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Yoongi saiu da sala de punição deixando para trás o cheiro de suor, sexo e o eco do nome que ele nunca deveria ter pronunciado. Ele não voltou para o seu quarto. Ele não suportaria ver S/N de perto sem sentir o impulso de estrangulá-la ou de possuí-la até que ambos perdessem a consciência.

Ele caminhou em direção à sua sala de monitoramento privada, um bunker tecnológico escondido atrás de uma estante de carvalho em seu escritório. O ambiente era frio, iluminado apenas pelo brilho azulado de dezenas de telas que transmitiam, em tempo real, cada ângulo morto de sua propriedade.

Ele se sentou na poltrona de couro, os dedos ainda trêmulos, e focou na tela central: Câmera 01 – Suíte Principal.

Lá estava ela.

S/N era um ponto minúsculo e fragilizado na vastidão da cama de seda. Ela parecia uma boneca quebrada que alguém havia jogado fora. Yoongi aumentou o ganho do áudio, e o som ambiente do quarto inundou a sala de monitoramento. O tique-taque do relógio, o roçar do lençol… e o sussurro que o atingiu como um tiro de misericórdia.

— O que eu estava pensando? — A voz dela veio através dos alto-falantes, carregada de um cansaço que parecia vir da alma. — É claro que ele não mudou… Ele é um monstro. E monstros não mudam.

Yoongi apertou os braços da poltrona com tanta força que o couro rangeu. Ele viu S/N se encolher, abraçando os próprios joelhos, as lágrimas brilhando em seu rosto sob a luz fraca.

— Monstros não mudam… — ele repetiu para o vazio da sala, a voz baixa e perigosa.

Havia uma satisfação distorcida em ouvi-la dizer aquilo. Se ela o visse como um monstro, a ordem natural das coisas seria mantida. Monstros não sentem culpa. Monstros não gritam nomes de mulheres durante o sexo com outras. Monstros apenas… devoram.

Ele a observou por horas. Observou quando ela finalmente parou de chorar e entrou em um estado de catatonia, olhando para a porta que ele fechara com tanta violência. Ele viu o momento em que ela fechou os olhos, mas o corpo continuava tenso, incapaz de relaxar.

— Você está certa, S/N — ele sussurrou para a tela, o rosto iluminado pelo brilho frio do monitor. — Eu vou devorar você. Vou mastigar cada pedaço dessa sua esperança até que você não reconheça mais o seu próprio rosto no espelho.

Ele pegou o rádio e apertou o botão de comunicação direta com a segurança do andar de baixo.

— Amanhã, às seis da manhã, retirem a unidade S/N da cobertura — ele ordenou, a voz sem um pingo de hesitação. — Levem-na para o dormitório comum. Tirem o robe de seda, tirem o relógio. Ela vai usar o uniforme cinza. Ela vai ser apenas mais um número.

Yoongi desligou o monitor da suíte principal, mergulhando a sala na escuridão total. Ele queria que ela sofresse a queda. Queria que o frio do andar de baixo limpasse o calor do toque dela de sua memória.

Mas, enquanto ele fechava os olhos para tentar dormir em seu sofá de couro, a única coisa que ele via era a cicatriz em seu peito e a mão dela se estendendo para tocá-la. O monstro estava pronto para devorar, mas ele não sabia que o veneno daquela presa já estava correndo em seu sangue.

O andar imediatamente abaixo da cobertura era o Nível 1, o “Santuário das Escolhidas”. Ali, o luxo era apenas um pouco menos ostensivo que o de Yoongi, mas a prisão era mais estreita. Eram mulheres que pertenciam apenas a ele. Nos três andares inferiores — o Nível 2, 3 e 4 — ficavam as unidades destinadas ao entretenimento de sócios da Yakuza, políticos corruptos e “amigos” do império Min.

A ponte entre esses mundos era feita pelas funcionárias da limpeza e por Hana, mas o verdadeiro “telefone sem fio” aconteceu naquela madrugada através do elevador de serviço.

A Unidade 02 — a garota de cabelos curtos que Yoongi acabara de destruir — entrou no dormitório do Nível 1 tropeçando nos próprios pés. Ela segurava um lençol contra o corpo, o rosto inchado pelo tapa, mas o que realmente assustava as outras não eram as marcas físicas. Era o olhar de puro pânico dela.

Mina, a 04, que já tinha sido usada como “modelo” no escritório, foi a primeira a se aproximar.

— Ele te quebrou? — Mina sussurrou, ajudando a garota a sentar na borda de uma das camas de ferro forjado.

