Nova vida
por FanfiqueiraNa última semana…
Lia entrou no apartamento em silêncio, chamando por Namjoon algumas vezes, mas não obteve resposta. A sala estava vazia, o quarto também. Então ela ouviu. O barulho do chuveiro aberto, constante, abafado pela porta do banheiro.
Curiosa, foi se aproximando. O coração acelerou quando percebeu os gemidos baixos vindo lá de dentro. A mão dele batendo ritmada contra a pele, a respiração pesada. Namjoon estava se masturbando debaixo da água quente, a cabeça encostada na parede, o nome dela escapando entre os dentes.
— Lia… ahh… Lia…
Ele gemeu alto, o corpo inteiro tremendo quando gozou. Ficou ofegante, apoiado com a palma aberta na parede, deixando a água escorrer sobre ele. Riu sozinho, um riso rouco, frustrado.
— Dois meses me fodendo a cabeça… e eu aqui, punhetando, em vez de meter nela… — murmurou para si mesmo, balançando a cabeça. Mas no fim, deu um sorriso torto. — Mais que caralho, como eu fui amar alguém tão intensamente assim?
Lia, que havia visto tudo pela fresta da porta, não aguentou mais. Empurrou a porta do box e entrou ainda vestida, a água encharcando suas roupas em segundos. Ele arregalou os olhos.
— Lia?!
Ela não respondeu. Apenas segurou o rosto dele com força e o beijou. Um beijo intenso, desesperado, molhado. A roupa colando no corpo dela, os seios duros contra o peito dele. Quando a língua dela invadiu a boca dele, suas mãos já estavam arrancando a própria roupa sem pensar duas vezes.
Namjoon a segurou pelos pulsos, ofegante. — Espera… calma. Ainda não acabou o prazo, faltam alguns dias.
Ela mordeu o lábio, olhando fundo nos olhos dele, e rosnou: — Foda-se os dois meses.
Voltou a beijá-lo com ainda mais fome, e quando já estava completamente nua, ele simplesmente a pegou pela cintura e a tirou do box. A água ainda escorria dos dois enquanto ele a carregava para a cama, deitando-a de costas.
Sem perder tempo, desceu pela pele molhada dela, chupando os seios com força, sugando cada mamilo como se tivesse sede. Lia gemeu alto, puxando os cabelos dele.
— Namjoon… — ela arfou, puxando o rosto dele de volta para um beijo urgente. — Eu também te amo.
Ele parou por um segundo, encarando-a como se as palavras o atravessassem. Os olhos escuros se iluminaram, a respiração falhou. Então ele simplesmente a virou na cama, entrando nela de uma vez, fundo, sem piedade.
Lia gritou, arqueando as costas, e ele começou a meter com força, como se tivesse guardado dois meses de desejo só para aquele momento. O som dos corpos batendo preenchia o quarto, gemidos abafados se misturavam à respiração pesada.
Ele a segurava pela cintura, puxando-a contra si, estocadas rápidas e intensas. Às vezes parava para beijá-la com violência, mordendo seus lábios, e depois voltava a fodê-la ainda mais fundo.
Ela arranhava suas costas, gemendo cada vez mais alto, o corpo inteiro entregue. — Isso… mais forte…
Namjoon não parava, com fome, com sede dela. Dois meses de espera explodindo em um ritmo desesperado, cada estocada uma mistura de frustração. Ele grunhiu, enterrando o rosto no pescoço dela.
— Você é minha agora?
— Sim, Namjoon. — Ela disse segurando o rosto dele com as duas mãos antes de voltar a beijar ele.
E juntos, entre gemidos e suor, gozaram como se tivessem esperado uma vida inteira por aquele momento.
Dias depois…
Yoo-na saiu da sala de pilates ainda com a toalhinha no pescoço. Assim que abriu a porta, Jungkook já estava ali encostado na parede, braços cruzados, um sorriso safado brincando nos lábios.
— Tenho quinze minutos… — ele disse baixo, inclinando-se até ela, os olhos brilhando de desejo. — Precisamos ser rápidos… depois só à noite.
Ela riu, sacudindo a cabeça.
— Hoje à noite não posso. É noite das meninas. A Jihye vai lá em casa… desde que ela e o Tae se casaram em Las Vegas, mal vemos ela.
O sorriso dele desfez-se num instante, dando lugar a um biquinho manhoso. Jungkook inclinou a cabeça, como um menino contrariado.
— Então eu vou ficar sem te ver até amanhã?
Ela riu da cena, achando fofo demais, e beliscou a bochecha dele.
— Você sobrevive, Jeon.
Ao passarem pela recepção, ele falou casualmente para a atendente:
— Desmarca minha próxima aula.
A recepcionista o olhou confusa, mas apenas assentiu. Yoo-na riu baixinho, cutucando-o na costela.
— Você não vai fazer isso de novo, né?
Ele piscou, divertido.
— Vou sim. — pegou-a pela mão, puxando-a. — Agora tenho mais tempo…
E em poucos minutos, os dois estavam trancados no escritório dele.
No horário do almoço, Lia entrou silenciosa na sala de Namjoon. Ele estava de costas, cadeira virada para a janela, tão imerso em seus pensamentos que nem percebeu a presença dela. Ela deixou a bolsa no sofá e, com um sorriso travesso, foi até debaixo da mesa.
Sem aviso, puxou a cadeira dele e abaixou o zíper da calça, liberando o membro dele. Namjoon arfou, surpreso, quando sentiu a boca dela o envolver quente e fundo.
