Capítulo 1 – O Bisturi Quebrado
por FanfiqueiraO silêncio do centro cirúrgico era quebrado apenas pelo bipe rítmico e constante dos monitores. Kim Namjoon não piscava. Seus dedos, longos e firmes dentro das luvas de látex, moviam-se com uma precisão que beirava o desumano. Ele estava há sete horas operando uma aneurisma complexo; para qualquer outro, seria um pesadelo de exaustão, mas para ele, era onde se sentia mais vivo. No controle total entre a vida e a morte.

Quando o último ponto foi dado, ele se afastou da mesa. Não havia comemoração, apenas o peso gélido do dever cumprido.
Namjoon entrou no vestiário privativo, o som de seus passos ecoando no piso de mármore. Ele arrancou a máscara, revelando um rosto de ângulos duros e olhos que pareciam enxergar através das pessoas. O suor colava a mecha de cabelo na testa, e a adrenalina ainda pulsava, exigindo uma vazão que o trabalho já não supria totalmente.
O celular sobre a bancada vibrou. Era Jackson.
— “Diga rápido, eu acabei de sair de uma neuro.” — A voz de Namjoon saiu rouca, profunda, carregada de um cansaço perigoso.
— “Sempre o viciado em trabalho…” — Jackson riu do outro lado. — “Escuta, eu tenho o encontro perfeito para você hoje à noite. Uma mulher que finalmente está no seu nível.”
— “Esquece, Jackson. Não tenho paciência para joguetes sociais.” — Ele começou a desabotoar o uniforme azul, revelando o peito largo e a pele impecável.
— “Até para a filha do Senhor Min? Ela pediu especificamente para conhecer o ‘brilhante Doutor Kim’. E sabemos que o seu pai ficaria… satisfeito… se você aceitasse.”
Namjoon parou. O nome do pai era um gatilho de desprezo, mas o nome do Senhor Min trazia consigo um poder que até ele respeitava. Ele pensou em Karine.
— “Mande o endereço,” — sentenciou, desligando antes da resposta.
Ele entrou sob o chuveiro, deixando a água escaldante lavar o cheiro de hospital e antisséptico. Enquanto a água escorria pelos músculos tensos de suas costas, ele permitiu que seus pensamentos vagassem para o que viria a seguir. Ele não queria um jantar romântico; ele queria algo que o fizesse perder o controle que ele mantinha com tanto rigor.
Saindo do banho, Namjoon parou diante do espelho. Vestiu uma camisa de seda preta, deixando os dois primeiros botões abertos, e um terno sob medida que acentuava sua altura imponente. Ele colocou o relógio de platina — a única concessão ao luxo que usava — e aplicou um perfume amadeirado, denso, que exalava autoridade.
Ele checou o reflexo ele ajustou o nó da gravata e pegou as chaves do carro. Ao caminhar pelo estacionamento privativo do hospital, o som metálico de seus passos ecoava a solidão que ele escolhera para si. Ele entrou na sua SUV preta, o couro frio do banco casando perfeitamente com sua postura rígida. Ao ligar o motor, o ronco baixo e potente preencheu a cabine, mas sua mente já não estava mais ali.
Enquanto dirigia pelas avenidas iluminadas de Seul, o rosto de Karine invadiu seus pensamentos, transportando-o para duas semanas atrás.
Memória: O Jantar da Min Corp
O salão de festas da empresa do Senhor Min exalava opulência. Namjoon estava lá apenas por obrigação, segurando uma taça de vinho com desdém, observando as mulheres que se atiravam em sua direção com sorrisos ensaiados e segundas intenções óbvias.
Então, ele a viu.
Karine não estava no centro do salão, nem buscava a luz dos holofotes. Ela usava um vestido de seda esmeralda que abraçava suas curvas com uma elegância letal. Ela conversava com um grupo de acionistas, sua postura era impecável, mas o que prendeu Namjoon foi o brilho próprio. Ela não forçava a voz, não gesticulava em excesso; ela apenas existia, e sua existência parecia silenciar o resto do ambiente para os olhos dele.
