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O sol de segunda-feira de manhã nasceu cortando os panos de vidro da cobertura de Hannam-dong, encontrando um cenário que misturava a genialidade técnica de dois arquitetos ao caos de uma paixão implacável.

O recesso que Namjoon decretara na quinta-feira havia se transformado em um casulo de setenta e duas horas. Ele não permitira que Karine cruzasse a porta social nenhuma vez. O celular dela havia sido silenciado por ele logo nas primeiras horas, e as cobranças do mundo exterior foram sumariamente anuladas sob o peso de sua autoridade. Mas quem olhasse a grande mesa de jantar de mármore nero marquina no centro da sala não veria apenas os vestígios da intimidade de um casal comum; veria o nascimento de uma obra-prima estrutural, erguida entre o calor da pele e a precisão milimétrica de cálculos complexos.

Eles haviam passado o fim de semana inteiro em uma rotina viciante de trabalhar e transar.

Não havia barreiras entre o intelecto e o desejo. Namjoon a consumia com a mesma intensidade com que debatia a resistência dos materiais, e Karine respondia a ambos com uma audácia que o instigava até o limite do controle. Os detalhes de como o Complexo de Busan foi finalizado estavam impressos na memória de Karine, marcados não apenas no papel, mas em cada músculo de seu corpo ainda dolorido.

Houve momentos em que Namjoon estava com os óculos de leitura de armação escura, concentrado na tela do notebook revisando as planilhas orçamentárias e o impacto dos wons na fundação do terreno, enquanto Karine, vestindo apenas uma camiseta dele, redesenhava a curvatura das treliças no CAD, com as pernas cruzadas na cadeira. O silêncio focado da sala era quebrado apenas pelo som do teclado e pelo clique do mouse, até que o desejo de Namjoon atingia o limite da saturação. Ele simplesmente fechava a tela do computador dela com um baque seco, puxava a cadeira de Karine para trás com as mãos firmes em seus quadris e a possuía ali mesmo, entre folhas de papel vegetal amassadas e canetas técnicas jogadas pelo chão, transformando o estúdio improvisado em um campo de rendição.

No entanto, o verdadeiro ápice dessa dinâmica simbiótica aconteceu na tarde de sábado, quando as linhas entre o dever e a luxúria se dissiparam por completo, e eles trabalharam enquanto transavam.

As cortinas estavam parcialmente fechadas, deixando o ambiente em uma penumbra dourada. O relógio digital marcava pouco mais de quatro da tarde. Karine estava de pé, ligeiramente debruçada sobre o balcão de mármore da cozinha americana, segurando o tablet gráfico com a mão esquerda enquanto a caneta digital flutuava na mão direita. Ela estava concentrada, com os olhos fixos na tela que exibia o detalhamento da fachada leste do complexo de Busan. Era uma área crítica, onde a pressão do vento exigia um recuo milimétrico para não sobrecarregar as colunas de sustentação.

Namjoon aproximou-se por trás sem fazer um único ruído. Ele já havia abandonado qualquer verniz de CEO; estava descalço, vestindo apenas uma calça de moletom escura que descansava baixa em seu quadril. O calor que emanava de seu peito nu tocou as costas de Karine antes mesmo de suas mãos agirem.

Sem dizer uma única palavra, Namjoon espalmou as mãos grandes nas laterais do quadril dela, apertando a carne com uma firmeza territorial. Karine soltou um suspiro baixo, mas não desviou os olhos da tela do tablet.

— Namjoon, eu preciso terminar essa hachura antes que o renderizador trave… — ela murmurou, tentando manter a voz firme, embora seu coração já estivesse acelerando.

— Não pare — a voz barítona dele resou baixa, um rosnado rente à nuca dela que a fez arrepiar por completo.

Com um movimento lento e deliberado, Namjoon subiu a barra da camisa preta que ela usava, revelando a nudez de suas nádegas e a curva de suas coxas. Ele não usou de rodeios. Alcançou a mesa de cabeceira lateral onde mantinha os preservativos, preparou-se com a rapidez de quem sabia exatamente o que queria e posicionou-se contra ela.

Namjoon segurou a base do ventre de Karine com uma das mãos, puxando o quadril dela para trás enquanto a pressionava contra a borda de mármore. Com uma estocada lenta, profunda e torturante, ele entrou nela de uma vez.

Ah, porra… — Namjoon praguejou, fechando os olhos enquanto a cabeça dele caía para a frente, a testa nas costas de Karine. A umidade e o calor dela o apertaram de um jeito que quase o fez perder o ritmo logo no início.

