputação de Dae-hyun, como também enviou um recado silencioso para S/N através de um “incidente” que fez o pai dela cancelar o compromisso por medo de represálias. S/N nunca soube por que Dae-hyun desapareceu da vida dela da noite para o dia, deixando apenas um apartamento vazio e um anel devolvido.
— Dae-hyun está na prisão de segurança máxima, senhor — Lee informou. — Pena perpétua por traição ao clã.
Yoongi fechou as pastas, o som do couro batendo na mesa ecoando como um veredito. Ele caminhou até a janela de vidro, onde o reflexo de seu rosto, agora endurecido pelos anos e pela crueldade, o encarava.
A pergunta continuava a perfurar seu crânio: De quem ela falava no sonho?
Se Ji-hoon era passado e Dae-hyun era um erro, quem era o “fofo e atencioso” que permanecia vivo no subconsciente dela? Seria possível que, em todos esses anos de vigilância, ele tivesse deixado alguém passar? Alguém que a tocara de uma forma que ele, com todo o seu poder e dinheiro, nunca conseguiu?
O ciúme possessivo de Yoongi não era apenas físico; era territorial sobre a alma dela. Ele queria ser o único nome na lista dela. O primeiro, o último, o único.
— Lee — Yoongi disse, a voz baixa e perigosa. — Quero que localize cada homem que já trocou mais de cinco palavras com ela nos últimos dois anos. Cada vizinho, cada entregador, cada colega de trabalho insignificante que ela teve antes de vir para cá.
— Senhor, isso são centenas de pessoas…
— Eu não me importo! — Yoongi explodiu, virando-se e socando a mesa. O copo de uísque tombou, derramando o líquido sobre as fotos dos ex-namorados. — Quero saber quem é o dono desse “eu te amo”. Quero saber para quem eu tenho que enviar a cabeça em uma bandeja para que ela entenda que o coração dela não deve pertencer a ninguém!
Ele voltou para o monitor. S/N se aconchegava no travesseiro, um movimento inconsciente que parecia um abraço.
Yoongi sentiu uma náusea de desejo e ódio. Ele queria descer até lá, acordá-la com um beijo brutal e forçá-la a dizer o seu nome.
Mas ele não o fez. Ele ficaria ali, nas sombras, bebendo sua amargura e revirando o inventário daqueles que ele já havia destruído por causa dela. Ele era o mestre do destino dela, o arquiteto de sua solidão. E se ele tivesse que caçar cada homem na Coreia para garantir que o único rosto que ela visse ao fechar os olhos fosse o dele, ele o faria.
— Você é minha, S/N — ele sussurrou para a tela, passando o dedo sobre a imagem do rosto dela. — Nem que eu tenha que matar cada memória que você tem de felicidade antes de mim.
Ele se sentou novamente, mergulhando no terceiro dossiê, os olhos injetados de sono e fúria, iniciando a caçada por um fantasma que, ironicamente, morava dentro dele mesmo.
Ele esqueceu dele mesmo
Em nenhum momento ele cogitou, que ela falava dele
Que não esqueceu dele ajudando ela no passado
— Eu não perguntei a sua opinião, Lee. Quero saber quem ela amou. Quero saber o nome que ela não disse.
Delicadeza em pessoa, sqn
— Se você olhar para ela de novo — Yoongi sussurrara na época, a voz desprovida de qualquer humanidade — eu vou garantir que o seu próximo pirulito seja o seu próprio dedo cortado. Ela não é para você. Ela não é para ninguém.
Possessivo ao extremo
Se Ji-hoon era passado e Dae-hyun era um erro, quem era o “fofo e atencioso” que permanecia vivo no subconsciente dela? Seria possível que, em todos esses anos de vigilância, ele tivesse deixado alguém passar? Alguém que a tocara de uma forma que ele, com todo o seu poder e dinheiro, nunca conseguiu?
Ele nem imagina que tá procurando por ele msm
O ciúme possessivo de Yoongi não era apenas físico; era territorial sobre a alma dela. Ele queria ser o único nome na lista dela. O primeiro, o último, o único.
Coitado de alguém que diga o contrário
— Eu não me importo! — Yoongi explodiu, virando-se e socando a mesa. O copo de uísque tombou, derramando o líquido sobre as fotos dos ex-namorados. — Quero saber quem é o dono desse “eu te amo”. Quero saber para quem eu tenho que enviar a cabeça em uma bandeja para que ela entenda que o coração dela não deve pertencer a ninguém!
Olha a disposição desse homem :O
Tou besta com ele
O pai dela sempre foi um verme
Socorro que ele botou os macho tudo pra correr.. obcecado total kkkkk
Homem, o dono do “eu te amo” é tu mesmo kkkkkkk
Agora a preocupação dele é se ela ama alguém kkkk
Realmente é difícil ter um amor e viver nesse mundo de violência!!!
Que ciúmes é esse homem?! E no final é vc o dono do eu te amo!!! Kkkk
Temos um cadelinho
É vc bobinho
MDs q psicopata, quero!
Oooh homi besta kkkk
Mais oxxi,que louco
A culpa é tua
Te dá uma diga começa com Su termina com Ga
Quando dizem que o ciúmes cega as pessoas, é isso ai