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Assim que Tae e Jihye entraram, o apartamento foi tomado por olhares cúmplices. Jungkook, Namjoon, Lia e Yoo-na se entreolharam e começaram a rir.

— Por que vocês tão com cara de adolescente pego se pegando? — Jungkook soltou, erguendo uma sobrancelha, o tom irônico escancarando a provocação.

Jihye arregalou os olhos, o rosto corando imediatamente. Tentou arrumar o cabelo com uma das mãos, murmurando:

— A gente… não é nada disso…

Mas a expressão meio culpada, meio envergonhada só reforçava o que ninguém precisava confirmar.

Tae, impassível, pegou as caixas de pizza das mãos dela e levou todas até a bancada da cozinha. Colocou uma sobre a outra, e antes que alguém dissesse mais alguma coisa, voltou decidido, segurando a nuca de Jihye e grudando a boca dela na dele. O beijo foi profundo, barulhento, sem a menor intenção de disfarçar.

— Já que fomos pegos… — disse contra os lábios dela, sorrindo maliciosamente antes de voltar para mais um beijo.

— Uou… chega, chega! — Namjoon riu alto, erguendo as mãos como se fosse apartar uma briga. — Ou vão pro quarto logo, por favor.

Yoo-na disse baixinho, quase sem pensar:

— Ai, que inveja…

Namjoon, que estava bem ao lado, arqueou as sobrancelhas, curioso.

— Inveja? — perguntou com um meio sorriso.

Ela se sobressaltou, apertando os lábios e soltando uma risada sem graça.

— Não, é… besteira minha. É que ele parece ser um cara legal, decente… não parece do tipo que sai pegando qualquer uma por aí. — Ela deu de ombros, desviando o olhar. — É que… eu só dou azar. — Riu sem humor. — Só conheço cafajestes e… pegadores.

Ela mordeu o lábio inferior, olhando pro chão, tentando disfarçar a frustração.

Do outro lado, Jungkook sentiu o corpo inteiro reagir àquelas palavras. O ar pareceu ficar mais pesado, e ele precisou apertar as mãos nos joelhos para não demonstrar nada.

Pegador. A palavra soava como um espelho virado contra ele. Não tinha como negar — era assim que vivia, era assim que todos o viam. Sempre foi. Mulheres iam e vinham, nomes se perdiam, e nada ficava. Esse era o jogo. Era mais fácil manter assim do que se arriscar a magoar alguém de verdade.

Mas desde aquela noite com Yoo-na… tudo tinha virado de cabeça para baixo. Ele não tinha procurado por outra, nem mesmo pensado. A lembrança dela grudada em sua pele, a forma como o olhava, como ela gemia… isso não saiu mais da mente. Nenhuma outra servia. Nenhuma sequer despertava interesse.

E ouvir ela dizer aquilo agora, acreditando que homens como ele eram só azar e frustração… doía. Porque ela tinha razão. Mas ao mesmo tempo, não tinha ideia do efeito que tinha causado nele.

“Se ela soubesse que foi a única que ficou…”

Jungkook desviou o olhar, a mandíbula dura, tentando controlar a expressão. Era melhor que ninguém percebesse o que passava por dentro.

Namjoon observou Yoo-na em silêncio por alguns segundos. O riso sem humor dela não passou despercebido. Ele apoiou o braço no encosto do sofá, inclinando-se um pouco para o lado dela.

— Yoo-na… — começou, com a calma de quem pensa antes de falar. — O problema não é você dar azar. O problema é que você se acostumou a aceitar menos do que merece.

Ela ergueu os olhos, surpresa pela franqueza.

— Homens que só querem brincar existem em todo canto. Mas gente de verdade, que encara sentimento de frente… essa gente não é minoria. Só é mais difícil de encontrar porque você tá procurando no lugar errado. — Ele deu um meio sorriso, gentil. — Não deixa esse tipo de cara fazer você acreditar que amor é sinônimo de azar.

As palavras de Namjoon ficaram no ar, carregadas. Yoo-na mordeu o lábio, pensativa. Jungkook, por outro lado, sentiu como se a indireta tivesse sido lançada diretamente contra ele.

Foi nesse momento que, quase por instinto, Yoo-na ergueu os olhos do nada — e encontrou Jungkook olhando direto para ela.

Não era um olhar qualquer. Não havia a indiferença de sempre, nem a máscara impassível que ele usava tão bem. Os olhos escuros estavam cravados nos dela, pesados, intensos demais para alguém que “não ligava”.

Por um segundo, ela prendeu a respiração. O coração bateu rápido, e a sensação foi de que ele podia ouvir cada batida.

