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O sábado na Kim Global tinha um peso diferente dos dias de semana. O prédio, habitualmente um formigueiro de executivos em ternos escuros, tornava-se um mausoléu de vidro e silêncio. Karine terminou de organizar as últimas referências do projeto de Busan, sentindo os olhos arderem. A imagem de Namjoon saindo furioso do escritório no dia anterior ainda estava gravada em sua retina; o estalo da porta ecoava em sua mente toda vez que o silêncio se tornava profundo demais.

Ela guardou o tablet na bolsa, ajeitou o sobretudo e saiu. O ar frio de Seul a atingiu como um choque de realidade ao pisar na calçada. Ela precisava do seu dormitório. Precisava da bagunça de Jennie, do cheiro de café barato e de esquecer, por algumas horas, que Kim Namjoon existia e que Taehyung era agora apenas uma foto borrada no Instagram de outra pessoa.

Enquanto caminhava em direção à estação de metrô, o celular em seu bolso vibrou. O visor mostrava um nome que raramente trazia boas notícias: Pai.

Karine parou sob a luz amarelada de um poste. Ela hesitou antes de atender.

— Sim, pai? — sua voz saiu cansada, desprovida da energia que ela costumava usar para se defender.

— Karine. — A voz de Min Seok-ho era autoritária, mas carregava aquela polidez falsa que ele reservava para grandes eventos. — Amanhã, às sete da noite. Estaremos no Blue Orchid. É um jantar importante.

Karine fechou os olhos, sentindo uma dor de cabeça latejar.

— Pai, eu tenho o ensaio da formatura e ainda preciso revisar alguns detalhes da entrega final…

— Não foi um pedido, Karine. É a sua formatura. A imprensa local está interessada na “nova geração” dos Min. Eu preciso da família unida. Além disso… — ele fez uma pausa dramática que fez o estômago de Karine revirar. — Tenho uma surpresa para você. Sua irmã está voltando de Tóquio.

O mundo pareceu girar mais devagar.

— A Ji-a? — Karine perguntou, o tom de voz subindo uma oitava. — O que ela vem fazer aqui? Ela deixou claro que a Coreia era “pequena demais” para as ambições dela.

— Ela vem prestigiar a irmã, é claro — o pai respondeu, ignorando o sarcasmo. — E a mãe dela faz questão de que estejamos todos juntos. Seja pontual. Use algo que não pareça que você passou a noite em um arquivo de subsolo.

A ligação caiu. Karine ficou olhando para a tela escurecida, sentindo um frio que não vinha do vento.

O trajeto até o dormitório foi um borrão. A mente de Karine era um arquivo caótico de memórias que ela tentava manter trancadas. Ji-a. Sua “meia-irmã”. O fruto da traição que destruiu sua infância.

A atual esposa de seu pai, a mulher que agora desfilava com joias de família, fora a melhor amiga de sua mãe. Karine se lembrava das duas rindo na varanda, de como a mulher estava sempre por perto “ajudando” durante a doença súbita e devastadora de sua mãe. Karine não tinha provas — era apenas uma criança na época —, mas a imagem daquela mulher trocando os medicamentos na mesa de cabeceira nunca saíra de sua mente. O casamento relâmpago, apenas meses após o funeral, fora a confirmação final.

Agora, Ji-a estava de volta. Ji-a, que sempre tivera tudo o que Karine desejava: o carinho do pai, o reconhecimento público e, recentemente, a companhia de Taehyung em Tóquio.

No dia seguinte, quando Karine chegou ao restaurante Blue Orchid, o ambiente exalava opulência. O som de um piano de cauda ao fundo parecia uma trilha sonora para uma tragédia bem ensaiada. Ela avistou a mesa ao fundo, em uma área privativa.

Lá estava ele: Min Seok-ho, o patriarca que negociava afeto como se fossem ações. Ao lado dele, a madrasta, ostentando um sorriso que nunca chegava aos olhos de serpente. E, de costas para a entrada, uma silhueta elegante, com cabelos perfeitamente alinhados.

— Karine! — a madrasta exclamou, levantando-se para um abraço gélido que Karine mal retribuiu. — Veja só como você está… funcional. O trabalho na Kim Global deve ser exaustivo.