— Ele não estava lá… — a 02 respondeu, a voz falhando enquanto as lágrimas lavavam o sangue no canto de sua boca. — O corpo era o meu, mas a mente dele estava lá em cima. Ele me usou como se estivesse tentando matar alguém por dentro.

As outras mulheres do andar — cerca de seis escolhidas — se aproximaram, formando um círculo de seda e desespero sob a luz fraca das arandelas.

— A novata — murmurou uma delas, a Unidade 05, uma mulher de traços europeus que estava ali há dois anos. — Hana disse que ela sangrou na cama dele. O lençol foi para o lixo, não para a lavanderia. Ele nunca deixa ninguém sangrar na cama dele. Ele odeia sujeira.

— Ela fez merda — sentenciou outra, com um tom de inveja mal disfarçado. — Ele foi até o quarto de punição depois de sair de perto dela. Ele deve ter se nojado da virgindade dela. Sangue de virgem é pegajoso, cheira a dívida não paga.

— Não… — a 02 interrompeu, a voz agora um fio de navalha. — Vocês não entendem. Quando ele gozou… quando ele estava me enforcando e despejando tudo dentro de mim… ele não gritou de ódio. Ele gritou o nome dela.

O silêncio que se seguiu foi absoluto. No Nível 1, dizer o nome de uma mulher durante o ato era algo inexistente. Yoongi não chamava nomes. Chamar um nome significava que a pessoa existia para ele.

— S/N — a 02 repetiu, como se o nome fosse uma maldição. — Ele gritou “S/N” como se estivesse implorando ou amaldiçoando ela.

A notícia não ficou presa no Nível 1. Uma das faxineiras, que fingia polir o mármore do corredor lateral, ouviu tudo. Dez minutos depois, através do duto de lavanderia que conectava os setores, a informação caiu no Nível 3, onde as unidades de “serviço externo” se preparavam para o dia seguinte.

No Nível 3, o clima era mais hostil. Ali, as mulheres não eram “escolhidas”, eram ferramentas brutas.

— Ouvi dizer que a protegida da cobertura caiu — disse uma das garotas do Nível 3, enquanto pintava as unhas de um vermelho vulgar. — O mestre a jogou de lado e fodeu a 02 até ela quase desmaiar. E o melhor: ele gritou o nome da novata.

— Por que isso é bom? — perguntou uma novata do andar de baixo, confusa.

— Porque significa que ela o tirou do sério — respondeu a veterana, com um sorriso cruel. — E o Sr. Min não gosta de quem o tira do sério. Se ele gritou o nome dela com raiva enquanto possuía outra, significa que a S/N se tornou uma doença para ele. E como ele cura doenças? Extirpando.

As teorias corriam:

  • Grupo A: Achava que S/N tinha algum “truque” e que Yoongi estava obcecado.
  • Grupo B: Achava que ela seria morta ou jogada no Nível 4 (o pior de todos) para ser usada por qualquer um como castigo por ter “profanado” o quarto do mestre.

— Se ela descer para o refeitório comum amanhã — comentou Mina, lá em cima no Nível 1 — vai ser um massacre. Nenhuma de nós aceita uma “favorita” que foi chutada da cobertura. Vamos mostrar para ela que o sangue nos lençóis do patrão não vale nada aqui embaixo.

Enquanto a fofoca se transformava em um plano de hostilidade, todas elas olhavam para o teto. Sabiam que, na manhã seguinte, o “troféu” de Yoongi seria arrastado para a lama. E elas estavam famintas para ver a queda da garota que ousou fazer o monstro gritar um nome.

18 Comentários

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  1. Anne
    Feb 2, '26 at 3:18 pm

    Enquanto a fofoca se transformava em um plano de hostilidade, todas elas olhavam para o teto. Sabiam que, na manhã seguinte, o “troféu” de Yoongi seria arrastado para a lama. E elas estavam famintas para ver a queda da garota que ousou fazer o monstro gritar um nome.

    Elas vão ir com tudo para cima da SN

  2. Anne
    Feb 2, '26 at 3:18 pm

    Mas, enquanto ele fechava os olhos para tentar dormir em seu sofá de couro, a única coisa que ele via era a cicatriz em seu peito e a mão dela se estendendo para tocá-la. O monstro estava pronto para devorar, mas ele não sabia que o veneno daquela presa já estava correndo em seu sangue.

    Vamos ver até quando ele vai conseguir ficar longe dela

  3. IASMINE
    Feb 2, '26 at 7:40 pm

    Enquanto a fofoca se transformava em um plano de hostilidade, todas elas olhavam para o teto. Sabiam que, na manhã seguinte, o “troféu” de Yoongi seria arrastado para a lama. E elas estavam famintas para ver a queda da garota que ousou fazer o monstro gritar um nome.

