Capítulo 13 – O Menino Atrás da Máscara
por FanfiqueiraO som das máquinas foi substituído pelo silêncio vigilante de Yoongi, que agora se recusava a deixar o quarto por mais de dez minutos. Ele era como um fantasma pairando sobre o leito de S/N, alternando entre a frieza de um carcereiro e o zelo perturbador de alguém que não suporta ver sua posse mais preciosa se deteriorar.
Nos dias que se seguiram, a suíte de luxo tornou-se um território de tensão silenciosa. As enfermeiras cuidavam dos remédios, mas Yoongi impôs uma regra absoluta: ninguém a tocava para a higiene ou para a alimentação sem que ele estivesse presente.
Ele se sentava ao lado dela, observando as enfermeiras limparem as feridas com o mesmo olhar clínico com que analisava seus registros de tortura. Às vezes, ele mesmo tomava a esponja das mãos delas, passando-a com uma delicadeza bruta pela pele de S/N, limpando o suor da febre.
S/N alternava entre o sono e breves momentos de lucidez. Em sua mente febril, as imagens do passado se fundiam com o presente.
Na terceira noite, a febre de S/N subiu. Ela se contorcia nos lençóis de seda, sussurrando palavras desconexas. Yoongi, que cochilava na poltrona, despertou instantaneamente. Ele se aproximou, colocando a mão em sua testa. Estava escaldante.
— O pão… — ela murmurou, a voz rouca e infantil. — Onde está o pão de leite? Está chovendo… pai, não quebra a foto…
Yoongi congelou. O toque de sua mão em sua testa vacilou por um milésimo de segundo. Ela estava lá. No dia em que ele a ajudou pela primeira vez. Ele pegou uma toalha úmida e fria, pressionando-a contra o rosto dela com uma paciência que Hana jamais acreditaria que ele possuísse.
— O pão acabou, S/N — ele sussurrou, a voz tão baixa que mal ultrapassava o som da própria respiração. — A chuva parou. Ninguém vai quebrar nada aqui.
Ela abriu os olhos lentamente. A visão estava embaçada, mas ela viu os traços de Yoongi sob a luz da luminária. Por um momento, a máscara de monstro dele desapareceu na névoa da febre dela. Ela viu o menino de quinze anos.

— Você voltou… — ela balbuciou, estendendo a mão trêmula e boa, tocando o rosto dele. — Você sempre volta…
O peito de Yoongi se apertou de uma forma que o irritou profundamente. Ele segurou o pulso dela, mas não a afastou. Ele permitiu que os dedos dela traçassem sua mandíbula, sentindo o calor da febre dela contra sua pele fria.
— Eu nunca fui embora — ele respondeu, a voz recuperando a dureza. — Eu sempre estive aqui, mesmo quando você não via, minha pequena tangerina…
Na manhã seguinte, a febre baixou, e com ela, a doçura do delírio. S/N acordou com a mente clara e a dor nos ossos mais presente do que nunca. Yoongi estava sentado à mesa lateral, tomando café e revisando relatórios em seu tablet, como se a noite anterior nunca tivesse acontecido.
Ele percebeu que ela acordou e sinalizou para uma das enfermeiras trazer a bandeja de café da manhã.
— Coma tudo — ele disse, sem desviar os olhos da tela. — O médico disse que se você não ganhar peso, vai demorar mais para a costela consolidar. E eu tenho planos para você que exigem que você esteja de pé.
S/N olhou para ele, o desprezo voltando a brilhar em suas pupilas. A memória de ter tocado o rosto dele durante a noite parecia um pesadelo distante.
— Que planos? — ela perguntou, a voz ainda fraca. — Mais isolamentos? Mais surras?
Yoongi desligou o tablet e caminhou até a cama. Ele se inclinou sobre ela, pegando uma colher com mingau de aveia e levando-a até os lábios dela.
A última colherada de mingau foi engolida em um silêncio tenso. Por um breve e perigoso milésimo de segundo, S/N viu as sobrancelhas de Yoongi relaxarem. O vinco de preocupação que estivera gravado em sua testa desde a noite do massacre no Nível 1 pareceu suavizar. Ele estava aliviado. Ela estava comendo. Ela estava sobrevivendo.
Mas, assim que ele percebeu que ela o observava, a máscara de mármore voltou a cair sobre seu rosto. Ele sentiu o peso do próprio alívio como se fosse uma fraqueza imperdoável.
— Você come como um animal ferido, S/N — ele soltou, a voz saindo mais áspera do que o pretendido, uma tentativa desesperada de recuperar sua autoridade. — Com pressa para se curar apenas para poder me enfrentar de novo.
Ele largou a tigela de cerâmica sobre a mesa de cabeceira com um estalo seco, quase a quebrando. Levantou-se bruscamente, limpando as mãos em um lenço de linho como se o contato com ela o tivesse contaminado de alguma forma.
— Enfermeiras! — ele chamou, sem olhar para trás. — Terminem de servi-la. O cheiro de fraqueza neste quarto está me dando náuseas.
Ele saiu a passos largos, a porta fechando-se com um impacto que fez os aparelhos de monitoramento apitarem.
S/N ficou imóvel, as enfermeiras aproximando-se com cuidado. Ela nem desconfiava que, enquanto tentava processar a confusão de sentimentos que aquele homem lhe causava, Yoongi não havia ido longe.
Yoongi não foi para o escritório. Ele entrou na sala de controle anexa à suíte principal, um espaço onde apenas ele tinha a senha. O ambiente era escuro e frio. Ele se sentou diante do console central e ligou o monitor que transmitia o feed exclusivo da câmera oculta no dossel da cama.
