Destinada a te conhecer
por FanfiqueiraO apartamento estava silencioso, apenas a luz suave da tarde entrando pelas frestas da cortina. Jungkook e Yoo-na estavam jogados no sofá, cada um com uma caneca de chá, mas a conversa tinha ficado séria — mais profunda do que qualquer coisa que eles tinham imaginado compartilhar naquela altura.
— Eu nunca namorei. — Jungkook confessou, olhando fixamente para o líquido escuro dentro da caneca. — Nunca. Eu só… pegava mulheres. Sempre muitas. Parecia que precisava, sabe? Como se fosse insaciável. Mas no fundo, acho que era porque eu queria algo que nenhuma delas conseguia me dar.
Yoo-na o observava em silêncio, atenta, absorvendo cada palavra.
— Nada parecia suficiente. — ele continuou, rindo de si mesmo. — Então eu estava sempre atrás de outra. Já fiquei com quatro, cinco no mesmo dia.
Ela arregalou os olhos, mas um sorrisinho malicioso escapou dos lábios.
— Nossa… e já transou com quantas ao mesmo tempo? — perguntou, num tom provocador.
Jungkook soltou uma gargalhada baixa, inclinando-se mais perto dela.
— Você não vai querer saber dessa resposta… — murmurou, com aquele olhar que misturava desafio e desejo.
Ela riu, balançando a cabeça, mas logo ficou séria.
— Eu não tive esse tipo de vida… — começou, os dedos deslizando pela borda da caneca. — Perdi meus pais na adolescência. Desde cedo precisei me virar sozinha. Trabalhei em tudo quanto é lugar… mas consegui me formar. Hoje sou professora de educação física. Uma das melhores de Seul, pelo menos é o que dizem.
O sorriso dele suavizou, sincero.
— Estamos precisando de gente assim na minha academia…
— Sua academia? — ela franziu a testa, surpresa.
Ele assentiu.
— Minha, do Namjoon e do Tae. É a mais renomada de Seul.
Yoo-na arregalou os olhos, caindo na gargalhada.
— Não brinca comigo. Eu tenho uma entrevista numa dessas na segunda-feira.
O sorriso de Jungkook abriu ainda mais.
— Não acredito… É você? Namjoon disse um nome parecido com o seu, mas eu nunca cogitei.
— Então qual é o nome da academia? — ela provocou.
Ele respondeu e, quando ela confirmou, os dois explodiram em risadas. Mas os olhos dele logo escureceram, fixando-se nos dela com intensidade.
— Agora gostei mais ainda… — ele murmurou, deslizando os dedos pela coxa dela. — Vou te ver todo dia, o dia inteiro… e te foder a noite todinha.
Ele sussurrou isso nos lábios dela antes de tomar a boca de Yoo-na em um beijo intenso, quente, faminto. O corpo dela se moldou ao dele, e em segundos o sofá se tornou pequeno demais para os dois. Jungkook a puxou com força, uma das mãos agarrando sua bunda, apertando com firmeza, fazendo-a soltar um gemido contra sua boca.
Ele a deitou no sofá, cobrindo seu corpo com o dele, a língua explorando cada canto da boca dela. A respiração se misturava, os beijos ficando cada vez mais desesperados. Ele desceu pelos lábios, pelo pescoço, chupando a pele até deixá-la sensível, marcada.
As mãos dele eram ousadas — apertando, puxando, explorando cada curva.
— Você não tem ideia do quanto eu quero você… — ele murmurou contra a pele dela antes de abocanhar seu seio, chupando forte, a outra mão já descendo para entre as pernas dela.
Ela arqueou o corpo, perdida entre gemidos e suspiros, agarrando os cabelos dele. Jungkook se deliciava com cada reação, cada tremor.
Quando ele finalmente a penetrou, o gemido dela encheu o apartamento silencioso. Ele começou devagar, só para torturar, os olhos presos aos dela, mas logo aumentou o ritmo, intenso, profundo, fazendo o sofá ranger sob o peso deles.
— Porra… você é perfeita… — ele arfava, segurando firme na cintura dela, acelerando as estocadas.
