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O caminho até o estacionamento subterrâneo da faculdade foi feito em um silêncio cortante. Namjoon caminhava meio passo à frente, os ombros largos bloqueando a visão de qualquer um que pudesse cruzar o caminho deles, sua presença exalando uma aura de perigo que afastava as pessoas nos corredores.

Quando chegaram ao sedã preto blindado de Namjoon, ele mesmo abriu a porta do passageiro dianteiro — um desvio bizarro da etiqueta de um CEO, que geralmente andava no banco de trás com o motorista dirigindo. Mas o motorista não estava ali. Namjoon estava sozinho.

Karine entrou e, assim que ele contornou o carro e assumiu o banco do motorista, fechando a porta com um baque sólido que os isolou do resto do universo, o ar na cabine tornou-se denso e sufocante.

Namjoon não ligou o motor imediatamente. Ele segurou o volante de couro com tanta força que os nós de seus dedos ficaram brancos. Ele olhou para frente pelo para-brisa por longos dez segundos antes de virar o corpo lentamente na direção dela.

— Eu pensei ter sido claro na minha mensagem, Karine — a voz dele não era mais a do CEO na sala de aula. Era o rosnado baixo, rouco e territorial que ele usara enquanto a possuía na mesa de carvalho. — Eu perguntei se você tinha chegado ao dormitório. Você me disse que estava chegando e que iria descansar.

— Namjoon, eu… — Karine tentou falar, mas ele levantou a mão esquerda, interrompendo-a com um gesto de autoridade absoluta.

— Você não dormiu a noite toda. Eu sei disso porque eu fui o homem que te manteve acordada. Eu gastei cada grama da sua energia, eu ouvi você gritar meu nome até sua voz falhar. E quando eu te dou uma ordem humana de ir descansar, eu encontro você em um estúdio, colada a um garoto que olhava para você como se quisesse tirar cada peça de roupa que eu tirei ontem à noite?

O ciúme, finalmente livre das amarras profissionais, transbordou em suas palavras como veneno puro.

— Nós não vamos para a empresa, não é? — ela percebeu, olhando para a rota que ele começava a tomar assim que ligou o motor com uma arrancada brusca. — O projeto de Busan…

— O projeto de Busan está perfeito e você sabe disso — Namjoon sibilou, os olhos fixos na estrada enquanto o carro cortava o trânsito com velocidade controlada, mas agressiva. — Nós estamos indo para a minha casa.

— Namjoon, eu preciso voltar para o dormitório, eu tenho coisas para…

— Você vai para a minha casa, Karine. E você vai deitar naquela cama e vai dormir o quanto o seu corpo precisa — ele ordenou, o tom de voz sombrio e inflexível. — Você não vai colocar os pés naquela faculdade e nem na minha empresa até que eu decida que você está recuperada.

— Eu não quero dormir! — ela rebateu, a teimosia dos Min faíscando em seus olhos enquanto o encarava pelo perfil. — Eu estou bem. Eu tenho adrenalina suficiente e preciso processar o que aconteceu entre nós de outra forma, não sendo trancada em um quarto!

Namjoon freou o carro suavemente quando entraram no condomínio de luxo de alta segurança em Hannam-dong, descendo direto para a garagem privativa de sua cobertura. Ele desligou o motor e o silêncio voltou a reinar, quebrado apenas pelo estalar do escapamento quente.

Ele se virou inteiramente para ela, desatando o cinto de segurança com um movimento brusco.

— Você acha que tem escolha aqui? — ele sussurrou, a voz caindo para uma oitava perigosamente baixa. — Você está exausta, seus reflexos estão lentos e você está teimando comigo por puro orgulho. Eu estou tentando ser um homem civilizado com você hoje, Karine. Estou tentando respeitar o fato de que seu corpo deve estar dolorido depois do jeito que eu te fodi naquela mesa.

Karine sentiu o rosto arder com a crueza de suas palavras, a intimidade daquela madrugada sendo jogada em sua face com toda a força masculina dele.

— Mas se você continuar me desafiando… — Namjoon continuou, inclinando-se sobre o console central, reduzindo o espaço entre eles até que ela pudesse ver a tempestade de luxúria e posse brilhando no fundo de suas pupilas — …se você não for dormir sozinha, eu vou ser obrigado a te fazer dormir. E eu garanto que o método que eu vou usar vai te deixar ainda mais sem forças.

— Como assim? O que você… — a pergunta dela foi cortada antes mesmo de se formular.

A mão grande e calejada de Namjoon disparou para a nuca de Karine, os dedos longos se enroscando firmemente nos fios desalinhados de seu coque, puxando a cabeça dela para trás com uma força que a obrigou a expor a garganta e a olhar diretamente para ele. O domínio dele era absoluto.

O beijo que se seguiu não foi um selo de afeto; foi uma invasão devastadora, possessiva e profundamente safada.

