Capítulo 2 – A coleção de vibro
por FanfiqueiraA manhã na cobertura não trouxe o alívio do despertar, mas a confirmação de que o pesadelo era real. S/N não havia dormido. Cada ruído do prédio, cada estalo do sistema de climatização, parecia o passo de Yoongi voltando para reivindicar o que agora era dele por direito de aposta.
Às sete da manhã, a porta se abriu. Não era Yoongi. Uma mulher de seus trinta anos, com o rosto gélido e um uniforme de governanta cinza, entrou no quarto. Seus olhos eram opacos, desprovidos de qualquer brilho de vida, como se ela tivesse visto o inferno e decidido morar lá.
— Levante-se — ordenou a mulher. — O Sr. Min não tolera preguiça em sua propriedade.
S/N sentou-se na cama, puxando os lençóis de seda para cobrir o corpo, embora estivesse totalmente vestida.
— Quem é você? Para onde estão me levando?
— Meu nome é Hana. E você está indo para onde todas as “dívidas” vão antes de serem classificadas.
Hana a conduziu para fora da suíte, mas não em direção ao elevador. Elas desceram uma escadaria interna até um andar que S/N não tinha visto na noite anterior. O cenário mudou drasticamente. O minimalismo moderno deu lugar a um corredor longo, com várias portas numeradas. Ao fundo, uma área comum luxuosa, mas que parecia uma sala de espera de um necrotério de alta classe.
Lá, S/N parou abruptamente. Havia outras.
Cinco mulheres estavam dispersas pelo ambiente. Uma lia um livro, outra retocava a maquiagem com as mãos trêmulas, e uma terceira apenas olhava para o vazio. Todas eram absurdamente bonitas e todas, sem exceção, usavam uma tornozeleira eletrônica prateada e fina, que brilhava sob as luzes LED.
— O que é isso? — S/N sussurrou, o horror subindo pela garganta.
— A coleção — Hana respondeu de forma clínica. — Algumas estão aqui há meses. Outras, apenas semanas. O Sr. Min tem gostos específicos. Algumas de vocês são mantidas na “Reserva Particular”… essas são as que ele decide que ninguém mais pode tocar. As outras…
Hana fez uma pausa, olhando para uma garota loira no canto que parecia ter chorado a noite inteira.
— As outras servem para entreter os sócios dele. Pagamentos de dívidas de terceiros. Moedas de troca para contratos de exportação.
O sangue de S/N gelou. Ela não era apenas uma escrava doméstica; ela estava em um catálogo humano. Antes que pudesse processar a informação, a voz de barítono de Yoongi ecoou pelo andar.
— Classificação concluída, Hana?
Yoongi apareceu no topo da escada. Ele usava uma camisa social branca com as mangas dobradas, revelando as veias dos braços e o relógio que valia mais do que a vida de todas elas juntas. Ele desceu os degraus lentamente, seus olhos ignorando as outras mulheres como se fossem móveis, focando apenas em S/N.
Ele caminhou até ela, parando tão perto que ela podia sentir o cheiro do sabonete caro e do café amargo. Ele estendeu a mão e, com o dedo indicador, traçou a linha da mandíbula de S/N, descendo pelo pescoço até a clavícula.
— Esta aqui… — ele murmurou, a voz vibrando no peito — …não irá para os convidados. Pelo menos não por enquanto.
As outras mulheres lançaram olhares que S/N não soube identificar: era inveja ou uma piedade profunda? Ser a favorita de um monstro era um privilégio ou uma sentença de morte mais lenta?
— Venha comigo — ele ordenou, virando as costas. — É hora de você aprender as regras do seu novo dono.
Yoongi a levou para o seu escritório privado. Ele se sentou atrás da mesa de carvalho e apontou para o chão à frente dele. Não para uma cadeira, mas para o chão. S/N hesitou, o orgulho latejando.
— No chão, S/N. — A voz dele não subiu de tom, mas o frio nela foi o suficiente para fazê-la obedecer. Ela se ajoelhou, as mãos sobre as coxas, sentindo a humilhação queimar como ácido.
