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O ecossistema da mansão Min era movido a medo, mas o medo tem uma face perversa: a inveja. Quando a notícia de que Yoongi havia chamado S/N ao seu escritório particular para “tratar” suas queimaduras se espalhou, o veneno transbordou. No Nível 1, as mulheres não viam a brutalidade do curativo; elas viam apenas o privilégio do toque. Para elas, Yoongi não estava punindo S/N.

Elena, com o nariz quebrado e envolto em gaze, liderava o coro de ódio no dormitório.

— Ela vai voltar para a cobertura — sibilou Elena, a voz anasalada pela dor. — Ela vai contar o que fizemos e o Mestre vai nos descartar como lixo.

As outras submissas tremiam. O medo de serem punidas por Yoongi era o único motor de suas vidas. Mas quando Hana desceu, com o semblante gélido, e anunciou que S/N não voltaria para a cobertura, mas que fora jogada em uma cela de isolamento no fundo do Nível 1 por ser “uma dívida insolvente e problemática”, o medo se transformou em oportunidade.

— Ele a isolou — Hana disse, curta e grossa. — Ninguém entra, ninguém sai. Ordens do Sr. Min.

Hana se retirou, mas sua omissão foi o sinal verde que elas precisavam. Se Yoongi a isolara, ele não queria vê-la. E se ele não queria vê-la, talvez não se importasse se ela sofresse um “acidente” naquela cela escura. Elas sabiam que o segurança da monitoria do turno da tarde, um homem corruptível chamado Kang, tinha dívidas de jogo. Elena tinha jóias escondidas que valiam a liberdade de Kang. O plano foi traçado no escuro, entre sussurros de mulheres que haviam esquecido o que era a compaixão.

Enquanto isso, a quilômetros dali, Min Yoongi estava no epicentro de uma negociação que definiria o controle das rotas de exportação do Mar Amarelo. O local era uma sala de conferências esterilizada em um prédio comercial de fachada legalista. Do outro lado da mesa, os representantes do Sindicato de Busan, homens de cicatrizes antigas e modos rudes.

Yoongi estava impecável. O terno cinza-chumbo, a gravata perfeitamente ajustada. Ele parecia a personificação da ordem, mas sua mente era um campo de batalha.

— O tratado é simples, Min — disse o líder de Busan, jogando um maço de documentos sobre a mesa de vidro. — Cinquenta por cento da logística de Incheon passa por nós, ou o sangue vai manchar o cais antes do pôr do sol.

Yoongi não piscou. Ele pegou uma caneta-tinteiro de ouro, mas seus olhos desviaram por um segundo para o relógio de pulso — o que estava conectado ao sistema de segurança de sua mansão. Ele tinha o hábito de monitorar S/N discretamente pelo celular durante reuniões longas. Era sua âncora de controle.

Ele abriu o aplicativo.

Nível 4… OK. Nível 3… OK. Refeitório… OK. Cela de Isolamento – Nível 1… Tela Preta.

O coração de Yoongi deu uma batida errática, algo que ele não permitia há décadas. Ele atualizou o sinal. Nada. A câmera que deveria mostrar S/N encolhida no chão de pedra estava morta.

— Senhor Min? Temos um acordo? — o homem de Busan perguntou, irritado com o silêncio.

Yoongi ignorou a pergunta. Ele discou o número do responsável pela sala de monitoramento. Chamou uma, duas, três vezes. Caixa postal. Ele sentiu uma pressão gélida subir por sua espinha. Ele ligou para o chefe da segurança externa.

— Vá até a sala de monitoramento. Agora — Yoongi ordenou, a voz saindo como um trovão baixo, interrompendo a reunião.

— Mas senhor, estamos no meio do tratado… — o segurança hesitou pelo rádio.

— SE EU TIVER QUE REPETIR, VOCÊ ESTÁ MORTO! — Yoongi gritou, perdendo a compostura pela primeira vez na frente de seus inimigos.

Os homens de Busan se levantaram, achando que era uma emboscada. Yoongi nem olhou para eles. Ele estava focado no rádio.

— Senhor… aqui é o segurança Lee. Encontramos o Kang. Ele está desmaiado na sala de monitoria… os cabos do Nível 1 foram cortados manualmente.