Ela gemia alto, rebolando contra ele, se entregando sem reservas. Jungkook, excitado com a entrega dela, a puxou mais para a beirada do sofá, batendo na bunda dela com força, fazendo-a soltar um grito manhoso.
— Isso… geme pra mim… — ele sussurrava, mordendo o lóbulo da orelha dela, os movimentos ficando ainda mais intensos, mais sujos, até que os dois explodiram juntos, suados, ofegantes, destruídos um pelo outro.
Minutos depois…
Eles estavam largados no sofá, ainda entre risos e beijos que iam surgindo no meio das palavras. Ela se ajeitou meio de lado, o cabelo bagunçado caindo sobre os ombros, enquanto Jungkook brincava de deslizar os dedos na cintura dela.
— Não adianta fugir… — ele murmurou com aquele sorrisinho de canto, prendendo-a com as pernas, como se não fosse deixá-la sair dali. — Me fala… você já namorou? Como foi?
Ela soltou uma risada curta, desviando o olhar.
— Como você já sabe, e eu já te disse umas mil vezes… — ela brincou, fazendo careta. — Eu sempre tive dedo podre.
— Dedo podre? — ele repetiu rindo, provocando.
— Sempre. — ela revirou os olhos, mas o sorriso entregava que estava gostando de se abrir. — Eu ficava, namorava, mas sempre a mesma coisa: a gente dormia junto e… pronto. No dia seguinte, sumiam. Quando eu acordava, ou em casa ou em hotel, eles já tinham ido embora. Nem um bilhete, nada. Só… desapareciam.
Jungkook arqueou as sobrancelhas, divertido.
— Ahhh… por isso que você fez isso comigo, né? — ele disse com aquele tom brincalhão, mas com um olhar que a prendia sério por dentro.
Ela riu, mordendo o lábio.
— É… basicamente isso. — confessou, escondendo o rosto no peito dele de leve.
Jungkook inclinou o rosto, beijando os lábios dela devagar, como se quisesse mostrar na prática a diferença. O beijo foi longo, doce, até ele sussurrar contra a boca dela, quase roçando cada palavra nos lábios dela:
— Eu jamais faria isso com você. — a voz dele era firme, mas baixa. — Pode até ser o meu padrão… transar e ir embora. Ou mandar a garota embora. Mas com você… nunca. Desde aquela balada, desde o momento em que você começou a me dar patada… eu comecei a me encantar. Sem nem perceber na hora.
Ele deslizou o nariz no dela, como se risse da própria confissão, mas os olhos estavam cheios de sinceridade.
— Eu desejei você de um jeito diferente. Mais do que já desejei qualquer mulher.
Ela riu, os olhos brilhando de provocação:
— Ah, então você gosta de ser maltratado, né? — cutucou, mordendo de leve o lábio inferior enquanto encarava ele de perto.
Jungkook ergueu a sobrancelha, com aquele sorriso preguiçoso e cheio de charme.
— Com você… até gosto. — respondeu, arrastando a mão pela coxa dela. — Mas não vai achando que eu sou masoquista, não. É que quando vem de você, até suas patadas me deixam querendo mais.
Ele inclinou o rosto, roçando a boca na dela de novo, como se quisesse saborear a resposta antes mesmo de beijá-la.
— Acho que é porque no fundo eu sei que, por trás dessas patadas, você tava me escolhendo.
Ela se moveu devagar, segurando-se na borda do sofá, até sentir o peso dele atrás dela, quente e pulsante. Os dedos dele ainda repousavam na sua cintura, acariciando de leve, enquanto ela inclinava o quadril, encaixando-se nele com lentidão calculada. O contato da pele nua com a pele nua fez um arrepio percorrer seu corpo.
Ele soltou um gemido baixo, quase rouco, um som involuntário de prazer ao sentir a entrada dela envolvendo-o tão perfeitamente. Foi como se fosse um chamado silencioso para tudo que estavam prestes a fazer. Ela arqueou a coluna, deixando o peito mais exposto, e jogou a cabeça para trás, respirando fundo.
