Capítulo 25 – Território Marcado
por FanfiqueiraO estúdio do quinto ano de Arquitetura era um caos organizado de concreto, luz fluorescente e o som incessante de estiletes cortando papel pluma. O cansaço da reta final do semestre pairava no ar como uma névoa espessa, mas para Karine, o mundo parecia vibrar em uma frequência totalmente diferente. O corretivo que Jennie havia praticamente esfregado em seu pescoço antes da aula disfarçava a marca arroxeada, mas a lembrança do calor de Namjoon continuava nítida, queimando sob sua pele a cada movimento.
Ela estava sentada ao redor de uma grande mesa de desenho técnico com seu grupo. Teoricamente, ela deveria estar revisando o zoneamento urbano do projeto final, mas sua mente estava estagnada na troca de mensagens daquela manhã. Ela dissera a Namjoon que iria para o dormitório descansar antes de voltar à Kim Global à tarde. No entanto, a ansiedade e a sensação de que sua vida havia virado de cabeça para baixo a impediram de conseguir pregar os olhos. Ela precisava de normalidade. Precisava do cheiro de grafite e da rotina acadêmica para se lembrar de quem era, mesmo que já tivesse créditos suficientes para nem precisar estar naquela sala.
— Se a gente puxar o recuo da fachada leste em mais dois metros, abrimos espaço para uma praça seca que conecta com o fluxo de pedestres da avenida — a voz ao lado de Karine a trouxe de volta à realidade.
Era Leo. Ele era um dos estudantes mais brilhantes da turma, sempre focado, mas com uma proximidade que, nas últimas semanas, vinha se tornando um pouco mais pessoal do que Karine gostaria. Ele inclinou-se sobre a planta baixa, aproximando-se dela para apontar um detalhe no papel vegetal. O ombro dele roçou levemente no dela, um gesto casual de colegas de faculdade, mas que hoje fez Karine se retesar instintivamente.
— O que você acha, Karine? — Leo perguntou, virando o rosto para ela. A distância entre eles era curta. Ele a olhava com uma admiração evidente, os olhos descendo por um segundo para os lábios dela antes de voltarem para os seus olhos. — Você está muito quieta hoje. Geralmente é você quem comanda essa estrutura.
Do outro lado da mesa, Jennie, que estava fingindo conferir uma escala com o escalímetro, quase quebrou a ferramenta ao meio. Ela olhou para Karine com os olhos arregalados, uma mensagem silenciosa e desesperada de: “Pelo amor de Deus, se afasta desse garoto se você preza pela vida dele e pela sua.”
Karine pigarreou, afastando a cadeira alguns centímetros para trás sob o pretexto de ter uma visão melhor do desenho. — Acho que o recuo funciona, Leo. Mas precisamos checar a taxa de ocupação do solo antes de mexer na volumetria. Se passarmos do limite do plano diretor, o projeto é desclassificado.
— Você sempre pensando em cada detalhe técnico… — Leo sorriu, uma risada baixa e charmosa, e estendeu a mão para tocar de leve o antebraço de Karine, numa tentativa de manter a conexão. — É por isso que você é a melhor da turma.
Antes que os dedos de Leo pudessem de fato se firmar na pele de Karine, o som pesado e compassado de passos ecoou pelo corredor de concreto polido do bloco. Não eram os passos arrastados de universitários exaustos ou o clique dos saltos das professoras. Era uma marcha firme, autoritária, que parecia fazer a própria atmosfera da sala de aula mudar.
O burburinho do estúdio começou a morrer, mesa por mesa, como uma onda de choque.
Karine ergueu os olhos e o ar simplesmente sumiu de seus pulmões.
Parado na soleira da porta de vidro duplo, com a imponência de quem era dono não apenas daquele prédio, mas de metade do distrito corporativo de Seul, estava Kim Namjoon.
Ele usava um terno de três peças cinza-chumbo perfeitamente sob medida, a gravata de seda escura impecável, os cabelos escuros penteados para trás revelando a testa proeminente e a expressão fria e implacável que lhe rendera a fama de “monstro de platina”. A mão direita, aquela que ele costumava manter oculta ou rígida, estava casualmente guardada no bolso da calça, enquanto a esquerda segurava uma pasta de couro legítimo.
O professor encarregado da orientação, um homem de meia-idade que costumava ser rígido com os alunos, empalideceu ao reconhecer a figura que acabara de invadir seu espaço. — S-Sr. Kim? — o professor gaguejou, dando um passo à frente, limpando as mãos cheias de pó de giz no paletó cinza. — Há algum problema com o convênio de estágio da universidade? Nós não fomos notificados de uma visita da presidência…
Namjoon nem sequer olhou para o professor. Seus olhos escuros, profundos e perigosamente calmos varreram o estúdio em um segundo, localizando exatamente o alvo que procurava. Quando seu olhar pousou na mesa de Karine, ele travou.
Ele viu tudo. Viu a proximidade de Leo. Viu a mão do rapaz a milímetros do braço de Karine. Viu a forma como o estudante olhava para a mulher que, poucas horas antes, estava gemendo o seu nome enquanto era cravada contra o carvalho de sua própria mesa de reuniões.
