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A adrenalina que antes sustentava o corpo de Karine evaporou por completo assim que Namjoon se separou dela com um estalido úmido. Suas pernas, ainda trêmulas e bambas pela intensidade do que acabara de acontecer, ameaçaram ceder no momento em que ela tentou deslizar do balcão de mármore.

Percebendo o enfraquecimento imediato dela, Namjoon reagiu com a agilidade de sempre. Ele passou um dos braços firmes por baixo dos joelhos de Karine e o outro pelas costas dela, erguendo-a no colo sem o menor esforço. A camisa preta dele, agora amassada e desalinhada, cobria apenas o essencial enquanto ela apoiava a cabeça no peito nu e suado dele, sentindo os batimentos cardíacos do empresário finalmente desacelerarem.

Ele a carregou até o imenso sofá de couro texturizado da sala de estar. Com um desvelo que contrastava absurdamente com a crueza de minutos atrás, Namjoon a deitou sobre as almofadas macias.

— Fique aqui e descanse — ele ordenou, a voz agora limpa dos palavrões, retornando ao tom barítono, mas revestida de uma suavidade inédita. — Vou terminar de arrumar a comida e já venho cuidar de você.

Karine, com os olhos pesados e o corpo entregue a uma exaustão profunda, apenas observou a silhueta massiva dele se afastar em direção à cozinha. Antes de voltar para o fogão, Namjoon parou por um segundo, olhou por cima do ombro e deu aquele sorriso ladinho característico — sutil, mas carregado de uma cumplicidade quente — que fez o estômago de Karine flutuar. Em seguida, ele voltou a se concentrar nas panelas.

Não demorou mais do que alguns minutos para que o som baixo da espátula e o calor do apartamento embalassem Karine em um sono sem sonhos. Ela apagou completamente.

— Ei… acorda, Senhorita Min.

A voz era um sussurro baixo perto de seu ouvido, acompanhada por um toque incrivelmente leve. A mão grande de Namjoon, que horas antes a prendia contra o concreto e a apertava com força no balcão, agora acariciava sua bochecha com a ponta dos dedos, afastando delicadamente algumas mechas de cabelo úmido de seu rosto.

Karine abriu os olhos devagar, a visão meio embaçada pelo sono repentino. Por um instante, ela piscou repetidamente, sentindo-se como se estivesse presa em um sonho acordado. Olhar para Kim Namjoon, o temido “monstro de platina”, agindo com uma doçura tão genuína e paciente, parecia uma contradição de termos. Ela jamais imaginou que aquele homem milimetricamente controlado e impositivo pudesse carregar tanta delicadeza dentro de si.

Ela não disse nada, temendo que qualquer palavra pudesse quebrar o encanto daquele momento. Apenas retribuiu com um sorriso sonolento e estendeu a mão para que ele a ajudasse a se levantar.

A mesa de jantar já estava posta de forma impecável, iluminada apenas pelas luzes embutidas e quentes da cozinha americana. Eles se sentaram um de frente para o outro. O sabor da carne bem selada e do molho de alecrim estava perfeito, e por alguns minutos, o foco foi apenas aplacar a fome que a madrugada e a tarde intensa haviam cavado neles.

Em uma tentativa de trazer de volta a zona de conforto que conhecia, Karine limpou os lábios com o guardanapo e tentou puxar assunto. — Namjoon, sobre as revisões do zoneamento que o grupo da faculdade estava fazendo… e o relatório que preciso entregar na Kim Global amanhã…

Namjoon ergueu os olhos do prato, deixando os talheres descansarem por um segundo. O olhar dele não era duro, mas era definitivo. — Karine. Aqui na minha casa, nós não falamos sobre trabalho. Da porta para dentro, a Kim Global não existe. Aqui é apenas sobre nós dois.

Ela engoliu em seco, assentindo levemente, surpresa com a linha divisória clara que ele traçava entre o profissional e o pessoal.

— Me conte sobre a sua formatura — ele continuou, encostando-se na cadeira de couro, a postura mais relaxada. — Falta pouco para o fim do semestre. O que você planeja para depois que pegar o diploma?