— É gratificante — Karine respondeu, sentando-se à mesa.

Ji-a virou-se lentamente. Ela era a imagem cuspida da mãe, mas com uma juventude predatória. Ela sorriu para Karine, mas o olhar era de pura avaliação.

— Senti sua falta, maninha — Ji-a disse, a voz suave como seda escondendo navalhas. — Tóquio é maravilhosa, mas o papai insistiu que eu voltasse para a sua formatura. Ele disse que o Kim Namjoon será o orador… um golpe de mestre, papai. Isso vai valorizar nossas ações.

Karine apertou o guardanapo sob a mesa. O nome de Namjoon saindo da boca de Ji-a soava como um sacrilégio.

— Eu não sabia que você se interessava por oradores de formatura, Ji-a — Karine rebateu. — Achei que estivesse ocupada demais sendo… “conforto” de caras carentes.

O sorriso de Ji-a aumentou.

— Ah, você fala do Taehyung? Ele é um doce. Me ajudou muito a me situar na cidade. Na verdade, ele ficou bem triste por não poder vir para a sua festa. Ele me pediu para te dar um abraço por ele… se é que você aceita.

Karine sentiu uma náusea profunda. Ela sabia o que elas queriam. Sabia que a madrasta e Ji-a estavam ali para garantir que, quando o pai falecesse, não sobrasse um centímetro de solo para Karine construir sua própria vida. Elas queriam o império Min, e viam a formatura de Karine como a vitrine perfeita para consolidar o poder da “família feliz” perante a elite de Seul.

— Por que o interesse súbito em mim agora? — Karine perguntou, olhando diretamente para o pai. — Passamos anos sem nos falar direito.

A atmosfera na mesa da família Min estava prestes a atingir o ponto de ebulição quando o pai de Karine, Min Seok-ho, soltou um riso seco, limpando o canto da boca com o guardanapo de linho.

— Interesse, Karine? Não seja tão dramática — ele disse, a voz banhada em uma frieza calculista. — O interesse é mútuo. Você quer o seu diploma e eu quero o meu legado. A Min Corp e a Kim Global estão destinadas a se cruzar, e você é a ponte perfeita. O Sr. Kim e eu estamos finalizando os detalhes de uma fusão que mudará o mercado imobiliário da Ásia.

Karine abriu a boca para retrucar, mas as palavras morreram em sua garganta. O som de passos firmes e o tilintar de joias caras anunciaram a chegada de novas pessoas à área privativa do restaurante.

— Falando no diabo… — a madrasta de Karine murmurou, levantando-se com um sorriso plástico e radiante.

Namjoon entrou no recinto acompanhado por seus pais. Ele estava impecável em um terno cinza-chumbo, mas sua expressão era de um tédio mal disfarçado — até que seus olhos encontraram Karine sentada à mesa. O choque foi breve, uma faísca que ele apagou rapidamente, voltando à sua máscara de indiferença.

— Seok-ho, meu caro amigo! — o pai de Namjoon exclamou, apertando a mão do pai de Karine com vigor. — Espero que não se importe com o pequeno atraso. Estávamos discutindo os termos finais do contrato de Busan no carro.

— Jamais, Kim. A noite é uma celebração — Seok-ho respondeu, gesticulando para as cadeiras vagas. — Acredito que todos conheçam minha filha mais velha, Karine, que já brilha na empresa de vocês. E esta é a minha caçula, Ji-a, que acaba de chegar de Tóquio.

A mesa do Blue Orchid fervilhava com a falsidade de duas famílias que se odiavam em segredo, mas sorriam para os flashes mentais de uma fusão bilionária. Namjoon sentia o braço direito queimar; a dor neuropática, sua velha e fiel companheira desde o acidente, latejava em uníssono com a batida de seu coração acelerado.

Ele olhou para Ji-a, a “caçula” que acabara de ser apresentada. Ela tinha uma beleza mais óbvia que a de Karine, mais agressiva. Mas algo não encaixava.