O mundo de Yoongi parou. Ele sabia exatamente o que aquilo significava. Ele conhecia a natureza predatória das mulheres que ele mesmo treinou para serem cruéis umas com as outras.

— Assine essa porra — Yoongi disse, empurrando o contrato para o líder de Busan sem sequer ler as cláusulas de lucro. — O porto é de vocês. Quarenta por cento. Cinquenta. Tanto faz. Assine e saia da minha frente antes que eu decida que matar todos nesta sala é a única forma de aliviar meu estresse.

Chocados com a rendição súbita e a fúria nos olhos de Min, os homens assinaram. Yoongi nem esperou a tinta secar. Ele saiu da sala em disparada, os seguranças correndo para acompanhá-lo enquanto ele descia pelo elevador privativo.

— Dirija como se sua vida dependesse disso — ele rosnou para o motorista ao entrar no carro blindado. — Porque se algo aconteceu com aquela unidade, a sua vida realmente acaba hoje.

Enquanto o carro de Yoongi cortava o trânsito de Seul a 160 km/h, o inferno havia se instalado na cela de isolamento.

Elena e outras quatro submissas haviam subornado Kang antes dele ser nocauteado para garantir que o sinal fosse cortado. Elas entraram na cela com pedaços de madeira retirados do almoxarifado e cintos de couro.

S/N estava fraca. A sopa quente havia deixado bolhas em seu pescoço e a falta de comida a deixara tonta. Quando a porta se abriu, ela não viu Yoongi. Viu o rosto desfigurado de Elena.

— O Mestre não está olhando agora, princesinha — Elena sibilou, desferindo o primeiro tapa que jogou S/N contra a parede de pedra. — Vamos ver se você ainda é tão corajosa sem a proteção dele.

O que se seguiu foi uma demonstração de covardia absoluta. S/N tentou se defender, mas eram cinco contra uma. Elas a chutaram, puxaram seus cabelos, descontando nela anos de frustração e submissão que deviam a Yoongi. S/N não gritou. Ela mordeu os lábios até sangrar, recusando-se a dar a elas o prazer de ouvir sua dor, exatamente como fizera com o patrão.

A surra durou minutos que pareceram horas. Quando Elena finalmente se cansou, desferiu um último chute no estômago de S/N, que desabou, batendo a cabeça contra a borda do estrado de madeira que servia de cama. O mundo dela escureceu.

O sedã de Yoongi derrapou na entrada da mansão antes mesmo do portão abrir completamente. Ele saltou do carro antes que ele parasse totalmente.

— ONDE ELA ESTÁ? — ele rugiu ao entrar no hall.

Hana apareceu, pálida. Ela sabia que tinha perdido o controle da situação.

— Elas… elas entraram no isolamento, senhor. Eu tentei parar, mas…

Yoongi nem terminou de ouvir. Ele correu para o elevador, descendo para o Nível 1. O corredor estava estranhamente silencioso. As submissas haviam voltado para suas camas, fingindo dormir, mas o cheiro de suor e violência ainda pairava no ar.

Ele chutou a porta da cela de isolamento.

A visão que o recebeu foi o que finalmente quebrou a máscara de Min Yoongi.

S/N estava caída em posição fetal. O uniforme cinza estava rasgado e manchado de um sangue novo, vermelho vivo. Seu rosto, antes tão altivo em seu silêncio, estava coberto de hematomas roxos. Ela estava desacordada, a respiração tão fraca que mal movia seu peito.

O segurança Lee, que havia chegado segundos antes, estava paralisado.

— Ela está… ela está viva, senhor? — o segurança sussurrou, estendendo a mão para checar o pulso dela.

Yoongi deu um passo à frente, sua aura era de pura destruição. Ele afastou o segurança com um empurrão que o jogou contra a parede.

— Não toque nela — Yoongi sibilou, a voz carregada de um veneno mortal.

Ele se ajoelhou no chão sujo da cela. Seus dedos, os mesmos que haviam assinado sentenças de morte e tratado as queimaduras dela com desdém, agora tremiam visivelmente. Ele passou o braço por baixo do corpo dela, sentindo como ela estava leve e gélida.

— S/N? — ele chamou, a voz quase um sussurro, desprovida da autoridade habitual.