Jungkook não desviou. Pelo contrário — inclinou levemente a cabeça, como se estivesse tentando decifrá-la, ou talvez como se já soubesse de tudo que ela tinha dito. O maxilar contraiu, e um canto quase imperceptível da boca se ergueu num meio sorriso torto, carregado de ironia e algo mais sombrio.

— Então é isso que você pensa de mim? — murmurou, baixo o bastante para que só ela pudesse ouvir. A voz rouca parecia vibrar mais do que soar, firme, carregada de uma provocação perigosa.

Ele não esperou resposta. Apenas piscou devagar, como se dissesse “não tem ideia do que realmente sente”, e desviou o olhar, levando a mão ao copo sobre a mesa com uma calma ensaiada.

Mas Yoo-na ainda sentia aquele olhar queimando, como se ele não tivesse desviado coisa nenhuma.

Enquanto Yoo-na ria alto de alguma piada do Namjoon, e Lia se inclinava para servir a bebida a Jungkook no sofá, Taehyung e Jihye trocaram olhares cúmplices. Ele estava recostado no braço da poltrona, os dedos brincando com uma mecha solta do cabelo dela, sem pressa, mas com um fogo evidente no olhar.

Jihye mordeu o lábio, tentando disfarçar o riso, e se inclinou para sussurrar algo no ouvido dele. Taehyung soltou uma risada curta, discreta, levantou-se e, como se fosse apenas pegar algo, estendeu a mão para ela.

— Vamos… — murmurou baixo, quase inaudível, mas suficiente para que ela entendesse.

De mãos dadas, eles saíram de fininho, contornando o sofá com naturalidade. Nenhum dos outros parecia notar. Taehyung abriu a porta do quarto, puxando-a para dentro rapidamente, e fechou atrás de si.

Assim que a porta bateu, o clima mudou. Taehyung encostou Jihye contra a madeira, prendendo-a com o corpo. As mãos dele subiram pela cintura, explorando, apertando, o rosto a centímetros do dela.

— Estava me provocando desde que chegou… — a voz saiu grave, baixa. — Agora vai pagar por isso.

Ele colou os lábios nos dela, um beijo quente, faminto, misturando língua, mordidas, respiração acelerada. Jihye gemeu contra a boca dele, os dedos agarrando a camisa que ele logo arrancou com impaciência.

Taehyung não deu tempo para pensar. Puxou a blusa dela por cima da cabeça, expondo a pele macia. Deslizou a boca pelo pescoço dela, descendo até os seios, sugando e mordendo, deixando marcas roxas enquanto ela arqueava de prazer.

— Você gosta disso, não gosta? — ele provocou, a voz contra a pele dela.

Ele a empurrou até a cama, fazendo-a cair de costas. Em seguida, foi até o frigobar ao lado e puxou um copo com gelo. O sorriso dele se abriu malicioso.

— Quero ver você tremer por mim.

Pegou um cubo de gelo, pressionando contra o pescoço dela. O contraste da frieza arrancou um gemido surpresa. Ele deslizou lentamente o gelo pelo colo, entre os seios, descendo pela barriga. A água gelada marcava o caminho enquanto a língua dele seguia atrás, aquecendo a pele arrepiada.

— Porra, você fica ainda mais linda assim… — murmurou, sugando logo abaixo do umbigo.

Jihye se contorcia, gemendo alto, os dedos cravando nos lençóis. Taehyung continuou o jogo, passando outro cubo pelos mamilos já endurecidos, alternando o toque frio com o calor da boca, chupando, mordendo, sugando até ela gritar o nome dele.

Ele abriu a calça, tirou-a de uma vez, deixando a ereção saltar, latejante. Sem entrar ainda, inclinou-se entre as pernas dela, a língua explorando devagar, chupando o clitóris com força, depois lambendo toda a extensão, os dedos penetrando em ritmo alternado.

— Caralho… você tá tão molhada… — ele arfava, a boca colada nela, falando contra o sexo encharcado.

Ela gemia alto, arqueando o corpo, puxando os cabelos dele como se não suportasse tanta provocação. Taehyung aumentava o ritmo, chupando, lambendo, fodendo com os dedos, até ela estremecer inteira, chegando ao limite e gozando forte contra a boca dele.

Ele subiu por cima, lambendo os lábios, o gosto dela ainda presente.

— Agora é minha vez. — murmurou, alinhando-se e entrando de uma vez.