— Ji-a… — Namjoon repetiu o nome, a voz saindo como uma nota baixa e perigosa. — É um prazer. O seu pai nunca mencionou que a Senhorita Min tinha uma irmã tão…

— Ji-a passou anos fora, Namjoon — Min Seok-ho interveio, servindo-se de vinho com uma satisfação triunfante. — Ela é o nosso segredo mais bem guardado. Mas agora que Karine está se formando e entrando para a elite da Kim Global, achei apropriado reunir a família. Afinal, foi a Ji-a quem sempre teve o olhar mais aguçado para os negócios… e para as parcerias certas.

Namjoon sentiu um calafrio. Ele olhou para Karine, que estava pálida, com os olhos fixos na taça de água. Ela parecia sufocar. A ironia era cruel: Namjoon passou anos culpando Karine por tê-lo atraído para aquele encontro fatal, por ter sido a “isca” de luxo que o colocou no cruzamento com aquele caminhão. Ele acreditava que Karine o desprezara após ele ficar inválido para a medicina.

Ele nunca imaginou que a mulher que Jackson mencionara naquela noite — a mulher que “pediu especificamente para conhecer o brilhante Doutor Kim” — não era a Karine que estava à sua frente. Era a sombra que acabara de sentar à mesa.

Namjoon manteve a taça de vinho suspensa, os dedos da mão esquerda — a mão que agora fazia o trabalho daquela que o destino traíra — apertando o cristal com uma força perigosa. Seus olhos, dois abismos de obsidiana, saltaram da palidez cadavérica de Karine para o brilho predatório e vibrante de Ji-a.

Havia um erro na arquitetura daquela família. Uma peça que não constava na planta que Namjoon estudara obsessivamente durante anos.

— Duas filhas… — A voz de Namjoon saiu em um barítono baixo, quase um ronronar de um animal que acaba de detectar uma armadilha. Ele inclinou a cabeça milimetricamente, o olhar fixo no Sr. Min. — É uma omissão curiosa, Seok-ho. No mundo dos negócios, transparência é o alicerce de qualquer aliança. Por que o mercado — e por que eu — nunca soube da existência de uma segunda herdeira da Min Corp?

O Sr. Min soltou uma risada jovial, embora seus olhos permanecessem frios como moedas de prata.

— Estratégia, meu caro Namjoon. Ji-a sempre foi o meu trunfo. Enquanto Karine se perdia em plantas e ideais de arquitetura, Ji-a estava sendo moldada no exterior para as sombras da gestão. Uma família como a nossa precisa de um rosto público… e de uma mão invisível.

Karine sentia que o chão estava desaparecendo sob seus pés. A presença de Ji-a ali, sentada à mesa com os Kim, era como ver um fantasma assumir a carne para assombrá-la em vida. Ela sentiu o olhar de Namjoon sobre si — não o olhar de ódio habitual, mas algo mais analítico, quase faminto por uma verdade que ela nem sabia que escondia.

Ji-a, percebendo o vácuo de poder na conversa, inclinou-se para frente. O decote de seu vestido de seda vermelha era um grito de guerra silencioso.

— Eu sempre fui uma admiradora do seu trabalho, Sr. Kim — Ji-a disse, a voz banhada em um veludo tóxico. — De longe, é claro. Mas agora que estou de volta, espero que possamos estreitar os laços entre as nossas linhagens. Meu pai tem grandes planos para a fusão, e eu estou aqui para garantir que nenhum detalhe seja negligenciado.

Namjoon não sorriu. Ele sentiu uma náusea intelectual. O cheiro do perfume de Ji-a era doce demais, invasivo demais, um contraste violento com o aroma de baunilha e papel novo que emanava de Karine.

Ele olhou para a mão direita imobilizada sob a mesa, a cicatriz latente lembrando-o de que ele era um homem reconstruído por peças de reposição. Durante anos, ele projetara o rosto de Karine no para-brisa daquela noite. Ele acreditara que o desejo de conhecê-la fora o que o levara ao matadouro.

Mas agora, olhando para a “outra” irmã, um pensamento sombrio e gélido começou a rastejar por sua espinha: E se a isca não tivesse sido a mulher que ele amava odiar?

