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Namjoon destravou a porta do apartamento, abriu-a devagar e fez um gesto com a mão, dando espaço para Lia entrar primeiro. Ela passou, hesitante, os olhos correndo pelo ambiente como se estivesse em território inimigo. Parou quase no meio da sala, sem se mover mais.

Ele fechou a porta atrás de si, em silêncio, e andou até onde estava. A voz saiu baixa, mas firme:

— Senta. — apontou para o sofá.

Lia balançou a cabeça devagar. — Não. — a resposta veio rápida, um pouco nervosa, mas sem elevar o tom.

Namjoon suspirou fundo, passando a mão pelos cabelos num gesto frustrado. Deu alguns passos até ela e, sem pedir permissão, pegou as duas mãos dela, entrelaçando os dedos aos dela. Puxou-a levemente na direção dele, tentando diminuir aquela barreira invisível.

— Por favor… — disse, quase em súplica.

— Eu não quero. — repetiu, e a firmeza dela só fez o peito dele apertar.

Ele respirou fundo outra vez, segurando as mãos dela com mais cuidado, como se tivesse medo de que ela escapasse. Os olhos se fixaram nos dela, e pela primeira vez ele deixou a guarda cair de verdade.

— Eu já estava acostumado com a Jisoo. — começou, a voz baixa, carregada de peso. — Por tanto tempo ao lado dela, eu pensei que amor fosse isso… rotina, um futuro que eu achava que queria. Mas quando você apareceu, eu percebi que eu não queria aquilo, nunca quis, só estava acostumado com ela. Eu já não amava a Jisoo antes mesmo de você entrar na minha vida. Eu só… não queria enxergar.

Lia desviou os olhos, tentando se manter firme, mas o nó na garganta a impedia até de respirar direito.

Namjoon continuou, apertando de leve as mãos dela, como se buscasse coragem.

— Eu não sabia que não gostava dela. Me forcei a acreditar que estava certo, que era o caminho que eu tinha que seguir. Mas, mesmo inconsciente, mesmo sem perceber, eu gritava por você. — a voz dele falhou, e os olhos brilharam, como se ele também estivesse prestes a desmoronar.

O peito de Lia se inflou com um suspiro pesado. Os olhos dela marejados, quase entregando o quanto aquelas palavras a atingiam, mas havia orgulho, havia dor acumulada. Ela não queria ceder fácil.

— Você fala isso agora… — murmurou, engolindo o choro. — Depois de tudo…

Namjoon avançou meio passo, sem soltar as mãos dela. — Eu sei que não mereço seu perdão, Lia. Mas eu preciso que você saiba que o que sinto por você não tem nada a ver com fuga, nem com ela. É sobre você. Só você.

O olhar dela caiu para o chão, lágrimas ameaçando descer, mas ainda resistindo. O silêncio era tão denso que parecia gritar entre os dois.

Namjoon, vendo os olhos dela marejados, soltou um suspiro profundo. Soltou uma das mãos dela só para erguer o queixo de Lia com delicadeza, forçando-a a encarar seu olhar. Com a outra mão, acariciou a lateral do rosto dela, o polegar deslizando suavemente pela pele quente.

— Não chora… — disse baixo, a voz quase um pedido. — Eu juro… eu achei que você não sentia o mesmo que eu. Você… você mesmo disse, que o que tivemos foi apenas uma transa meia boca de uma noite, um erro pra esquecer.

Ele fechou os olhos por um instante, como se revivesse a dor de acreditar naquilo, e quando voltou a encará-la, os olhos estavam cheios de intensidade.

— Mas… no dia em que você me viu com a Jisoo… — a voz dele tremeu, carregada de arrependimento. — Eu vi, Lia. Eu vi seus olhos gritarem por mim. Ali, naquele instante, eu soube que eu não sentia sozinho.

Os dedos dele no rosto dela se firmaram, como se tentasse gravar cada detalhe.

— Foi por isso que fiquei longe esses dias da academia. Porque eu tinha medo… medo de se eu te visse, eu… — ele parou, engoliu seco, e num rompante a puxou para si.

Antes que ela pudesse reagir, Namjoon colou os lábios nos dela num beijo intenso, urgente, como se todas as palavras que ele não dissera até agora estivessem ali. O corpo dele se inclinou, pressionando-a contra o próprio peito, uma das mãos firme em sua cintura, a outra ainda acariciando seu rosto com a mesma delicadeza de antes.

Ela se afastou, os lábios ainda trêmulos pelo beijo, a respiração descompassada.

— Namjoon, eu… — a voz dela saiu fraca, entrecortada, quase como se fosse despencar em lágrimas.