O gemido dela ecoou alto, misturado ao som da cama rangendo sob os movimentos intensos dele. Taehyung apoiou uma mão na cabeceira, a outra segurando o quadril dela, penetrando fundo, rápido, alternando investidas fortes e lentas, arrancando dela cada suspiro, cada gemido desesperado.

— Isso… geme mais alto pra mim. Quero que todos lá fora ouçam o que eu tô fazendo com você. — ele disse, voz rouca, o corpo suado colando ao dela.

As estocadas ficavam cada vez mais intensas, a cama rangendo de forma ritmada, até que os gemidos dela explodiram pelo quarto, acompanhando os dele, grave, arfado, quando o prazer finalmente os dominou.

Ele tombou ao lado dela, puxando-a contra o peito, ainda sorrindo com aquele jeito moleque, mas o brilho selvagem nos olhos não deixava dúvidas: aquilo ainda não tinha acabado.

13 Comentários

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  1. Karine
    Jan 7, '26 at 1:46 pm

    Mas desde aquela noite com Yoo-na… tudo tinha virado de cabeça para baixo. Ele não tinha procurado por outra, nem mesmo pensado. A lembrança dela grudada em sua pele, a forma como o olhava, como ela gemia… isso não saiu mais da mente. Nenhuma outra servia. Nenhuma sequer despertava interesse.

    Famoso “chá” kkkkk

  2. Karine
    Jan 7, '26 at 1:50 pm

    — Estava me provocando desde que chegou… — a voz saiu grave, baixa. — Agora vai pagar por isso.

    Queria pagar as minhas dividas assim tbm 🙁

  3. Karine
    Jan 7, '26 at 1:55 pm

    Ele tombou ao lado dela, puxando-a contra o peito, ainda sorrindo com aquele jeito moleque, mas o brilho selvagem nos olhos não deixava dúvidas: aquilo ainda não tinha acabado.

    Vem coisa forte aí (¬‿¬ )

  4. THAMIRIS
    Jan 16, '26 at 9:43 pm

    — Já que fomos pegos… — disse contra os lábios dela, sorrindo maliciosamente antes de voltar para mais um beijo.

    Pra não restar mais dúvidas

  5. THAMIRIS
    Jan 16, '26 at 9:45 pm

    Pegador. A palavra soava como um espelho virado contra ele. Não tinha como negar — era assim que vivia, era assim que todos o viam. Sempre foi. Mulheres iam e vinham, nomes se perdiam, e nada ficava. Esse era o jogo. Era mais fácil manter assim do que se arriscar a magoar alguém de verdade.

    Essa carinha de nenê inocente

  6. THAMIRIS
    Jan 16, '26 at 10:12 pm

    “Se ela soubesse que foi a única que ficou…”

    Bixin quase implorando

  7. THAMIRIS
    Jan 16, '26 at 10:35 pm

    Jihye mordeu o lábio, tentando disfarçar o riso, e se inclinou para sussurrar algo no ouvido dele. Taehyung soltou uma risada curta, discreta, levantou-se e, como se fosse apenas pegar algo, estendeu a mão para ela.

    Kk,já sabemos a proposta kk

  8. THAMIRIS
    Jan 16, '26 at 10:39 pm

    — Estava me provocando desde que chegou… — a voz saiu grave, baixa. — Agora vai pagar por isso.

    Jeito que eu queira pagar meus boletos

  9. THAMIRIS
    Jan 16, '26 at 10:40 pm

    — Você gosta disso, não gosta? — ele provocou, a voz contra a pele dela.

    Que mulher não gosta

  10. THAMIRIS
    Jan 16, '26 at 10:58 pm

    Jihye se contorcia, gemendo alto, os dedos cravando nos lençóis. Taehyung continuou o jogo, passando outro cubo pelos mamilos já endurecidos, alternando o toque frio com o calor da boca, chupando, mordendo, sugando até ela gritar o nome dele.

    Esse sabe como esquenta o clima

  11. THAMIRIS
    Jan 16, '26 at 11:00 pm

    Ele subiu por cima, lambendo os lábios, o gosto dela ainda presente.

    Homem sem nojinho, é um rei que não perde a coroa nunca

  12. THAMIRIS
    Jan 16, '26 at 11:01 pm

    Ele tombou ao lado dela, puxando-a contra o peito, ainda sorrindo com aquele jeito moleque, mas o brilho selvagem nos olhos não deixava dúvidas: aquilo ainda não tinha acabado.

    Bem vinda ao paraíso querida kk

  13. IASMINE
    Feb 1, '26 at 12:52 pm

    São muitas emoções no mesmo capítulo, jeykey e yoo-na, o Tae meu deus homem que isso com gelo é golpe baixíssimo

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