Lá estava ela, em alta definição.
Ele a viu encostar a cabeça no travesseiro, os olhos perdidos no teto. Viu quando uma das enfermeiras ajustou o soro no braço imobilizado dela e como S/N estremeceu com a dor. Ele sentiu uma pontada de fúria por não ter sido ele a ajustar aquele soro, seguida por uma onda de ódio por estar sentindo aquilo.
Ele passou a mão pelo rosto, sentindo a barba por fazer. Yoongi estava obcecado. Ele a vigiava para garantir que ela não fugisse, dizia a si mesmo. Mas a verdade era que ele a vigiava porque não conseguia mais respirar o mesmo ar que ela sem sentir que o menino de quinze anos, aquele que limpou o sangue das mãos dela com uma camiseta velha, estava tentando assumir o controle do monstro que ele se tornara.
— Por que você não quebra logo de uma vez? — ele sussurrou para a tela, vendo S/N fechar os olhos e deixar uma única lágrima escorrer pela têmpora. — Se você quebrasse, eu poderia parar de olhar.
O quarto estava mergulhado naquele silêncio estéril de hospital. Yoongi havia saído como um furacão, e as enfermeiras se moviam como sombras, ajustando os aparelhos. S/N mantinha os olhos fechados, mas sua audição estava aguçada. Foi então que ouviu o sussurro.
— Ele não vai voltar tão cedo — murmurou a enfermeira mais jovem, acreditando que S/N dormia. — Ele parecia exausto. Ficou três dias sem sentar no próprio escritório.
— Nunca vi o Senhor Min assim — a mais velha respondeu, trocando o frasco do soro com um ruído plástico. — Ele não deixou a gente encostar nela para nada além das injeções. Ele mesmo limpou as feridas dela, o tempo todo… lembra? Ele não saía do lado da cama. Parecia que, se ele piscasse, ela pararia de respirar.
S/N sentiu o coração falhar uma batida. Ele? O monstro que a humilhara, que a chamara de buraco, tinha passado as noites em claro cuidando de sua pele queimada? A revelação queimava mais do que a sopa de missô.
— E agora ele foge como se estivesse com medo — a jovem completou. — Homens como ele não sabem o que fazer quando começam a se importar.
Aquelas palavras ficaram ecoando na mente de S/N, mas a realidade dos dias seguintes foi o oposto do que ela esperava. Yoongi não voltou.
Na primeira semana, S/N ainda esperava o som da porta se abrindo e a aura pesada dele invadindo o quarto. Mas apenas Hana aparecia com as refeições, e as enfermeiras faziam o trabalho técnico. O “zelo” de Yoongi havia evaporado tão rápido quanto o delírio da febre.
Na segunda semana, ela já conseguia se sentar sozinha. A costela ainda doía, mas a cor voltava ao seu rosto. Ela perguntou por ele uma única vez, tentando soar indiferente.
— Onde está o seu mestre, Hana? Ele desistiu de cuidar do “troféu”?
Hana nem sequer levantou os olhos da bandeja. — O Senhor Min está ocupado com os negócios em Busan e no Japão. Ele deixou ordens claras: você deve se recuperar e não sair da cobertura. Ele não tem tempo para distrações agora.
Distração. Era isso que ela era.
Três semanas se passaram. O gesso foi retirado, deixando o braço de S/N magro e pálido, mas funcional. As cicatrizes da sopa no pescoço estavam diminuindo, tornando-se marcas rosadas que contavam uma história de horror.
S/N andava pela cobertura, sentindo-se como um fantasma em um castelo vazio. Ela olhava para a porta do escritório de Yoongi, que permanecia trancada. Ela sabia que ele estava na casa — ouvia o som do carro chegando tarde da noite, ouvia os passos pesados no corredor — mas ele nunca entrava. Ele a evitava como se ela fosse uma doença contagiosa.
Longe dali, na sala de monitoramento, Yoongi a observava. Ele via S/N parada diante da janela, olhando para a cidade, e sentia um aperto no peito que descontava quebrando cinzeiros de cristal. Ele estava se forçando a ficar longe. Cada vez que ele chegava perto, o “menino de 15 anos” tentava assumir o controle, e isso era perigoso para os negócios.
Ele precisava que ela voltasse a ser apenas uma dívida. Mas, quanto mais ele se afastava, mais ele percebia que o silêncio dela o estava enlouquecendo mais do que os gritos de Elena.
Ela lembrou dele
Quero ver o que ele vai fazer quando ela continuar do mesmo jeito. Em silêncio
Ele tenta de todas as formas afastar ela
Mas ele não consegue. Está sempre ali
Pois é minha consagrada, ele fez isso
Noossa que situação gente… ela de um lado querendo ele e ele querendo o dobro mas não sabendo como fazer
Pelo amor de Deus, homem, vai atrás dessa mulher logo
Um se quer e o outro tbm, e fica nisso.
Gente, me ajuda a ajudar vcs meus queridos
Se renda logo homem vai ser feliz !
Não vejo a hora dele se render e acabar com essa pose de durão kkk
Lindo o pequeno Yoongi de 15 anos
Aah o muro de gelo
aah cavalo
Homem é bicho besta né kkkk
Ah meu Deus
Ele sempre cuidou dela,do jeito dele,mais cuidou
Que babaca do krlh,que raiva
Mais bipolar que eu,só ele
Acho que tá mais fácil ela te quebrar,do que o contrário