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O elevador privativo subiu em um silêncio quase ensurdecedor, quebrando-se apenas pelo bipe suave que indicava a chegada à cobertura em Hannam-dong. Quando as portas se abriram, Karine foi empurrada para dentro do hall por uma lufada de ar com cheiro de madeira de sândalo e couro — o perfume característico de Namjoon, que impregnava cada centímetro daquele espaço minimalista e imponente.

Namjoon entrou logo atrás, a mão firme ainda pousada na base das costas dela, guiando-a com uma possessividade que não admitia desvios. O apartamento era um monumento à arquitetura brutalista: grandes panos de vidro revelando a linha do horizonte de Seul, paredes de concreto aparente e móveis de design assinado em tons de cinza e preto. Tudo ali exalava ordem, poder e uma solidão que agora parecia prestes a ser violada.

Karine caminhou até o centro da sala de estar, os passos ecoando no piso de madeira escura. Ao se aproximar da grande mesa de centro de mármore nero marquina, seus olhos pousaram em um detalhe incongruente na simetria perfeita do ambiente. Em cima de um livro de arte conceitual, exatamente no centro, estava uma pequena presilha de cabelo de tartaruga.

Era dela. O mesmo prendedor barato que ela havia perdido semanas atrás, quando veio até aqui sob a chuva para entregar os relatórios da auditoria e a caixa de ansiolíticos dele. Ver aquele objeto ali, guardado e exposto como uma espécie de troféu inconsciente, fez o estômago de Karine revirar com uma mistura de choque e excitação. Ele a vigiava muito antes de ontem à noite.

Namjoon percebeu a direção do olhar dela. Ele não se moveu, nem tentou esconder o objeto. Apenas retirou o paletó do terno cinza, jogando-o sobre o encosto do sofá com uma elegância despojada, e começou a desabotoar os punhos da camisa de algodão egípcio.

— Vá para o banheiro da suíte principal e tome um banho — ele ordenou, a voz barítona ecoando pelo teto alto. — Vou pegar uma roupa para você no closet.

Karine engoliu em seco, virando-se para encará-lo. A teimosia que a sustentava na faculdade tentou reemergir. — Namjoon, eu não preciso que você gerencie o meu sono. Eu posso simplesmente pegar um táxi de volta para o meu…

Os passos dele foram rápidos demais para que ela pudesse prever. Em dois segundos, Namjoon reduziu a distância entre eles. Suas mãos grandes prenderam os antebraços de Karine, e com um único movimento firme, ele a empurrou para trás, prensando o corpo dela contra o pilar de concreto que sustentava o mezanino.

O impacto leve fez Karine soltar um suspiro, mas antes que pudesse protestar, a boca de Namjoon desceu sobre a dela.

Não houve preâmbulo. O beijo foi uma demonstração de força e desejo bruto. Ele a encurralou com o próprio corpo, o peito largo esmagando os seios dela através da blusa de seda, enquanto seus dedos longos subiam pelos quadris de Karine, subindo a barra de sua saia com uma urgência quase selvagem. A palma calejada dele espalhou-se pela carne macia de sua bunda, apertando-a com uma pressão que a fez arquear a coluna, colando o ventre dela diretamente contra a rigidez evidente sob a calça de alfaiataria dele.

— Você fala demais, Senhorita Min — ele murmurou contra os lábios dela, o hálito quente e o cheiro de café misturando-se à atmosfera.

A mão livre de Namjoon subiu para os botões da blusa dela. Com uma destreza assustadora, ele desfez um a um, abrindo o tecido e expondo o sutiã de renda preta e a pele alva, onde as marcas arroxeadas da madrugada ainda reluziam. Ele apertou um dos seios dela por cima da renda, arrancando um gemido agudo de Karine, que cravou as unhas nos ombros cobertos de camisa dele. A mente dela girou; ela tinha certeza de que ele a tomaria ali mesmo, contra o concreto frio, punindo sua audácia com o mesmo vigor da noite anterior.

Com movimentos rápidos e resolutos, Namjoon despiu-a completamente. A saia caiu no chão, seguida pela lingerie, até que Karine estivesse totalmente nua diante dele, trêmula, com a respiração arfante e os olhos escuros brilhando de expectativa. Ela separou os lábios, esperando o próximo comando, o próximo toque que a faria queimar.