    Nossa isso vai ser um massacre pqp

  4. Karine
    Feb 2, '26 at 9:44 pm

    Yoongi saiu da sala de punição deixando para trás o cheiro de suor, sexo e o eco do nome que ele nunca deveria ter pronunciado. Ele não voltou para o seu quarto. Ele não suportaria ver S/N de perto sem sentir o impulso de estrangulá-la ou de possuí-la até que ambos perdessem a consciência.

    (⊙Д⊙)

  5. Karine
    Feb 2, '26 at 9:46 pm

    — Você está certa, S/N — ele sussurrou para a tela, o rosto iluminado pelo brilho frio do monitor. — Eu vou devorar você. Vou mastigar cada pedaço dessa sua esperança até que você não reconheça mais o seu próprio rosto no espelho.

    Misericórdia

  6. Karine
    Feb 2, '26 at 9:50 pm

    O silêncio que se seguiu foi absoluto. No Nível 1, dizer o nome de uma mulher durante o ato era algo inexistente. Yoongi não chamava nomes. Chamar um nome significava que a pessoa existia para ele.

    Imagino a cena elas com coleiras e se olhando kkk

  7. Karine
    Feb 2, '26 at 9:53 pm

    Enquanto a fofoca se transformava em um plano de hostilidade, todas elas olhavam para o teto. Sabiam que, na manhã seguinte, o “troféu” de Yoongi seria arrastado para a lama. E elas estavam famintas para ver a queda da garota que ousou fazer o monstro gritar um nome.

    Puuttzz

  8. Nathy
    Feb 3, '26 at 10:54 pm

    S/n está ferrada.

  9. Nathy
    Feb 3, '26 at 10:55 pm

    Ou S/N vai se lascar na mão delas, ou ela vai dar trabalho pro Yoongi

  10. Nathy
    Feb 3, '26 at 10:55 pm

    Ansiosa para o próximo capítulo

  11. Sheila
    Feb 19, '26 at 9:37 pm

    — Monstros não mudam… — ele repetiu para o vazio da sala, a voz baixa e perigosa.

    Agora o bicho vai pegar?!
    Ele deve estar furioso!!!

  12. Sheila
    Feb 19, '26 at 9:39 pm

    — Você está certa, S/N — ele sussurrou para a tela, o rosto iluminado pelo brilho frio do monitor. — Eu vou devorar você. Vou mastigar cada pedaço dessa sua esperança até que você não reconheça mais o seu próprio rosto no espelho.

    Morri!!! Que homem cruel!!! Mas não adianta correr do Cordeiro!!! Kkkk

  13. Sheila
    Feb 19, '26 at 9:40 pm

    E as outras com inveja e curiosidade sobre a SN… não adianta, o Yoongi já é dela!!! Kkkk

  14. Luana
    Feb 21, '26 at 3:37 pm

    As cobras tudo com inveja

  15. Thamiris
    Mar 17, '26 at 10:05 am

    — A novata — murmurou uma delas, a Unidade 05, uma mulher de traços europeus que estava ali há dois anos. — Hana disse que ela sangrou na cama dele. O lençol foi para o lixo, não para a lavanderia. Ele nunca deixa ninguém sangrar na cama dele. Ele odeia sujeira.

    Eita, Sn quebrando os padrões

  16. Thamiris
    Mar 17, '26 at 10:06 am

    — Ela fez merda — sentenciou outra, com um tom de inveja mal disfarçado. — Ele foi até o quarto de punição depois de sair de perto dela. Ele deve ter se nojado da virgindade dela. Sangue de virgem é pegajoso, cheira a dívida não paga.

    Sempre tem uma mal fudida

  17. Thamiris
    Mar 17, '26 at 10:07 am

    A notícia não ficou presa no Nível 1. Uma das faxineiras, que fingia polir o mármore do corredor lateral, ouviu tudo. Dez minutos depois, através do duto de lavanderia que conectava os setores, a informação caiu no Nível 3, onde as unidades de “serviço externo” se preparavam para o dia seguinte.

    Telefone sem fio

  18. Thamiris
    Mar 17, '26 at 10:11 am

    — Se ela descer para o refeitório comum amanhã — comentou Mina, lá em cima no Nível 1 — vai ser um massacre. Nenhuma de nós aceita uma “favorita” que foi chutada da cobertura. Vamos mostrar para ela que o sangue nos lençóis do patrão não vale nada aqui embaixo.

    Lá vai Sn comer o pão que o diabo amassou,na mão dessa mina

Nota

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