Capítulo 6 – O Preço da Promessa
por FanfiqueiraO primeiro dia na Kim Global Architecture & Development não foi recebido com flores ou discursos de boas-vindas. Para Karine Min, o batismo começou com o som gélido do ar-condicionado central e o silêncio opressor do 55º andar.
Eram 19h30. O expediente oficial havia terminado, e o fluxo de funcionários em direção aos elevadores parecia uma debandada de sombras. Karine organizava sua mesa quando a silhueta imponente de Kim Namjoon surgiu na porta de vidro de seu escritório privativo. Ele não usava mais o paletó; a camisa social preta estava com as mangas dobradas até os cotovelos, revelando antebraços que pareciam esculpidos em granito.
— Senhorita Min — a voz dele cortou o ambiente como uma lâmina. — Na entrevista, você afirmou com uma confiança admirável que, se eu exigisse a reformulação de uma fundação inteira em vinte e quatro horas apenas por uma questão estética, você daria conta. Lembra-se disso?
Karine levantou-se, sentindo o peso do olhar dele.
— Lembro-me perfeitamente, Sr. Kim.
Namjoon caminhou até ela, carregando três pastas de couro absurdamente volumosas. Ele as soltou sobre a mesa de Karine com um estrondo seco que fez as canetas saltarem.
— Ótimo. Porque eu decidi que o projeto de expansão do Museu Nacional, que sua equipe revisou hoje, não atende aos meus padrões de “fluidez visual”. Eu quero que você recalcule toda a distribuição de carga dos pilares de sustentação da ala leste. Quero uma nova estética, algo que desafie a gravidade, mas que mantenha a integridade que você tanto defendeu.
Karine olhou para a montanha de documentos. Aquilo não era um ajuste; era uma reconstrução completa de meses de trabalho de uma equipe inteira, exigida de uma estagiária em uma única noite.
— O senhor quer isso para…
— Para as seis da manhã — Namjoon interrompeu, aproximando-se o suficiente para que ela sentisse o calor de sua presença e o cheiro denso de seu perfume amadeirado. — Você disse que o controle era meu. Pois bem, estou exercendo-o. Se você é realmente o “traço de ouro” que todos dizem, prove. Se não, amanhã o seu crachá será desativado antes do café da manhã.
Ele se virou e caminhou de volta para sua sala, deixando para trás um rastro de autoridade absoluta e um desafio que beirava a crueldade.
Karine não se permitiu desmoronar. Ela respirou fundo, puxou a cadeira e abriu a primeira pasta. Os cálculos eram complexos, envolvendo integrais e resistência de materiais que exigiriam o máximo de sua mente já cansada.
Dentro de seu escritório, Namjoon sentou-se diante do painel de monitoramento. Ele apertou um comando e a tela central exibiu a estação de trabalho de Karine em alta definição. Ele a observou tirar o blazer, revelando os ombros delicados sob a blusa de seda. Ele a viu prender o cabelo com um lápis, uma mecha rebelde caindo sobre seu rosto enquanto ela mergulhava nas planilhas.
Ele serviu-se de um uísque puro. O gelo estalou no copo, o único som em sua sala além de sua própria respiração pesada.
“Trabalhe, Karine”, ele pensou, sentindo uma satisfação sombria. “Sinta o peso de cada número. Sinta a responsabilidade de uma estrutura que pode cair a qualquer momento. Foi essa a pressão que eu senti quando me disseram que eu nunca mais seguraria um bisturi.”
Ele observava a forma como ela franzia a testa, a maneira como mordia o lábio inferior quando encontrava um erro. Era uma beleza torturante. Ele odiava o fato de que, mesmo exausta e sob pressão, ela ainda mantinha uma dignidade que ele não conseguia quebrar.
Por volta das duas da manhã, as luzes do corredor piscaram. Taehyung, que deveria ter ido embora há horas, apareceu nas sombras. Ele trazia um copo de papel com café extra forte e um sanduíche de uma loja de conveniência.