Ele não deixou. Encostou o dedo nos lábios dela.

— Não. Não fala nada agora. — A mão dele deslizou para a dela, puxando-a com suavidade e ao mesmo tempo com uma firmeza que não deixava espaço para recusa. — Vem.

A conduziu até o sofá e a fez sentar, mas quando ela tentou levantar, Namjoon simplesmente a puxou de volta, fazendo-a cair no colo dele. As mãos dele estavam quentes, fortes, prendendo-a ali.

Ele olhou nos olhos dela, tão perto que ela sentia a respiração pesada dele contra sua boca.

— Me dá uma chance… — a voz dele saiu carregada de desejo e dor contida. — Me deixa te fazer feliz, Lia. Me devolve aquele sorriso que só você tem. Me deixa te abraçar até dormir tranquilo uma noite inteira.

Segurou o queixo dela com desejo, os olhos queimando contra os dela.

— Me enlouquece de novo… me fode com a sua boca mesmo se tiver gente na cozinha… — ele murmurou rouco, antes de esmagar os lábios contra os dela mais uma vez.

O beijo foi ainda mais intenso, desesperado, a mão grande agora subindo pela nuca dela, puxando-a para mais perto.

— Lia… — ele sussurrou contra o pescoço dela, a boca descendo em beijos e mordidas leves. — Eu não consigo parar… — respirou fundo, ofegante, como se pedisse salvação nela. — Se quiser que eu pare, me diz agora… porque eu juro que eu não vou conseguir sozinho.

Namjoon não conseguia mais se segurar. O beijo entre eles tinha começado como um pedido, mas rapidamente se tornou uma exigência. As mãos grandes dele desceram para a cintura de Lia, puxando-a com força para o colo dele no sofá. O corpo dele estava quente, a respiração pesada contra a boca dela, e o jeito como a língua dele dominava a dela não deixava espaço para recusa.

Ele afastou a boca só para respirar fundo e arrastar os lábios pelo pescoço dela, mordendo e sugando, deixando marcas. Lia gemeu baixo, os dedos finos agarrando os cabelos dele.

— Seja minha… por favor… — ele murmurou rouco, a voz embargada entre desejo e súplica. O olhar dele estava carregado, quase desesperado, como se implorasse mais do que só um corpo.

As palavras a atravessaram como fogo. Lia sentiu o coração disparar, e antes que pudesse responder, ele a empurrou contra o estofado do sofá.

As mãos de Namjoon deslizaram para dentro da blusa dela, subindo sem pressa até alcançar os seios. Ele apertou forte, os polegares brincando nos bicos enrijecidos, antes de arrancar a peça com impaciência e abocanhar um deles. O calor da boca e a sucção ociosa arrancaram um gemido alto de Lia, que se arqueou sob ele.

Namjoon chupava, mordia e lambia como se tivesse sede dela, uma fome antiga que finalmente encontrava saciedade. Uma das mãos dele já descia pela barriga, abrindo caminho entre as pernas dela. Sem aviso, enfiou dois dedos fundo nela, o movimento firme, molhado e obsceno. Lia quase gritou, agarrando o braço dele, mas ele não parou.

— Olha como você já tá encharcada pra mim… — ele sussurrou contra o seio dela, chupando com força enquanto os dedos mergulhavam cada vez mais rápido.

Ela gemia alto, sem controle, o quadril se movendo contra a mão dele, implorando por mais. Namjoon a olhou de baixo, os olhos escuros, e um sorriso depravado curvou seus lábios.

— Goza pra mim, Lia… agora.

E ela gozou. O corpo dela tremeu, a respiração descompassada, e ele não tirou os dedos até sentir cada espasmo dela. Quando finalmente retirou, estava coberto pelo gozo quente e escorregadio. Ele a fez olhar diretamente nos olhos dele quando levou os dedos à boca dela.

— Chupa. Prova como você é deliciosa.

Lia, ainda sem fôlego, obedeceu, sugando os dedos dele devagar, a língua envolvendo cada um. O gemido rouco de Namjoon ecoou pelo ambiente, a visão incendiando ainda mais o desejo dele.

Mas ele não parou por aí. Empurrou-a de volta contra o sofá, abriu as pernas dela e mergulhou a boca entre elas. A língua dele explorava cada dobra, cada ponto sensível, lambendo e sugando sem piedade. Lia se contorcia, gemendo alto, agarrando os cabelos dele.

— Joon… para… eu não vou aguentar…

— Vai sim — ele murmurou contra o sexo dela, a voz grave vibrando no ponto mais sensível. — seja minha Lia, seja minha… Por favor… seja só minha.