Uma tensão elétrica e invisível cortou a sala de aula. Namjoon não moveu um único músculo do rosto. Ele não franziu a testa, não semcerrou os olhos e não quebrou a postura de CEO inabalável. O ciúme que rugiu dentro de seu peito foi um monstro primitivo, mas ele o trancou atrás de sua armadura de aço escovado. Para qualquer um ali dentro, ele era apenas o empresário frio de sempre. Mas para Karine, que agora conhecia o homem por trás da máscara, a rigidez quase imperceptível de sua mandíbula e a forma como o pomo de adão dele se moveu eram sinais claros de uma tempestade iminente.
Ao lado de Karine, Jennie estava prestes a ter um colapso nervoso. Ela olhava de Namjoon para Leo, e depois para Karine, segurando o próprio grito de choque com as mãos entrelaçadas. “Ele veio buscar ela no meio da faculdade, eu não estou acreditando nisso!”, os olhos de Jennie gritavam em pânico e excitação puras.
— Não há problemas com a universidade, Professor — a voz de Namjoon ecoou, um barítono profundo, rico e desprovido de qualquer emoção que fez alguns alunos se arrepiarem. — No entanto, há um erro crítico de cálculo nas diretrizes estruturais que a Kim Global recebeu para o complexo de Busan. Um erro que exige a atenção imediata da minha estagiária principal.
Ele deu dois passos para dentro da sala. A presença dele era tão esmagadora que Leo instintivamente recolheu a mão, recolhendo-se em sua cadeira diante do magnetismo intimidador do homem mais velho.
Namjoon parou a dois metros da mesa de desenho, fixando seus olhos diretamente nos de Karine. Havia uma possessividade sombria naquela imensidão escura que a fez tremer por dentro.
— Senhorita Min — Namjoon pronunciou o nome dela com uma formalidade gélida que escondia a promessa de fogo. — Você não vai assistir à aula hoje. Suas obrigações acadêmicas já estão cumpridas e o seu tempo agora pertence à minha empresa. Pegue suas coisas. Estou confiscando o seu dia.
O estúdio inteiro estava em silêncio absoluto. Ninguém ousava respirar. Leo olhou para Karine, confuso e claramente intimidado pela intervenção brutal da presidência, mas sem coragem de desafiar o homem que ditava o futuro da arquitetura no país.
Karine sentiu o coração martelar contra as costelas. Ela olhou para Jennie, que deu um aceno de cabeça quase imperceptível, como se dissesse: “Vai logo antes que ele demita o reitor por olhar feio para você”.
— Sim, Sr. Kim — Karine respondeu, a voz firme, embora suas mãos tremessem levemente ao juntar seu notebook e seu estojo de desenho.
Ela se levantou, ajeitando a blusa mais uma vez, ciente de que cada movimento seu estava sendo monitorado pelo olhar predador de Namjoon. Ele deu um passo para trás, abrindo caminho para ela passar, mas sem nunca desviar os olhos de seu corpo. Quando ela cruzou a porta, ele a seguiu, deixando para trás uma sala de aula em choque e uma Jennie que finalmente pôde soltar o ar que prendia nos pulmões.
… CONTINUA.
Leo virou finado
Famosa triangulação
A Jennie quase tendo um treco kkkkkkkk
Puta merda kkkkkkkk qual a chance bicho?
Meu deus ele forçando contato
Pronto kkkkkkkkk esse ai não faz ideia do problema que ta se metendo
Legal? Legal, mas papo de psicopata kkkkk ãmo
Bem na hora kkkk, melhor q cão farejador
MDs ela tá arrasando corações, 3 já ? Kkk
[quote]Uma tensão elétrica e invisível cortou a sala de aula. Namjoon não moveu um único músculo do rosto. Ele não franziu a testa, não semcerrou os olhos e não quebrou a postura de CEO inabalável. O ciúme que rugiu dentro de seu peito foi um monstro primitivo, mas ele o trancou atrás de sua armadura de aço escovado. Para qualquer um ali dentro, ele era apenas o empresário frio de sempre. Mas para Karine, que agora conhecia o homem por trás da máscara, a rigidez quase imperceptível de sua mandíbula e a forma como o pomo de adão dele se moveu eram sinais claros de uma tempestade iminente.
Óbvio que ele n ia demonstrar que tava morrendo de ciúmes. Tá se fudendo por dentro, mas ia manter a máscara
[quote]Ele usava um terno de três peças cinza-chumbo perfeitamente sob medida, a gravata de seda escura impecável, os cabelos escuros penteados para trás revelando a testa proeminente e a expressão fria e implacável que lhe rendera a fama de “monstro de platina”. A mão direita, aquela que ele costumava manter oculta ou rígida, estava casualmente guardada no bolso da calça, enquanto a esquerda segurava uma pasta de couro legítimo.
Ele foi atrás delaaa :O
[quote]— Você sempre pensando em cada detalhe técnico… — Leo sorriu, uma risada baixa e charmosa, e estendeu a mão para tocar de leve o antebraço de Karine, numa tentativa de manter a conexão. — É por isso que você é a melhor da turma.
Leo, Leo…
Tu nem imagina onde tás se metendoo
[quote]— O que você acha, Karine? — Leo perguntou, virando o rosto para ela. A distância entre eles era curta. Ele a olhava com uma admiração evidente, os olhos descendo por um segundo para os lábios dela antes de voltarem para os seus olhos. — Você está muito quieta hoje. Geralmente é você quem comanda essa estrutura.
Tá cansada rpz. Anda trabalhando muito
Ele foi atrás dela!!! Que ciumento