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O ambiente da cobertura, antes um símbolo de frieza e controle, agora parecia carregado por uma eletricidade estática prestes a explodir. Yoongi cruzou o quarto com S/N nos braços, ignorando o sangue dela que manchava sua camisa de centenas de dólares.

Ele a deitou sobre os lençóis de seda negra com uma delicadeza que ele jamais havia praticado. Suas mãos, acostumadas a apertar gargalos e gatilhos, agora afastavam os fios de cabelo suados do rosto dela.

— Por favor, de novo não… — ele sussurrou perto do ouvido dela, a voz rouca, quase um rosnado de súplica. — Acorde, S/N. Se você abrir os olhos, eu juro que o que elas fizeram não será nada perto do que eu vou fazer com elas.

Ele ficou ali, segurando a mão gélida dela, até que a porta foi aberta com urgência. O Dr. Aris, o médico de confiança da família Min, entrou acompanhado de dois assistentes. Ele conhecia Yoongi desde a infância e nunca o vira naquele estado: desgrenhado, com os olhos injetados e a respiração descontrolada.

— Saia da frente, Yoongi — o médico disse, assumindo o controle profissional.

Yoongi recuou apenas um passo, permanecendo como um cão de guarda ao pé da cama. Ele observou cada movimento, cada corte sendo limpo, cada gemido inconsciente que escapava de S/N durante o exame.

Após meia hora de uma tensão insuportável, o Dr. Aris retirou as luvas descartáveis e encarou o patrão.

— Ela é forte, mas o estrago foi grande. Além das escoriações e do corte na cabeça que precisou de pontos, ela tem uma fratura na terceira costela e uma fissura no rádio do braço esquerdo. Ela levou uma surra sistemática, Yoongi. Chutes, golpes com objetos… Se tivesse demorado mais dez minutos para tirá-la de lá, o pulmão poderia ter sido perfurado.

Yoongi sentiu um gosto amargo de bile na garganta. Sua negligência quase custou a vida da “mercadoria” que ele jurou quebrar.

— Cure-a — Yoongi ordenou, a voz soando como um veredito de morte. — Não importa o preço.

O médico assentiu e começou a preparar a imobilização. Foi nesse momento que a porta se abriu novamente. Hana entrou, com o rosto pálido e as mãos trêmulas, seguida por Lee, que mantinha a expressão endurecida de um soldado pronto para a guerra.

Hana caiu de joelhos ao ver o estado de S/N na cama. As lágrimas dela pareciam reais, ou ela era a melhor atriz que Yoongi já conhecera.

— Oh, meu Deus… — Hana soluçou, cobrindo a boca. — Eu sinto muito, senhor. Eu tentei manter a ordem, mas elas ficaram fora de controle. Elas fizeram isso porque viram o senhor cuidando pessoalmente dela no escritório… a inveja virou loucura. Elas acharam que, se a destruíssem, o senhor voltaria a olhar para elas.

Yoongi não olhou para Hana. Ele continuou fixo em S/N, mas suas palavras foram para a governanta:

— Elas acharam errado. A partir de hoje, ninguém toca nesta mulher. Se um fio de cabelo dela cair por causa de outra pessoa, eu vou arrancar a pele de quem permitiu.

Lee deu um passo à frente, batendo os calcanhares.

— Tudo pronto, senhor. Elena e as outras quatro estão no centro do refeitório do Nível 1. Todas as unidades foram obrigadas a assistir. Elas estão esperando o seu julgamento.

Yoongi finalmente desviou o olhar de S/N. Ele se levantou, ajeitando as abotoaduras de ouro manchadas de sangue. A aura de predador havia voltado, mas agora estava mil vezes mais letal. Ele não era mais o homem que negligenciava; ele era o monstro que voltava para reivindicar seu território.

— Hana, fique aqui. Se ela acordar e você não me chamar imediatamente, você será a próxima — Yoongi disse, passando por Lee. — Vamos, Lee. Quero que elas sintam cada batida do coração antes de eu pará-las.