O gemido dela veio junto com outro orgasmo, forte, molhando a boca dele. Namjoon gemeu satisfeito, lambendo cada gota como se fosse um prêmio. Quando ergueu o rosto, estava com o queixo molhado e os olhos famintos.

— Droga… você me deixa insano. — Ele a puxou pelo braço, colocando-a de joelhos no sofá. — Agora abre essa boquinha pra mim.

Sem esperar, ele segurou a base do próprio pau, ainda mais duro e latejante, e encostou na boca dela. Lia olhou pra cima, os olhos marejados de desejo, e abriu. Ele gemeu alto quando sentiu a língua dela o envolver.

— Isso… chupa gostoso… — ele puxava os cabelos dela, guiando o ritmo, gemendo baixo enquanto a cabeça batia contra os lábios dela. — Engole… mostra o quanto me quer.

Lia obedeceu, engolindo cada centímetro, até as lágrimas escorrerem pelos olhos. Namjoon tremeu, a respiração descompassada, os gemidos ecoando. Quando sentiu que ia explodir, tirou rapidamente, segurou o rosto dela e esfregou a ponta nos lábios dela, ainda babados.

— Agora prova meu gosto também… — e gozou na boca dela, quente e intenso.

Lia engoliu sem hesitar, mostrando a língua depois, o olhar provocante. Namjoon rosnou, excitado de novo em minutos, puxando-a para baixo dele no sofá.

— Isso não acabou. — Ele a penetrou de uma vez só, fundo, fazendo-a gritar de prazer.

Os gemidos dela enchiam a sala enquanto ele a fodia com força, o estofado rangendo, o corpo dela sendo puxado e virado a cada estocada. Ele não parava de puxar o cabelo dela, morder os ombros, apertar a bunda. Lia se derretia sob o peso dele, o corpo inteiro em chamas.

Namjoon gozou de novo nela, mas não saiu. Continuou metendo, cada vez mais intenso, até ela se desfazer em um orgasmo longo e desesperado. Só então ele a puxou para os braços, ambos ofegantes, corpos colados, ainda tremendo.

Ele beijou o canto da boca dela, ainda sem fôlego, e murmurou:

— Agora você é minha… não tem mais volta.

— Não sou sua Namjoon — Ela disse com firmeza. 

Ainda dentro dela, com o corpo colado ao dela, Namjoon apertou o rosto de Lia entre as mãos, ofegante, a testa encostada na dela.

— Por quê? — a voz dele saiu rouca, carregada de desespero. — Por que não pode simplesmente ser minha, Lia?

Ela fechou os olhos por um instante, mordendo o lábio inferior, tentando recuperar o fôlego depois do que tinham acabado de fazer. Quando encarou o olhar dele, sua resposta veio seca, crua:

— Você não gosta de mim, Namjoon… gosta do sexo que tem comigo.

O impacto daquelas palavras fez os músculos dele enrijecerem. Ele piscou algumas vezes, como se tivesse levado um soco no estômago. A respiração dele ficou pesada, e por um instante ele não soube se a segurava mais forte ou se deveria soltá-la.

— Não… — ele murmurou, balançando a cabeça, os olhos marejados de raiva e dor. — Não fala isso. Você acha que eu estaria aqui, implorando pra você ser minha, se fosse só por sexo?

A mão dele tremeu ao acariciar o rosto dela, o polegar roçando no canto dos lábios dela ainda inchados.

— Eu poderia transar com qualquer outra mulher, Lia… mas nenhuma delas me deixa assim. Nenhuma delas me quebra, me desmonta, me deixa de joelhos. Só você. — a voz dele falhou no fim, misto de súplica e frustração.

Ele a encarava intensamente, como se esperasse que ela percebesse a diferença. Como se o sexo fosse só a forma mais desesperada que ele tinha de se manter perto dela.

Lia respirou fundo, ainda sentindo o corpo dele sobre o seu, quente, pesado, pulsando. O olhar de Namjoon estava cravado no dela, mas ela ergueu o queixo com firmeza, mesmo com a voz trêmula:

— Tá, Namjoon… — ela disse pausadamente. — Você… você vai ter que provar.

Ele franziu o cenho, confuso.

— Provar?

— Dois meses sem nada que se remeta a sexo. — Lia cravou o olhar nele, cada palavra como um desafio. — Vai ter que provar que me quer além disso.

Por um instante, o silêncio tomou o quarto. Namjoon não piscou, apenas ficou olhando para ela, a respiração curta. Então, com um meio sorriso incrédulo, ele passou a mão no cabelo, afastando-se um pouco.