— Oi, amor… — ele gemeu, a voz rouca. — Cada dia me surpreende de uma maneira diferente… ahhh…
Ela intensificou o movimento, sugando com mais firmeza, a língua acariciando cada veia dele. Namjoon deixou a cabeça cair contra o encosto, a mão grande indo parar nos cabelos dela, incentivando o ritmo.
— Caralho, Lia… — escapou entre gemidos. — Que boca gostosa, porra…
O olhar dela subiu, cheio de malícia, enquanto não parava um segundo. Estava adorando a reação dele, o jeito como as palavras saíam sem filtro, carregadas de prazer.
Enquanto isso, em outro canto do mundo, Taehyung e Jihye chegavam ao aeroporto, depois de uma lua de mel que já tinha passado por dois países. Tae carregava as malas pesadas sozinho, e a cada banco que avistava, olhava para ela preocupado.
— Senta um pouquinho, amor. Bebe uma água, vai. — ele insistia, quase implorando.
Jihye ria, segurando a mão dele.
— Tae, eu não sou de vidro.
— Não quero arriscar. — ele retrucou, colocando as malas no chão por um momento e passando a mão em suas costas. — Prefiro que você pense que eu sou exagerado do que ver você cansada.
Ela suspirou, achando doce aquele excesso de zelo. Quando se levantou de novo para seguir até a saída, sua mão instintivamente acariciou a barriga.
— Será que eles vão notar alguma coisa? — perguntou com um sorriso tímido.
Tae parou no meio do corredor, os olhos brilhando de emoção.
— Amor… ainda não dá pra ver. — e inclinou-se, beijando de leve a testa dela.
Dois dias depois da chegada de Taehyung e Jihye da lua de mel, a sala do apartamento deles estava cheia de vozes e risadas. A mesa de centro estava coberta de petiscos, e o sofá mal dava conta de tanta gente espalhada entre almofadas e cadeiras. O clima era de reencontro, mas também de curiosidade — afinal, todo mundo queria saber como tinha sido a viagem.
Yoo-na se aconchegou perto de Jungkook, mas ele não resistiu: em questão de segundos, puxou-a para o colo, sem se importar com as risadinhas dos outros.
— Você nunca se cansa de grudar em mim? — ela perguntou, meio rindo, meio envergonhada.
Jungkook fez um bico, apoiando o queixo no ombro dela.
— Passei noites demais dormindo sem você. Agora que dou um jeito de dormir com você todas as noites, não vou abrir mão. Por enquanto… isso é suficiente pra mim. — os olhos dele brilhavam, como se guardassem algo que não dizia em voz alta.
Namjoon, sentado mais adiante, não resistiu à provocação.
— Suficiente? Pelo jeito, você tá se contentando com pouco, Jungkook. — e lançou um olhar carregado de malícia para Lia, que estava ao seu lado.
Ela bufou e deu um tapa no braço dele.
— Para de falar besteira.
Mas o riso dela a entregou. A intensidade entre os dois estava escancarada. Lia lembrava de manhãs em que mal conseguiam sair da cama, de vezes em que tinham que se recompor no banheiro da academia porque não aguentavam esperar chegar em casa, da água do chuveiro abafando os gemidos. Cada lembrança fazia seu rosto esquentar, e o sorriso de Namjoon só aumentava ao perceber.
— Vocês dois deviam se controlar um pouco. — Yoo-na provocou. — Outro dia quase topei com vocês no corredor da academia… achei que tinha entrado no vestiário errado.
Lia corou de vez, e Namjoon apenas deu uma risada grave, sem negar.
— Não é culpa minha. — ele disse, olhando diretamente para ela. — É impossível não querer quando ela tá perto.
O silêncio breve e carregado de insinuação fez Jihye rir baixinho e quebrar o clima.
— Vocês continuam os mesmos.
Taehyung, que até então estava trazendo mais sucos da cozinha, parou ao lado dela e a puxou de leve para o sofá. Ele parecia nervoso, mas sorria com aquele cuidado protetor que todos já tinham notado desde que eles chegaram da viagem.
— Pessoal… — Tae começou, limpando a garganta. — A gente queria aproveitar que estamos todos juntos pra contar uma coisa importante.
O burburinho diminuiu, todos atentos. Jihye apertou a mão dele, os olhos marejados, mas cheios de alegria.
— Nós estamos grávidos. — ela disse, a voz firme apesar da emoção.
Por um segundo, o silêncio reinou, até que Yoo-na soltou um gritinho e pulou do colo de Jungkook para abraçar a amiga.
— Eu sabia! — ela riu, emocionada. — Eu sabia pelo jeito que você se acariciava toda hora, e o Tae parecendo guarda-costas vinte e quatro horas.
Lia levantou também, os olhos brilhando.
— Meu Deus, Jihye… vocês vão ser pais! — abraçou os dois, e até Namjoon se levantou para bater no ombro de Taehyung, sorrindo de orgulho.
Jungkook, ainda sentado, deixou escapar um sorriso enorme, mas também emocionado.
— Vocês dois merecem. Vai ser a criança mais mimada do mundo, tenho certeza.
Tae riu, aliviado com a reação calorosa.
— Espero que seja cercada de tanto amor quanto a gente recebeu até agora.
O apartamento se encheu de uma nova energia. Era como se, naquele instante, cada um deles percebesse que suas histórias estavam se entrelaçando de um jeito ainda mais forte: Jungkook e Yoo-na, com a cumplicidade de quem rouba noites juntos só para matar a saudade; Namjoon e Lia, vivendo uma paixão tão intensa que queimava em cada olhar; e agora Tae e Jihye, prontos para começar uma nova família.

Aaaaah gente que fofura esse final.. os 3 amigos com as 3 amigas e teteco ainda sendo papai