O ar no Nível 1 estava tão denso que poderia ser cortado com uma faca. Dezenas de mulheres estavam alinhadas contra as paredes de mármore, as mãos trêmulas e as cabeças baixas. No centro do salão, ajoelhadas sobre o piso frio, estavam Elena e as outras quatro submissas. Elas não eram mais as rainhas da hierarquia; eram ratos encurralados.

As portas do elevador se abriram com um bipe eletrônico que soou como o badalar de um sino fúnebre.

Yoongi saiu de lá. Ele não estava gritando. O silêncio dele era mil vezes mais aterrorizante. Ele havia trocado a camisa manchada de sangue por uma de seda negra, mas não usava paletó. Ele segurava um chicote de couro pesado em uma das mãos e, na outra, um cinto de metal que ele pegara do arsenal de punição.

Lee e outros seis seguranças armados o seguiam, formando um semicírculo de aço ao redor das culpadas.

— Levantem a cabeça — a voz de Yoongi ecoou, baixa e gélida.

Ninguém se moveu.

— EU DISSE PARA LEVANTAREM A PORRA DA CABEÇA! — O rugido dele fez as lâmpadas do teto vibrarem.

Elena levantou o rosto, os olhos inchados de choro, o nariz quebrado por S/N ainda envolto em ataduras sujas.

Yoongi caminhou até ela, parando a poucos centímetros. Ele a observou com um nojo tão profundo que Elena pareceu encolher.

— Vocês acharam que o isolamento era um convite? — ele perguntou, circulando-as como um lobo. — Vocês acharam que, porque eu a chamei de “dívida”, vocês tinham o direito de tocar no que é meu?

— Senhor… nós só queríamos… — Elena tentou falar, a voz falhando.

Yoongi não a deixou terminar. Ele desferiu um chute seco no estômago dela, exatamente no mesmo lugar onde ela havia chutado S/N. Elena dobrou-se, perdendo o ar, caindo de lado no chão.

— Ela tem uma costela quebrada — Yoongi sibilou, inclinando-se sobre ela. — E um braço fraturado. Ela tem pontos na cabeça porque vocês a jogaram contra a pedra.

Ele se virou para Lee.

— Tragam a sopa.

Duas cozinheiras apareceram, pálidas, carregando um caldeirão de metal fumegante. O vapor subia, escaldante.

— S/N foi batizada com isso hoje cedo, não foi? — Yoongi sorriu, mas era o sorriso de um cadáver. — Vamos ver como a pele de vocês reage à temperatura do meu descontentamento.

Sob o comando de Yoongi, os seguranças seguraram as cinco mulheres pelos cabelos, forçando-as a ficar de bruços no chão. Yoongi pegou a concha de metal. Ele não jogou o líquido de longe. Ele derramou lentamente sobre as costas e os pescoços delas, ignorando os gritos lancinantes que começaram a preencher o refeitório.

— Gritos? — Yoongi perguntou, despejando mais sopa sobre a segunda garota. — Ela não gritou. Ela foi melhor que todas vocês juntas. Ela aguentou a dor em silêncio enquanto vocês se comportavam como animais.

Quando o caldeirão estava vazio e a pele delas estava em carne viva, Yoongi jogou a concha no chão. O som metálico fez todas as outras mulheres no salão soluçarem de terror.

— Agora, a parte física — ele disse, estalando o chicote de couro. — Lee, segurem-nas. Elas vão receber exatamente o triplo dos golpes que deram nela. Se alguma desmaiar, acordem-na com água gelada. Eu quero que elas sintam cada fibra de músculo sendo rasgada.

O que se seguiu foi uma sinfonia de horror. Yoongi não delegou a tarefa. Ele mesmo desferiu os golpes, descontando em cada chicotada a fúria de ter sua autoridade desafiada e a angústia de ter visto S/N desacordada. Ele fustigou as costas de Elena até que o uniforme cinza dela estivesse em tiras, tingido de um vermelho escuro e viscoso.

As outras quatro choravam e imploravam por misericórdia, mas a misericórdia havia morrido no momento em que a câmera do isolamento ficou preta.