— Vamos ver se você gosta de ser torturado — murmurou ela no ouvido dele, a voz rouca e quente, quase um sussurro. Segurou firme o ombro dele, enquanto descia lentamente o quadril, sentindo o corpo dele latejar contra ela. Era um ritmo provocativo, quase cruel, cada movimento medido para arrastá-lo ao limite.
Ela começou a rebolar devagar, lenta demais, como se estivesse testando sua paciência. Os quadris subiam e desciam em movimentos quase hipnóticos, fazendo-o perder o fôlego. O som molhado do contato, combinado com o som dos seus gemidos baixos, preenchia a sala. Ela fechou os olhos por um instante, mordendo o lábio inferior, como se saboreasse a própria provocação. Quando ele tentou acelerar, ela puxou-o ainda mais para dentro, forçando-o a parar.
O silêncio foi quebrado por gemidos mais altos. Ele arfava contra o pescoço dela, agarrando a cintura com força, a pele das mãos marcando leves sulcos na sua pele. Ela sentia o corpo dele tremendo, mas se recusava a acelerar. Era um jogo — e ela sabia exatamente o que estava fazendo.
Ela beijava o peito dele enquanto seus movimentos se tornavam mais lentos e intensos. Deslizou a boca pelos músculos, arrastando a língua, parando de vez em quando para sugar e provocar. Quando chegava perto da boca, desviava, deixando-o preso num desejo não satisfeito. Cada toque era pensado para deixá-lo mais louco, mais pronto para explodir.
Ele soltou um gemido mais alto, quase um rosnado, puxando seu cabelo para trás com força. A pele dela arrepiava com cada movimento. — Porra… — murmurou, a voz rouca. — Para… não aguento mais…
Ela riu baixo, quase maliciosa. — Não vai fugir, não é? Não adianta. — Rebolou mais forte, devagar, como se fosse torturá-lo eternamente.
A respiração dele estava pesada, vibrante, o peito subindo e descendo rapidamente. As mãos dele apertavam sua cintura, marcando a pele. Gemia cada vez mais alto, e ela respondia com mais provocações. A boca dele se fechava sobre seu ombro, sugando, enquanto ele roçava o quadril com força, estocando apenas um pouco antes de parar novamente.
Ela suspirou fundo, deixando-se perder na sensação, sabendo que estava no controle. Seus movimentos lentos agora tinham propósito claro: deixá-lo implorar por mais. Ele gemeu baixinho, segurando-a com força, até perder completamente o controle.
Ele arqueou o corpo, segurando-a mais firme ainda. — Vai… vai mais fundo… — rosnou, a voz carregada de desejo e frustração.
Ela sorriu contra a pele dele, saboreando o efeito que tinha sobre ele. — Eu vou… mas não vai gostar — disse, sua voz baixa, quente, enquanto recomeçava a rebolar devagar, a provocação se transformando em um convite perigoso.
Jungkook arfava, cerrando os punhos no sofá, enquanto ela continuava a rebolar devagar, com aquele ritmo calculado, provocador demais. Foi então que ele perdeu a paciência. Num movimento brusco, segurou-a pela cintura, levantando-a e posicionando-a de frente para ele. Ela gemeu alto, encaixando-se ainda mais fundo, seu corpo tremendo com a pressão.
— Agora é minha vez — rosnou ele, a voz baixa, grave, carregada de desejo.
Ela riu roucamente, mordendo o lábio inferior enquanto olhava para ele. Não respondeu, apenas abriu mais as pernas, cedendo ao controle dele. Ele gemeu, o peito arqueado, a respiração irregular. A mão dele deslizou até seu pescoço, segurando-a firme, enquanto a outra apertava sua bunda com força, puxando-a contra ele.
Os sons dos corpos em contato se misturavam — gemidos profundos dela, resfôlegos dele, o som molhado do sexo entrando e saindo. Ele acelerou brutalmente, estocando fundo, repetidas vezes, como se quisesse marcar cada pedaço dela com seu desejo.
Ela rebolava, apertando-o, segurando a nuca dele com força, mordendo o ombro dele enquanto gemia alto. — Mais… vai mais fundo… — sussurrou entrecortada, a voz rouca, quase perdida em prazer.
