Capítulo 17 – O Monopólio da Existência
por FanfiqueiraO sol de Seul entrava pelas janelas do escritório de Min Yoongi, mas não trazia calor. O ambiente ainda estava impregnado pelo cheiro forte de uísque e pelo peso dos dossiês espalhados. Yoongi não havia dormido. Seus olhos estavam vermelhos, a mandíbula tensa enquanto ele observava o monitor central. S/N estava acordada.
Ele pegou o rádio. — Hana. Entre agora. Faça as perguntas que eu te passei. Se você falhar em conseguir uma reação, você sabe o que acontece.
No monitor, ele viu Hana entrar no quarto de S/N. A governanta carregava uma bandeja de prata com frutas frescas, mas suas mãos tremiam levemente. Yoongi inclinou-se para frente, ajustando o volume do áudio. Ele queria ouvir cada respiração, cada hesitação.
S/N estava de pé, caminhando lentamente perto da janela. Ela parecia mais forte, a pele recuperando o viço, o que só servia para aumentar a paranoia de Yoongi. Ela se virou quando Hana entrou.
— Coma um pouco, S/N. Você precisa de forças — disse Hana, tentando manter a voz estável enquanto colocava a bandeja sobre a mesa.
S/N pegou um pedaço de maçã, olhando para o horizonte. — Eu me sinto melhor, Hana. A tempestade de ontem parece ter levado um pouco da dor embora.
Hana respirou fundo, sabendo que Yoongi estava ouvindo cada sílaba. Ela começou a sondar, a voz saindo como se fosse apenas uma curiosidade de mulher. — Sabe… as enfermeiras comentaram algo. Você estava agitada durante a noite. Elas disseram que você sussurrou algo… um “eu te amo”. — Hana fez uma pausa dramática, limpando o canto da mesa. — Você estava sonhando? Ou… será que aquela frase era para o patrão?
No escritório, Yoongi prendeu a respiração. O copo de cristal em sua mão estava prestes a estraçalhar.
S/N soltou uma risada curta, seca e carregada de ironia. Ela se virou para Hana com uma expressão que fez o coração de Yoongi despencar. — Pro Yoongi? — ela perguntou, a voz tingida de incredulidade. — Ah, por favor, Hana… olhe para mim. Olhe onde eu estou, o que ele fez comigo. Eu não sou masoquista a esse ponto.
Ela deu mais um passo, voltando a olhar para o céu de Seul. — Eu não lembro de ter dito nada. Uma das enfermeiras disse que eu estava com febre, talvez tenha sido um delírio. Mas se eu disse… — um sorriso doce, quase angelical, surgiu nos lábios de S/N. Seus olhos brilharam de uma forma que fez o coração do Yoongi parar por um segundo. — Com certeza foi pensando no meu primeiro amor. O garoto que me deu o meu primeiro beijo.
Hana empalideceu. O desespero cruzou o rosto da governanta, que lançou um olhar fugaz para a câmera escondida no sensor de fumaça. Ela queria que S/N parasse. Ela queria gritar para S/N se calar antes que a cobertura inteira fosse reduzida a cinzas pela fúria do homem que assistia a tudo.
— S/N, talvez você não devesse… — Hana tentou intervir, a voz trêmula.
— Por que não? — S/N continuou, perdida na própria memória, sem notar o terror de Hana. — Ele era fofo, Hana. Atencioso. O oposto do que vivo aqui. Pensar nele é a única coisa que me mantém sã neste lugar de monstros.
S/N voltou a olhar pela janela, um suspiro nostálgico escapando de seus lábios, enquanto Hana recuava, pegando a bandeja vazia com as mãos suando frio.
O escritório de Min Yoongi exalava o cheiro metálico de perigo iminente. Ele não era mais o homem que cuidava das feridas de S/N com uma esponja úmida; ele era o predador que acabara de descobrir que sua presa guardava um tesouro que ele não podia confiscar: um sentimento por outra pessoa.
— FOFO E ATENCIOSO! — Yoongi rugiu, o som ricocheteando nas paredes de isolamento acústico.
Ele chutou a poltrona de couro, jogando-a contra a estante de livros raros. O ciúme que sentia não era racional; era uma possessividade doentia que transcendia o corpo de S/N. Ele queria os pensamentos dela. Queria as memórias. Ele queria ser o dono de cada centímetro do passado dela, mas o brilho que vira nos olhos dela através do monitor — aquele brilho de nostalgia doce — era uma faca cega girando em sua ferida mais profunda.
— Você quer o seu “primeiro amor”, S/N? — ele sibilou para a tela, os olhos injetados de sangue. — Pois eu vou enterrar esse fantasma na sua frente. Vou mostrar que ninguém sobrevive ao que eu quero possuir.
Ele pegou o rádio com uma calma glacial, o sinal de que a fúria havia se transformado em estratégia de execução.