Karine relaxou os ombros, e a partir dali, a conversa fluiu com uma facilidade que a impressionou. Ela falou sobre suas expectativas, o cansaço da entrega final do projeto, e ele ouviu com atenção real, destrinchando detalhes e fazendo comentários inteligentes que mostravam o quanto ele respeitava a mente dela, não apenas o seu corpo. Por incrível que pareça, a dinâmica funcionava tão bem que parecia que eles se conheciam há anos, e não que haviam cruzado a linha da intimidade há pouco mais de vinte e quatro horas.

Quando o jantar terminou, Karine fez menção de se levantar, juntando o seu prato e o copo para levá-los até a pia. — Deixa que eu guardo a louça…

— Não vai guardar nada — Namjoon a cortou imediatamente, levantando-se antes dela.

Antes que ela pudesse protestar, ele contornou a mesa, inclinou-se e a pegou novamente no colo, aninhando-a contra o peito. Karine soltou uma risada curta, segurando-se nos ombros dele enquanto era carregada em direção ao corredor da suíte principal.

— Namjoon… eu não sei se o meu corpo aguenta outra rodada daquela do balcão — ela confessou, a voz misturando brincadeira e um receio real, sentindo a pele ainda sensível.

Namjoon soltou uma risada baixa, um som sombreado e rouco que reverberou no peito dele, onde a bochecha dela estava encostada. — Não… dessa vez você vai descansar de verdade. Eu cumpro as minhas promessas, Karine, mas sei quando parar.

Ele entrou no quarto principal, onde a imensa cama king-size já estava com os lençóis de fios egípcios levemente puxados. Namjoon a depositou ali com o máximo de cuidado, puxando o edredom pesado e macio para cobri-la até os ombros.

Ele contornou o colchão e deitou-se logo atrás dela. O calor do corpo dele imediatamente envolveu as costas de Karine quando ele se acomodou na posição de conchinha, colando o peito largo na silhueta dela. O braço pesado de Namjoon envolveu a cintura de Karine, puxando-a ainda mais para perto, enquanto a outra mão subiu para a cabeça dela, iniciando um cafuné lento, os dedos longos massageando o couro cabeludo dela com uma constância hipnótica.

— Durma — ele sussurrou contra a nuca dela, a voz barítona agindo como um calmante potente no ambiente escuro. — Você precisa descansar muito bem esta noite. Amanhã nós precisamos estar muito dispostos.

Namjoon manteve os olhos abertos por mais alguns minutos no escuro. Enquanto os dedos continuavam o carinho ritmado, seu olhar desceu pelas curvas que a camisa preta ainda desenhava sob o edredom. O pensamento de como ele a acordaria na manhã seguinte cruzou sua mente; ele sentiu o próprio corpo dar sinal de alerta com o desejo visual daquela nudez parcial, a vontade de puxá-la e possuí-la ali mesmo arranhando o fundo de sua mente. No entanto, ele se segurou. A respiração de Karine já havia se tornado pesada e compassada; ela estava exausta, drenada por ele de todas as formas possíveis.

Ele depositou um beijo suave no topo da cabeça dela, aspirando o cheiro do shampoo misturado ao perfume dele na camisa. Poucos minutos depois, o cansaço do próprio dia puxou Kim Namjoon para baixo, e ele adormeceu, mantendo-a firmemente presa contra si durante toda a noite.

11 Comentários

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  1. Thamiris
    May 26, '26 at 5:09 pm

    — Namjoon… eu não sei se o meu corpo aguenta outra rodada daquela do balcão — ela confessou, a voz misturando brincadeira e um receio real, sentindo a pele ainda sensível.

    A bixinha com medo de ficar só o endereço

  2. Thamiris
    May 26, '26 at 5:05 pm

    A mesa de jantar já estava posta de forma impecável, iluminada apenas pelas luzes embutidas e quentes da cozinha americana. Eles se sentaram um de frente para o outro. O sabor da carne bem selada e do molho de alecrim estava perfeito, e por alguns minutos, o foco foi apenas aplacar a fome que a madrugada e a tarde intensa haviam cavado neles.