— Isso é para vocês aprenderem — Yoongi disse, ofegante, o suor brilhando em sua testa enquanto ele parava diante das mulheres destroçadas no chão. — Ninguém toca nela. Ninguém olha para ela sem a minha permissão. Se eu ouvir um sussurro, um único boato maldoso sobre S/N a partir de agora… eu não vou apenas bater em vocês. Eu vou entregar cada uma de vocês para os açougueiros de Incheon como carne de segunda categoria.

Ele jogou o chicote sobre o corpo ensanguentado de Elena.

— Lee, limpe este lixo. Joguem-nas no Nível 4. Elas agora são unidades de uso público para a guarda externa. Não quero vê-las nunca mais.

Yoongi se virou para a multidão de mulheres que assistia a tudo em estado de choque.

— Voltem para os seus quartos. E rezem — ele disse, a voz voltando ao tom gélido habitual. — Rezem para que ela acorde. Porque se ela não acordar… este lugar vai se tornar o túmulo de todas vocês.

Ele caminhou de volta para o elevador, as mãos ainda sujas de sangue e sopa. Quando as portas se fecharam, ele fechou os olhos por um segundo, tentando controlar o tremor em seus dedos. Ele precisava subir. Precisava ver se o peito dela ainda subia e descia.

22 Comentários

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  1. IASMINE
    Feb 2, '26 at 10:30 pm

    — Isso é para vocês aprenderem — Yoongi disse, ofegante, o suor brilhando em sua testa enquanto ele parava diante das mulheres destroçadas no chão. — Ninguém toca nela. Ninguém olha para ela sem a minha permissão. Se eu ouvir um sussurro, um único boato maldoso sobre S/N a partir de agora… eu não vou apenas bater em vocês. Eu vou entregar cada uma de vocês para os açougueiros de Incheon como carne de segunda categoria.

    Isso ai ninguém mexe com a mulher dele… o ódio que esse tomou gente eu to gag

  2. Karine
    Feb 2, '26 at 10:36 pm

    — Ela é forte, mas o estrago foi grande. Além das escoriações e do corte na cabeça que precisou de pontos, ela tem uma fratura na terceira costela e uma fissura no rádio do braço esquerdo. Ela levou uma surra sistemática, Yoongi. Chutes, golpes com objetos… Se tivesse demorado mais dez minutos para tirá-la de lá, o pulmão poderia ter sido perfurado.

    Caramba

  3. Karine
    Feb 2, '26 at 10:38 pm

    — Tudo pronto, senhor. Elena e as outras quatro estão no centro do refeitório do Nível 1. Todas as unidades foram obrigadas a assistir. Elas estão esperando o seu julgamento.

    Até eu to com medo

  4. Karine
    Feb 2, '26 at 10:40 pm

    — Hana, fique aqui. Se ela acordar e você não me chamar imediatamente, você será a próxima — Yoongi disse, passando por Lee. — Vamos, Lee. Quero que elas sintam cada batida do coração antes de eu pará-las.

    Kkkkkk meu malvado favorito

  5. Karine
    Feb 2, '26 at 10:46 pm

    — Tragam a sopa.

    Divou

    1. Luana
      @KarineFeb 21, '26 at 4:58 pm

      Kkkkk muitoo

  6. Karine
    Feb 2, '26 at 10:48 pm

    O que se seguiu foi uma sinfonia de horror. Yoongi não delegou a tarefa. Ele mesmo desferiu os golpes, descontando em cada chicotada a fúria de ter sua autoridade desafiada e a angústia de ter visto S/N desacordada. Ele fustigou as costas de Elena até que o uniforme cinza dela estivesse em tiras, tingido de um vermelho escuro e viscoso.

    (O_O;)

  7. Karine
    Feb 2, '26 at 10:49 pm

    — Voltem para os seus quartos. E rezem — ele disse, a voz voltando ao tom gélido habitual. — Rezem para que ela acorde. Porque se ela não acordar… este lugar vai se tornar o túmulo de todas vocês.