— Planos são apenas desenhos até que o concreto seja derramado, Senhorita Ji-a — Namjoon respondeu, sua voz recuperando a autoridade de aço. Ele desviou o olhar dela com um desprezo aristocrático, voltando-se para o Sr. Min. — No entanto, a introdução de uma nova variável no meio de uma fusão é um movimento arriscado. Eu não gosto de variáveis.

— Ji-a não é uma variável, é um bônus — a madrasta de Karine interveio, tocando o ombro da filha com uma posse orgulhosa. — Ela e Karine são os dois pilares da Min Corp. E agora que Karine terá um médico brilhante ao seu lado para a formatura, o prestígio da nossa união será inquestionável.

Namjoon sentiu a menção ao “médico” como um soco no estômago, mas sua expressão permaneceu uma máscara de mármore. Ele se levantou, a altura imponente projetando uma sombra longa sobre a mesa, silenciando os risos forçados dos pais.

— O jantar foi esclarecedor, Seok-ho — ele sentenciou, a voz vibrando com uma ameaça latente. — Mas eu tenho assuntos que exigem minha atenção imediata.

Ele olhou para Karine. Ela estava encolhida, uma pequena ave presa em uma gaiola de lobos. Por um segundo, a vontade de Namjoon não era de destruí-la, mas de arrancá-la daquela cadeira e levá-la para longe daquele ninho de víboras. Mas o monstro dentro dele, o cirurgião quebrado que agora operava empresas com a mesma crueldade, lembrou-o de que o sangue dela era o mesmo que o das mulheres ao lado.

— Senhorita Min — ele chamou, e Karine levantou os olhos, encontrando a tempestade no olhar dele. — Espero que sua mente esteja mais clara amanhã no escritório do que está nesta mesa. Temos um império para gerenciar, e eu não tolero distrações familiares.

CONTINUA…

16 Comentários

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  1. Thamiris
    May 18, '26 at 1:21 pm

    Quer dizer que então no dia do acidente ele não estava indo encontrar Karine?!

  2. Thamiris
    May 18, '26 at 10:57 am

    Ele nunca imaginou que a mulher que Jackson mencionara naquela noite — a mulher que “pediu especificamente para conhecer o brilhante Doutor Kim” — não era a Karine que estava à sua frente. Era a sombra que acabara de sentar à mesa.

    Claroooooo,me toquei agora

  3. Thamiris
    May 18, '26 at 10:52 am

    — Eu não sabia que você se interessava por oradores de formatura, Ji-a — Karine rebateu. — Achei que estivesse ocupada demais sendo… “conforto” de caras carentes.

    Eita,como ela é venenosa

  4. Iasmine
    May 17, '26 at 9:48 pm

    — Senhorita Min — ele chamou, e Karine levantou os olhos, encontrando a tempestade no olhar dele. — Espero que sua mente esteja mais clara amanhã no escritório do que está nesta mesa. Temos um império para gerenciar, e eu não tolero distrações familiares.

    Ele ja sacou tudo.. bastou um jantar pra ele ligar os pontos e descobrir que ela era o alvo errado

  5. Iasmine
    May 17, '26 at 9:47 pm

    Namjoon sentiu um calafrio. Ele olhou para Karine, que estava pálida, com os olhos fixos na taça de água. Ela parecia sufocar. A ironia era cruel: Namjoon passou anos culpando Karine por tê-lo atraído para aquele encontro fatal, por ter sido a “isca” de luxo que o colocou no cruzamento com aquele caminhão. Ele acreditava que Karine o desprezara após ele ficar inválido para a medicina.

    Hummmm BINGO.. acertou em cheio essa frase ein

  6. Iasmine
    May 17, '26 at 9:46 pm

    — Interesse, Karine? Não seja tão dramática — ele disse, a voz banhada em uma frieza calculista. — O interesse é mútuo. Você quer o seu diploma e eu quero o meu legado. A Min Corp e a Kim Global estão destinadas a se cruzar, e você é a ponte perfeita. O Sr. Kim e eu estamos finalizando os detalhes de uma fusão que mudará o mercado imobiliário da Ásia.