Namjoon deu um passo para trás.

A ausência do calor dele foi um choque térmico. Ele a olhou de cima a baixo, os olhos escuros fixando-se nas curvas dela por um segundo longo e torturante, a mandíbula tensa controlando o impulso de jogá-la no chão. Mas então, ele simplesmente virou as costas.

— Agora, vá para o banho — ele disse, o tom de voz retornando a uma neutralidade cirúrgica, quase fria.

Karine piscou, paralisada no mesmo lugar, com os braços cruzados sobre o peito em um gesto instintivo de defesa. O contraste entre o homem que quase a rasgou segundos atrás e o CEO que agora caminhava calmamente em direção ao closet, desabotoando o colarinho da própria camisa, a deixou em completo estado de choque. — O… o quê? — ela conseguiu balbuciar, a voz saindo fraca.

Namjoon não respondeu. Ele apenas entrou no closet de portas espelhadas, deixando-a sozinha na penumbra da suíte.

No banheiro principal, a água quente caía com força sobre o mármore cinza, enchendo o ambiente de vapor, mas Karine continuava parada do lado de fora do box, encarando o próprio reflexo no espelho embaçado. Suas bochechas estavam coradas, os lábios inchados pelo beijo dele, e as marcas no pescoço pareciam gritar contra sua pele.

A indignação começou a substituir o torpor. Ela pegou uma toalha e a prendeu contra o corpo, o peito subindo e descendo com uma raiva impotente. “Quem ele pensa que é?”, a mente dela disparava em um turbilhão de pensamentos caóticos. “Nós transamos uma única vez. Uma madrugada na empresa e ele age como se fosse meu dono? Como se tivesse o direito de ditar quando eu durmo, o que eu visto, para onde eu vou? Ele está maluco!”

Ela queria o toque dele — o desejo que ele despertava nela era uma força assustadora e viciante —, mas a velocidade com que Namjoon havia assumido o controle total de sua rotina a apavorava. Era tudo muito rápido, muito dominante. Ela vinha de uma família de predadores, a dinastia Min, e passar de herdeira renegada a propriedade de Kim Namjoon não era algo que ela aceitaria sem lutar, mesmo que seu corpo implorasse pela rendição.

Ela estava tão perdida em sua própria mente, remoendo a audácia dele, que nem sequer havia ligado o chuveiro principal, deixando apenas a ducha higiênica correr para fingir o barulho.

De repente, a porta do banheiro foi aberta de uma vez. Sem bater. Sem pedir licença.

Karine deu um sobressalto, segurando a toalha contra o peito com força enquanto Namjoon entrava no ambiente saturado de vapor. Ele havia trocado o terno por uma calça de moletom cinza e estava sem camisa, exibindo o torso largo, os ombros imensos e as cicatrizes leves que carregava no braço esquerdo — marcas do acidente de cinco anos atrás. Na mão, ele segurava uma camisa de botão preta dele, de tecido pesado.

Ele parou, os olhos escuros fixando-se na figura de Karine, que continuava completamente seca fora do box. — Por que você ainda não entrou na água? — ele perguntou, os olhos estreitando-se ligeiramente enquanto a analisava. A voz era baixa, mas carregava aquela autoridade implacável que não admitia hesitação.

— Eu estava… processando as coisas, Namjoon — ela respondeu, tentando manter a voz firme, dando um passo para trás até que suas costas batessem na parede de vidro do box. — Você não pode simplesmente entrar assim. Há limites.

Namjoon deu um passo lento para dentro do banheiro, a presença física dele parecendo diminuir o tamanho do cômodo. Um sorriso quase imperceptível, sombrio e possessivo, brincou nos cantos de seus lábios. — Limites? No meu apartamento, Senhorita Min? — ele deu mais um passo, a distância entre eles caindo para menos de um metro. — Se você não entrar debaixo dessa água nos próximos três segundos, eu vou ser obrigado a entrar aí com você. E eu garanto que eu não vou apenas lavar o seu cabelo. Eu vou dar o banho em você do meu jeito.