Não houve resposta. A cabeça dela pendeu para o lado, revelando um corte profundo na têmpora.

Yoongi a levantou nos braços, apertando-a contra o seu peito de uma forma que não era possessiva, mas desesperada. Ele caminhou pelo corredor do Nível 1, e todas as mulheres que estavam nas camas se encolheram sob os lençóis. Elas sabiam. Elas haviam despertado o verdadeiro demônio.

Ele não a levou para a enfermaria. Ele a levou para o seu próprio elevador. Para a sua cobertura. Para a sua cama.

— Lee — Yoongi disse, sem olhar para trás enquanto as portas do elevador se fechavam. — Reúna todas as mulheres que estavam fora de suas camas nos últimos trinta minutos. Coloque-as no refeitório. E chame o meu médico pessoal. Se ela não acordar em uma hora… eu vou queimar este andar com todas elas dentro.

As portas se fecharam. No espelho do elevador, Yoongi viu seu reflexo. Ele estava sujo com o sangue de S/N. E pela primeira vez na vida, o Dono da Noite sentiu o que era o verdadeiro terror: o medo de perder a única coisa que ele nunca admitiu possuir.

24 Comentários

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  1. Anne
    Feb 2, '26 at 5:07 pm

    As portas se fecharam. No espelho do elevador, Yoongi viu seu reflexo. Ele estava sujo com o sangue de S/N. E pela primeira vez na vida, o Dono da Noite sentiu o que era o verdadeiro terror: o medo de perder a única coisa que ele nunca admitiu possuir.

    Agora ficou desesperado

    1. Luana
      @AnneFeb 21, '26 at 4:41 pm

      A postura de durão indo pro ralo!

  2. Anne
    Feb 2, '26 at 5:09 pm

    — Lee — Yoongi disse, sem olhar para trás enquanto as portas do elevador se fechavam. — Reúna todas as mulheres que estavam fora de suas camas nos últimos trinta minutos. Coloque-as no refeitório. E chame o meu médico pessoal. Se ela não acordar em uma hora… eu vou queimar este andar com todas elas dentro.

    Agora tem duas opções ruins: ela acordar e ele se “vingar”de todas, mas não matar, talvez uma tortura aqui e outra acolá ou ela não acordar e ele realmente queimar o andar com todas

    1. Luana
      @AnneFeb 21, '26 at 4:44 pm

      De o castigo digno pra essas víboras !

  3. Anne
    Feb 2, '26 at 5:10 pm

    Hana apareceu, pálida. Ela sabia que tinha perdido o controle da situação.

    Acho que vai sobrar pra todo mundo, inclusive o segurança

  4. Marcela
    Feb 2, '26 at 5:14 pm

    [— SE EU TIVER QUE REPETIR, VOCÊ ESTÁ MORTO! — Yoongi gritou, perdendo a compostura pela primeira vez na frente de seus inimigos.

    SN tá deixando pra ser homem doido

  5. IASMINE
    Feb 2, '26 at 9:14 pm

    Ele não a levou para a enfermaria. Ele a levou para o seu próprio elevador. Para a sua cobertura. Para a sua cama.

    Perdeu o controle, agora ele não tem como mentir pra ele mesmo

  6. IASMINE
    Feb 2, '26 at 9:16 pm

    — Lee — Yoongi disse, sem olhar para trás enquanto as portas do elevador se fechavam. — Reúna todas as mulheres que estavam fora de suas camas nos últimos trinta minutos. Coloque-as no refeitório. E chame o meu médico pessoal. Se ela não acordar em uma hora… eu vou queimar este andar com todas elas dentro.

    Mexeram com a mulher errada, tão tudo fudida

  7. Karine
    Feb 2, '26 at 10:24 pm

    — SE EU TIVER QUE REPETIR, VOCÊ ESTÁ MORTO! — Yoongi gritou, perdendo a compostura pela primeira vez na frente de seus inimigos.

    Uiii tá com medinho

  8. Karine
    Feb 2, '26 at 10:26 pm

    — Dirija como se sua vida dependesse disso — ele rosnou para o motorista ao entrar no carro blindado. — Porque se algo aconteceu com aquela unidade, a sua vida realmente acaba hoje.