Namjoon colidiu seus lábios contra os dela com uma urgência primitiva, a língua forçando a passagem sem a menor polidez, reivindicando a boca de Karine como o território que ele havia conquistado e que não pretendia dividir com nenhum olhar de garoto de faculdade. Karine soltou um gemido abafado contra a boca dele, as mãos subindo instintivamente para o peito do terno dele, tentando encontrar apoio enquanto o mundo girava.

A mão esquerda dele abandonou o console e desceu pelo corpo dela como uma labareda. Ele tateou a curva de suas costelas, subindo com firmeza para prender um de seus seios através do tecido da blusa, apertando a carne macia com uma calosidade impiedosa que arrancou um suspiro sibilado de entre os lábios colados. Logo em seguida, os dedos dele desceram pela cintura dela, rasgando qualquer barreira de espaço ao se enfiarem por baixo de seu quadril, a palma grande espalmando-se na bunda de Karine, puxando-a contra a estrutura do banco com uma força que fazia o corpo dela se arquear totalmente em sua direção.

Namjoon interrompeu o beijo por um milímetro, seus lábios roçando na pele sensível e quente da boca dela, o hálito pesado misturando-se ao dela.

— Eu vou te foder tanto, Karine… — ele sibilou diretamente contra a boca dela, os palavrões saindo de forma natural, despidos de qualquer verniz de CEO, a voz rouca vibrando com uma promessa sombria. — Eu vou te levar para aquela cama e vou te foder de um jeito tão duro, tão profundo e tão implacável que você não vai aguentar dez minutos acordada depois que eu gozar dentro de você. Você vai apagar de exaustão sob as minhas mãos. É isso o que você quer? Você quer me testar até o limite do meu controle?

Ele deu uma leve mordida no lábio inferior dela, puxando-o com os dentes antes de soltar, os olhos escuros fixos na expressão completamente desarmada, tonta e entregue de Karine.

— Agora, saia do carro — ele ordenou, a voz voltando a uma autoridade calma, mas carregada com a promessa do que aconteceria se ela ousasse dar mais um passo em falso. — Nós vamos subir. E você vai decidir se deita por bem… ou se eu vou ter que arrancar essa roupa e te quebrar até você não conseguir mais manter os olhos abertos.

16 Comentários

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  1. Anne
    May 16, '26 at 12:03 am

    Eita promessa boa

  2. Marcela
    May 16, '26 at 1:15 am

    [quote]— Eu pensei ter sido claro na minha mensagem, Karine — a voz dele não era mais a do CEO na sala de aula. Era o rosnado baixo, rouco e territorial que ele usara enquanto a possuía na mesa de carvalho. — Eu perguntei se você tinha chegado ao dormitório. Você me disse que estava chegando e que iria descansar.

    Ele quer ter o controle total sobre ela
    Voôt

  3. Marcela
    May 16, '26 at 1:21 am

    [quote]— Você acha que tem escolha aqui? — ele sussurrou, a voz caindo para uma oitava perigosamente baixa. — Você está exausta, seus reflexos estão lentos e você está teimando comigo por puro orgulho. Eu estou tentando ser um homem civilizado com você hoje, Karine. Estou tentando respeitar o fato de que seu corpo deve estar dolorido depois do jeito que eu te fodi naquela mesa.

    Isso pq ele tá tentando ser civilizado, imagine se n tentasse kkk

  4. Marcela
    May 16, '26 at 1:25 am

    [quote]— Eu vou te foder tanto, Karine… — ele sibilou diretamente contra a boca dela, os palavrões saindo de forma natural, despidos de qualquer verniz de CEO, a voz rouca vibrando com uma promessa sombria. — Eu vou te levar para aquela cama e vou te foder de um jeito tão duro, tão profundo e tão implacável que você não vai aguentar dez minutos acordada depois que eu gozar dentro de você. Você vai apagar de exaustão sob as minhas mãos. É isso o que você quer? Você quer me testar até o limite do meu controle?

    Controle? Ele sabe o que é isso?

  5. Marcela
    May 16, '26 at 1:26 am

    [quote]— Agora, saia do carro — ele ordenou, a voz voltando a uma autoridade calma, mas carregada com a promessa do que aconteceria se ela ousasse dar mais um passo em falso. — Nós vamos subir. E você vai decidir se deita por bem… ou se eu vou ter que arrancar essa roupa e te quebrar até você não conseguir mais manter os olhos abertos.

    Ou dorme ou fode kkkk

  6. Karine
    May 16, '26 at 3:22 am

    — Eu pensei ter sido claro na minha mensagem, Karine — a voz dele não era mais a do CEO na sala de aula. Era o rosnado baixo, rouco e territorial que ele usara enquanto a possuía na mesa de carvalho. — Eu perguntei se você tinha chegado ao dormitório. Você me disse que estava chegando e que iria descansar.