O pânico misturado com o calor que subiu pelo ventre de Karine foi o suficiente para desarmá-la. Ela sabia que ele não estava blefando.

— Não! Não precisa. Eu… eu vou sozinha — ela gaguejou, soltando a toalha no gancho lateral com as mãos trêmulas e praticamente correndo para dentro do box de vidro, fechando a porta de correr atrás de si.

Ela girou o registro do chuveiro principal de alta pressão, e a água morna imediatamente desabou sobre sua cabeça, encharcando seus fios desalinhados e escorrendo pelo seu corpo nu. Através do vidro jateado e embaçado pelo vapor, ela conseguiu ver a silhueta massiva de Namjoon parada do outro lado.

Ele soltou uma risada baixa, um som rouco que vibrou acima do barulho da água. — Muito bem — ele pronunciou, a aprovação na voz sendo quase tão íntima quanto um toque.

Ele estendeu o braço e colocou a camisa preta dobrada sobre a bancada de mármore da pia. — Deixei uma blusa minha aqui. Quando terminar, vista isso e vá para a cozinha. Vou preparar o jantar. E não demore…

A silhueta dele se virou e se afastou, a porta do banheiro fechando-se com um clique suave logo em seguida. Karine encostou a testa no azulejo molhado do box, deixando a água lavar o cansaço físico, enquanto seu coração continuava a ditar um ritmo frenético e perigoso.

15 Comentários

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  1. Iasmine
    May 18, '26 at 10:47 pm

    Era dela. O mesmo prendedor barato que ela havia perdido semanas atrás, quando veio até aqui sob a chuva para entregar os relatórios da auditoria e a caixa de ansiolíticos dele. Ver aquele objeto ali, guardado e exposto como uma espécie de troféu inconsciente, fez o estômago de Karine revirar com uma mistura de choque e excitação. Ele a vigiava muito antes de ontem à noite.

    Ah sim querida por 5 longos anos ele te vigia

  2. Iasmine
    May 18, '26 at 10:49 pm

    Namjoon deu um passo para trás.

    Que isso homem, tudo isso pra ela tomar banho?

  3. Iasmine
    May 18, '26 at 10:51 pm

    A indignação começou a substituir o torpor. Ela pegou uma toalha e a prendeu contra o corpo, o peito subindo e descendo com uma raiva impotente. “Quem ele pensa que é?”, a mente dela disparava em um turbilhão de pensamentos caóticos. “Nós transamos uma única vez. Uma madrugada na empresa e ele age como se fosse meu dono? Como se tivesse o direito de ditar quando eu durmo, o que eu visto, para onde eu vou? Ele está maluco!”

    Eu sou assim, fico na frente do espelho criando discussões imaginárias kkkkkk

  4. Iasmine
    May 18, '26 at 10:52 pm

    — Não! Não precisa. Eu… eu vou sozinha — ela gaguejou, soltando a toalha no gancho lateral com as mãos trêmulas e praticamente correndo para dentro do box de vidro, fechando a porta de correr atrás de si.

    Ue mulher não era tu que tava criando várias respostas pra dar kkkkkk

  5. Iasmine
    May 18, '26 at 10:54 pm

    Ele estendeu o braço e colocou a camisa preta dobrada sobre a bancada de mármore da pia. — Deixei uma blusa minha aqui. Quando terminar, vista isso e vá para a cozinha. Vou preparar o jantar. E não demore…

    Eita como ele gosta de mandar ne.. isso com uma noite de relação

  6. Marcela
    May 19, '26 at 1:04 am

    [quote]Os passos dele foram rápidos demais para que ela pudesse prever. Em dois segundos, Namjoon reduziu a distância entre eles. Suas mãos grandes prenderam os antebraços de Karine, e com um único movimento firme, ele a empurrou para trás, prensando o corpo dela contra o pilar de concreto que sustentava o mezanino.

    Ela fala, sabendo que ele n vai aceitar o não

  7. Marcela
    May 19, '26 at 1:09 am

    [quote]— Agora, vá para o banho — ele disse, o tom de voz retornando a uma neutralidade cirúrgica, quase fria.