— Regra número um — Yoongi começou, abrindo uma pasta com a ficha técnica de S/N, incluindo fotos de sua infância e histórico escolar. — Você não fala a menos que eu pergunte. Seus pensamentos e opiniões morreram no momento em que seu pai assinou o verso daquela nota promissória.
Ele se inclinou para frente, apoiando os cotovelos na mesa.
— Regra número dois. Você nunca sai desta cobertura. O mundo lá fora agora é um privilégio que você perdeu. Tentar fugir resultará na morte imediata do Sr. Kang. Eu não o matarei rápido. Eu farei com que ele deseje nunca ter tido uma filha.
S/N apertou os olhos, as lágrimas caindo silenciosamente no tapete caro.
— Regra número três — Yoongi continuou, sua voz suavizando de uma forma predatória. — Você é de minha exclusividade. Se eu pegar você olhando para um dos meus seguranças, ou se algum convidado colocar as mãos em você sem minha ordem expressa, eu marcarei sua pele para que ninguém mais queira olhar.
Ele se levantou e caminhou até ela, ficando por trás de seu corpo ajoelhado. Ele segurou seu cabelo, puxando a cabeça dela para trás para que ela fosse forçada a olhar para o teto, para o rosto dele que pairava sobre o dela.
— Eu tenho muitas mulheres, S/N. Algumas são descartáveis. Outras são apenas para o gasto. Mas você… você tem algo nos olhos que eu quero quebrar. Eu quero ver o momento exato em que você vai implorar para ser minha, e só minha.
Ele soltou o cabelo dela com um tranco.
— Hoje à noite, teremos um jantar com o alto escalão da máfia japonesa. Você estará lá. Vestirá o que eu mandar. Ficará ao meu lado como um troféu silencioso. Se um dos meus convidados fizer um comentário ou tentar tocá-la, você não reagirá. Eu cuidarei disso à minha maneira.
Yoongi voltou para sua cadeira, pegando uma caneta-tinteiro como se a conversa tivesse sido sobre o clima.
— Hana vai levá-la para o banho e para a preparação. Não me decepcione, S/N. Eu paguei caro por você, e eu sempre extraio cada centavo do meu investimento.
S/N se levantou, as pernas bambas. Ela olhou para Yoongi uma última vez antes de sair. Ele já estava imerso em papéis, a indiferença dele doendo tanto quanto sua crueldade. Ela percebeu, naquele momento, que não estava apenas em uma prisão. Ela estava em um jogo onde as regras mudavam de acordo com o humor do mestre, e onde ela era a peça mais valiosa – e, consequentemente, a que mais sofreria.
O escritório de Min Yoongi era um ambiente onde o silêncio não era ausência de som, mas uma pressão física. S/N permanecia de pé, as mãos entrelaçadas à frente do corpo, observando-o. Ele não tinha mais a caneta nas mãos; agora, girava um isqueiro de prata, o estalar do metal ecoando como pequenas chicotadas no ar.
— Aproxime-se — ele ordenou, sem desviar os olhos da chama que dançava no isqueiro.
S/N deu dois passos cautelosos. O medo era um gosto amargo na sua língua. Quando ela parou à frente da mesa, Yoongi se levantou. Ele contornou o móvel com a elegância de um predador que não tem pressa porque sabe que a presa não tem para onde ir. Ele parou tão perto que ela podia sentir o calor emanando de seu corpo.
Ele estendeu a mão e tocou a lateral do rosto de S/N. O polegar dele deslizou sobre seu lábio inferior, pressionando com força suficiente para machucar levemente.
— Você está tremendo — ele observou, sua voz um rosnado suave e satisfeito. — O que foi? O jantar abriu seus olhos para o tipo de mundo onde você foi jogada?
— Eu… eu só quero ir para o meu quarto — ela sussurrou, desviando o olhar.
Yoongi soltou uma risada sombria. Ele segurou o queixo dela, forçando-a a encará-lo.
— Você ainda não entendeu. Você não tem um quarto. Você tem uma cela de luxo onde eu permito que você descanse quando eu não preciso de você. Mas agora? Agora eu quero que você aprenda como funciona a minha casa.
Ele a soltou e caminhou até o interfone na parede.
