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Mais tarde naquele dia, o carro de Namjoon estacionou diante do prédio elegante, o som do motor silenciando devagar. Ele olhou pela janela e franziu o cenho, reconhecendo a fachada de imediato. Virou o rosto para Lia, ainda com a mão no volante, e murmurou:

— Pera… você… você trabalha aqui?

Lia soltou um risinho baixo, ajeitando a bolsa no colo. — Sou dona… por quê?

Ele piscou, como se ainda não acreditasse na coincidência. Passou a mão pelo queixo, pensativo. — É que… minha ex vem aqui umas duas, três vezes por semana.

Ela arqueou a sobrancelha, surpresa. — Sua ex? — e logo franziu a testa. — Qual o nome dela?

— Jiso… — respondeu, com naturalidade.

Lia ficou em silêncio por alguns segundos, tentando puxar na memória, até que estendeu a mão. — Me mostra uma foto dela.

Namjoon desbloqueou o celular e deslizou na galeria até encontrar uma foto. Virou o aparelho em direção a ela. Assim que Lia viu a imagem, tampou a boca com a mão, os olhos arregalados.

 Assim que Lia viu a imagem, tampou a boca com a mão, os olhos arregalados

— Minha nossa… — ela soltou, indignada. — A sua ex é uma escrota…

Namjoon piscou algumas vezes, confuso, a expressão fechando. — Escrota? — repetiu, como se precisasse de confirmação.

Lia percebeu o risco de falar demais, respirou fundo e tentou disfarçar, ajeitando o cabelo. — É que… ela destrata algumas funcionárias minhas. Por isso não gosto dela.

Ele ficou em silêncio, tentando juntar as peças, mas não teve tempo. Lia se inclinou de repente, pegando-o desprevenido. Seus lábios se colaram aos dele num beijo intenso, faminto, como se quisesse apagar qualquer outra conversa. Namjoon reagiu no mesmo instante, levando a mão à nuca dela e puxando com força. O beijo foi profundo, o suficiente para fazê-la soltar um gemido abafado contra a boca dele.

— Namjoon… — ela gemeu baixinho, entre um suspiro e outro, e logo sorriu nos lábios dele. — Seria um sonho se eu pudesse me acostumar com isso.

Ela afastou-se devagar, mordendo o lábio inferior com um sorriso fraco, quase melancólico, e abriu a porta do carro. Saiu, ajeitando a roupa, e seguiu rumo à entrada do prédio sem olhar para trás.

Namjoon ficou parado, as mãos ainda no volante, mas sem forças para ligar o carro. O coração batia pesado no peito, e o gosto do beijo permanecia nos lábios. Ele soltou um suspiro, encostando a cabeça no banco, e deixou escapar um sorriso torto.

— Droga… essa mulher ainda vai me pegar de jeito… — murmurou para si mesmo, antes de desviar o olhar para a entrada do prédio onde Lia tinha acabado de desaparecer.

  Lia não conseguia se concentrar no trabalho. Enquanto organizava a bancada, a voz de Namjoon ecoava na sua mente: 

“minha ex vem aqui umas duas, três vezes por semana”

O estômago dela revirou. Claro que lembrava. Como esquecer as vezes que aquela mulher aparecia ali, sempre com a postura arrogante, tratando mal algumas das funcionárias da equipe, e ainda se gabando alto dos homens que “pegava nas baladas”?

Ela soltou o ar devagar, tentando afastar as memórias, quando o celular vibrou discretamente sobre o balcão. Um torpor percorreu seu corpo ao ver o nome dele na tela.

“Desculpe por comentar sobre minha ex… não deveria ter citado ela…”

Lia respirou fundo antes de digitar a resposta. 

“Tá tudo bem… afinal, você terminou com ela ontem. Faz sentido você ainda pensar e falar sobre ela.”

Forçou um sorriso ao enviar a mensagem, mesmo que ele não pudesse ver. Era o que ela fazia de melhor: fingir estar bem para não magoar ninguém, esconder os próprios abismos atrás de uma máscara de serenidade. Mas, no fundo, ela sabia a verdade: tinha se rendido a Namjoon antes mesmo dele abrir a boca… ou ter mergulhado a boca nela naquela noite.

 Lia o segurou com um pouco de ansiedade.

 “Podemos… nos ver mais tarde?” — ela digitou, hesitante.

Do outro lado, silêncio. Os segundos pareciam se arrastar. Finalmente, a resposta dele surgiu.

“Ah… mais tarde tenho algumas coisas pra resolver.”

Ela respirou fundo e, mesmo com a garganta apertada, digitou: 

“É claro, nós… nos falamos depois.”

Tentou manter a voz firme até no pensamento, como se isso a protegesse da vulnerabilidade.