— Lee. Traga o primeiro dossiê. O tal Ji-hoon. Se ele estiver respirando, eu quero ele em Seul antes do pôr do sol. E Lee… continue cavando. Se houve alguém que eu não vi, se houve um nome que escapou dos meus radares nesses anos de vigilância, eu quero a cabeça desse homem em uma bandeja.
Yoongi caminhou até o banheiro privativo. Ele abriu a torneira de prata e jogou água gelada no rosto, tentando afogar o incêndio em sua mente. Ao levantar a cabeça, o espelho lhe devolveu a imagem de um estranho.
As cicatrizes, o olhar desprovido de qualquer traço de misericórdia, a aura de um homem que negociava vidas como mercadoria. Onde estava o menino que comprava flores “achadas no lixo”? Onde estava o jovem que protegia S/N da chuva em um porão úmido?
— Você disse que o ama, S/N… — ele murmurou, encostando a testa no vidro frio do espelho. — Você ama um futuro homem morto!
Ele sentia uma dor aguda: a percepção de que ela amava alguém do seu passado, e o odiava. E, no seu delírio de ciúmes, ele estava disposto a destruir quem fosse, para que ela não tivesse mais para onde fugir emocionalmente.
Ele saiu do escritório, seu sobretudo preto balançando. Ao passar pelo corredor, as enfermeiras colaram as costas na parede, prendendo a respiração. A energia que emanava dele era letal, um vácuo que parecia sugar todo o oxigênio do ambiente.
Yoongi parou diante da porta da suíte, a mão pairando sobre a maçaneta de ouro como se ela estivesse em brasas. O eco do riso de S/N e as palavras “fofo e atencioso” martelavam em sua têmpora. Ele sentia uma náusea de ódio.
Em sua mente distorcida, ele nunca fora “fofo”. Nem quando comprou aquelas flores, nem quando a protegeu da chuva. Ele se via apenas como um predador em formação, alguém que já tinha as mãos sujas antes mesmo de saber o que era um beijo. Se S/N guardava a memória de um garoto doce, então esse garoto não era ele. Só podia ser outro. Alguém que sorriu para ela quando ele não estava olhando. Alguém que a tocou com uma ternura que ele, Min Yoongi, nunca possuiu.
Ele não queria entrar e dizer que era ele. Ele queria entrar e exigir o nome do homem que ousou ser o que ele nunca conseguiu ser. Ele não queria amor; ele queria o monopólio da existência dela.
Ele girou a maçaneta e entrou.
S/N ainda estava na janela, a silhueta emoldurada pela luz matinal que parecia ignorar a escuridão que acabara de invadir o quarto. Ela não se virou, achando que Hana retornara para recolher a bandeja.
— Hana? Esqueceu alguma coisa?
— Hana saiu — a voz de Yoongi soou como um trovão baixo, preenchendo o quarto com uma pressão atmosférica que fez os ouvidos de S/N estalarem.
Ela sobressaltou-se, virando-se bruscamente. O brilho de ternura e o sorriso que ele vira através do monitor evaporaram instantaneamente. No lugar da doçura, surgiu uma máscara de desprezo e uma cautela que o feriu mais do que qualquer lâmina. A rapidez daquela mudança foi o que mais o irritou: para o “fantasma” do passado, ela tinha flores nos olhos; para ele, ela só tinha espinhos.
— O que você quer agora? — ela perguntou, cruzando os braços sobre o peito, recuando até que suas costas tocassem o vidro frio da janela.
Yoongi caminhou em sua direção com passos lentos, predatórios, o som de seus sapatos de grife contra o assoalho soando como uma contagem regressiva. Ele parou a centímetros dela, invadindo seu espaço de forma sufocante, exalando o cheiro de uísque e uma obsessão que beirava a loucura. Ele a cercou contra o parapeito, apoiando as mãos de cada lado do corpo dela, prendendo-a em sua jaula de carne e terno caro.
— Eu ouvi dizer que você anda tendo sonhos nostálgicos, S/N — ele sussurrou perto do ouvido dela, a voz rouca, trêmula de um ciúme que ele não conseguia mais mascarar. — Falando de primeiros amores… de beijos infantis com garotos “fofos”.
S/N sentiu um calafrio violento. Seus olhos foram instintivamente para o sensor de fumaça no teto, e depois para a luminária. A percepção a atingiu como um tapa físico.
— Você me vigia até quando eu dormo? — a voz dela tremeu de puro nojo. — Você é doente, Yoongi. Você é um maníaco deplorável.
Yoongi soltou um riso sombrio, inclinando a cabeça para observar a pulsação acelerada no pescoço dela.
— Eu sou o seu dono. E o que é meu, eu vigio com cada fibra do meu ser. Eu não tolero segredos, S/N. Principalmente segredos que envolvem outros homens.
