Capítulo 29 – Promessas Cumpridas
por FanfiqueiraA adrenalina que antes sustentava o corpo de Karine evaporou por completo assim que Namjoon se separou dela com um estalido úmido. Suas pernas, ainda trêmulas e bambas pela intensidade do que acabara de acontecer, ameaçaram ceder no momento em que ela tentou deslizar do balcão de mármore.
Percebendo o enfraquecimento imediato dela, Namjoon reagiu com a agilidade de sempre. Ele passou um dos braços firmes por baixo dos joelhos de Karine e o outro pelas costas dela, erguendo-a no colo sem o menor esforço. A camisa preta dele, agora amassada e desalinhada, cobria apenas o essencial enquanto ela apoiava a cabeça no peito nu e suado dele, sentindo os batimentos cardíacos do empresário finalmente desacelerarem.
Ele a carregou até o imenso sofá de couro texturizado da sala de estar. Com um desvelo que contrastava absurdamente com a crueza de minutos atrás, Namjoon a deitou sobre as almofadas macias.
— Fique aqui e descanse — ele ordenou, a voz agora limpa dos palavrões, retornando ao tom barítono, mas revestida de uma suavidade inédita. — Vou terminar de arrumar a comida e já venho cuidar de você.
Karine, com os olhos pesados e o corpo entregue a uma exaustão profunda, apenas observou a silhueta massiva dele se afastar em direção à cozinha. Antes de voltar para o fogão, Namjoon parou por um segundo, olhou por cima do ombro e deu aquele sorriso ladinho característico — sutil, mas carregado de uma cumplicidade quente — que fez o estômago de Karine flutuar. Em seguida, ele voltou a se concentrar nas panelas.
Não demorou mais do que alguns minutos para que o som baixo da espátula e o calor do apartamento embalassem Karine em um sono sem sonhos. Ela apagou completamente.
— Ei… acorda, Senhorita Min.
A voz era um sussurro baixo perto de seu ouvido, acompanhada por um toque incrivelmente leve. A mão grande de Namjoon, que horas antes a prendia contra o concreto e a apertava com força no balcão, agora acariciava sua bochecha com a ponta dos dedos, afastando delicadamente algumas mechas de cabelo úmido de seu rosto.
Karine abriu os olhos devagar, a visão meio embaçada pelo sono repentino. Por um instante, ela piscou repetidamente, sentindo-se como se estivesse presa em um sonho acordado. Olhar para Kim Namjoon, o temido “monstro de platina”, agindo com uma doçura tão genuína e paciente, parecia uma contradição de termos. Ela jamais imaginou que aquele homem milimetricamente controlado e impositivo pudesse carregar tanta delicadeza dentro de si.
Ela não disse nada, temendo que qualquer palavra pudesse quebrar o encanto daquele momento. Apenas retribuiu com um sorriso sonolento e estendeu a mão para que ele a ajudasse a se levantar.
A mesa de jantar já estava posta de forma impecável, iluminada apenas pelas luzes embutidas e quentes da cozinha americana. Eles se sentaram um de frente para o outro. O sabor da carne bem selada e do molho de alecrim estava perfeito, e por alguns minutos, o foco foi apenas aplacar a fome que a madrugada e a tarde intensa haviam cavado neles.
Em uma tentativa de trazer de volta a zona de conforto que conhecia, Karine limpou os lábios com o guardanapo e tentou puxar assunto. — Namjoon, sobre as revisões do zoneamento que o grupo da faculdade estava fazendo… e o relatório que preciso entregar na Kim Global amanhã…
Namjoon ergueu os olhos do prato, deixando os talheres descansarem por um segundo. O olhar dele não era duro, mas era definitivo. — Karine. Aqui na minha casa, nós não falamos sobre trabalho. Da porta para dentro, a Kim Global não existe. Aqui é apenas sobre nós dois.
Ela engoliu em seco, assentindo levemente, surpresa com a linha divisória clara que ele traçava entre o profissional e o pessoal.
— Me conte sobre a sua formatura — ele continuou, encostando-se na cadeira de couro, a postura mais relaxada. — Falta pouco para o fim do semestre. O que você planeja para depois que pegar o diploma?
Karine relaxou os ombros, e a partir dali, a conversa fluiu com uma facilidade que a impressionou. Ela falou sobre suas expectativas, o cansaço da entrega final do projeto, e ele ouviu com atenção real, destrinchando detalhes e fazendo comentários inteligentes que mostravam o quanto ele respeitava a mente dela, não apenas o seu corpo. Por incrível que pareça, a dinâmica funcionava tão bem que parecia que eles se conheciam há anos, e não que haviam cruzado a linha da intimidade há pouco mais de vinte e quatro horas.