— Dois… meses? — repetiu, a voz rouca, quase um sussurro. Ele riu baixo, sem humor, como quem não sabe se está sendo testado ou punido. — Você sabe o que está me pedindo, Lia?

Ela não desviou o olhar.

— Sei. E é exatamente por isso que estou pedindo.

Namjoon ficou em silêncio mais um momento, o maxilar travado. Então, com um suspiro pesado, ele voltou a se aproximar dela, encostando a testa na dela, mas agora sem pressão, sem imposição — só uma súplica silenciosa.

— Se é isso que vai te mostrar que eu não te quero só na cama… então eu aceito. — Ele respirou fundo, a voz falhando. — Vou aguentar. Dois meses. Sem nada. Mas você vai ver, Lia… eu não vou a lugar nenhum.

Nos primeiros dias, Namjoon pensou que seria fácil. Dois meses sem sexo. Ele já tinha decidido: provaria para Lia que o que sentia ia além da cama. Mas logo percebeu que não seria tão simples.

A primeira semana foi suportável. Beijos demorados, carícias inocentes e jantares tranquilos. Mas Lia começou a brincar com os limites. Uma noite, entrou na sala com uma camisola curta, sem se importar em usar nada por baixo. Sentou-se no sofá, ajeitando as pernas devagar, o tecido subindo cada vez mais.

— Está desconfortável, Namjoon? — ela perguntou, com um sorriso travesso.

Ele pigarreou, desviando o olhar para a televisão desligada. — Você sabe que está.

Ela se aproximou, o corpo quente roçando o dele, e sussurrou no ouvido:
— Dois meses, lembra? Quero ver se você aguenta.

Namjoon fechou os olhos, respirando fundo. Seus dedos quase cederam ao impulso de puxá-la para o colo, mas ele se levantou bruscamente. — Vou tomar um banho frio.

Na segunda semana, duas amigas dela apareceram em casa de surpresa. Vestidos curtos, risadas provocantes, jogando indiretas enquanto Lia fingia não perceber. Uma delas até encostou a mão no braço de Namjoon, elogiando a forma como ele cozinhava.

Ele se manteve rígido, educado, mas seus olhos sempre voltavam para Lia. E ela, sentada à mesa, observava tudo em silêncio. Quando as meninas foram embora, ele se aproximou dela.

— Você fez isso de propósito, não fez? — perguntou, encostando as mãos na mesa ao redor dela.

Lia levantou o queixo, encarando-o sem medo. — Eu só quero saber até onde você consegue ir por mim.

Namjoon mordeu o lábio, frustrado, mas não disse nada.

Na terceira semana, ela passou a dormir algumas noites com ele — mas distante, sempre virando de costas. Namjoon ficava deitado, imóvel, ouvindo a respiração dela, sentindo o perfume e o calor próximo demais. Às vezes, Lia se mexia de propósito, empurrando o corpo contra o dele, como se fosse sem querer.

Ele gemia baixo, sufocado. Um misto de desejo e tortura.

Uma noite, não aguentou e a puxou pela cintura. Beijou-a com intensidade, os corpos colados, sua respiração acelerada. Mas quando a mão começou a descer, ela o segurou firme.

— Dois meses, Namjoon. — O olhar dela estava sério, embora os lábios ainda ardessem pelo beijo.

Ele soltou um suspiro pesado, largando-se de volta no colchão. — Você vai me matar assim, Lia.

Ela sorriu de leve. — Talvez eu só queira ver até onde vai por mim.

Na quinta semana, Lia ousou ainda mais. Jantaram juntos, e ela simplesmente apareceu só de camisa e calcinha. Se serviu de vinho, se inclinando sobre a mesa de forma calculada, o olhar malicioso sobre ele.

Namjoon desviava o olhar, mas cada movimento dela era como uma provocação física. Ele chegou a fechar os punhos sobre a mesa, tentando se controlar.

No fim do jantar, ela se aproximou, sentando-se no colo dele. Beijou-o com suavidade, depois com intensidade, até que ele já não sabia mais onde começava a promessa e onde terminava o desejo.

Mas de novo, ela recuou. — Aguente firme. Ainda não acabou.

Ele riu sem humor, encostando a testa na dela. — Você não faz ideia do quanto está me torturando.

1 Comentário

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  1. IASMINE
    Feb 3, '26 at 6:27 pm

    Mas de novo, ela recuou. — Aguente firme. Ainda não acabou.

    Meu deus kkkkkkkk que diva!!!

Nota

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