Karine soltou um gemido agudo, a caneta digital quase escapando de seus dedos. A sensação de ser preenchida daquela forma, enquanto sua mente tentava processar as coordenadas de um projeto de milhões de wons, foi um choque avassalador. O membro dele esticava suas paredes internas com uma rigidez implacável, latejando a cada centímetro que avançava.

Não pare o traço, Karine — Namjoon ordenou no ouvido dela, a respiração já curta e pesada, misturando-se ao perfume de sândalo que exalava de sua pele. — Continue calculando. Quero ver até onde vai o seu foco enquanto eu te domino desse jeito.

Ele começou a se mover. No início, eram investidas curtas, mas carregadas de um peso absurdo. A cada vez que o quadril dele batia contra o dela, Karine sentia o impacto reverberar por sua espinha, empurrando seu corpo contra o mármore frio. Ela teve que apoiar a mão esquerda com força na bancada para não desabar, mantendo o tablet firme enquanto tentava guiar a caneta digital na tela.

— Eu não… eu não consigo focar se você se mover assim — ela arfou, os olhos lacrimejando pelo prazer que começava a nublar sua visão.

— Consegue sim. Você é uma Min, não é? Mostre-me a sua precisão — ele provocou, a voz banhada em uma safadeza crua que destruía qualquer postura profissional.

Namjoon aumentou a força do impacto. As estocadas tornaram-se mais profundas, ritmadas e implacáveis. O som estalado da pele colando-se à pele começou a ecoar pela cobertura silenciosa. Karine soltava gemidos curtos e sibilados a cada vez que ele atingia o ponto mais profundo de seu colo, sentindo a calosidade das mãos dele cravando-se em seus quadris, deixando marcas vermelhas que sumiriam apenas dias depois.

Era uma tortura deliciosa. A mente de Karine operava em dois extremos opostos: a lógica pura da arquitetura, que exigia que ela traçasse a linha de corte perfeitamente reta no tablet, e a luxúria primitiva do sexo, que a implorava para soltar tudo e apenas se entregar ao homem que a castigava por trás.

Ela mordeu o lábio inferior até quase sangrar, forçando a caneta digital a deslizar pela tela. Corte A-A, recuo de dois metros, treliça de compensação.Caralho, Karine… você é quente demais — Namjoon rosnou entre os dentes, a mandíbula tão travada que os músculos de seu pescoço saltavam. Ele inclinou-se sobre ela, cravando os dentes de leve na lateral do pescoço dela, exatamente onde o corretivo cobria a marca anterior, reivindicando aquele pedaço de pele mais uma vez. — Olha para essa tela. Desenhe para mim enquanto eu te fodo.

O palavrão cru e direto saindo da boca do homem que costumava ditar as regras do mercado financeiro coreano foi o gatilho final. Karine soltou um grito abafado, a caneta digital riscando um traço completamente errático na tela quando a primeira onda do orgasmo a atingiu. Suas paredes internas começaram a se contrair em espasmos violentos ao redor do membro dele, apertando-o com uma força quase esmagadora.

Namjoon sentiu o aperto do clímax dela e perdeu o resto de controle que ainda mantinha.

Puta que pariu… não para, aperta assim — ele sibilou, a voz falhando.

Ele segurou o quadril dela com as duas mãos agora, puxando-a com violência contra si a cada estocada. O ritmo tornou-se frenético, bruto e desprovido de qualquer polidez. Ele a bombardeou por mais dez estocadas profundas, cada uma fazendo o corpo de Karine tremer sobre o balcão, até que ele atingiu o seu próprio limite.

Namjoon soltou um rosnado alto, afundou o membro até a raiz dentro dela e descarregou seu sêmen com força, o corpo inteiro rígido enquanto ele se derramava no fundo do ventre de Karine.

Ele manteve-se colado às costas dela por longos minutos, os peitos subindo e descendo em uma sincronia caótica, o suor de sua testa misturando-se às costas dela. O tablet gráfico exibia a linha do projeto de Busan cortada por um borrão digital — o registro exato do momento em que a estrutura deles havia desabado em puro prazer.

Agora, o relógio marcava exatamente sete da manhã de segunda-feira.

O recesso havia terminado. O Complexo de Busan estava 100% finalizado, revisado e salvo no drive criptografado da presidência, além de impresso na maquete digital que Namjoon guardava em seu tablet profissional. Não havia mais espaço para os erros de cálculo que haviam servido de desculpa na quinta-feira; o projeto era uma obra-prima de engenharia e estética.