Namjoon passou a festa inteira na penumbra, observando-a. Ele gravou o modo como ela inclinava a cabeça ao rir — um som suave que ele desejava ouvir de perto. Ele memorizou o modo como os olhos dela brilhavam sob os lustres de cristal e como ela deslizava a mão pelo cabelo de forma quase distraída. Havia algo de indomável nela, uma sofisticação que não era comprada, mas inerente. Ele sentiu, naquele momento, uma posse instintiva que nunca havia experimentado.
De volta ao presente, um leve sorriso surgiu nos lábios de Namjoon ao lembrar do olhar que ela lançou em sua direção pouco antes dele ir embora naquela noite.

Ele entrou em um cruzamento, o sinal estava verde para ele. Por um breve segundo, a imagem do sorriso de Karine projetou-se no para-brisa, tão nítida que ele quase pôde sentir o perfume dela.
O mundo explodiu.
Um som ensurdecedor de metal retorcido e vidro estraçalhado preencheu o ar. Um caminhão de carga, desgovernado, atingiu a lateral do motorista com a força de uma demolição. O carro de Namjoon foi arrastado por metros, girando violentamente até atingir um poste de concreto.
Dentro da cabine, o caos era absoluto. O airbag disparou com um estrondo, o cheiro de combustível e fumaça inundou seus pulmões. O sangue quente começou a escorrer de sua testa, turvando sua visão.
Namjoon sentiu a dor agonizante de suas costelas cedendo, mas, estranhamente, sua mente se recusava a focar na agonia. Em meio ao som de sirenes que começavam a surgir à distância e aos gritos de transeuntes, a última coisa que ele viu antes da escuridão total não foi o metal retorcido ou o asfalto frio.
Foi o sorriso de Karine. Aquele sorriso elegante e distante, brilhando em sua memória como uma promessa que a morte tentava roubar.
O som das ferragens sendo cortadas era agudo. — “Temos um código vermelho! É o Dr. Kim Namjoon!” — gritou um dos paramédicos, o pânico evidente na voz ao reconhecer o cirurgião mais talentoso do país naquela pilha de ferro velho.
O corpo dele, agora pálido e inerte, foi retirado com urgidade e colocado na maca. O monitor cardíaco apitava de forma irregular, um ritmo caótico que sinalizava a gravidade do trauma interno. Enquanto a ambulância disparava em direção ao hospital — o mesmo lugar onde ele, horas antes, salvava vidas — Namjoon mergulhava no abismo, com o nome de Karine gravado em seu último pensamento consciente.
O ambiente estéril que Namjoon costumava dominar agora era o cenário de sua própria ruína. A cirurgia para reconstruir seu corpo durou doze horas. Os cirurgiões, seus próprios colegas, trabalhavam em meio a um silêncio fúnebre enquanto tentavam consertar o homem que era considerado infalível.
Três semanas se passaram em um borrão de anestesia, febres e escuridão. Quando Namjoon finalmente conseguiu manter os olhos abertos por mais de uma hora, o cenário era um quarto de luxo na ala VIP, mas para ele, parecia uma cela.
Jackson entrou no quarto, segurando um café que já estava frio. O silêncio foi quebrado pelo som metálico da cama sendo ajustada. Namjoon estava pálido, com uma cicatriz que cortava parte de sua têmpora e o braço direito imobilizado em uma estrutura complexa de metal e pinos.
— “Você assustou todo mundo, cara,” — Jackson disse, tentando forçar um tom leve que não alcançava seus olhos. — “O velho Kim quase mandou fechar a cidade até acharem o motorista do caminhão.”
Namjoon não respondeu de imediato. Sua voz saiu como um sussurro áspero, arranhando a garganta seca:
— “A filha do senhor Min…” — Ele fez uma pausa, o nome dela sendo o único combustível que o manteve consciente nos momentos de dor. — “Ela veio? Ligou?”
Jackson desviou o olhar, ajustando desnecessariamente uma revista sobre a mesa de cabeceira. O silêncio dele foi uma facada.