    Será que é pedir muito
    Um homem que cozinhe bem e coma bem tbm kk

  3. Karine
    May 24, '26 at 2:34 pm

    Namjoon manteve os olhos abertos por mais alguns minutos no escuro. Enquanto os dedos continuavam o carinho ritmado, seu olhar desceu pelas curvas que a camisa preta ainda desenhava sob o edredom. O pensamento de como ele a acordaria na manhã seguinte cruzou sua mente; ele sentiu o próprio corpo dar sinal de alerta com o desejo visual daquela nudez parcial, a vontade de puxá-la e possuí-la ali mesmo arranhando o fundo de sua mente. No entanto, ele se segurou. A respiração de Karine já havia se tornado pesada e compassada; ela estava exausta, drenada por ele de todas as formas possíveis.

    Ta parecendo q ele me sequestrou kkkkk

  4. Karine
    May 24, '26 at 2:31 pm

    — Não vai guardar nada — Namjoon a cortou imediatamente, levantando-se antes dela.

    Ai q sonho

  5. Iasmine
    May 22, '26 at 9:51 pm

    Ele depositou um beijo suave no topo da cabeça dela, aspirando o cheiro do shampoo misturado ao perfume dele na camisa. Poucos minutos depois, o cansaço do próprio dia puxou Kim Namjoon para baixo, e ele adormeceu, mantendo-a firmemente presa contra si durante toda a noite.

    Acho que o Namjoon se apaixou real

  6. Iasmine
    May 22, '26 at 9:50 pm

    Ele contornou o colchão e deitou-se logo atrás dela. O calor do corpo dele imediatamente envolveu as costas de Karine quando ele se acomodou na posição de conchinha, colando o peito largo na silhueta dela. O braço pesado de Namjoon envolveu a cintura de Karine, puxando-a ainda mais para perto, enquanto a outra mão subiu para a cabeça dela, iniciando um cafuné lento, os dedos longos massageando o couro cabeludo dela com uma constância hipnótica.

    Mas gente os dois bem casal de namorados

  7. Iasmine
    May 22, '26 at 9:49 pm

    Ela não disse nada, temendo que qualquer palavra pudesse quebrar o encanto daquele momento. Apenas retribuiu com um sorriso sonolento e estendeu a mão para que ele a ajudasse a se levantar.

    A bicha incrédula que ele tava todo romântico

  8. Iasmine
    May 22, '26 at 9:47 pm

    Percebendo o enfraquecimento imediato dela, Namjoon reagiu com a agilidade de sempre. Ele passou um dos braços firmes por baixo dos joelhos de Karine e o outro pelas costas dela, erguendo-a no colo sem o menor esforço. A camisa preta dele, agora amassada e desalinhada, cobria apenas o essencial enquanto ela apoiava a cabeça no peito nu e suado dele, sentindo os batimentos cardíacos do empresário finalmente desacelerarem.

    Nossa que cena romantica

  9. Marcela
    May 19, '26 at 1:33 am

    [quote]Namjoon manteve os olhos abertos por mais alguns minutos no escuro. Enquanto os dedos continuavam o carinho ritmado, seu olhar desceu pelas curvas que a camisa preta ainda desenhava sob o edredom. O pensamento de como ele a acordaria na manhã seguinte cruzou sua mente; ele sentiu o próprio corpo dar sinal de alerta com o desejo visual daquela nudez parcial, a vontade de puxá-la e possuí-la ali mesmo arranhando o fundo de sua mente. No entanto, ele se segurou. A respiração de Karine já havia se tornado pesada e compassada; ela estava exausta, drenada por ele de todas as formas possíveis.

    O homem só pensa em furunfar kkkkk

  10. Marcela
    May 19, '26 at 1:30 am

    [quote]Namjoon soltou uma risada baixa, um som sombreado e rouco que reverberou no peito dele, onde a bochecha dela estava encostada. — Não… dessa vez você vai descansar de verdade. Eu cumpro as minhas promessas, Karine, mas sei quando parar.

    Tenho minhas dúvidas, Sr Namjoon

  11. Marcela
    May 19, '26 at 1:25 am

    [quote]A voz era um sussurro baixo perto de seu ouvido, acompanhada por um toque incrivelmente leve. A mão grande de Namjoon, que horas antes a prendia contra o concreto e a apertava com força no balcão, agora acariciava sua bochecha com a ponta dos dedos, afastando delicadamente algumas mechas de cabelo úmido de seu rosto.

    Tão carinhoso rpz
    Quem vê pensa

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