— Você está louca? — Taehyung sussurrou, aproximando-se da mesa dela. — Eu vi o carro do Namjoon ainda no estacionamento. Ele está te matando no primeiro dia?
— Ele está me testando, Tae — Karine respondeu, a voz rouca. — Eu disse que daria conta. Se eu falhar agora, ele ganha.
— Deixe-me ajudar — Taehyung insistiu, sentando-se em uma cadeira próxima. Ele olhou para os lados, nervoso. — Eu posso fazer a conferência dos dados de entrada enquanto você projeta a nova estrutura. Vai reduzir o tempo pela metade.
— Tae, você pode se meter em encrenca. Ele foi bem claro sobre eu fazer isso sozinha.
— Ele está na sala dele, provavelmente dormindo ou bebendo — Tae disse, pegando uma das folhas. — Ele não vai saber. Vamos, Karine. Você sabe que eu não suporto te ver assim.
Taehyung tocou a mão dela sobre a mesa, um gesto de apoio que, para Karine, foi como um oásis no deserto. Ela sorriu debilmente, permitindo que ele a ajudasse. Por quase uma hora, eles trabalharam em sintonia. O som do riscar do grafite e o clique das calculadoras criavam uma bolha de falsa segurança.
Namjoon, do outro lado da parede de vidro, sentiu o sangue ferver. Ver Taehyung tocando a mão dela, ver o sorriso que ela direcionava ao “amigo” — um sorriso que exalava uma confiança que ele nunca tivera — foi o gatilho final.
Ele se levantou, a mão direita tremendo violentamente. Ele a escondeu no bolso da calça e caminhou até a porta.
O som de seus sapatos de sola de couro no granito foi como o anúncio de uma execução. Karine e Taehyung se afastaram no exato momento em que Namjoon entrou no campo de visão deles.
— Eu não me lembro de ter contratado uma dupla de circo para este projeto — a voz de Namjoon era um sussurro perigoso, carregado de um veneno que fez Taehyung empalidecer instantaneamente.
— Sr. Kim, eu só estava… — Taehyung começou, mas o olhar de Namjoon o silenciou.
— Você estava interferindo em uma ordem direta, Taehyung. O que me faz questionar se sua lealdade pertence a esta empresa ou às suas… inclinações pessoais.
Namjoon caminhou até a mesa de Karine. Ele pegou o café que Taehyung trouxera e, com um movimento lento e deliberado, jogou-o na lixeira. Depois, pegou o sanduíche e o seguiu.
— Senhorita Min, eu fui muito claro na entrevista. Eu não tolero mediocridade, e depender de terceiros para cumprir uma promessa que você fez é o auge da mediocridade.
— Ele só estava me trazendo comida! — Karine se levantou, as lágrimas de exaustão e raiva brilhando nos olhos. — Eu estou trabalhando sozinha há horas!
— Se você precisa de um babá para terminar um cálculo de estrutura, você não é uma arquiteta. Você é uma diletante brincando com o dinheiro do seu pai — Namjoon se inclinou sobre a mesa, invadindo o espaço dela, forçando-a a olhar diretamente nos olhos dele. — Você me garantiu que daria conta. Onde está a sua palavra agora? Enterrada sob a caridade do Sr. Taehyung?
Ele olhou para Taehyung, que permanecia estático, dividido entre o medo e a vontade de defender Karine.
— Saia daqui, Taehyung. Agora. E se eu vir você em qualquer lugar perto desta ala antes do seu horário oficial amanhã, você não terá mais um crachá para usar.
Taehyung olhou para Karine uma última vez — um olhar de “sinto muito” — e retirou-se, o som de seus passos desaparecendo no corredor vácuo.
Namjoon voltou sua atenção para Karine. Ele pegou a planta principal, aquela em que ela estava trabalhando com a ajuda de Tae, e a rasgou ao meio. O som do papel grosso se partindo foi como um tiro no silêncio.