Mas o destino parecia brincar com ela. A porta do salão se abriu e, com aquele andar metido e sorriso arrogante, Jiso entrou. Lia sentiu o ar sumir dos pulmões. Ainda assim, ergueu os cantos dos lábios num sorriso treinado.

— Bom dia! — saudou, fingindo leveza.

Enquanto Jiso se ajeitava na cadeira, o celular de Jiso vibrou. O nome na tela quase a fez soltar o pente de susto. Namjoon ligando.

Ela atendeu automaticamente.

— Oi, amor?! — a voz doce e forçada de Jiso soou pelo espaço. Lia congelou.

— Ah, claro que podemos nos ver hoje — continuou a mulher, mexendo no cabelo, como se fosse natural. — E, Namjoon… me desculpe por ontem. Eu estava bêbada, não sabia o que estava fazendo…

Os olhos de Lia arderam de imediato, marejando. Ela se abaixou, fingindo procurar um spray, enquanto segurava a respiração para não deixar o choro escapar.

Do outro lado da linha, a voz dele: — Vou preparar um jantar aqui em casa.

O pente escorregou das mãos de Lia e caiu no chão. Ela o pegou rápido, disfarçando com um sorriso fraco.

— Me desculpe… — murmurou para Jiso, voltando ao trabalho, mesmo com o peito em frangalhos.

Quando terminou, Jiso pagou e, antes de sair, comentou casualmente com uma amiga que a acompanhava:

— Eu não posso perder o meu noivo… casar com ele é o degrau que falta pra eu alcançar o que quero.

O sangue de Lia gelou. O nó na garganta ficou quase insuportável.

— Com licença… — pediu baixinho, saindo rapidamente dali para respirar.

No fundo do salão, encostou-se à parede fria. Pegou o celular, abriu a conversa com Namjoon. A última mensagem dela ainda não tinha resposta. O coração deu um salto doloroso. Por um instante, quase deixou a primeira lágrima cair. Mas engoliu seco, respirou fundo, enfiou o celular tremendo na gaveta da bancada.

Decidiu: só tiraria dali na hora de ir embora.

A noite, na casa de Namjoon

A porta ainda nem tinha fechado quando Jiso agarrou Namjoon pela gola da camisa e colou a boca na dele. O beijo era faminto, molhado, cheio de mordidas e língua. Ela empurrou ele contra a mesa já posta, derrubando talheres e uma taça no chão.

— Joon… eu tava com saudade disso — ela arfou contra os lábios dele, roçando o quadril no dele, já sentindo o volume rígido por baixo da calça.

Ele segurou a cintura dela, puxando com força, e num movimento rápido ergueu a perna dela, apoiando na borda da mesa. A saia subiu, revelando a calcinha minúscula. Ele deslizou os dedos pela lateral, puxando o tecido pro lado e enfiando dois dedos nela de uma vez.

Jiso gemeu alto, se agarrando nos ombros dele, rebolando contra a mão que a penetrava.
— Caralho, você ainda sabe exatamente como me deixar molhada…

Namjoon curvou o pescoço, chupando o colo dela, descendo os beijos até um dos seios, mordendo por cima do tecido do vestido. Ela gemeu, arqueando as costas, e ele rasgou a parte da frente do vestido sem paciência, libertando os seios dela. Envolveu o mamilo com a boca, sugando com força enquanto os dedos continuavam entrando e saindo dela, fazendo barulhos molhados que ecoavam pelo ambiente.

— Isso… me fode com a mão, Joon… mais rápido… — ela arfava, com a voz embargada de prazer.

Ele obedeceu, acelerando o ritmo, até sentir ela tremer e se desmanchar toda na mão dele, gozando ali mesmo, contra seus dedos. Mas ele não parou. Ao contrário, tirou a mão lambuzada, passou pela boca dela, fazendo ela chupar os próprios fluidos, e depois desabotoou a calça.

O pau latejante saltou pra fora, e Jiso abriu as pernas em cima da mesa, puxando ele pra si.
— Mete em mim… agora, porra…

Namjoon encaixou sem aviso, entrando de uma vez só, fundo, fazendo ela gritar e arranhar as costas dele. A mesa rangeu sob o impacto, mas ele não se importou. Segurou firme na cintura dela e começou a socar dentro, cada estocada batendo forte, fazendo o corpo dela deslizar pela madeira.

O barulho da pele se chocando, os gemidos altos dela e os grunhidos dele tomavam conta da sala.
— Você gosta disso, né? — ele rosnou contra a boca dela. — Gosta de ser comida assim, feito cadela, na porra da mesa de jantar.

— Gosto… gosto pra caralho… — ela arfou, ofegante, as pernas tremendo ao redor dele.

Ele segurou uma das pernas dela e a ergueu mais alto, metendo ainda mais fundo, arrancando gritos dela. O corpo de Jiso se arqueava, os seios saltando a cada investida, enquanto ela rebolava tentando sugar mais dele.