    Ate eu to com medo O.O

  7. Karine
    May 16, '26 at 3:24 am

    — Você vai para a minha casa, Karine. E você vai deitar naquela cama e vai dormir o quanto o seu corpo precisa — ele ordenou, o tom de voz sombrio e inflexível. — Você não vai colocar os pés naquela faculdade e nem na minha empresa até que eu decida que você está recuperada.

    Aah tinha esquecido q ele é médico kkkk :’)

  8. Karine
    May 16, '26 at 3:26 am

    — Você acha que tem escolha aqui? — ele sussurrou, a voz caindo para uma oitava perigosamente baixa. — Você está exausta, seus reflexos estão lentos e você está teimando comigo por puro orgulho. Eu estou tentando ser um homem civilizado com você hoje, Karine. Estou tentando respeitar o fato de que seu corpo deve estar dolorido depois do jeito que eu te fodi naquela mesa.

    Ta emocionado Nam, já quer me possuir? foi só uma transa e nada mais kkkkk :/

  9. Karine
    May 16, '26 at 3:29 am

    — Agora, saia do carro — ele ordenou, a voz voltando a uma autoridade calma, mas carregada com a promessa do que aconteceria se ela ousasse dar mais um passo em falso. — Nós vamos subir. E você vai decidir se deita por bem… ou se eu vou ter que arrancar essa roupa e te quebrar até você não conseguir mais manter os olhos abertos.

    Eita calma, pedindo assim com jeitinho não tem como negar né kkk

  10. Iasmine
    May 17, '26 at 11:57 pm

    — Eu pensei ter sido claro na minha mensagem, Karine — a voz dele não era mais a do CEO na sala de aula. Era o rosnado baixo, rouco e territorial que ele usara enquanto a possuía na mesa de carvalho. — Eu perguntei se você tinha chegado ao dormitório. Você me disse que estava chegando e que iria descansar.

    aiiii que medooo

  11. Iasmine
    May 17, '26 at 11:58 pm

    — Você vai para a minha casa, Karine. E você vai deitar naquela cama e vai dormir o quanto o seu corpo precisa — ele ordenou, o tom de voz sombrio e inflexível. — Você não vai colocar os pés naquela faculdade e nem na minha empresa até que eu decida que você está recuperada.

    Ele só é ruim em demonstrar preocupação kkkkk

  12. Iasmine
    May 17, '26 at 11:59 pm

    — Eu vou te foder tanto, Karine… — ele sibilou diretamente contra a boca dela, os palavrões saindo de forma natural, despidos de qualquer verniz de CEO, a voz rouca vibrando com uma promessa sombria. — Eu vou te levar para aquela cama e vou te foder de um jeito tão duro, tão profundo e tão implacável que você não vai aguentar dez minutos acordada depois que eu gozar dentro de você. Você vai apagar de exaustão sob as minhas mãos. É isso o que você quer? Você quer me testar até o limite do meu controle?

    Mas gente isso era pra ser um castigo?

  13. Iasmine
    May 18, '26 at 12:00 am

    — Agora, saia do carro — ele ordenou, a voz voltando a uma autoridade calma, mas carregada com a promessa do que aconteceria se ela ousasse dar mais um passo em falso. — Nós vamos subir. E você vai decidir se deita por bem… ou se eu vou ter que arrancar essa roupa e te quebrar até você não conseguir mais manter os olhos abertos.

    Eu acho que ela vai de segunda opção ein

  14. Thamiris
    May 19, '26 at 10:24 am

    — Você acha que tem escolha aqui? — ele sussurrou, a voz caindo para uma oitava perigosamente baixa. — Você está exausta, seus reflexos estão lentos e você está teimando comigo por puro orgulho. Eu estou tentando ser um homem civilizado com você hoje, Karine. Estou tentando respeitar o fato de que seu corpo deve estar dolorido depois do jeito que eu te fodi naquela mesa.

    Bem civilizado né

  15. Thamiris
    May 19, '26 at 10:25 am

    — Mas se você continuar me desafiando… — Namjoon continuou, inclinando-se sobre o console central, reduzindo o espaço entre eles até que ela pudesse ver a tempestade de luxúria e posse brilhando no fundo de suas pupilas — …se você não for dormir sozinha, eu vou ser obrigado a te fazer dormir. E eu garanto que o método que eu vou usar vai te deixar ainda mais sem forças.

    Aceitaaaaaa

  16. Thamiris
    May 19, '26 at 10:28 am

    — Eu vou te foder tanto, Karine… — ele sibilou diretamente contra a boca dela, os palavrões saindo de forma natural, despidos de qualquer verniz de CEO, a voz rouca vibrando com uma promessa sombria. — Eu vou te levar para aquela cama e vou te foder de um jeito tão duro, tão profundo e tão implacável que você não vai aguentar dez minutos acordada depois que eu gozar dentro de você. Você vai apagar de exaustão sob as minhas mãos. É isso o que você quer? Você quer me testar até o limite do meu controle?

    Rapaz eu duvido!
    Faz um teste aí, só pra tirar uma dúvida

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