— Traga a número 04 — ele disse, com uma frieza clínica que fez o estômago de S/N revirar.
Segundos depois, a porta lateral do escritório se abriu. Uma mulher entrou. Ela não usava roupas, apenas uma coleira de couro preto com uma placa de metal numerada. Seus passos eram silenciosos, ensaiados. Assim que cruzou o limiar, ela não olhou para S/N; seus olhos estavam fixos no chão, em uma submissão absoluta que beirava a hipnose.
A mulher caminhou até o centro do tapete persa e, sem que uma única palavra fosse dita, ajoelhou-se. Ela posicionou as mãos sobre as coxas, as costas retas, a cabeça baixa. Era uma estátua viva de obediência.
— Esta é Mina — Yoongi disse, gesticulando para a mulher nua como se estivesse apresentando um novo carro. — Ela entende o valor da dívida. Ela entende que o corpo dela não pertence mais à sua vontade, mas à minha necessidade.
S/N sentiu o ar faltar. Ela tentou dar um passo atrás, mas Yoongi a segurou pelo braço, puxando-a para perto da mulher ajoelhada.
— Não desvie o olhar, S/N. Esta é a sua primeira aula. Olhe para ela. É assim que você deve se comportar. É assim que uma propriedade se porta diante do seu dono.
Yoongi aproximou-se de Mina. Com um movimento brusco, ele segurou o cabelo da mulher, puxando-o para trás com tanta força que o pescoço dela estalou levemente, forçando-a a olhar para ele. Mina não gemeu; ela apenas abriu a boca levemente, esperando.
— Mostre para ela, Mina. Mostre o que acontece quando eu decido cobrar os juros — Yoongi ordenou.
Ele desabotoou o cinto e a calça, libertando-se com uma impaciência bruta. Ele não buscou prazer romântico; ele buscou domínio. Yoongi guiou o rosto de Mina para sua virilha, e a mulher o acolheu com uma perícia desesperada, os olhos fechados enquanto tentava satisfazê-lo.
S/N fechou os olhos, sentindo as lágrimas queimarem.
— Olhe! — o grito de Yoongi chicoteou o ar. — Abra os olhos, S/N! Se você fechar os olhos de novo, eu juro que vou fazer você ocupar o lugar dela agora mesmo, e eu não serei tão paciente.
Aterrorizada, S/N abriu os olhos. Ela viu Yoongi enforcar Mina com uma das mãos enquanto a outra permanecia enterrada nos cabelos dela. O rosto de Mina estava ficando vermelho, mas ela continuava o serviço, submissa ao ritmo violento que ele impunha.
— Veja como ela não reclama — Yoongi disse, olhando diretamente para S/N enquanto Mina o servia. — Ela não chora por direitos. Ela não pede para ir para o quarto. Ela apenas agradece por ainda ter utilidade.
Ele empurrou Mina para longe com um movimento ríspido, fazendo-a cair de quatro no tapete. Yoongi não perdeu tempo. Ele se posicionou atrás dela, segurando-a pelos quadris com as mãos largas, os nós dos dedos brancos de tanta pressão.
— Olhe direito, S/N — ele rosnou, a voz ficando mais rouca enquanto ele penetrava Mina com um estalo seco.
Mina soltou um grito abafado que foi rapidamente silenciado quando Yoongi a agarrou pelo pescoço por trás, inclinando o corpo dela para baixo enquanto ele bombardeava sua carne com estocadas violentas e rítmicas. O som da pele batendo contra a pele ecoava pelo escritório, um ritmo carnal e primitivo.
— É assim que eu vou foder você quando sua resistência acabar — Yoongi disse, os olhos fixos em S/N, devorando a reação de horror dela. — Eu vou quebrar cada barreira que seu pai construiu. Eu vou encher você até que não reste espaço para o seu orgulho.
Ele deu um tapa forte na nádega de Mina, deixando uma marca vermelha instantânea que contrastava com a pele pálida da mulher. Mina arqueou as costas, um gemido de dor e prazer escapando, mas Yoongi a calou apertando o cerco em seu pescoço.