Namjoon inclinou o corpo e lambeu um dos seios, mordendo o mamilo, enquanto enfiava com violência. A mão livre dele desceu até o clitóris dela, esfregando com pressão.

— Vai… goza pra mim de novo… quero sentir você se desfazendo no meu pau…

— Porra, Namjoon… — ela gemeu alto, o corpo inteiro tremendo até se contorcer, gozando forte contra ele.

Ele não parou, continuou metendo, ainda mais fundo e mais rápido, até que o próprio corpo dele não aguentasse mais. Enterrou com tudo, segurando firme na cintura dela, e gozou forte dentro, arfando contra o pescoço dela.

Era meia-noite em ponto. Jiso dormia profundamente, aninhada contra o peito dele, o rosto tranquilo, como se todo o passado tivesse sido apagado naquela noite. O cabelo dela espalhado sobre o braço dele, a respiração mansa, a mão pousada no abdômen dele como se quisesse prendê-lo ali.

Namjoon, no entanto, não conseguia desligar a mente. O jantar tinha sido agradável — conversas sobre futuro, sobre o tempo perdido, sobre perdão. Ele tinha confessado que tinha ficado com outra pessoa, e, para a surpresa dele, Jiso simplesmente sorriu fraco, disse que entendia e o puxou de volta para si. Depois, de outro sexo intenso, parecia o encaixe perfeito de dois corpos que já se conheciam há quatro anos. Três deles juntos oficialmente. Era isso que ele sempre achou que queria.

Mas, quando fechava os olhos, não era Jiso que surgia. Era Lia.
O jeito dela rir mesmo quando estava com sono, a intensidade que queimava como se fosse devorá-lo em cada beijo. Ele sentia o corpo reagir só de lembrar, e isso o irritava. Sacudiu a cabeça, apertando os olhos, tentando afastar aquelas imagens.

O celular vibrou na mesa de cabeceira. Ele esticou a mão com cuidado, para não acordar Jiso, e desbloqueou a tela.

“Oi Nam… vc deve tá bem ocupado ou dormindo essa hora, né? rs. Só mandando mensagem pra te dar boa noite…”

Namjoon ficou olhando a mensagem por longos segundos. Sentiu o peito apertar. Quis digitar algo, qualquer coisa. Mas os dedos não se moveram. Em vez disso, apoiou o celular de volta sobre a mesa e soltou um suspiro.

“Como eu vou dizer pra ela que voltei pra minha ex-noiva? Como explicar…?” — pensava, encarando o teto escuro.
Logo em seguida tentou se convencer:
“Foi só uma vez. Só uma noite. Ela vai entender… vai parar de mandar mensagens… logo passa.”

Deslizou o braço em volta de Jiso, puxando-a mais contra si. Sentiu o calor do corpo dela, ouviu o murmúrio sonolento que ela deixou escapar. Fechou os olhos, respirou fundo e decidiu ignorar a mensagem.

Deitou-se novamente, abraçando Jiso com força, como se quisesse se agarrar à decisão de não deixar nada atrapalhar o que tinha acabado de reconstruir.

Mas o nome “Lia” ainda ardia silencioso na mente dele.

Um pouco distante dali, no quarto de Lia…

Lia estava deitada na cama, o apartamento silencioso, apenas a luz fraca do abajur iluminando o quarto. O celular ainda na mão. Quando viu a confirmação de visualização, um sorriso tímido escapou, quase involuntário. “Ele viu…” pensou. Os olhos permaneceram fixos na tela, esperando que ao menos um “boa noite” aparecesse.

Os minutos começaram a escorrer lentos. Primeiro um, depois dois, depois cinco. A tela continuava vazia. Nada.

O sorriso foi se desfazendo, dando lugar a uma expressão perdida. Cada minuto que passava parecia pesar mais no peito. Os olhos ardiam e, antes que ela pudesse controlar, as lágrimas começaram a se acumular. Um soluço curto escapou, e ela mordeu o lábio, tentando conter o choro — mas não conseguiu.

Um sorriso fraco e quebrado apareceu no rosto molhado. Ali, sozinha, Lia entendeu. Não haveria mais mensagens dele. Não depois daquela noite.

Ela engoliu seco, apertando o celular contra o peito como se pudesse segurar, nem que fosse por um instante, a sensação que teve com ele. A voz saiu baixa, um sussurro rouco, apenas para si mesma:

— Ele voltou pra ela… droga…

Fez um biquinho, os olhos fechados, lágrimas rolando pelas têmporas.

— Ela não te merece, Nam… — murmurou, a voz embargada.

O celular escorregou da mão e caiu ao lado do travesseiro. Lia chorou baixinho até o corpo cansar e o sono finalmente levá-la.

1 Comentário

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  1. IASMINE
    Feb 1, '26 at 3:04 pm

    manooooo que dó a Lia, aaaah veyr ela é muito fofa tadinha

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