    Agora ela vai precisar de um banho, beeeeem gelado kkkkk

  8. Marcela
    May 19, '26 at 1:10 am

    [quote]A indignação começou a substituir o torpor. Ela pegou uma toalha e a prendeu contra o corpo, o peito subindo e descendo com uma raiva impotente. “Quem ele pensa que é?”, a mente dela disparava em um turbilhão de pensamentos caóticos. “Nós transamos uma única vez. Uma madrugada na empresa e ele age como se fosse meu dono? Como se tivesse o direito de ditar quando eu durmo, o que eu visto, para onde eu vou? Ele está maluco!”

    Alguém avisa que ela não viu naaaada ainda kkkkk

  9. Marcela
    May 19, '26 at 1:12 am

    [quote]Namjoon deu um passo lento para dentro do banheiro, a presença física dele parecendo diminuir o tamanho do cômodo. Um sorriso quase imperceptível, sombrio e possessivo, brincou nos cantos de seus lábios. — Limites? No meu apartamento, Senhorita Min? — ele deu mais um passo, a distância entre eles caindo para menos de um metro. — Se você não entrar debaixo dessa água nos próximos três segundos, eu vou ser obrigado a entrar aí com você. E eu garanto que eu não vou apenas lavar o seu cabelo. Eu vou dar o banho em você do meu jeito.

    Vai passar o “sabonete” por “dentro”

  10. Karine
    May 24, '26 at 2:00 pm

    Era dela. O mesmo prendedor barato que ela havia perdido semanas atrás, quando veio até aqui sob a chuva para entregar os relatórios da auditoria e a caixa de ansiolíticos dele. Ver aquele objeto ali, guardado e exposto como uma espécie de troféu inconsciente, fez o estômago de Karine revirar com uma mistura de choque e excitação. Ele a vigiava muito antes de ontem à noite.

    Obsessed with me

  11. Karine
    May 24, '26 at 2:02 pm

    — Vá para o banheiro da suíte principal e tome um banho — ele ordenou, a voz barítona ecoando pelo teto alto. — Vou pegar uma roupa para você no closet.

    Aah a voz de barítona

  12. Karine
    May 24, '26 at 2:07 pm

    A indignação começou a substituir o torpor. Ela pegou uma toalha e a prendeu contra o corpo, o peito subindo e descendo com uma raiva impotente. “Quem ele pensa que é?”, a mente dela disparava em um turbilhão de pensamentos caóticos. “Nós transamos uma única vez. Uma madrugada na empresa e ele age como se fosse meu dono? Como se tivesse o direito de ditar quando eu durmo, o que eu visto, para onde eu vou? Ele está maluco!”

    Exatamente, tipo wtff??

  13. Thamiris
    May 25, '26 at 10:50 am

    — Agora, vá para o banho — ele disse, o tom de voz retornando a uma neutralidade cirúrgica, quase fria.

    Creio não macho que tu fez isso

  14. Thamiris
    May 25, '26 at 10:54 am

    Karine deu um sobressalto, segurando a toalha contra o peito com força enquanto Namjoon entrava no ambiente saturado de vapor. Ele havia trocado o terno por uma calça de moletom cinza e estava sem camisa, exibindo o torso largo, os ombros imensos e as cicatrizes leves que carregava no braço esquerdo — marcas do acidente de cinco anos atrás. Na mão, ele segurava uma camisa de botão preta dele, de tecido pesado.

    Visão dos céus
    Esse homem de calça moleton

  15. Thamiris
    May 25, '26 at 10:55 am

    Namjoon deu um passo lento para dentro do banheiro, a presença física dele parecendo diminuir o tamanho do cômodo. Um sorriso quase imperceptível, sombrio e possessivo, brincou nos cantos de seus lábios. — Limites? No meu apartamento, Senhorita Min? — ele deu mais um passo, a distância entre eles caindo para menos de um metro. — Se você não entrar debaixo dessa água nos próximos três segundos, eu vou ser obrigado a entrar aí com você. E eu garanto que eu não vou apenas lavar o seu cabelo. Eu vou dar o banho em você do meu jeito.

    Seria uma boa ideia né kk

Nota

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