— Viu isso? — ele perguntou a S/N, aumentando a velocidade, os movimentos tornando-se mais erráticos e brutais. — Ela é minha. Se eu quiser bater nela, eu bato. Se eu quiser marcá-la, eu marco. Ela é um buraco para o meu prazer, nada mais. E você… você é a minha joia da coroa. Você terá o privilégio de ser a única que eu não dividirei com os sócios, desde que aprenda a se ajoelhar como ela.
Yoongi atingiu o ápice com um rosnado gutural, descarregando-se dentro de Mina com uma violência que a fez tremer violentamente contra o chão. Ele permaneceu ali por um momento, ofegante, o suor brilhando em sua testa, a mão ainda firme no pescoço da mulher.
Ele se afastou, limpando-se com um lenço de seda que estava sobre a mesa, agindo como se tivesse acabado de assinar um contrato comum. Ele não olhou para Mina enquanto ela se recompunha silenciosamente, voltando à posição de joelhos, o corpo tremendo, mas o olhar ainda fixo no chão.
— Saia — ele ordenou a Mina.
A mulher se levantou, sem dizer uma palavra, e saiu pela mesma porta lateral, desaparecendo nas sombras do corredor.
Yoongi voltou sua atenção para S/N. Ela estava paralisada, as unhas cravadas nas palmas das mãos. Ele caminhou até ela, parando a centímetros de distância. Ele exalava o cheiro do sexo cru e do poder absoluto.
— Entendeu a lição? — ele perguntou, passando a mão, ainda quente do corpo da outra, pelo pescoço de S/N.
Ela não conseguiu responder. O choque a deixara muda.
— Eu não espero que você me ame, S/N. Eu não preciso de amor. Eu preciso de uma propriedade que saiba o seu lugar. — Ele inclinou-se, sussurrando no ouvido dela, sua voz como veneno destilado. — Amanhã, começaremos o seu treinamento prático. Eu não serei tão rápido quanto fui com ela. Eu vou levar o meu tempo com você. Vou saborear cada centímetro da sua resistência até que ela se transforme em nada além de ruínas.
Ele a pegou pelo braço, arrastando-a em direção à porta do escritório.
— Agora, vá para o seu quarto.
Ele a empurrou para o corredor, onde Hana já a esperava. A porta do escritório se fechou, e o som da tranca ecoou no peito de S/N como o veredito final de sua alma. Ela tinha visto o que a esperava, e o medo que antes era uma chama, agora era um incêndio que ameaçava consumi-la por inteiro.
— Não desvie o olhar, S/N. Esta é a sua primeira aula. Olhe para ela. É assim que você deve se comportar. É assim que uma propriedade se porta diante do seu dono.
Na 1 já tá assim, imagine o resto kkk
Se todas as aulas forem assim. O que podemos devemos esperar da última ?
Eita que ele está malvadão!!!
Já pensei que ela vai tentar fugir nesse jantar
Meu deus imagina que pesadelo kkkk
To gag igual ela kkkkk
Eu to incrédula kkkkkk
Ooh Hana, ce tá aqui tbm kkk
Mds ta ficando muito sombrio
Mds que psicopata
E qual a parte ruim disso? Com um pai desse eu queria mesmo que ele morresse lentamente
Oxii kkk eles olham e a culpa é dela?
To passada chocada
(⊙﹏⊙) medo
Eitaaaa
(O_O;) que doentio, ela devia ser uma psicóloga pra tratar esse louco
Minha nossa, nem começou e já tá assim, q isso? Cristian Gray ? Ã-mo
Mdssss, S/N tá ferrada!!
Esse capítulo foi babado, visse?! Kkkkkkk
Wow!
Que louco,ele tem literalmente um harém
Que nojento
Tinha esquecido,o ódio que tenho pelo Yoon no começo
Que crueldade
Kk,isso é paciência ainda kk
Ah sim mesmo,em público?!!!
Passadaaaaa
Certamente alguém q já foi usada por ele e quando considerada “acabada” se contentou em ser governanta
Aff, lá veeem a tal da Hana
Pra mim já deu, eu vou embora
Meu caro, você tem sérios problemas.
Eita gloriaaaaaa