Ele respondeu com um gemido mais grave, empurrando-a com força, quase arrancando dela um grito. — Porra, você me deixa louco… — disse, a voz carregada, quase um rugido. Cada palavra vinha entre estocadas intensas, brutais, deixando claro que ele não estava mais no controle.
Ela arqueou o corpo contra ele, fechando os olhos e soltando gemidos altos, longos, enquanto ele acelerava ainda mais. O sofá rangia sob o peso deles, cada batida fazendo a madeira e o tecido responderem em um som seco e profundo. Era pura carne contra carne, sem emoção além do desejo bruto.
Ela levou uma das mãos até seu próprio sexo, começando a massagear o clitóris com força enquanto rebolava sobre ele. O som dos gemidos dela se tornou ainda mais alto, acompanhado pelo respirar ofegante dele, pelo estalo seco das peles se chocando. Ele gemeu novamente, mais alto, apertando a bunda dela como se quisesse marcar cada centímetro.
— Vai… me fode até o fim… — ela gemeu, com a voz rouca, a respiração cortada. Ele respondeu com um sorriso curto, selvagem, e uma última batida mais profunda e forte, explodindo dentro dela.
Os dois ficaram presos naquele momento por segundos infinitos. O corpo dela arqueado, os músculos dele tremendo, a respiração pesada, entrecortada, quase desesperada. Gemidos baixos escapavam das suas bocas. Ele ficou ali, colado nela, o rosto encostado no pescoço dela, respirando pesadamente.
Ela gemeu baixinho, segurando-o pela nuca. Ele passou a mão pelo seu cabelo, puxando-a para um beijo profundo, intenso. Ainda dentro dela, ele começou a se mover de forma mais lenta, controlada, como se quisesse prolongar aquele momento até não restar mais força.
Os corpos suavam, as peles brilhavam sob a luz difusa, cada toque e movimento recheado de desejo cru. Os gemidos dela se tornavam mais altos, mais desesperados, e ele respondia com seu próprio prazer evidente, cada vez mais intenso.
Ela não se conteve. Gemia alto, apertando-o como se pudesse fundir-se com ele. — Jungkook… eu… eu vou gozar… — sua voz saía entrecortada, sufocada. Ele riu baixo, quase um rosnado, e respondeu: — Então goza comigo… agora!
O corpo dela tremeu, arqueando ainda mais, enquanto ele acelerava violentamente. Foi um instante prolongado de pura entrega física, até que os dois explodissem juntos novamente — gemendo alto, corpos contra corpos, num clímax compartilhado que parecia durar para sempre.
O gemido final dela foi arrastado, rouco, enquanto ele segurava firme sua cintura, estocando até o último fio de força. Eles permaneceram ali, ofegantes, corpos grudados, a respiração pesada preenchendo a sala. O som das peles se chocando lentamente dava lugar ao silêncio, quebrado apenas por seus suspiros e o som ritmado do coração acelerado.
Ela deslizou devagar de cima dele, encostando a testa na sua, ainda ofegante. Ele sorriu baixo, puxando-a para mais perto. Os dedos dele passearam lentamente pela sua pele, e ele murmurou entre seus lábios:
— Não quero largar você agora — ele disse, a voz suave mas carregada de possessividade.
Ela fechou os olhos, sorrindo contra o peito dele, como se estivesse se rendendo àquele momento. Ele passou a mão pelo seu cabelo, puxando-a levemente para mais perto, enquanto seus lábios descansavam sobre a sua testa.
O silêncio entre eles foi preenchido por pequenos suspiros e o som de respiração ritmada. Não havia pressa, não havia necessidade de palavras. Era só o toque, o calor, a presença um do outro.
Finalmente, ela se afastou um pouco, sorrindo cansada, mas satisfeita. — Acho que vou dormir agora. — disse baixinho, ainda encostada nele.
Ele riu baixo, puxando-a para mais perto e envolvendo-a com o braço. — Eu também… vamos para o quarto. — murmurou, a voz baixa e rouca.
Quando chegaram no quarto, se aninharam um no outro e adormeceram. No silêncio absoluto, exceto pelo som suave e ritmado da respiração dos dois, o calor dos corpos ainda unido numa quietude carregada de intensidade.
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