    Kkkkkkk (não é caso de rir, mas isso foi engraçado)

  8. Marcela
    Feb 2, '26 at 11:13 pm

    Sob o comando de Yoongi, os seguranças seguraram as cinco mulheres pelos cabelos, forçando-as a ficar de bruços no chão. Yoongi pegou a concha de metal. Ele não jogou o líquido de longe. Ele derramou lentamente sobre as costas e os pescoços delas, ignorando os gritos lancinantes que começaram a preencher o refeitório.

    Será que ele tava com ódio?
    Chega fez com vontade

  9. Marcela
    Feb 2, '26 at 11:16 pm

    Hana caiu de joelhos ao ver o estado de S/N na cama. As lágrimas dela pareciam reais, ou ela era a melhor atriz que Yoongi já conhecera.

    Mais fácil ela ter chorado de medo

  10. Anne
    Feb 3, '26 at 12:40 am

    — Tragam a sopa.

    Nossa!! Ele foi cruel com elas. Mas fez exatamente o que elas fizeram com a SN

  11. Anne
    Feb 3, '26 at 12:40 am

    — Lee, limpe este lixo. Joguem-nas no Nível 4. Elas agora são unidades de uso público para a guarda externa. Não quero vê-las nunca mais.

    Elas se achavam superiores, agora ficaram no nível mais baixo

  12. Nathy
    Feb 3, '26 at 11:41 pm

    — Isso é para vocês aprenderem — Yoongi disse, ofegante, o suor brilhando em sua testa enquanto ele parava diante das mulheres destroçadas no chão. — Ninguém toca nela. Ninguém olha para ela sem a minha permissão. Se eu ouvir um sussurro, um único boato maldoso sobre S/N a partir de agora… eu não vou apenas bater em vocês. Eu vou entregar cada uma de vocês para os açougueiros de Incheon como carne de segunda categoria.

    Vocês mexeram com a casa de marimbondo

  13. Nathy
    Feb 3, '26 at 11:41 pm

    Um castigo tão quão merecido, chorem, cachorras!

  14. Nathy
    Feb 3, '26 at 11:42 pm

    Ela no coma e ele no dark KKKKKKKKKKKKK Ã-MO

  15. Luana
    Feb 21, '26 at 4:56 pm

    Acordaram o demônio agora aguentem!

  16. Luana
    Feb 21, '26 at 4:57 pm

    Ele devolvendo na mesmo moeda 2x pior foi um alívio pra minha sanidade mental rsrs

  17. Thamiris
    Mar 18, '26 at 5:57 am

    — Por favor, de novo não… — ele sussurrou perto do ouvido dela, a voz rouca, quase um rosnado de súplica. — Acorde, S/N. Se você abrir os olhos, eu juro que o que elas fizeram não será nada perto do que eu vou fazer com elas.

    Sabia que aí tinha gatilho

  18. Thamiris
    Mar 18, '26 at 5:59 am

    — Ela é forte, mas o estrago foi grande. Além das escoriações e do corte na cabeça que precisou de pontos, ela tem uma fratura na terceira costela e uma fissura no rádio do braço esquerdo. Ela levou uma surra sistemática, Yoongi. Chutes, golpes com objetos… Se tivesse demorado mais dez minutos para tirá-la de lá, o pulmão poderia ter sido perfurado.

    Que ódio daquelas put@$

  19. Thamiris
    Mar 18, '26 at 6:02 am

    — Hana, fique aqui. Se ela acordar e você não me chamar imediatamente, você será a próxima — Yoongi disse, passando por Lee. — Vamos, Lee. Quero que elas sintam cada batida do coração antes de eu pará-las.

    Aaahhh,isso ai
    Vinga nossa Sn

  20. Thamiris
    Mar 18, '26 at 6:05 am

    Duas cozinheiras apareceram, pálidas, carregando um caldeirão de metal fumegante. O vapor subia, escaldante.

    MDS
    Sem piedade alguma

  21. Thamiris
    Mar 18, '26 at 6:08 am

    — Lee, limpe este lixo. Joguem-nas no Nível 4. Elas agora são unidades de uso público para a guarda externa. Não quero vê-las nunca mais.

    Bem aí,ele foi king

Nota

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