Ele levou a mão ao rosto dela, mas não havia rastro da delicadeza clínica dos dias anteriores. Ele segurou o queixo dela com uma força bruta, forçando-a a encarar o abismo negro de suas pupilas.
— Vou te dar um conselho, minha pequena tangerina: apague essas memórias. Esse garoto “fofo” e “atencioso” por quem você suspira… Eu vou caçar cada um desses seus “ex-namorados”. Vou trazê-los aqui um por um e mostrar a você o quão medíocres eles são perto de mim.
Ele apertou um pouco mais, a voz caindo para um registro perigosamente baixo.
— Se eu descobrir quem é o dono desse “eu te amo”, eu vou garantir que a última imagem que ele veja na vida seja a minha mão no seu pescoço. Eu vou transformar cada lembrança doce sua em um pesadelo tão profundo que você vai implorar para esquecer que um dia soube o que é o amor.
Ele a soltou bruscamente, a força de seus dedos deixando marcas rosadas e nítidas na pele pálida dela. S/N cambaleou, o peito arfando de indignação e um medo que ela tentava engolir.
Yoongi deu as costas e saiu do quarto sem olhar para trás. Ele não suportava ver o brilho voltando aos olhos dela se ele ficasse — porque sabia que aquele brilho nunca seria para ele. A porta bateu com um estrondo que pareceu selar a cobertura em um vácuo de tensão.
S/N ficou ali, tremendo, as mãos agarrando o parapeito para não desabar. Ela sentia o ódio por ele crescer como uma hera venenosa.
De volta ao escritório, Yoongi não se sentou. Ele andava de um lado para o outro como um animal enjaulado.
— Lee! — ele gritou pelo interfone.
O segurança entrou segundos depois, já sabendo que o temperamento do patrão tinha cruzado a linha da racionalidade.
— Senhor?
— Quero o Ji-hoon. Agora. Não me importa se ele tem família, não me importa se ele é um santo. Se ele foi o primeiro, ele vai ser o primeiro a pagar. E procure por qualquer outro. Alguém que ela tenha conhecido em segredo. Alguém que tenha sido “atencioso” demais.
Yoongi parou diante do monitor, observando S/N chorar silenciosamente na janela.
— Eu vou mostrar a ela, Lee — Yoongi sussurrou, mais para si mesmo do que para o subordinado. — Eu vou mostrar que o único homem que restou no mundo dela sou eu. Mesmo que eu tenha que queimar todo o resto.
Ele cada vez afasta ela mais
Destrói o pouco que ainda resta da essência dela
— Você me vigia até quando eu dormo? — a voz dela tremeu de puro nojo. — Você é doente, Yoongi. Você é um maníaco deplorável.
Se duvidar, sabe até quantas vezes ela respirou kkkkkkkk
Será que ele vai se destruir também? Ja que quer acabar com todos, deveria começar por si mesmo
— Quero o Ji-hoon. Agora. Não me importa se ele tem família, não me importa se ele é um santo. Se ele foi o primeiro, ele vai ser o primeiro a pagar. E procure por qualquer outro. Alguém que ela tenha conhecido em segredo. Alguém que tenha sido “atencioso” demais.
Ele n quer saber, tá cego e perturbado pelo ciúmes
Hana respirou fundo, sabendo que Yoongi estava ouvindo cada sílaba. Ela começou a sondar, a voz saindo como se fosse apenas uma curiosidade de mulher. — Sabe… as enfermeiras comentaram algo. Você estava agitada durante a noite. Elas disseram que você sussurrou algo… um “eu te amo”. — Hana fez uma pausa dramática, limpando o canto da mesa. — Você estava sonhando? Ou… será que aquela frase era para o patrão?
Falou na “brincadeira” mas acertou em cheio
S/N ficou ali, tremendo, as mãos agarrando o parapeito para não desabar. Ela sentia o ódio por ele crescer como uma hera venenosa.
Nem ela imagina que o eu te amo foi pra ele
O coitado kkkkkk pagando o pato por de novo
Quando ele descobrir que o homem que ela ama é ele do passado, a cabeça vai explodir kkkk
Ele tá é louco isso sim ! Que monstruoso
Raiva do homem agora!!! Kkkk
Mas ela não tá mentindo!!!
Olha o que o amor faz!!!
O único homem do mundo é ele!!!
Então demostra!!! Kkkk
Essa Hana sofre hein kkkk coitada
Kkkkkk isso foi engraçado, imagino a cena
A bela e a fera
Você disse que o ama, S/N? Ama o Krlh kkkkkkk
Kkkkk seu eu fosse ela ria na cara dele kkk
Uai, ele não chamava ela assim quando eram adolescentes?
Coitado do homem uai
Terminou de matar o patrão
Creio não Sn,acabou de iniciar um incêndio
Ainda não sei se isso é bonito ou é doentio
Não creio que ele vai matar um homem inocente,com filhos e família,por isso não?!