    Para, to começando a gostar dele, credo

  9. Karine
    Feb 2, '26 at 10:31 pm

    Yoongi deu um passo à frente, sua aura era de pura destruição. Ele afastou o segurança com um empurrão que o jogou contra a parede.

    Iiiih tá lá viu

  10. Karine
    Feb 2, '26 at 10:33 pm

    Yoongi a levantou nos braços, apertando-a contra o seu peito de uma forma que não era possessiva, mas desesperada. Ele caminhou pelo corredor do Nível 1, e todas as mulheres que estavam nas camas se encolheram sob os lençóis. Elas sabiam. Elas haviam despertado o verdadeiro demônio.

    Oii Min Luci

  11. Karine
    Feb 2, '26 at 10:34 pm

    — Lee — Yoongi disse, sem olhar para trás enquanto as portas do elevador se fechavam. — Reúna todas as mulheres que estavam fora de suas camas nos últimos trinta minutos. Coloque-as no refeitório. E chame o meu médico pessoal. Se ela não acordar em uma hora… eu vou queimar este andar com todas elas dentro.

    Irrrullll

  12. Nathy
    Feb 3, '26 at 11:29 pm

    Agora ele sabe que ela não é apenas um objeto para ele

  13. Nathy
    Feb 3, '26 at 11:29 pm

    Espero que todas elas sofram, pior do que a S/N sofreu

  14. Nathy
    Feb 3, '26 at 11:30 pm

    Espero que S/N fique bem logo

  15. Sheila
    Feb 19, '26 at 9:53 pm

    O que se seguiu foi uma demonstração de covardia absoluta. S/N tentou se defender, mas eram cinco contra uma. Elas a chutaram, puxaram seus cabelos, descontando nela anos de frustração e submissão que deviam a Yoongi. S/N não gritou. Ela mordeu os lábios até sangrar, recusando-se a dar a elas o prazer de ouvir sua dor, exatamente como fizera com o patrão.

    Essa parte foi pesada viu!!!
    Total crueldade!!! Que triste viu!!! Mas o Yoongi resolverá!!! Tenho certeza!!!

  16. Sheila
    Feb 19, '26 at 9:55 pm

    Yoongi a levantou nos braços, apertando-a contra o seu peito de uma forma que não era possessiva, mas desesperada. Ele caminhou pelo corredor do Nível 1, e todas as mulheres que estavam nas camas se encolheram sob os lençóis. Elas sabiam. Elas haviam despertado o verdadeiro demônio.

    Ele acabará com as mulheradas!!! Segura o homem?!

  17. Sheila
    Feb 19, '26 at 9:56 pm

    S/N estava caída em posição fetal. O uniforme cinza estava rasgado e manchado de um sangue novo, vermelho vivo. Seu rosto, antes tão altivo em seu silêncio, estava coberto de hematomas roxos. Ela estava desacordada, a respiração tão fraca que mal movia seu peito.

    Imagina ele vendo isso?! Fúria total!!! E o medo de perdê-la também!!!

  18. Luana
    Feb 21, '26 at 4:42 pm

    Haaa coitada! Agora ele tá aí arrependido

  19. Thamiris
    Mar 17, '26 at 10:38 am

    — SE EU TIVER QUE REPETIR, VOCÊ ESTÁ MORTO! — Yoongi gritou, perdendo a compostura pela primeira vez na frente de seus inimigos.

    Sn estabilizando o Yoon
    Amooooo

  20. Thamiris
    Mar 17, '26 at 10:40 am

    — Dirija como se sua vida dependesse disso — ele rosnou para o motorista ao entrar no carro blindado. — Porque se algo aconteceu com aquela unidade, a sua vida realmente acaba hoje.

    Coitado do motora

  21. Thamiris
    Mar 17, '26 at 10:43 am

    — Não toque nela — Yoongi sibilou, a voz carregada de um veneno mortal.

    Possessivo até nessas horas

  22. Thamiris
    Mar 17, '26 at 10:46 am

    — Lee — Yoongi disse, sem olhar para trás enquanto as portas do elevador se fechavam. — Reúna todas as mulheres que estavam fora de suas camas nos últimos trinta minutos. Coloque-as no refeitório. E chame o meu médico pessoal. Se ela não acordar em uma hora… eu vou queimar este andar com todas elas dentro.

    Agora quero vê o circo pegar fogo

Nota

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