— “Ela… ela enviou flores na primeira semana, Namjoon. Eu liguei para avisar do acidente, mas ela disse que está muito ocupada. Disse que, dada a situação… seria melhor vocês manterem distância para que você foque na sua ‘nova realidade’.”
O rosto de Namjoon se contorceu. “Nova realidade”. A desculpa era educada, mas o subtexto era cruel: ela não tinha interesse em um homem quebrado.
— “Não mande mais mensagens para ela,” — Namjoon interrompeu, a voz agora fria como o aço de um bisturi. — “Nunca mais mencione o nome dela ou responda qualquer coisa. Se ela me quer longe, ela terá um abismo.”
Quando Jackson saiu, o silêncio do quarto tornou-se sufocante. Namjoon levantou a mão esquerda e tocou, com dedos trêmulos, a estrutura de metal que prendia seu braço direito. Ele lembrou-se das palavras do chefe da neurocirurgia naquela manhã: “Namjoon, os nervos foram muito afetados… você terá uma vida normal, mas a precisão para operar… isso acabou.”
Ele olhou para as próprias mãos. Elas eram seu orgulho, sua identidade, seu único elo com uma vida que não dependia do nome sujo de seu pai. Sem a cirurgia, ele era apenas o herdeiro de um império sombrio que sempre tentou evitar.
“Então é isso,” pensou, enquanto uma lágrima solitária e carregada de ódio escorria por seu rosto. “Sem o bisturi, eu sou um monstro comum. E como agora estou assim, mutilado e inútil para o mundo dela, ela me descarta como um erro de cálculo.”
A mágoa em seu peito começou a se transformar em algo mais denso. Se ele não podia mais salvar vidas com aquelas mãos, talvez devesse abraçar o legado de sangue do pai. Se Karine o desprezava agora que ele estava por baixo, ele a faria entender que um homem que não tem nada a perder é muito mais perigoso do que um cirurgião de sucesso.
Ele fechou os olhos, a imagem do sorriso dela na festa agora manchada pelo gosto amargo da rejeição. O brilho dela não o encantava mais; agora, ele queria apenas apagá-lo.
Sabemos bem o que ele quer…
[quote]A mágoa em seu peito começou a se transformar em algo mais denso. Se ele não podia mais salvar vidas com aquelas mãos, talvez devesse abraçar o legado de sangue do pai. Se Karine o desprezava agora que ele estava por baixo, ele a faria entender que um homem que não tem nada a perder é muito mais perigoso do que um cirurgião de sucesso.
Ele ta só o ooooodio. Vai dá é bom
[quote]— “Mande o endereço,” — sentenciou, desligando antes da resposta.
Mudou de ideia rapidinho kkkkkk
[quote]— “Sempre o viciado em trabalho…” — Jackson riu do outro lado. — “Escuta, eu tenho o encontro perfeito para você hoje à noite. Uma mulher que finalmente está no seu nível.”
Esses encontros a cega, são ÓTIMOOOOOS
É o QUÊ ?? Qm ela pensa q é msm?Indignada
Aaaaa a visão que me faria ter um treco
Q Jackson?Wang?
Um nome aleatório que o google me deu kkk
Q delícia
Agora o bicho ta cheio de odio… passadaaa
vocês não vão vê l,mais seria vários emojis de vômito
Se eu vou no hospital,e esse é o médico
Entro com problemas no pé,e saio com problema de coração
Achei q ele iria querer se vingar dos outros, não dela kkk
[quote]— “Ela… ela enviou flores na primeira semana, Namjoon. Eu liguei para avisar do acidente, mas ela disse que está muito ocupada. Disse que, dada a situação… seria melhor vocês manterem distância para que você foque na sua ‘nova realidade’.”
Porra kkkkkkk só enviar flores foi foda msm
a Yrys vai adorar isso kkkk
És uma vadia sem coração kkk
(。•́︿•̀。)
Sorriso destruidor
(;>__<)
Hiperfoco nela kkk
Preciso cheirar esse cangote
♨︎ ♨︎ ♨︎ (fogo) kkk
Huum Dr Kim (¬‿¬)