Quando o jantar terminou, Karine fez menção de se levantar, juntando o seu prato e o copo para levá-los até a pia. — Deixa que eu guardo a louça…
— Não vai guardar nada — Namjoon a cortou imediatamente, levantando-se antes dela.
Antes que ela pudesse protestar, ele contornou a mesa, inclinou-se e a pegou novamente no colo, aninhando-a contra o peito. Karine soltou uma risada curta, segurando-se nos ombros dele enquanto era carregada em direção ao corredor da suíte principal.
— Namjoon… eu não sei se o meu corpo aguenta outra rodada daquela do balcão — ela confessou, a voz misturando brincadeira e um receio real, sentindo a pele ainda sensível.
Namjoon soltou uma risada baixa, um som sombreado e rouco que reverberou no peito dele, onde a bochecha dela estava encostada. — Não… dessa vez você vai descansar de verdade. Eu cumpro as minhas promessas, Karine, mas sei quando parar.
Ele entrou no quarto principal, onde a imensa cama king-size já estava com os lençóis de fios egípcios levemente puxados. Namjoon a depositou ali com o máximo de cuidado, puxando o edredom pesado e macio para cobri-la até os ombros.
Ele contornou o colchão e deitou-se logo atrás dela. O calor do corpo dele imediatamente envolveu as costas de Karine quando ele se acomodou na posição de conchinha, colando o peito largo na silhueta dela. O braço pesado de Namjoon envolveu a cintura de Karine, puxando-a ainda mais para perto, enquanto a outra mão subiu para a cabeça dela, iniciando um cafuné lento, os dedos longos massageando o couro cabeludo dela com uma constância hipnótica.
— Durma — ele sussurrou contra a nuca dela, a voz barítona agindo como um calmante potente no ambiente escuro. — Você precisa descansar muito bem esta noite. Amanhã nós precisamos estar muito dispostos.
Namjoon manteve os olhos abertos por mais alguns minutos no escuro. Enquanto os dedos continuavam o carinho ritmado, seu olhar desceu pelas curvas que a camisa preta ainda desenhava sob o edredom. O pensamento de como ele a acordaria na manhã seguinte cruzou sua mente; ele sentiu o próprio corpo dar sinal de alerta com o desejo visual daquela nudez parcial, a vontade de puxá-la e possuí-la ali mesmo arranhando o fundo de sua mente. No entanto, ele se segurou. A respiração de Karine já havia se tornado pesada e compassada; ela estava exausta, drenada por ele de todas as formas possíveis.
Ele depositou um beijo suave no topo da cabeça dela, aspirando o cheiro do shampoo misturado ao perfume dele na camisa. Poucos minutos depois, o cansaço do próprio dia puxou Kim Namjoon para baixo, e ele adormeceu, mantendo-a firmemente presa contra si durante toda a noite.
A bixinha com medo de ficar só o endereço
Será que é pedir muito
Um homem que cozinhe bem e coma bem tbm kk
Ta parecendo q ele me sequestrou kkkkk
Ai q sonho
Acho que o Namjoon se apaixou real
Mas gente os dois bem casal de namorados
A bicha incrédula que ele tava todo romântico
Nossa que cena romantica
[quote]Namjoon manteve os olhos abertos por mais alguns minutos no escuro. Enquanto os dedos continuavam o carinho ritmado, seu olhar desceu pelas curvas que a camisa preta ainda desenhava sob o edredom. O pensamento de como ele a acordaria na manhã seguinte cruzou sua mente; ele sentiu o próprio corpo dar sinal de alerta com o desejo visual daquela nudez parcial, a vontade de puxá-la e possuí-la ali mesmo arranhando o fundo de sua mente. No entanto, ele se segurou. A respiração de Karine já havia se tornado pesada e compassada; ela estava exausta, drenada por ele de todas as formas possíveis.
O homem só pensa em furunfar kkkkk
[quote]Namjoon soltou uma risada baixa, um som sombreado e rouco que reverberou no peito dele, onde a bochecha dela estava encostada. — Não… dessa vez você vai descansar de verdade. Eu cumpro as minhas promessas, Karine, mas sei quando parar.
Tenho minhas dúvidas, Sr Namjoon
[quote]A voz era um sussurro baixo perto de seu ouvido, acompanhada por um toque incrivelmente leve. A mão grande de Namjoon, que horas antes a prendia contra o concreto e a apertava com força no balcão, agora acariciava sua bochecha com a ponta dos dedos, afastando delicadamente algumas mechas de cabelo úmido de seu rosto.
Tão carinhoso rpz
Quem vê pensa