    Realmente atrás de um homem sempre vai ter uma mulher que vai levar ele a grandes lugares ou a ruina

  7. Iasmine
    May 17, '26 at 9:45 pm

    — A Ji-a? — Karine perguntou, o tom de voz subindo uma oitava. — O que ela vem fazer aqui? Ela deixou claro que a Coreia era “pequena demais” para as ambições dela.

    Pera a mesma vaca que tava com Taehyung?

  8. Marcela
    May 10, '26 at 11:14 pm

    [quote]— Senhorita Min — ele chamou, e Karine levantou os olhos, encontrando a tempestade no olhar dele. — Espero que sua mente esteja mais clara amanhã no escritório do que está nesta mesa. Temos um império para gerenciar, e eu não tolero distrações familiares.

    Ate nesse momento, ele vem com os coices dele, pqp

  9. Marcela
    May 10, '26 at 11:08 pm

    [quote]— Falando no diabo… — a madrasta de Karine murmurou, levantando-se com um sorriso plástico e radiante.

    Kkkkkk que mulher fdp

  10. Marcela
    May 10, '26 at 11:06 pm

    [quote]— Senti sua falta, maninha — Ji-a disse, a voz suave como seda escondendo navalhas. — Tóquio é maravilhosa, mas o papai insistiu que eu voltasse para a sua formatura. Ele disse que o Kim Namjoon será o orador… um golpe de mestre, papai. Isso vai valorizar nossas ações.

    Mais olha que cobra

  11. Marcela
    May 10, '26 at 11:05 pm

    A atual esposa de seu pai, a mulher que agora desfilava com joias de família, fora a melhor amiga de sua mãe. Karine se lembrava das duas rindo na varanda, de como a mulher estava sempre por perto “ajudando” durante a doença súbita e devastadora de sua mãe. Karine não tinha provas — era apenas uma criança na época —, mas a imagem daquela mulher trocando os medicamentos na mesa de cabeceira nunca saíra de sua mente. O casamento relâmpago, apenas meses após o funeral, fora a confirmação final.

    Sempre uma FDP de uma amante

  12. Karine
    May 2, '26 at 10:51 pm

    — Eu sempre fui uma admiradora do seu trabalho, Sr. Kim — Ji-a disse, a voz banhada em um veludo tóxico. — De longe, é claro. Mas agora que estou de volta, espero que possamos estreitar os laços entre as nossas linhagens. Meu pai tem grandes planos para a fusão, e eu estou aqui para garantir que nenhum detalhe seja negligenciado.

    O ódio tá subindo (ಠ_ಠ)

  13. Karine
    May 2, '26 at 10:47 pm

    Ele olhou para Ji-a, a “caçula” que acabara de ser apresentada. Ela tinha uma beleza mais óbvia que a de Karine, mais agressiva. Mas algo não encaixava.

    Qqqq? Como assim?

  14. Karine
    May 2, '26 at 10:46 pm

    Namjoon entrou no recinto acompanhado por seus pais. Ele estava impecável em um terno cinza-chumbo, mas sua expressão era de um tédio mal disfarçado — até que seus olhos encontraram Karine sentada à mesa. O choque foi breve, uma faísca que ele apagou rapidamente, voltando à sua máscara de indiferença.

    Mds q olhar penetrante Nam

  15. Karine
    May 2, '26 at 10:44 pm

    — Ah, você fala do Taehyung? Ele é um doce. Me ajudou muito a me situar na cidade. Na verdade, ele ficou bem triste por não poder vir para a sua festa. Ele me pediu para te dar um abraço por ele… se é que você aceita.

    Aaaah vgbd

  16. Karine
    May 2, '26 at 10:42 pm

    A atual esposa de seu pai, a mulher que agora desfilava com joias de família, fora a melhor amiga de sua mãe. Karine se lembrava das duas rindo na varanda, de como a mulher estava sempre por perto “ajudando” durante a doença súbita e devastadora de sua mãe. Karine não tinha provas — era apenas uma criança na época —, mas a imagem daquela mulher trocando os medicamentos na mesa de cabeceira nunca saíra de sua mente. O casamento relâmpago, apenas meses após o funeral, fora a confirmação final.

    Merece um salve

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