— Comece de novo. Do zero. Sozinha.
— O senhor é um monstro — Karine sussurrou, a voz trêmula.
Namjoon soltou uma risada curta, sem um pingo de humor.
— Não, Karine. Eu sou apenas o efeito colateral das escolhas que você faz. Você escolheu estar aqui. Você escolheu prometer o que não podia cumprir. Agora, pague o preço.
Ele se retirou, mas antes de fechar a porta de sua sala, ele parou e olhou para ela por cima do ombro.
— Faltam quatro horas para o sol nascer. Sugiro que pare de chorar e comece a calcular. Lágrimas não seguram prédios.
Karine ficou sozinha na vastidão do escritório iluminado. O silêncio nunca pareceu tão barulhento. Ela olhou para os pedaços da planta no chão. O cansaço tentava fechar seus olhos, mas o ódio — um ódio puro, ardente e novo — a manteve de pé.
Ela se sentou, pegou uma folha em branco e um novo lápis. Ela não sabia por que Kim Namjoon a tratava com tanta ferocidade, mas naquela noite, enquanto Seul dormia, Karine Min decidiu que não apenas entregaria o projeto. Ela entregaria algo tão perfeito que ele seria forçado a engolir cada palavra de desprezo.
No escritório ao lado, Namjoon sentou-se no escuro. Ele apertava a mão direita com tanta força que as unhas cravavam na pele. Ele a reduzira a cinzas, exatamente como planejado. Mas, por algum motivo, ver Karine pegando aquele lápis novamente, com os olhos vermelhos mas o queixo erguido, fez seu coração morto dar um solavanco que ele não conseguia explicar.
A guerra estava apenas começando, e o campo de batalha estava manchado de grafite, suor e uma promessa que ambos estavam determinados a levar até as últimas consequências.
E que braços hein
Filho da mãe
[quote]— Ótimo. Porque eu decidi que o projeto de expansão do Museu Nacional, que sua equipe revisou hoje, não atende aos meus padrões de “fluidez visual”. Eu quero que você recalcule toda a distribuição de carga dos pilares de sustentação da ala leste. Quero uma nova estética, algo que desafie a gravidade, mas que mantenha a integridade que você tanto defendeu.
Pqp, ele vai comer o juízo dela, ate ela n aguentar mais
E oq eu tenho a ver meu fiii
Não to gostando disso não, depois q eu pego ranço não a santo q faça eu voltar a gostar -_-
Já posso oficialmente ter ódio do Nam?!
Blood, sweat and tears
[quote]“Trabalhe, Karine”, ele pensou, sentindo uma satisfação sombria. “Sinta o peso de cada número. Sinta a responsabilidade de uma estrutura que pode cair a qualquer momento. Foi essa a pressão que eu senti quando me disseram que eu nunca mais seguraria um bisturi.”
O homem tá com uma raiva absurda dela, e ela nem imagina
[quote]Namjoon, do outro lado da parede de vidro, sentiu o sangue ferver. Ver Taehyung tocando a mão dela, ver o sorriso que ela direcionava ao “amigo” — um sorriso que exalava uma confiança que ele nunca tivera — foi o gatilho final.
Fudeuuu, o ódio dele só faz aumentar
[quote]— Faltam quatro horas para o sol nascer. Sugiro que pare de chorar e comece a calcular. Lágrimas não seguram prédios.
Tá difícil te defender, Nam
Mais é o cão mesmo
Vendo que o Tae também vai entrar na lista negra dele
Vontade de meter um soco
Mas que fdp mano.. vontade de ar uma cadeirada na cara dele
E ainda botou câmera pra assistir ela surtar em 4K pqp
Meu deus ele gosta muito dela pqp.. esse homem te quer mulher
É meu caro, eles tão apaixonados, aceite!
Aah o odio faz a gente ate voar se quiser