Karine estava parada em frente ao espelho de corpo inteiro no hall de entrada da cobertura. Ela terminava de abotoar um blazer de alfaiataria preto, cortado sob medida. Namjoon havia mandado seu alfaiate particular entregar algumas peças de roupas para ela no domingo à noite, garantindo que sua estagiária retornasse ao ambiente corporativo vestida como uma verdadeira executiva. Calça social de corte reto, uma blusa de seda branca que cobria o pescoço de forma elegante e o blazer estruturado mudavam completamente sua silhueta.

Ela pegou o bastão de corretivo da bolsa e retocou a lateral do pescoço. A marca de sábado ainda estava ali, um segredo arroxeado escondido sob as camadas de maquiagem e a gola alta. No entanto, o olhar de Karine no reflexo do espelho não era mais o mesmo. A timidez da estudante exausta havia sumido, substituída pela imponência de quem havia passado setenta e duas horas desafiando e moldando o homem mais poderoso de Seul.

Namjoon apareceu atrás dela no espelho. Ele já vestia sua armadura habitual: um terno de três peças cinza-chumbo, a gravata de seda escura perfeitamente alinhada e os sapatos de couro legítimo polidos. O cabelo estava penteado para trás, revelando a testa proeminente e a expressão fria, calculista e implacável que o mundo conhecia. O “monstro de platina” estava de volta, pronto para esmagar qualquer oposição na reunião de diretoria que aconteceria em menos de uma hora.

Ele parou logo atrás dela, os olhos escuros fixando-se no reflexo de Karine. Devagar, ele deslizou a mão direita pela cintura dela, apertando o tecido do blazer com força, um último lembrete físico de sua posse antes de entrarem no território público.

— O motorista já está esperando na garagem subterrânea — Namjoon disse, a voz retornando àquela formalidade barítona, gélida e desprovida de qualquer emoção doméstica. Mas os olhos dele, ao encontrarem os dela pelo espelho, guardavam o fogo residual de tudo o que haviam construído na escuridão daquele fim de semana. — Hoje a diretoria e os investidores vão ver exatamente o que a minha estagiária principal é capaz de projetar. Está pronta, Senhorita Min?

Karine deu um último toque na lapela do blazer, sustentou o olhar predador do homem atrás de si e permitiu que um sorriso ladino, focado e perigosamente seguro surgisse em seus lábios.

— Mais do que pronta, Sr. Kim. Vamos aprovar esse projeto.

4 Comentários

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  1. Thamiris
    Jun 1, '26 at 10:36 am

    Eles haviam passado o fim de semana inteiro em uma rotina viciante de trabalhar e transar.

    A rotina….super cansativa

  2. Thamiris
    Jun 1, '26 at 10:39 am

    No entanto, o verdadeiro ápice dessa dinâmica simbiótica aconteceu na tarde de sábado, quando as linhas entre o dever e a luxúria se dissiparam por completo, e eles trabalharam enquanto transavam.

    Trabalho dos meus sonhos

  3. Thamiris
    Jun 1, '26 at 10:45 am

    Ela mordeu o lábio inferior até quase sangrar, forçando a caneta digital a deslizar pela tela. Corte A-A, recuo de dois metros, treliça de compensação. — Caralho, Karine… você é quente demais — Namjoon rosnou entre os dentes, a mandíbula tão travada que os músculos de seu pescoço saltavam. Ele inclinou-se sobre ela, cravando os dentes de leve na lateral do pescoço dela, exatamente onde o corretivo cobria a marca anterior, reivindicando aquele pedaço de pele mais uma vez. — Olha para essa tela. Desenhe para mim enquanto eu te fodo.

    Se ela conseguir terminar,ela vai tá de parabéns
    Eu não consigo prestar atenção fazendo só uma coisa
    Imagina assim..

  4. Thamiris
    Jun 1, '26 at 10:51 am

    — O motorista já está esperando na garagem subterrânea — Namjoon disse, a voz retornando àquela formalidade barítona, gélida e desprovida de qualquer emoção doméstica. Mas os olhos dele, ao encontrarem os dela pelo espelho, guardavam o fogo residual de tudo o que haviam construído na escuridão daquele fim de semana. — Hoje a diretoria e os investidores vão ver exatamente o que a minha estagiária principal é capaz de projetar. Está pronta, Senhorita Min?

    Nada possessivo

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